Gelo e Fogo Follow einer Story

yasu Yasu Wada

"Não conseguia pintar uma única tela. Desespero e ansiedade consumiram a disposição que tinha para fazer aquilo que mais amava. Por vez, decidido, peguei somente o essencial e fugi dessa realidade, com somente uma passagem de ida, reuni forças para uma nova aventura em um lugar totalmente desconhecido."


Kurzgeschichten Nur für über 18-Jährige.

#drama #original #angst #viajaink #islândia
Kurzgeschichte
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GELO E FOGO


Notas iniciais:


Conto criado para o desafio Mapa-múndi.

O país escolhido foi a Islândia. 


.࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆ .࿆




Vivemos no frio, mas, dentro de nossos corações, temos medo de morrermos queimados. Um conflito entre dois extremos, gelo e fogo, que nos revela o mais lindo cenário que a natureza pode ostentar.

A vista do oceano sobre o penhasco de formas distintas e únicas privilegia a sensação da brisa salgada em meu rosto, os vales com musgos coloridos e as montanhas adormecidas cobertas de gelo jorram em seu solo água, que alimenta os vales e desaguam no mar.

A tela residia mais uma pintura finalizada, que ia direto para o acervo no intuito de ser vendida posteriormente. Voltar para casa sempre fora uma tarefa difícil, que, com os anos, tornou-se uma simples caminhada. Acostumei com a vegetação e o relevo que adornava a vida que escolhi.

Anos atrás a inspiração me faltava, os altos prédios consumiram e usufruíram de tudo que possuía. Não conseguia pintar uma única tela. Desespero e ansiedade consumiram a disposição que tinha para fazer aquilo que mais amava. Por vez, decidido, peguei somente o essencial e fugi dessa realidade, com somente uma passagem de ida, reuni forças para uma nova aventura em um lugar totalmente desconhecido.

Acometido pela euforia de um novo começo, saí sem avisar ninguém. Familiares, amigos e, principalmente, a mídia entrara em colapso. Todos me procuravam. Não queria que fosse assim, mas já não estava aguentando as bajulações e os sorrisos falsos que eram lançados em minha direção.

Acostumar com o clima frio foi uma tarefa fácil, já que minha alma e coração estavam congelados fazia muito tempo. Mantive-me isolado por uns meses, em uma simples casa de turfa ao lado de um bosque — que, por várias razões, eram raros naquele ambiente —, somente ia a uma pequena cidade próxima para comprar mantimentos, e as mais variadas tintas e telas. Pela primeira vez, contemplei cores em que nunca tinha visto em lugar nenhum. A exuberância das cores da primavera expostas ao sol da meia-noite, no inverno a Aurora Boreal contornava as noites congeladas, tornando-as mais mágicas. Ao som de Beethoven, Mozart, Bach, e tantos outros, as telas começaram a ganhar vida. A felicidade voltava a correr em minhas veias. A sede de conhecimento levou-me a começar a participar da cultura local. Elfos, duendes, gnomos, trolls, e muitos outros seres sobrenaturais, fazem parte do folclore, mitologia e passado das pessoas, sendo transmitidos geração após geração.

Quando comecei a frequentar a cidade por mais vezes, percebi em meu íntimo como os habitantes eram unidos, e, em seus olhares, a simplicidade. Em certo dia nublado, quando as nuvens tocavam o chão, o hospital local estava divulgando que precisavam de voluntários para ministrar aulas diversas, na intenção de trazer divertimento e conhecimento para seus internados. Súbito interesse percorreu-me, enxerguei uma nova oportunidade de estar me distraindo das mazelas da vida e dar oportunidade para outras pessoas conhecerem a beleza das Artes.

Logo me voluntariei, daria as aulas toda segunda e quarta na parte da manhã. Nas primeiras aulas, contei sobre o princípio das Artes, desde a pré-histórica à contemporânea, seus olhos brilhavam quando citava os nomes de Van Gogh, Michelangelo e Leonardo da Vinci. Aulas depois estávamos partindo para a prática, ajeitávamos como era possível, no final belos quadros com tantos sentimentos, amarguras e desejos, a história de cada um expressa em uma tela. Tanto que uma chamava a atenção, as cores frias e mortas em um desenho abstrato, o artista dessa tela era uma garotinha que se chamava Sunna, órfã e com uma doença em estágio terminal, quando algumas enfermeiras a questionou sobre as tonalidades, ela simplesmente disse "O futuro é sombrio e pálido", dias depois houve a nota de seu falecimento.

Os dias se tornaram mais frios com a entrada do inverno, raras eram as vezes em que ia dar as aulas por causa da instabilidade do clima. A morte da pequena Sunna foi um pequeno gatilho para uma fase de crise existencial. O fogo pode derreter o gelo, mas o gelo derretido pode apagar o fogo.

