Devilman Rewind Follow einer Story

agmars A. G. Mars

Desesperado, Ryo busca salvação no único lugar para o qual jurou nunca mais voltar: Deus. E para ter Akira vivo novamente, ele faria qualquer coisa. E Deus sabe muito bem disso.


Fan-Fiction Anime/Manga Nur für über 21-Jährige (Erwachsene).

#Devilman-Crybaby #Ryo #akira #AkiraRyo
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Capítulo I - O bom filho à casa torna


Notas da História:

Devilman Crybaby não é meu, mas poderia ser, só que é muito mais f*** do que minhas ideias, então não é.

Conteúdo "eu não sei oque está acontecendo", não gosta, não leia.

Casal: AkiraxRyo e, meio que, MikixMiko.

Imagens de capa tiradas do Google - sem fins lucrativos.

Contém spoiler.

 A história se passa logo após o final do anime, mas sem considerar que Deus ajudou a salvar a Terra.

Eu não vi o manga, então não segue NADA baseado na história dele, é apenas sobre o anime.

Eu ainda não terminei de escrever, mas começou a me desanimar de fazer o final (só falta o final), então resolvi postar para ter um incentivo de pensar: tá postado, tenho que concluir.

Espero que alguém goste.  

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Capítulo I

O bom filho à casa torna

Vozes proclamaram que Deus era amor. E sendo amor, era soberano, era único, era tudo, o começo e o fim. Como se amor fosse a resposta para cada prece não atendida, cada injúria aberta, cada cicatriz incicatrizável. Aquele desespero frágil de, ao invés de buscar a luta, esconder-se nas promessas falhas de um ser jamais visto pelos cegos olhos. E por amor disseram montar todo o reino ao qual se curvaram. Era mais do que ouro, mais do que armas, mais do que toda a tecnologia... era amor...

E, havendo amor, haveria felicidade, tristeza, solidão, dor. Havendo amor, todo o ódio seria justificável e toda ação irracional seria palpável. Assim, frágeis e quebradiços, perdoavam-se sem justificativa, apenas pela sensação ínfima e irreal de paz que, menos que sentimento, era um conceito.

Ainda quando sentia humano, pisava humano e sonhava humano, o corpo não se arrepiava num sentimento mútuo de troca de olhares. Era menos que poesia e a vida nem de poesia era feita. A vida surge de alguma coisa que jamais poderia decifrar até ter todo aquele sangue no próprio corpo.

E por que não sangrava também?

Deus estava errado!

Ele quem era o incapaz de se afundar em palavras bonitas, de se encher de promessas vazias. Não se cabia de sentimentos banais e jamais conseguiria acreditar que havia resquícios de amor em sua destruição. Ele era o caos.

Então foi filho do Caos e aceitou. Aceitou que a solidão era uma mentira contada as próprias células apenas por não poder voar mais. Aceitou que a tristeza eram lágrimas na chuva por algo incontrolável e, sendo assim, imperceptível. Aceitou que quando o corpo se aquecia e as palavras se tornavam um eco dentro do próprio peito, estava mentindo. Era o filho da mentira. A queda. A destruição. O fim. Era o pesadelo de todos os humanos, pintado monstruosamente em livros e paredes.

E como do amor poderia surgir a maldade do Universo?

Ainda aninhando o corpo gelado, sentindo a solidão da presença dos outros demônios, soube a resposta. O que tornava Deus mais poderoso não era seu amor, pois, talvez, ele desconhecesse essa premissa.

De amar, ainda assim, toda a existência era capaz. E, se existia, houve capacidade de se afundar naquela solidão, de cair aos prantos num peso irreal do corpo; então aquele calor que ansiava sentir novamente ultrapassava as barreiras de ser. Era amor. E era tão mais do que imaginou, tão maior do que a visão do próprio Pai, tão mais intenso... poderia ter viajado milhões de Universos e sentido milhões de vidas pulsando no próprio corpo, nada seria tão desconhecido e tão grandioso quanto a falta que o amor lhe fazia no peito.

