Instabilidade no software Follow einer Story

coalacchan Mandy Assis

"Seu software estava um caos, nada fazia sentido. Está experimentando tantas sensações novas ao mesmo tempo, que sua programação não estava aguentando tantas informações. Connor buscou em seu sistema respostas que lhe explicassem essas sensações. Parecia um vírus no sistema, que o impedia de fazer outra coisa além de sentir."


Fan-Fiction Spiele Nur für über 18-Jährige.

#yaoi #lemon #+18 #detroitbecomehuman #hannor
Kurzgeschichte
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Capitulo único



Olá, espero que gostem dessa fic que fiz com muito carinho. Bom, eu quero agradecer a @Raylanny, por ter betado, e a @Nonasama, que me tirou do bloqueio.

Creio que não seja necessário muitas explicações, apesar da oneshot se passar do no universo original.

Glossário:

Led: uma circunferência que fica no lado direito do rosto dos andróides, ela é azul, mas pode mudar de cor dependendo do nível de tensão do andróide ou se estão indo contra o seu sistema.

Bochechas azuis: os androides possuem sangue azul, portanto é ilógico que o corado de seu rosto seja vermelho.

Tenham uma boa leitura ;)



(...)

 ALERTA!

Instabilidade no software

Bomba de tírio com pulsações acima do normal

Connor olhou para as próprias mãos e começou a tremer. Ainda não acreditava no que tinha feito na noite passada enquanto Hank dormia. Nunca tinha experimentado tocar em si mesmo de maneira libidinosa nem passava por sua cabeça que poderia se sentir tão bem fazendo algo algo assim.

“Connor, você ‘tá estranho. Aconteceu algo na programação?” Hank perguntou com preocupação. Connor o olhou e sua programação fez uma análise instantânea identificando sua tensão, que estava em 50%. “Quer que eu te leve na assistência?”

“Não é necessário tenente” Mirou a janela do táxi e percebeu que ainda estavam longes de casa. Suspirou. “Eu estava investigando …”

“Típico. Me conte uma novidade…” resmungou, porém continuou em silêncio para terminar de ouvir o que Connor tinha a lhe dizer.

“Sobre o que os humanos sentem quando querem... Como vocês chamam? Aquele termo afetivo para o ato de cópula?" Olhou para Hank.

"Ato de cópula? Fala de 'Fazer Amor'?" Estranhou o rumo da conversa e começou a mexer sua perna em um sinal claro de ansiedade.

"Sim, Fazer amor... Eu acho que me contaminei com algum vírus ou..." Ficou em silêncio por alguns segundos. Não sabia se deveria falar sobre isso, mas já não aguentava mais segurar essa informação. "Estou 'sentindo'. " Encarou o outro em expectativa 

ALERTA!

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Bomba de tírio com pulsações acima do normal

"Sentindo o quê?" Tocou-se que de fato o rumo desta conversa estava ficando estranho. Começou a suar frio e desviou o olhar para a janela.

"Eu li num artigo do psicólogo comportamental Anthony Adams que os humanos costumam realizar atos íntimos com pessoas por quem produzem grandes quantidades do hormônio Ocitocina e do Serotonina, uma reação comum quando estão perto de quem amam... Eu não produzo hormônios, mas os meus circuitos reagem positivamente quando estou perto de você, Hank" Um tom azul tomou conta das suas bochechas e começou a se sentir instável. " Eu sinto uma estranha necessidade de me aproximar cada vez mais de você."

Hank paralisou sem saber o que dizer ou fazer. Nunca teve esse tipo de conversa antes e estaria mentindo se dissesse que não sentia nada por Connor, mas toda essa situação é deveras estranha. Jamais pensou que um dia um androide se declararia para si.

Onde no mundo alguém pensaria que esse tipo de relação poderia existir? Pensou. Sua mente estava lotada de achismos ao invés de pensar em uma resposta, o que já não é de seu feitio.

“Hank, minha bomba de tírio tem pulsações acima do normal quando estou ao seu lado. Será que ainda é pouco para você? Devo retirá-la do meu corpo e te dar como prova dos meus estranhos sentimentos?” O mais velho se assustou por um momento e o olhou abismado. Ele já estava abrindo a camisa para tirar sua bomba de tírio, porém foi impedido por Hank, que o prensou na porta do carro.

“Falei algo errado?” perguntou com inocência.

