Alguns beijinhos e um chá de azaleia Follow einer Story

foxyblanc Natalia Christina

Uma noite de cinema em casa é sempre a melhor pedida para aprofundar um relacionamento, não é? A menos, é claro, que você seja Otabek Altin sendo azarado pelo universo. 「oneshot | Otabek&Yuri」


Fan-Fiction Anime/Manga Alles öffentlich.

#yaoi #otayuri #yuuri-on-ice
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Vamos assistir um filme?

Imagem da Capa © iron-dude(tumblr)

Capa editada por mim.

Fanfic postada no Nyah!Fanfiction e Spirit.

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Olá, amores, decidi me aventurar um pouco nessa nova plataforma e espero que gostem e aprovem as fanfics da minha pessoa! ^^ Comentários sempre são bem-vindos.

A fanfic foi feita de presente para a Lollallyn (Nyah!Fanfiction), minha azaleia preciosa.

Agora, por favor, tenham uma boa leitura!



Se Otabek Altin soubesse que aquela noite seria uma das mais chuvosas, ele jamais teria indicado um filme de terror para ambos, ele e Yuri, assistirem. Quis seguir com tanto apreço o conselho de Viktor que esqueceu como todo aquele plano poderia dar errado. E já que as chances de noite perfeita foram eliminadas, nada poderia ficar pior. Ou poderia?

Algumas horas atrás, quando Yuri chegara no pequeno apartamento de Otabek, o jovem cazaquistanês ficara nas nuvens ao revê-lo. Seu amigo — e em sonhos seu futuro namorado — havia aceitado passar a noite consigo a fim de assistirem alguns filmes para relaxarem. Tinha programa melhor que esse? Tudo só poderia dar certo!

Quando marcaram o dia às pressas pelo telefone, aproveitaram para dividir as tarefas: Plisetsky ficaria com os petiscos e bebidas, enquanto Altin separaria os filmes e prepararia a pipoca na hora.

Eles andavam tão estressados com os treinos para os próximos campeonatos que Otabek pensara ser uma excelente ideia para acalmar os ânimos ver um bom filme em casa. E além de poderem descansar, poderiam se aproximar de uma forma mais casual.

E tudo teria dado certo se não fosse o toque do telefone de Otabek.

Era uma música eletrônica.

Yuri entrou extremamente animado no apartamento, procurando rapidamente um lugar para jogar os doces e refrigerantes que comprou. Já estava, inclusive, considerando a casa como sua. O loiro tinha sorte de ter um amigo paciente como Otabek, pois a comodidade de Yuri era… questionável.

— A cozinha fica… — Antes que pudesse antever a ação de Plisetsky, ele já havia voltado. — Bom, acho que já achou.

— É… — Aquele silêncio constrangedor perpetuou enquanto se olhavam. — ‘Tá meio na cara onde ela fica. Conceito aberto, né… — Tão “meigo”. Altin não pôde evitar de rir levemente. Ser tão espontâneo e desaforado calhava muito bem nessas horas de tensão.

— É verdade… Mas, então, qual filme você– — O celular de Otabek tocou. A música eletrônica fez Yuri rir, ele jamais imaginaria que o amigo trabalhava como DJ às vezes. Quem sabe fosse até alguém querendo contratá-lo. — Ahn… um momento, Yura.

— Tranquilo. — Plisetsky foi à cozinha novamente para abrir algum salgadinho, talvez? Altin não teve certeza disso.

Otabek suspirou um pouco frustrado consigo e depois seguiu para seu quarto, com o intuito de atender aquela ligação inconveniente.

— Alô?

— Otabek! Como você está? Se divertindo?

— Viktor? Oh… eu estou bem. — A voz um pouco receosa. Por que Viktor ligou a esta hora? — E você? Pera, me divertindo? Como assi–

— Yurio disse que ia te visitar, pensei em ajudar vocês! O que vão fazer hoje? Nada muito adulto, hein? — Otabek soltou um longo suspiro, procurando manter a calma. Mas que assunto era aquele? Não que ele fosse negar seus sentimentos por Yuri, mas por que Viktor estava sabendo disso? Altin sempre foi tão discreto… Será que seu olhar já estava demonstrando algo? Talvez o que a vovó Altin falara para si fosse verdade…

“A gente não nota quando olhamos de forma apaixonada para alguém, agora os outros… notam e fazem questão de mostrar para você.”