Em momentos de fraquezas, corria diretamente para os braços daquele que mais me entendia e aquele que sempre esteve comigo. E dessa vez não foi diferente, liguei diretamente para ele, necessitado de seus conselhos e palavras de confiança. Com essa simples ligação, ele descobriu onde me escondia.

"Nunca imaginei que te encontraria em um lugar desses," ele me disse no nosso primeiro contato físico neste país. Entre idas e vindas, éramos duas pessoas que dependiam entre si.

Ainda não tinha percebido a falta que ele me fazia. Depois que passou a morar comigo nesse lugar onde o gelo e fogo se encontram no mesmo ambiente, ganhei mais um sentido para estar vivendo. Ele me completa.



"Quer ver algo incrível e mágico?" perguntei-o em um dia frio ao anoitecer.

Com aquele lindo sorriso e olhos entrefechados, ele sibilou "Sim".

Partimos em direção ao penhasco que ficava próximo à casa em que estava morando, muito bem agasalhados e com um lençol. Ao chegar ao topo, estendi o lençol sobre os musgos de coloração alaranjada e o indiquei para se sentar ou meu lado sobre o pano, com a brisa da maré em nossas faces.

"Você me trouxe para ver as estrelas?"

"Sim, e ao mesmo tempo não! A mágica ainda vai acontecer."

Com os minutos mais próximo do ápice da noite, a coloração esverdeada começava a colorir o céu em alguns aspectos, o rosa surgia como uma complementação do verde em contraste com o azul-cobalto que a noite possuía. Em sua face uma incógnita pairava no ar.

"A Aurora Boreal se resulta do impacto dos ventos solares com o campo magnético do planeta, e se transforma nessa linda tonalidade."

"Isso é incrível."

"Sabe, o mais legal é a mitologia local. Moradores desta ilha falam que no início do mundo havia somente o mundo das névoas Niflheim, e o mundo do fogo Musphelhein, e entre eles tinha um grande vazio em que nada vivia. Havia somente o fogo e a névoa, que se encontravam formando um enorme bloco de gelo, chamado de Ginungagap. Como o fogo de Musphelhein era muito forte e eterno, o gelo foi derretendo até surgir a forma de um gigante primordial, Ymir, que dormiu durante muitas eras. O seu suor deu origem aos primeiros gigantes. E do gelo também surgiu uma vaca gigante, Audumbla, cujo leite jorrava de suas tetas primordiais em forma de quatro grandes rios que alimentavam, Ymir. A vaca lambeu o gelo e libertou o primeiro deus, Buro, que foi pai de Borr, que, por sua vez, foi pai do primeiro Æsir, Odin, e seus irmãos, Vili e Ve. Então, os filhos de Borr, Odin, Vili e Ve, destroçaram o corpo de Ymir e, a partir deste, criaram o mundo."

Colocando minha cabeça em seu peito, continuei: "Foi a partir daí que compreendi a garotinha Sunna, quando ela disse que o futuro é sombrio e pálido, ela estava se referindo ao futuro que o poema Völuspá transmite, e que também é a finalização do conto da criação do mundo. No final, as forças do caos serão superiores em números, e em força, aos dos guardiões divinos e humanos da ordem. Haverá uma batalha final, entre ordem e caos, intitulada como Ragnarök, onde os deuses perderão, como é seu destino. Apesar de tudo, sobreviverão alguns humanos e divinos, que recomeçarão um novo ciclo em um mundo novo."

O silêncio se fez presente. Nenhum de nós dois queríamos continuar com esse assunto que me feria profundamente. Mas o fato de colocar o que estava reprimido em meu ser para fora, foi como se estivesse tirado uma enorme tensão de meus ombros.

"Ela só comentou aquilo que ela sabia, o futuro dela, desde o início não era incerto? Sombrio e cheio de incertezas? Com toda a certeza ela sabia o que estava por vir," disse ele.

"Mas ela era só uma garotinha, como ela tinha essa visão? Ela poderia ter tido um futuro brilhante!" exclamei saindo do aconchego de seu peito.

"Um futuro no qual ela não teve e não tinha como ter, já que ela morreu!" Neste ponto lágrimas já saíam de seus olhos. "Agora ela poderá trilhar um novo caminho dentre as estrelas, um que não haja dor ou sofrimento, um caminho onde ela poderá ser feliz de verdade."

"Realmente, esse mundo é sombrio."

Nesse dia a nossa conversa acabou com aquela afirmação minha, mas não porque queríamos, mas pelo fato de que era necessário.



Dias, messes e anos se passaram, e ele continuou comigo, conviveu e aturou as minhas crises, dilemas e chatices. Evoluímos em nosso relacionamento, passamos de meros amigos para amantes e, consequentemente, a namorados.