“Olha, só estou surpreso…” Saiu de cima do andróide e se jogou sobre o banco suspirando. “Não faça essas loucuras, okay? Eu estou velho demais para essas coisas. Escuta, se você realmente me ama…”

“Amor?” Se ajeitou sobre o banco e aproximou seu rosto ao de Hank. Pôde até sentir a respiração dele. “Então eu te amo? Essa sensação é incrível, como faço para sentir mais?” Hank arqueou as sobrancelhas e virou o rosto para o outro lado. Era estranho estar tão perto de Connor. Pode ser ou não amor, mas aquele andróide conseguia lhe tirar do sério. “Estranho. Suas pulsações estão acima do normal e seu nível de ansiedade está em 70%” falou com a voz séria.

“Porra, Connor! Para de me analisar como se eu fosse um suspeito!” gritou e se afastou dele com a face extremamente vermelha.

“Seu nível de tensão também está muito alto. 89%.” Se aproximou de Hank. Ele gritou histérico e virou sua cabeça para repreender Connor, porém este tomou uma atitude inesperada e juntou seus lábios em um selinho.

Connor sentiu uma corrente elétrica passar pelo seu corpo e sua bomba de tírio intensificou as pulsações. A boca de Hank era quente e macia, diferente de como imaginou e uma onda de sensações novas surgiram. Beijar era bom, dava uma sensação calorosa e incomum.

Connor repousou suas mãos sobre o ombro de Hank, e sentou nas pernas dele deixando seus troncos bem próximos. Sentiu a língua dele nos seus lábios e lembrou-se de algumas pesquisas que havia feito, então notou que deveria abrir um pouco sua boca. Tentou seguir as dicas que leu nas suas buscas, mas a teoria é totalmente diferente da prática. Foi meio desajeitado no início, pois não existia uma programação para isso no seu software, mas aos poucos foi pegando o jeito. Seus lábios se moviam lentamente e então Hank o envolveu em seu braços, enquanto Connor suspirava em deleite.

O andróide levou sua mão ao rosto do parceiro, em um simples e instintivo gesto de carinho e aos poucos foi se abrindo a novos caminhos e atos que considera vergonhosos. Se aquilo fosse para agradar e demonstrar seus sentimentos por Hank ele faria de bom grado. Gradativamente foram se afastando, já que um deles ainda precisa respirar. Connor o abraçou com um certo receio e deitou sua cabeça sobre o ombro dele.

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Bomba de tírio com pulsações acima do normal.

O aviso surgiu no campo de visão de Connor, mas ignorou pois Já sabia muito bem o diagnóstico dessas reações. Se acalmou um pouco e então sentiu a intimidade de Hank encostar na sua. Corou, mas não é como se pudesse reclamar, afinal também estava excitado.

“Hank.” chamou, ouvindo um resmungo para que continuasse “Eu nunca me senti assim antes…”

“Você já falou isso…” comentou sarcasticamente, no entanto foi ignorado.

“Quando você falou que eu sou inocente demais achei que poderia aprender a te entender. Pensei que fosse algo superficial, mas ouvir e ler é diferente de sentir. Nunca imaginei que fosse tão bom sentir atração por alguém e ser correspondido…”

“E onde você quer chegar com esse discurso?” Não conseguiu abandonar seu lado convencido e superior.

“Amar você é bom, sentir sua pele sobre a minha é bom. Será que você pode me fazer sentir mais? Hank… Faça amor comigo” Levantou o rosto e encarou o outro com o rosto corado.

Hank não responde apenas levou suas mãos a cintura de Connor e o puxou para mais perto fazendo suas ereções se encostarem em um atrito prazeroso. O andróide suspirou e levou sua mão até seu LED para ativar seu modo mais sensível, pois queria sentir todos os toques explícitos com clareza. Necessitava sentir os avanços de Hank como se precisasse deles para viver.

Gemeu quando as mãos do mais velho abriram o cós de sua calça e alisaram em seu pênis. Talvez tivesse exagerado na sensibilidade, mas foda-se era bom demais para reclamar. Tirou o casaco de Hank lentamente, interrompendo a masturbação. Encarou o amante e não pode evitar uma análise automática. Sorriu quando os dados lhe dizem que o nível de excitação de Hank estava alto, com pulsações acima do normal.

“Chegamos ao seu destino. A cyberlife agradece a sua escolha” A mensagem automática do carro assustou o casal. Ainda estavam no táxi e se fosse há alguns anos atrás, um motorista humano já estaria os expulsando.

