Cárcere Profano Follow einer Story

lethwen Vanessa

A luxúria curvou os lábios em um sorriso desdenhoso e impertinente. Ela manchou o canino branco com o batom vermelho ao morder o próprio lábio, deleitosa com o pensamento ardiloso. Uma brincadeira nem tão inofensiva assim, pensou Etherea. Como de costume, ele estava vestido de preto, demonstrando a carranca, uma feição aristocrata e brutal, um lobo em uma pele bronzeada, pronto para devorar e profanar. Era um banquete sensual para as mortais. Não se deve provocar uma fera sem esperar o ardor de sua fúria em troca, mas para ela, todo o prazer é bem-vindo, especialmente quando as mãos aveludadas e a lingerie preta dela são o único entorpecente para aquele homem indomável, o dono do submundo e lorde da Ira, Hades. Pecados utilizados: Luxúria e Ira.


Kurzgeschichten Nur für über 18-Jährige.

#Sete-pecados-capitais #sobrenatural #conto #original #capítulo-único #romance #erótico
Kurzgeschichte
1
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Capítulo Único.

Cárcere Profano

Capítulo Único


 


O sorriso dela esbanja o desejo;


O andar insinua desafio;


O olhar lascivo busca a perdição pintada em tons profanos.


A noite era tão mortal quanto os perigos mais sombrios, mas para Etherea, o ar carregado de entorpecentes químicos, do calor humano e de cheiros embriagantes, era um convite íntimo para se libertar. Ela sorriu, revelando os dois caninos branquíssimos entre os lábios volumosos e pintados de rubro. O olhar âmbar seguiu o movimento erótico dos corpos dançantes naquele covil de amantes do rock, do sexo em palavras.


Ela estava ali para caçar, e entre os mortais não existia paisagem mais promíscua e promissora do que um bando de cordeiros entregues as paixões da vida. Ela caminhou exibindo as curvas delineadas e indecentes, transparentes na calça de couro preta e no decote escandaloso.  


A luxúria curvou os lábios em um sorriso desdenhoso e impertinente. Ela manchou o canino branco com o batom vermelho ao morder o próprio lábio, deleitosa com o pensamento ardiloso. Quão voluptuosa sentir-se-ia se o guerreiro mais feroz a desejasse?


Ela acariciou o canino com a ponta da língua, repousando a mão envolta em uma luva de motoqueiro no braço torneado de um humano. O quadril da duquesa ondulou provocativo no ritmo do som inebriante. As luzes, púrpura e safira, ocultaram o sorriso satisfeito dela quando o olhar faminto e carmesim de Hades recaiu sobre os movimentos insinuosos.


Demônios adoram loiras, diziam os ditados, e Etherea sentiu o ego cintilar maravilhosamente diante da constatação. Os seus fios ondulados eram uma verdadeira cascata impiedosa e ardente. Um dilúvio de necessidade arrepiou a pele tatuada dela, como uma carícia íntima.


Ela riu contidamente, e como esperado, a risada sedosa chegou até Hades enquanto a contemplava escorado no balcão de bebidas. Ele estava vestido de preto, demonstrando a carranca, uma feição aristocrata e brutal, um lobo em uma pele bronzeada, pronto para devorar e profanar. Era um banquete sensual para as mortais.


O direito de desejo sempre pertenceu a ambição, mas a pretenciosa e extrovertida imortal só queria brincar, uma brincadeira nem tão inofensiva assim. As cicatrizes de guerras passadas não fariam tanto estrago quanto o desejo ardente que detonaria cada veia submersa na adrenalina.


As terminações nervosas que há muito pareciam adormecidas se agitaram quando uma humana delicada se aproximou do lorde. Uma onda perigosa de desafio arrepiou a pele da duquesa ao ver Hades mirando aquele corpo feminino e minúsculo ao seu lado, esbanjando um sorriso improvisado.


Só ela sabia o quanto ele aprovava as correntes invisíveis que o mantinham consciente, longe da fera interior, da fúria incontrolável do demônio que o dominou, distante do amor de qualquer mulher. Se fosse um humano, Etherea teria chamado o acaso de atração animalesca, mas aquele homem estava fora dos seus limites, muito próximo da violação das regras do submundo e ela amava a ideia.


O sangue de Etherea ferveu no momento em que o olhar dele caiu sobre ela com uma intensidade desmedida, em prol do seu próprio desafio subliminar. O maldito estava usando uma blusa com um rasgo no colarinho. O tecido caindo propositalmente sobre o peito definido era a primeira agressão em sua forma mais pura.  


O baque do salto da bota de guerrilha da duquesa soou suave em contraste com o som brutal da música. Como uma felina, ela abriu espaço entre os corpos dançantes. A cada passo para perto dele, ele se afastava um, sempre exibindo um sorriso que espalhava tremores na pele dela. Etherea quase ficou imponente por aquele apelo.