Deus permitiu aquilo, então não havia amor para ele naquele planeta ínfimo. Outras vidas louvariam sua existência. Contudo, ainda havia uma força maior, uma que jamais poderia alcançar, mesmo tentando. E tentou. Chorou até as lágrimas secarem, carregou o corpo por todos os cantos e matou os próprios servos em nome daquele ser. Nada. Inerte. Frio. Vazio. Morto! E ali viu a vida que Deus era. E, tão cruel, Deus se apossou da vida e o deu a morte. Eram a única oposição de força. Jamais conseguiria trazer da terra aquele sopro de esperança nos olhos vívidos.

Aos poucos os demônios se dissiparam. Não os culpou, sequer dedicou atenção ao fato. Os dedos eternamente trêmulos mantiveram-se ao desembaraçar os cabelos daquele que entrava em decomposição. Tentou destruir até as bactérias, mas há forças que não restam mesmo no mais belo e forte anjo que já existiu. Apenas sobrava aquele buraco emergente de um ponto no meio do corpo, que já ocupava todo o dorso, avançando para os membros e cabeça. No fundo esperava que pudesse ser sugado, então haveria morte para sua existência insignificante. Sem Akira, tudo se tornava pequeno.

Todavia, ainda que sugado, debilitado, esquecido, existia aquela parte sã que enxergava a veracidade de cada fato nos mínimos detalhes. Deus não se importou o suficiente para intervir com voracidade, pois força não o faltava. Ele estava esperando. Como sempre, aproveitando-se de sua onisciência para sentir cada frustração dos seus, como um alimento queimante para sua falta de carisma. E, se Ele estava se deliciando, esperava pela sua volta.

No começo não houve o verbo, houve os olhos predatórios de Deus e uma sentença: estarei te esperando.

Aninhou o corpo leve nos braços. O cheiro de carne e pus não incomodavam no corpo nu. As asas se abriram e, depois de tanto tempo, finalmente recebeu os olhares de seus demônios. Todos pareciam esperar sua volta, porém não era capaz de se fazer imortal a tantos desejos.

A brisa da Terra era gelada quando levantou voo. Teria Akira aproveitado, em algum segundo de sua vida, o vento nos cabelos quando se voa tão próximo da Lua?

Nenhum demônio ousou segui-lo. Existem lugares que apenas a pureza pode tocar. E anjos, ainda que corrompidos, jamais deixam de ser puros como a existência por si só. Ainda mais o preferido, o primordial, o único que fora capaz de tocar o coração frívolo e congelado de Deus. O único que poderia se rebelar, fugir, se recriar e reviver, continuando sempre vivo. O amor do Pai era doentio, mas apreciável.

Contudo, Ele não era conhecido por ser piedoso.

Então avançou ciente de que seu corpo não o pertenceria mais. Que sua existência seria transformada num brinquedo para o ego incomensurável de Deus. Até o dia que ele se cansasse de brincar e o jogasse fora. Se tivesse sorte, e duvidava muito do rolar de dados do Universo, poderia um dia voltar à Terra e contemplar, de longe, o que seu amado teria construído de belo no mundo. E não há possibilidade de Akira fazer menos que a beleza. Talvez ele seja a única coisa bonita na existência. A única vida valiosa que poderia ter saído do sopro de Deus.

Na velocidade mais intensa de suas asas, alcançou o paraíso. O céu descrito pelos humanos não chega perto do lar de seu Pai. Um humano jamais conseguiria alcançar a beleza da estrela onde ele vivia. Se a luz não os cegasse, o calor os mataria, ou a gravidade. Contudo, para o filho prodígio, avançar direto até a casa do Pai era mais fácil que chegar até a gigante estrela no meio do Universo expansível.

E o Pai era lindo como nada mais poderia ser. A beleza que cega, contagia, encanta, indescritível. Era a luz, a noite, os Oceanos, as estrelas, um sonho bom, um arrepio no corpo, um sorriso, um piscar, um segundo de felicidade intensa. Surreal. Impossível sequer de ser imaginado. Apenas visto, ali, impiedoso, até se tornar em sua forma mais humana para que soasse menos inalcançável e mais como o Pai que lhe deu a vida.

Sua forma humana ainda era louvável. O corpo grande e forte, delineado pelos longos cachos brancos que tocavam o chão sobre o qual ele flutuava. A pele era negra como o escuro, destoando de qualquer tom humano possível. Em seus olhos não haviam pupila ou íris, mas o encontro do Universo. Se encarasse por muito tempo, vislumbraria todas as galáxias em miniatura, como um mapa perfeito. E Ele sorriu enquanto se aproximava. O sorriso arrogante que aprendeu a desprezar.