Saíram do automóvel e foram até a entrada da casa em silêncio. Hank abriu a porta com as mãos meio trêmulas e olhou para Connor que não parecia se importar com as vestes amassadas e a calça semi aberta. Estranhou já que normalmente ele está sempre impecável, mas não ousou em reclamar, pois ele estava extremamente sexy. Assim que entraram, Hank encarou Connor com receio, mas todas as dúvidas que pairavam sobre si sumiram ao ver que as bochechas dele estavam azuis em constrangimento. Sem pensar mais, ele voltou a puxar o android para perto de si, unindo seus lábios em um beijo devoto.

Em meio aos beijos, andaram desleixados pela casa. Sumo até tentou brincar com eles, mas assim que entraram no quarto fecharam a porta antes do canino os seguir. Tiraram as roupas um do outro com rapidez. A necessidade de sentir o outro da forma mais íntima possível, as trocas de olhares e os carinhos involuntários. Tudo fazia com que a bomba de tírio de Connor e o coração de Hank pulsassem em sincronia.

Deitaram na cama sem separar seus lábios e o mais velho passou a distribuir beijos do pescoço ao peito do andróide. Connor suspirou e afagou os fios grisalhos e macios, se sentindo bem pelos carinhos que recebia. Suas pernas tremeram quando sentiu a boca de Hank em seu pênis e estranhamente sua visão ficou nublada. Teve um choque no início, contudo gostou dessa nova sensação.

ALERTA!

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Bomba de tírio com pulsações acima do normal

Ignorou o aviso e olhou para Hank, que o encara com intensidade. O alerta surgiu novamente no seu campo de visão e arfou ao fechou os olhos. Seu software estava um caos, nada fazia sentido. Está experimentando tantas sensações novas ao mesmo tempo, que sua programação não estava aguentando tantas informações. Connor buscou em seu sistema respostas que lhe explicassem essas sensações.  Parecia um vírus no sistema, que o impedia de fazer outra coisa além de sentir.

Abriu os olhos e Hank sorriu ladino e não se importou quando ele mexeu em áreas que não imaginava que fosse precisar usar um dia. O mais velho ficou sobre Connor, logo ele pensou que era para beijarem-se, mas se sentiu envergonhado quando Hank se esgueirou e pegou algo na gaveta do criado-mudo.

Ver as bochechas azuladas do android encantavam Hank, que não conseguiu evitar comentar um fofo para seu parceiro. Embora  tenha feito várias pesquisas, Connor não deixou de ser inexperiente e isso o deixava receoso de tentar fazer algo. Queria saber o que fazer para agradar o seu parceiro. Esforçou-se para pensar em algo, porém nada veio a sua mente deixando-o meio triste, por isso não viu problema em perguntar.

“Hank…” chamou-o com a voz baixa e logo recebeu um olhar em resposta. “Que tipos de agrados você gosta?” ele arqueou a sobrancelha. “Poderia me mostrar como eu posso te dar carinho?”

“Sério isso?” Começou a rir. Em todos esses anos nunca recebeu esse tipo de pergunta. Terminou de colocar o preservativo e se aproximou de Connor. “Olha, não precisa ter vergonha. Percebi que você tentou fazer várias coisas.” Sorriu e beijou o pescoço dele.

“Então posso me conectar com você?” perguntou e interpretou o silêncio e a expressão de Hank como um sim. Entrelaçou suas mãos e tirou a pele sintética de seu braço. “Você não é um andróide, mas se fosse eu já estaria dividido toda a minha programação com você. Toda a minha existência.” falou com o rosto corado e desviou o olhar.

Hank sorriu. Droga, esse androide o fazia ter arritmias bem fortes. Não ficaria surpreso se tivesse um ataque cardíaco por causa de Connor. Como era possível um androide ser tão adorável?

Se beijaram com calma. Seus movimentos eram lentos, porém intensos e apaixonantes. Connor levou suas mãos às costas do mais velho o arranhando de forma suave, como se tivesse medo de machucá-lo. A sensação de ter seu corpo queimando por dentro com suas pulsações fora do normal, era como um vírus que mexia em toda sua programação. Sentiu que Hank lhe penetrava com cuidado como se pudesse ser machucado e acariciou seu rosto com a mão livre, sorrindo como se o agradecesse silenciosamente pela preocupação.  