Depois de séculos privada de um prazer descomunal, ela pensou que estava na hora da cobrança. Quando aquele lorde impiedoso era tomado pela fúria, Etherea limpava a bagunça dos demônios inferiores¹ mutilados.


Por que esperar até o inferno para pagar? Já estavam dividindo um cativeiro, escravos de uma vontade que não os pertencia, domados pelo instinto primitivo em busca de libertação destrutiva.


A loira foi detida contra uma parede dura, tão morna quanto a sensação de aprisionamento contra o corpo esculpido. Ela piscou uma única vez, mirando os olhos rubros e intensos que a fizeram cativa da força monstruosa, a mantendo presa naquele corredor, tão longe de ser o local privado que almejava, mas muito próximo da música ardente que a inspirava.


Ele estava irritado e alguma coisa pinicava a pele de Etherea, acusando-a de ser a culpada. Ela mostrou os dentes brancos em um sorriso libidinoso, esperando que aqueles lábios malvados estivessem contra os dela. A duquesa aproximou o corpo feminino, enviando um convite silencioso para que aqueles músculos divinos a apertassem mais.


— Você está irritado, Hades.


A doce voz dela chegou aos ouvidos dele, um bálsamo calmante. O homem cerrou os olhos e afogou um grunhido feroz no fundo da garganta, pressionando a companheira contra si e a superfície de madeira. Os olhos carmesins representaram uma ameaça sensual e luxuriosa. A sensualidade dele era crua, tão natural, selvagem e tinha a capacidade de atravessar qualquer barreira feminina.


— Deixe-me cuidar de você.


Já era tarde. Etherea estava apaixonada por aquele guerreiro, era como uma fome sem fim. Um romance de séculos que ela afogou com muitos homens.


A mulher não se assustou com o estrondo ao lado do seu corpo quando a parede recebeu uma bela amostra da força bruta dele. O controle sucumbiu, quebrou-se ao meio. Ele odiava aquela preocupação sobre si e ela apreciava aquilo como a única desculpa que tinha.


 — Nada irá me parar agora, Etherea.


O sussurro mortal de Hades circundou sobre eles. Ela gemeu em aprovação quando o homem pegou um punhado dos cabelos loiros, puxando para trás para prová-la. A língua de ambos se uniu com impaciência, dominando-a com robustez e exigência.


O desejo ofuscou o olhar assassino, as pálpebras se fecharam e ele se deleitou com o gosto dela. Hades sucumbiu ao impulso de machucá-la. Eles estavam andando contra as leis. Se ele perdesse o controle da fera, destruiria metade do cômodo. A boate se igualava a uma casa de bonecas diante do alvoroço que aquela musculatura era capaz de fazer.


Etherea... A pressão era demais. Ele queria possuí-la violentamente. Obrigá-la a aceitá-lo daquela forma, como um imortal capaz de ferir e matar. Machuque-a, o espirito da Ira sussurrou sensualmente. As tatuagens tribais na curvatura do pescoço do homem se moveram, como se fosse uma criatura viva, mas instintivamente acalmaram-se com o toque macio na nuca dele.


Ele adorou.


Hades a mordeu nos lábios a ponto de saborear o filete de sangue. Quente, talvez o sabor mais doce que já provará. Ele forçou o quadril da companheira a ondular sobre a ereção disposta, apertando a pele macia a ponto de marcá-la. Com as mortais ele precisava de paciência se quisesse uma noite pacífica, mas com ela, a sua parceira naquele cativeiro cansativo, ele poderia acariciá-la da única forma que sabia, de uma maneira desesperada.


Etherea segurou um grito angustiante quando o homem a mordeu no ombro, sem se permitir qualquer pudor ou perdão. Demônios adoram sangue, recordou-se novamente.  Não, homens como Hades carregam um desejo insano pelo sabor de existências manchadas e imperdoáveis. Ela sorriu. Definitivamente, a luxúria era o melhor banquete para aquele guerreiro incontrolável e sua Ira.


Os músculos de Hades assumiram uma rigidez bela. Ela não sabia se o tremor que sentiu veio dela mesma ou do lorde, mas a pele dele irradiou calor. Ela queria sentir-se, pela primeira vez na vida, imponente e indefesa como qualquer mulher. Ansiava que ele a fizesse arder de desejo.


Hades era letal demais para ser dominado, impressionante demais para que lhe virassem as costas, mas Etherea não enxergava a violência, só um homem, o homem dela.


6. Januar 2019 02:02:07 0 Bericht Einbetten 0
Das Ende

Über den Autor

Vanessa Uma garota apaixonada por cada livro que coleciona. Viciada em romances adultos, poesias e poemas. Adoro ler frases e colecioná-las para me inspirar. Sou protecionista dos animais desde que me conheço por gente.

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