— Viktor, só vamos assistir filmes, como bons amigos. — Massageou os olhos lembrando das palavras de vovó e sentiu seu humor azedar ao pronunciar aquela palavra. Amigos? Seria melhor… Meneou a cabeça, afastando tais pensamento. Dizer isso era necessário, não tinha certeza dos sentimentos de Yuri, e estava fora de seus planos prejudicá-lo por isso.

— Filmes?! Amazing!! — Um pequeno murmúrio pôde ser escutado de longe. — Ah, gomen, gomen, Yuuri — sussurrou e fez questão de prolongar a pronúncia do u. — Assistam filmes de terror, Otabek. É uma ótima desculpa para dormirem juntinhos, não acha?

— Acho melhor não…

— Eeh? Naze?? — Seu sotaque era horrível, e o que diabos era “naze”?

— Eu não entendi, Viktor.

— Por acaso você tem medo de filmes de terror?

— N-Não é isso.

— Então ‘tá tudo certo, Yurio também não deve ter. Vejam algum clássico, que tal? Qual o nome daquele, Yuuri? Ringu? Isso! Ringu! Nada de versão americanizada, queremos o original! — Otabek não poderia estar mais confuso.

— Eu não tenho esse filme… Na verdade, que filme é esse?

— Deve ter na internet! É a versão japonesa e original, né, Yuuri? Do filme O Chamado.

— Da garota que sai do poço?

— Isso!! Que ótimo, você conhece! Está decidido, podem assistir! Já tomei muito o tempo de vocês.

— Não, eu não acho que seja uma boa ideia…

— É uma excelente ideia! Filmes de terror juntam casais, escute os mais velhos. Bye, bye!

— Viktor… Alô? — Nikiforov havia desligado a ligação. Altin deu um longo suspiro.

Observou o notebook em cima da escrivaninha. Seria mesmo uma boa ideia? Otabek estalou a língua, pegou o notebook e voltou para a sala.

“Sempre escute os mais velhos, Otabek!” Vovó dizia em sua mente. Não era a melhor hora para escutar esses benditos conselhos.

Um filmezinho bobo de terror não vai me matar…

— E o que vamos assistir, Beka? — Yuri encontrava-se deitado no sofá comendo batatinhas.

Após uma pausa dramática, Otabek disse:

— Ringu. — A cara de Plisetsky dizia tudo: Que merda é Ringu, Otabek? — É um filme de terror japonês.

— Há! Essa eu quero ver, se for um lixo farei questão de mostrar para Yuuri como russos fazem bons filmes de terror! — Um sorriso sapeca já se mostrava no rosto de Plisetsky.

— Vamos encontrar esse filme então. — Era impossível perder o bom humor perto do russo, Otabek o admirava tanto por conta disso.

— Deixa que eu cuido disso, pode preparar a pipoca.

— Ah, tem certeza? Combinamos que eu ficaria com o filme.

— Eu comprei minhas coisas agorinha praticamente. — Deu de ombros. — Procurar o filme parece ser mais interessante. E vai compensar nosso tempo.

— Certo, obrigado. Já volto com a pipoca.

Com um olhar destemido no rosto, Yuri estava preparado para vasculhar toda a internet.

Enquanto isso, Otabek apenas deixava os refrigerantes na geladeira e colocava a panela com óleo no fogão, para logo em seguida adicionar os grãos de milho e fechar o recipiente.

Em questão de minutos, os grãos já estavam estourando e formando as deliciosas pipocas, o cheiro se espalhava pelo apartamento, deixando Yuri mais determinado a encontrar aquele filme.

Assim que os grãos terminaram de estourar, Altin derreteu um pouco de manteiga no microondas, a despejando em cima da pipoca depois. O odor salgado estava dando água na boca.

— Consegui porra! — exclamou Yuri, finalmente conseguiu achar o filme.

— Quanto custou? — Otabek deixou o baldezinho cheio de pipocas na mesa de centro.

— Eu baixei.

— Ah… isso não é…

— Não vou pagar e nem você, esse filme é antigo, e é japonês. Deve ser uma porcaria, eu não gasto meu dinheiro com isso!

— Podemos ver outra coisa então.

— Não, eu demorei muito para achar, e eu quero ver se isso vai me deixar assustado.

— Então você quer assistir… — Yuri limitou-se a cerrar os olhos para Otabek que riu da reação arisca. — Digo, você quer ver como é horrível um filme japonês.

— Precisamente isso. Vai ser divertido!