— Demorou. — Foi categórico.

— Sabia que eu viria... — murmurou ajoelhando-se em frente ao Ser. Deixou o corpo frio de Akira, delicadamente, sobre o chão, logo à frente. Acariciou-lhe o rosto e não se preocupou em manter os pensamentos guardados. Deus estava em tudo. — Vai ficar tudo bem...

— O bom filho à casa torna. — Em calmos passos, circundava o filho e o moribundo.

— Então sabe porque eu vim.

— Sei... mas quero ouvir... — Sorriu entre a maldade e a complacência.

— Pai... — A voz falhou antes mesmo que concluísse o pensamento. Era doloroso estar ali. Contudo, não havia nem mais dignidade no Senhor do Orgulho. — Pai... por favor... por favor... — Abaixou-se sobre o corpo de Akira, em total entrega e submissão ao único que jamais merecia. E estava ali. Entregue. — Eu te imploro, Pai... te imploro com veemência... por favor, perdoa-me... perdoa meus pecados... perdoa-me Pai...

— Que meigo! — Aplaudiu uma, duas, três vezes. O sorriso era largo no rosto ao ver os azuis dos olhos do filho iluminados pelas lágrimas. — Sempre disse que ficava belo chorando. —Abaixou-se em frente a ele, segurando firme o queixo branco. — Agora diga o que realmente quer... você não anseia meu perdão, Sammael.

— Traga-o de volta à vida... — murmurou baixo, sem encará-lo. Os olhos baixos ardiam por tantas lágrimas que tentava conter.

— Você é tão fraco, meu filho. — Bruscamente, soltou-o. O anjo-caído pendeu sobre o corpo morto. — Sempre buscando forças na Natureza, alegando que a sobrevivência é daquele que souber lutar e olhe onde chegou... aos meus pés novamente! — Ao que falava, andava ao redor do ser. — E tudo por uma insignificante vida humana... e eu sempre achei que seria Michael a me desonrar dessa maneira. Ledo enganado! — Suspirou frustrado. — Esperava tanto de você, Sammael. Tanto...

— Perdoe-me... — sequer se levantou da posição qual caiu, mantendo-se submisso mesmo que a vontade de lutar surgisse em algum canto ao redor do buraco.

— Perdoar-te? Por quê? Por não conseguir manter sequer uma miserável honra em ti? Ou por essa cena patética? — Bufou, parando novamente em frente ao filho. — E não ouse querer se rebelar, pois sabe que sou a única chance que tem de conseguir ouvi-lo respirar mais uma vez! — Havia desprezo em seu tom. — Guarde para ti essa vontade de se erguer e me enfrentar, pois não tem forças e, meu querido, eu já não consigo sequer ter respeito por ti. — Riu em desgosto por não receber sequer um movimento em resposta. — Sua submissão me enjoa como a de teus irmãos! — Bufou em asco, caminhando para trás do anjo-caído. — E pensar que aguentaria qualquer humilhação, qualquer tortura minha, apenas pela vida desse ser fraco e sentimental! — Rolou os olhos em impaciência. — Deixe-me dizer-te algo, Sammael: tens todo o poder do Universo, mas é estúpido demais para usá-lo!

Apoiando um pé nas costas de Sammael, Deus segurou duas de suas asas baixas e puxou com força. O grito do anjo ecoou por todo o lugar, mas não haveria um irmão que ousasse tentar impedir o que quer que acontecesse ali. As brancas asas acinzentaram-se no mesmo instante, antes de serem jogadas num canto. As costas pálidas de Sammael eram pintadas com vermelho vivido enquanto ele se dignou apenas a abraçar o corpo de Akira e chorar em pura dor. E como a dor do corpo era melhor que aquele buraco!

— Chore, criança minha, chore... — Abaixou-se apenas para conseguir fechar os cachos loiros na mão e puxá-lo para ficar de joelhos. Apesar de gemer em dor, Sammael cedia sem pestanejar. — Chore suas dores... chore seus amores... chore por todas as vezes que se viu incapaz de chorar... — As mãos grandes fecharam-se nas asas da cabeça e Sammael apenas fechou os olhos, deixando os soluços saírem. — Você também está chorando, Ryo. — A voz idêntica de Akira quase o tirou de orbita, se não fosse a dor dilacerante de ter mais um par de asas arrancado.