Quando foi penetrado completamente, sentiu uma pressão deliciosa e a sensação de estar conectado com Hank veio, fazendo-o suspirar. Outro alerta surgiu em seu campo de visão, logo estranhou pois nunca tinha recebido tantos em tão poucas horas. Na primeira estocada gemeu e se assustou colocando as mãos sobre a boca, porém Hank a tirou e entrelaçou seus dedos enquanto se movimentavam.

Estavam tão conectados um com o outro, que se esqueceram de tudo ao seu redor. Os corpos em sincronia, se tocando, acariciando, beijando pela intensa necessidade de compartilhar seus sentimentos. Não era algo lógico para ser pensado, tudo devia apenas ser sentido. Apertaram suas mãos como se literalmente dividissem sua existência. Seu viver.

Os movimentos de Hank ficam mais lentos, mas ainda intensos. Seus lábios se encontram afobados, necessitados um pelo outro e se beijaram como se suas vidas dependessem daquilo. Trocaram olhares intensos como se fossem abastecer suas energias, para se amarem mais, mesmo que já fosse o suficiente. Fazendo uma promessa silenciosa de que seriam amantes eternos a partir dali.

No meio de declarações, carícias e olhares cúmplices, o clímax chegou intenso. Connor levou sua mão até as madeixas úmidas de suor e as tirou da face de Hank, admirando seu rosto agora rubro pelo orgasmo. Sorriu involuntariamente,  e ele retribuiu com uma leve dificuldade, pois sua respiração ainda estava descompassada.

(...)

Connor observava o parceiro dormindo com admiração e embora ele estivesse desacordado não o soltava de seus braços. O abraçando com um instinto involuntário de proteção. Antes desejava ter a capacidade de dormir, mas agora se sentia privilegiado por poder ficar horas contemplando-o sem entendia-se.

Mesmo com movimentos limitados Connor conseguiu mover o braço e levar sua mão, sem a pele sintética, até o rosto de Hank, se permitindo fazer um carinho leve antes de sussurrar sua maior jura de amor.

“Queria poder te amar como antes, mas percebo que agora eu vou poder te amar ainda mais”


16. November 2018 17:00:38 2 Bericht Einbetten 7
Das Ende

Über den Autor

Mandy Assis https://www.facebook.com/mandy.assis.56

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 Noctis Noctis
Kiss&Dane, né! Ia ler quando em casa, mas surgiu uma folguinha no tramo e aproveitei a deixa! Mulher, eu tô passada que eu tô shippando demais esses dois. É o tipo de relação que me quebra, por saber que um ali sempre vai envelhecer ainda mais e mais a cada dia, enquanto ao outro foi imposta uma vida aparentemente sem fim (ou com fim muito tardio!) Mas é isso que me cativa, a desgraça! rs, brincadeiras à parte, consegui visualizar muito bem tudo o que foi escrito aqui, as cenas e seus contrastes. A tensão e obviamente o tesão. Connor parece um floquinho, aff. E o Hank, oh dear god, que ursão! Quero um! Foi tudo tão puro, apesar do sexo, rs. Porque pensa comigo, o Connor é total 0 experiências nisso, e embora tenha lido e pesquisado sobre, nada se compara ao ato. E foi fofo vê-lo pensando no que poderia fazer para dar prazer ao Hank. Iti ♥ Me mata de fofura mesmo!!!! Eu tô muito soft com tudo, principalmente com o finalzinho, onde o Connor ficou apreciando o soninho do mozão. Aff, muito obrigada por escrever essa belezinha e compartilhá-la comigo ;)
16. Februar 2019 07:30:48

  • Mandy Assis Mandy Assis
    Ah, obrigada digo eu por vc ter lido minha fic. Bom, da poucas fics Hannors que eu achei pelas plataformas o Connor sempre parecia muito experiente e menos robótico (apesar deu dar uma pequena humanizada dele, pelo fato da divergência) e quando eu escrevi quis deixar claro que ele não é humano e mesmo estudando muito ele não é experiente no assunto. Outra coisa é quando o Hank parece ser bem mais inocente que o Connor e isso me irritava muito. Então eu escrevi justamente o que eu queria ler e fico muito feliz em saber saber que não sou a única que tem esse sentimento e paixão por esse shipp lindo e cheiroso 💙 16. Februar 2019 07:50:32
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