— Com certeza vai.

Uma pena que não foi. Porque a lei de Murphy já dizia: Se algo pode dar errado, dará.

E realmente deu.

Mais um relâmpago brilhou naquela noite tempestuosa. Talvez fosse pelo medo, mas Otabek jurou ter visto um vulto quando seu quarto foi iluminado pelo clarão. Jesus Cristo…

Além de bufar de frustração, se encolheu involuntariamente quando o trovão veio em seguida, essa porcaria não sabia dar o ar da graça junto do relâmpago, não? Parecia que fazia de propósito! Suspirou fundo, recuperando o pouco fôlego que tinha. Ele precisava de algo para fazê-lo dormir…

E ele sabia do que precisava. Só não gostava do que precisava fazer para conseguir o que queria: Ir na cozinha.

Ir até a cozinha, naquela escuridão, era assinar a própria carta de suicídio. Acender as luzes não seria tão fácil, afinal, Yuri estava dormindo na sala. Se ele ao menos tivesse aceitado dormir no meu quarto em um colchão. De qualquer forma, lamentar agora não o levaria até a cozinha.

Vai ser rápido, Otabek Altin. É só ir, fazer tudo rapidinho e voltar para seu quarto.

Estava decidido então. Sentou na cama, calçou as sandálias… Um barulho veio do lado de fora do quarto. Só podia ser brincadeira! Por que foi escutar os conselhos de um velho?!

Altin engoliu seco enquanto observava a porta. Pela fresta só dava para ver o escuro. Estava condenado, quem precisa dormir mesmo? Se tiver um monstro lá que fique com o Yuri. Espera. O quê? Yuri!

Depois de quase tropeçar em seu próprio pé, ele saiu do quarto e foi correndo para a sala. Como pôde esquecer que tinha um convidado em sua casa?! E ainda um convidado especial! O que o medo não faz com você, Otabek Altin.

No sofá, ele viu que Yuri estava dormindo embaixo das cobertas. Graças aos céus, ele estava bem. E Otabek estava bem também, veja só, nada te assombrou. Sorriu um pouco nervoso, realmente havia ficado preocupado com uma assombração. Estamos bem e a cozinha está logo ali. Seguiu ruma a ela.

Apoiou as mãos no mármore da bancada, depois de toda aquela comoção, pôde escutar a chuva fraca batendo nas janelas. Agora tudo parecia mais calmo.

— Não sabia que você estava acordado também. — Yuri bebericou um pouco da garrafa d’água que pegou.

Um trovão soou nesse momento, e Otabek podia sentir sua pressão abaixando aos poucos. Como Yuri estava na cozinha se ele estava na sala?

— Eu pensei que você estava dormindo ali? — Apontou com o dedo, a voz tinha falhado um pouco.

— Só se for um fantasma. — Plisetsky riu um pouco do medo de Altin, afinal, quem ficava com medo de algo tão bobo assim? Yuri só se arrependeu de pensar assim quando algo no sofá fez barulho. — Que merda foi essa?

Otabek ficou em silêncio, o medo tomando conta de si novamente. O barulho foi feito novamente e algo caiu no chão.

Ambos se abaixaram e se esconderam atrás das bancadas, Yuri conseguiu largar a garrafa no chão — sem quebrá-la — e estava de mãos dadas com Otabek, este que apenas encarava de forma séria o nada. Talvez estivesse apertando forte demais a mão de Yuri, mas não estava nem aí, da mesma forma que Plisetsky também não ligava.

O russo jamais imaginaria que ficaria com medo de um filme japonês tão ridículo, muito menos que Otabek também teria o mesmo fim. Como alguém sério daquele jeito sentia medo? Não era para as pessoas terem medo dele? Onde estava o sentido das coisas? Yuri já não sabia mais nem como raciocinar.

— Quem ‘tá aí?! A gente ‘tá na cozinha, tem facas aqui! Fica tranquilo, Beka, a gente quebra essa pessoa ou assombração no meio. Seu filme é um lixo! Eu nem ‘tô com medo! — Apertou a mão de Otabek mais um tantinho, só para se sentir mais seguro.

— Desculpa, Yura… Não pensei que esse filme seria tão–

— Tão bosta!! Isso mesmo, uma bosta! Japoneses nem sabem fazer filme, já viu aquelas adaptações ridículas de anime?! — gritava para o barulho na sala. — Okay, a gente vai lá juntos, não dá para ficar aqui a noite inteira.