Desço esse penhasco frequentemente, venho aqui quando quero meditar, gritar as minhas revoltas ou simplesmente pintar o por do sol.

Achei este local quando estava procurando um lugar para recomeçar. Quando tudo parecia incerto, ele chegou e agarrou a minha mão e guiou-me dentre o mar de tubarões. Ele descongelou o mar e apagou as chamas da terra. E me fez acreditar que tudo era possível.

 









21. November 2018 14:14:08 13 Bericht Einbetten 12
Das Ende

Über den Autor

Yasu Wada "In the eleventh hour Finally a hidden flower In the last moment Finally opens"

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Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá! Primeiro de tudo, pedimos desculpa pela demora para postarmos o comentário e faremos o possível para que esse atraso não se repita. Agora, quanto à história: Islândia é um país maravilhoso e você conseguiu mesmo passar a essência do lugar! A descrição do local foi impecável e ter mostrado como é um local de fuga e paz para o personagem, que vive em conflitos, deu essa conexão com o local e nos fez sentir aquele quentinho gostoso no peito de quando lemos algo de qualidade. Você atendeu bem ao que foi proposto pelo desafio! E a relação dos dois personagens foi uma graça. De aquecer o coração! Agradecemos por ter participado e esperamos você nos próximos desafios! Até mais!
22. Februar 2019 10:22:51
Camy <3 Camy <3
Olá! Venho em nome do Sistema de Verificação do Inkspired. Sua história está “Em revisão” devido ao seguinte: 1) transitividade verbal. Alguns verbos exigem preposição, outros não. Nos trechos “adora a vida em que escolhi” e “contemplei as cores em que nunca tinha visto”, a preposição “em” não é necessária. O melhor é retirá-la. Em “distraindo das mazelas da vida e dar oportunidade”, por outro lado, o melhor é “distraindo das mazelas da vida e de dar oportunidade”. Em “um que não haja dor ou sofrimento”, o melhor é “um em que não haja dor ou sofrimento”. 2) plural. “algumas enfermeiras a questionou” -> “algumas enfermeiras a questionaram”; “Familiares, amigos e principalmente a mídia entrara em colapso” -> “entraram em colapso”; “e entre eles tinham…” -> “e entre eles tinha”; “Nenhum de nós dois queríamos” -> “nenhum de nós dois queria”; “sobreviverá alguns humanos e divinos…” -> “sobreviverão alguns humanos e divinos”; “minutos mais próximo do ápice” -> “minutos mais próximos do ápice”; “parte do folclore, mitologia e passado das pessoas, sendo transmitido geração após geração” -> “parte do folclore, mitologia e passado das pessoas sendo transmitidos geração após geração”. 3) vírgulas. Não se separa sujeito de predicado, nem objeto de verbo. “a sede de conhecimento, levou-me…” -> “a sede de conhecimento levou-me…”; “quatro grandes rios que alimentavam, Ymir” -> “quatro grandes rios que alimentavam Ymir”. Você só coloca vírgula antes de novo quando o personagem está falando diretamente com essa pessoa. Aqui falam de Ymir, não com Ymir, por isso a vírgula não deve ser utilizada. 4) Acentos. “Eramos” -> “Éramos”; por do sol -> pôr-do-sol. 5) Crase. “aos dos guardiões divinos” -> “às dos guardiões divinos”, porque se refere às forças. “à namorados” -> “a namorados”, porque não há crase antes de palavras masculinas. 6) tempo verbal. Em alguns momentos você escreve no presente, em outros no pretérito. O melhor é que você escreva num único tempo, porque a linha temporal nesta história está confusa. 7) No trecho “que se dependiam entre si”, talvez “dependiam um do outro” seja melhor. 8) Sobre o tempo e também sobre o uso do “onde”, o trecho “onde recomeçaram um novo ciclo…” deveria ser “em que recomeçarão um novo ciclo” (porque fala sobre um possível futuro). 9) Concordância. “Um futuro na qual…” -> “um futuro o qual…”. 10) Em “por que queríamos…”, o melhor é “porque queríamos…”. 11) Na frase final, “todo era possível”, acredito que a frase desejada é “tudo era possível”. Para que sua história seja verificada, por favor, edite o capítulo e responda a este comentário. A verificação não é necessária. Se você não quiser alterar seu capítulo, apenas ignore esta mensagem. A equipe do Inkspired espera que você tenha uma ótima semana!
11. Dezember 2018 21:08:17