Gritou de dor, sentindo o sangue avermelhado manchar os cabelos e escorrer para o pescoço. A cabeça pesou e acabou caindo mais uma vez sobre o corpo morto. Então não viu que, desta vez, as asas continuaram num branco límpido e brilhoso. Deus sorriu.

— São sempre as de cabeça. Não sei porque esqueço! — Não poupou o cinismo da voz, caminhado até a frente do filho. — Está me atrapalhando, querido. — Sem esperar reações, chutou Sammael até o outro lado da sala, fazendo-o acertar a parede e cair sobre as asas apodrecidas, quais se desmancharam em cinzas.

Sammael apenas teve tempo de erguer os olhos e ver suas pequenas asas unirem-se ao corpo inerte. Ali surgiu o resto do corpo e curou as feridas abertas da decomposição. Ele estava inteiro novamente e tão belo, ainda que continuasse com o corpo de Amon. Sentiu se aquecer de tal forma que não conseguiu se importar com a dor causada. Deixou-se sorrir dentre as lágrimas, sem realmente querer entender porque ainda chorava.

— Sabe que vou querer algo em troca, certo? — Sorriu com certa maldade, ajoelhando-se ao lado de Akira no chão.

— O... o quê? — Era difícil falar com tantos sentimentos aflorando. Seu desejo era correr até o corpo amado e aninhá-lo mais uma vez, mas a dor o impedia até de se levantar.

Deus, porém, não respondeu. Inclinou-se sobre o corpo desacordado e tomou num beijo profundo os lábios de Akira. A náusea que subiu pelo corpo de Sammael se converteu no sangue qual vomitou sobre as próprias mãos apoiadas no chão. O corpo pesou ainda mais enfraquecido que sequer conseguiu virar o rosto para o outro lado. Sentiu tanto nojo, tanto asco, que quase preferiu jamais ter ido até aquele lugar. Outra bolha de sangue escapou de sua garganta, e apenas não veio uma terceira porque seu Pai afastou o beijo longo e, finalmente, pode ver o peito de Akira subir e descer em uma calma respiração. Ele parecia dormir...

— Eu não vou tornar a limpar seus erros, Sammael... — murmurou ao se pôr de pé, caminhando até o filho. — Precisa amadurecer, criança, ou terei que perder meu tempo destruindo tua vida! — Parou em frente ao anjo-caído, fechando a mão em seus cabelos para erguê-lo a frente. Ele gemeu em dor. — E sabe o quanto odeio perder tempo... — Apesar do tom cínico, a expressão estava séria. — E não pense que essa merda vai sair barato! — Soltou-o no chão antes de se afastar alguns passos. — Michael! — Sequer precisou gritar, pois, no mesmo instante, seu Arcanjo estava à frente com a cabeça baixa e o corpo inclinado apoiado na espada. — Termine para mim.

E bastou apenas que o Arcanjo erguesse seus olhos turquesa como o Oceano a noite, para que um clarão invadisse todo o lugar.

A dor ainda era plausível e sequer sabia como estava de pé. Não que tivesse real tempo de pensar, pois quando a visão focalizou, viu no telão o campo de atletismo da cidade. Nele, Akira havia pego o bastão antes mesmo de Miki entregar, e saiu correndo ao lado de outro demônio. Nada havia mudado. Sua única certeza que de houvera destruição era a dor incalculável das asas arrancadas no corpo.

O homem ao lado comentou algo sobre o grande herói Moyuru Koda e acabou o encarando por segundos. Só então percebeu que a mão estava a um clique de distância de ligar as imagens que manifestava o demônio. Afastou a mão, ignorando o que quer que tenha sido dito pelo colega. Os olhos novamente na tela e pode ver com clareza que Akira o encarava sério. Um arrepio subiu pela espinha e acabou se afastando dois passos, cambaleando pela dor.

Não pensou duas vezes antes de sair correndo. Precisava sair dali.

— Senhor Asuka!

12. Dezember 2018 01:20:18 0 Bericht Einbetten 0
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