Altin olhou para Plisetsky, como ele conseguia ser tão confiante numa hora dessas?

— Certo, Yura… — Ainda tinha medo em seu olhar, mas se era para encarar seus medos que fosse agora, com Yuri o ajudando.

— Isso mesmo! Três, dois, um…

Levantaram-se e correram — enquanto gritavam também — até o sofá. Vai que a assombração tivesse a mesma reação de alguns animais.

Contudo, não, a assombração não teve essa reação. A assombração, na verdade, mal existia. Foi apenas o celular do Yuri que vibrou até cair no chão.

Otabek fez cara de batata e despencou no sofá, era um karma contra sua pessoa, só podia ser.

Yuri chutou o celular para longe porque se ele o pegasse… de certo que iria quebrá-lo. Teve raciocínio apenas para sentar ao lado de Beka.

Suspiraram fundo ao mesmo tempo, extremamente estressados.

— Desculpa, Beka… Eu realmente pensei que era…

— Tudo bem, eu pensei que poderia dormir tranquilamente assistindo um filme de terror.

— Se eu soubesse que você tinha medo, não teria insistido. Por que não disse nada? — Porque Viktor fez a minha cabeça…

— Às vezes, precisamos tentar perder nossos medos. Seja qual for esse medo. — Sorriu por fim.

— É verdade… — Yuri parecia pensativo.

— E você parecia tão animado para ver o filme, não poderia fazer essa desfeita contigo depois de ter sugerido o filme.

— Além de corajoso fica me agradando, você é incrível, Otabek.

— Você também é incrível, Yuri, mesmo estando com medo ali atrás da bancada me encorajou a enfrentar seu… celular. — Eles riram juntos, como um celular causou algo tão bizarro assim?

— É, mas eu não tenho coragem de enfrentar alguns medos. Na realidade, um medo em específico…

— Você não precisa enfrentá-lo de imediato, pode ir aos poucos.

— Aos poucos?

— Sim, não faz mal ir devagar. — Novamente Yuri lançou aquele olhar pensativo, ele parecia buscar uma resposta nas orbes de Otabek. O moreno não poderia se perder mais do que já se perdia nas íris esverdeadas.

— Você me ajudaria?

— Hm? No que exatamente?

— A enfrentar esse medo… — Plisetsky mostrava-se impaciente, ora pressionava os lábios, ora mordiscava-os.

— Ajudaria da mesma forma que ajudei na sua performance.

— Então fecha os olhos. — Yuri se ajoelhou no sofá, encarando firmemente Otabek.

Altin abriu a boca para argumentar algo, mas decidiu respeitar o momento de seu amigo. Se o interrompesse, talvez Yuri jamais tentaria alguma coisa. Portanto, assim o fez: fechou os olhos e esperou.

A palma de Yuri abraçou seu maxilar, estava gelada e um pouco suada. O coração de Otabek parecia que pararia a qualquer momento, essa taquicardia só piorou quando sentiu a respiração de Plisetsky se chocando contra a sua. Estaria sonhando? Será que cochilou em meio aos trovões? Aquilo não poderia ser verdade.

Então as dúvidas que tinha foram respondidas por aquele beijo. Aqueles lábios, aqueles lábios trêmulos, ah, eles eram reais. Não havia dúvidas de que eram. O roçar que aquela boca transmitia para Otabek era saboroso, o ar ainda não faltava, mas a ansiedade dele acabar e interromper o selinho fazia com que Altin agonizasse em busca de um abraço mais apertado. Ele não queria abrir os olhos ou deixar aquele beijo acabar.

Com os lábios entreabertos, Yuri tentou aprofundar aquele beijo, mas sua pressa fez os dentes baterem. Ah, não, tudo menos isso! As bochechas já ruborizadas ficaram ainda mais vermelhas, ele parou automaticamente.

Otabek por outro lado nem havia notado aquele “erro”, apenas se preocupou quando Yuri se afastou de si, levando todo aquele calor embora.

— Yuri?

— Não quero bater meu dente no seu de novo… — Mordeu o lábio inferior, teria de pedir… Uma pitada de orgulho transbordava pela boca dele, queria surpreender Otabek, mas talvez o caminho mais fácil fosse… aprendendo. — Você poderia me ensinar?

Altin sorriu e segurou o rosto de Yuri, aproximando-se daqueles lábios tímidos e, num último sussurro, iniciou outro beijo: É só ir com calma.