  • Yasu Wada Yasu Wada
    Olá, a história foi revisada. 30. Dezember 2018 13:11:45
  • Camy <3 Camy <3
    Ainda há alguns pontos apontados no comentário que não foram modificados. "messes" em vez de "meses", por exemplo, e o problema da vírgula antes de "Ymir". Alguns dos apontamentos em crase, vírgula e plural também permanecem. "algumas enfermeiras a questionou", "em cores", "perguntei-o um dia", em vez de "perguntei-lhe". O problema do tempo verbal foi resolvido. Só peço mesmo que dê uma olhadinha nas crases e plurais, em especial, e eu releio sua história para verificá-la ;) 13. Februar 2019 12:15:53
E C E C
Assim como o país, a história está de tirar o fôlego. Suas descrições foram tão perfeitas que me senti lá. Adorei ainda mais a analogia entre o gelo e fogo. Assim como cada um tem sua visão diferente daquele país tão místico. O final foi a cereja do bolo e eu amei absolutamente tudo. Sua descrição poética foi perfeita 💛
2. Dezember 2018 16:51:06
 Noctis Noctis
Eu vim pelo lugar escolhido, admito. Eu sou apaixonada pela beleza desse local, as cores e suas formas, sobretudo a aurora boreal, que de todos os fenômenos da natureza, é o que de longe me cativa sem igual. E poder ler a descrição de algo tão belo e tão logo imaginá-lo com a riqueza de detalhes por você empregados aqui, ah <3 Ficou muitíssimo bonito, parabéns!
30. November 2018 06:26:48
Nathy Maki Nathy Maki
Oie! Devo dizer que adorei os momentos em que havia a comparação com o fogo e o gelo, são frases que eu vou guardar com muito carinho <3 Tem alguns errinhos em relação aos tempos verbais e afins, mas nada que prejudique a leitura. A ambientação foi muito bem feita, adorei ter usado a cultura e exaltado a mitologia! Parabéns! E o final foi um doce, xô pra lá angst! Beijinhos <3
30. November 2018 06:26:48
HunterPri Rosen HunterPri Rosen
Hello! Tudo bem? Estou lendo as histórias do #viajaink e cheguei na sua \o/ Já nos dois primeiros parágrafos me senti na Islândia tamanha a qualidade das descrições kkkkkkk Para mim, foi um dos pontos mais positivos da história, a riqueza de detalhes e a forma natural como foi inserindo as informações ao longo da narrativa. Fiquei super triste com a morte da garotinha no hospital e mexida como o personagem ficou. Essa busca por entender o mundo, a morte, o futuro, nosso lugar e papel no meio de tudo deram um ar super intenso e reflexivo à trama. Gostei particularmente das referências mitológicas e as comparações entre gelo e fogo <3 Parabéns, foi uma bela história! Bjs!
25. November 2018 18:15:34
Saah AG Saah AG
Olha, não há duvidas que a descrição da paisagem e cultura do país ta muito, mas muito bem trabalhada. Parabéns!
25. November 2018 11:19:54
Megan W. Logan Megan W. Logan
Olá! Tudo bem? Eu adorei o seu conto, ele ficou maravilhoso! A narrativa desde o inicio prende o leitor ao protagonista e ao desenrolar da história, o enredo é forte e cativante. Em determinados momentos deu de sentir os sentimentos do personagem principal, o drama que estava vivendo, os sentimentos ficaram bem evidenciados no texto. Você desperta o interesse do leitor em continuar lendo do inicio até o final a história, não encontrei nenhum entrave no texto, ele ficou bem fluídico, apenas pequenos errinhos de pontuação, nada que atrapalhe a leitura. De forma geral, eu amei a história, pois ela é muito tocante e bem estruturada. Beijos!
24. November 2018 13:23:01
Zacky U. Zacky U.
Oi! gostei bastante! você escreve muito bem e sua narrativa foi intensa. Parabéns ^^
24. November 2018 09:47:19
Ayzu Saki Ayzu Saki
Já me ganhou no primeiro paragrafo, e com certeza vou levar essa frase para a vida. Que estória incrível, parabéns <3
23. November 2018 12:49:40
Zen Jacob Zen Jacob
Nossa, durante praticamente toda a história eu senti o frio desse lugar (apesar de o frio ter começado como algo ruim, foi se diluindo em uma sensação de costume conforme ia lendo). O final me passou uma sensação de aconchego pelo narrador ter conseguido se encontrar depois de tanto tempo sendo oprimido, tanto na arte dele quanto no lugar e com o amor - aliás, inveja dele por ter empacotado as coisas e fugido pra um lugar melhor, queria muito, viu? Gostei de como você deu destaque pra Aurora Boreal, o céu e o próprio clima. Acho que o protagonista focar nisso ajudou bastante a construir os detalhes da personalidade dele; mesmo sem nome deu pra sentir como o personagem era sólido, em especial no amor pela arte e como ele se dedicava a entregar isso para as outras pessoas. Você tem um jeito bonito de compor a narrativa, o discurso indireto ficou ainda mais bem utilizado do que o que você já tinha feito em "A Partitura de um Olhar Avulso", super apoio continuar nessa linha, porque o resultado é maravilhoso. =)
22. November 2018 16:40:37
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