Não chegaram a beijar de língua, e isso jamais seria problema, afinal, os lábios de ambos casavam tão bem conectados de qualquer jeito. Quando um selinho acabava, outro já era iniciado e outro e outro e mais outro.

Parar aquele ciclo foi um tanto difícil, mas quando viram o horário, quase quatro da manhã, precisaram se acalmar ou outras coisas poderiam acontecer e não era isso que Otabek queria, muito menos Yuri. Um início calmo, apenas isso era necessário.

E Altin sabia como acalmar os ânimos: O famoso chá de camomila que tanto estava tentando fazer. Vovó amava usar esse chá para acalmar os ânimos do pequenino cazaquistão.

Assim que se levantou, Otabek deu um pequeno selinho na testa de Yuri. Naquele momento, procurou não pensar muito no que aconteceria, mas não deixou de ficar extremamente feliz! Nos beijamos… Era só isso que pensava enquanto pegava um dos pacotes que continham sachês de chá. Sua “embriaguez” de beijos favoreceu para que as mãos de Beka se atrapalhassem e deixassem uma das caixinhas cair.

Era o último pacote de chá de azaleia.

Largou os de camomila e apanhou do chão o outro pacote.

“Dizem que se você tomar todo dia o chá feito a partir das pétalas de azaleia com a pessoa amada, vocês irão se apaixonar mais e mais.” Vovó realmente amava esse chá…

Fitou o pacote de camomila uma última vez antes de guardá-lo. Ferveu a água, deixou os sachês por alguns minutos mergulhados na água e retornou para a sala, oferecendo uma caneca para Yuri.

O loiro a aceitou e bebericou o líquido após assoprar, não tinha um sabor ruim, era agradável.

— Que chá é esse?

— Azaleia.

— Nossa, não sabia que era possível fazer chá dessa flor.

— Minha avó tomava muito com o meu avô. — Altin bebericou um pouco do próprio chá.

— Ela tem bom gosto. — Riu. — Você tem medo de não conseguir o ouro?

— Não, porque ainda precisamos nos enfrentar lá na frente.

— Digo o mesmo para você. Pode estar sendo cansativo, mas estou ansioso!

— Também estou, será nossa primeira competição sendo amigos… digo…

— Acho que podemos surpreender o público com essa notícia pro final do campeonato, temos que impressionar mais que aqueles dois. — Otabek observou atentamente as palavras do… amigo? — Eu gosto de você, Beka, e gostaria de realizar muitas coisas contigo… Ver aqueles dois pegando todo o brilho me deixa irritado, nós temos que pegar aquele ouro! Sendo amigos ou… outra coisa. — Yuri sabia falar coisas menos ásperas perto de Otabek.

— Vamos vencer esse campeonato, Yura! — Altin se sentia capaz de realizar qualquer coisa depois das palavras de Yuri.

— Isso é óbvio! — Os dois riram, enquanto Yuri se aproximou e se escorou no ombro de Otabek.

Eles permaneceram em silêncio, ora bebendo o chá, ora ficando de mãos dadas. Em algum ponto o teor calmante da flor pôde se fazer presente, fazendo Yuri cochilar, e antes que o próprio Otabek cochilasse também, ele levou o menor para o próprio quarto, onde poderiam, de fato, descansar.

Pensou em arrumar o colchão para Yuri ter mais espaço, mas o loiro não se desprendeu do pescoço de Otabek. Ele apenas insistiu até Altin ceder e deitar consigo. Até a forma como dormia refletia sua personalidade: espaçoso e um tanto possessivo. Era irônico como queria espaço, mas se Otabek se afastasse, Yuri resmungava.

Era uma graça. Otabek Altin achava Yuri Plisetsky uma graça.

Assim que as pálpebras de Otabek começaram a pesar, o celular dele vibrou uma vez naquela madrugada. Curioso, ele olhou de quem era a mensagem: Viktor Nikiforov. Altin riu sem jeito e bloqueou o celular.

É. Talvez os mais velhos realmente saibam dar conselhos. 

9. Dezember 2018 22:01:51 0 Bericht Einbetten 0
Das Ende

Über den Autor

Natalia Christina Amante de flores e todos os tipos de animais e bichinhos, vez ou outra escrevo originais, mas prefiro manter o foco em fanfics. <3 | Este lírio-do-vale manda energias positivas para você! >w< | Icon © pixiv-id=2750098

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