Obsceno Follow einer Story

amy_rattlehead Amy Rattlehead

O detetive Uchiha Sasuke foi designado por seu superior para investigar um caso de ataque à garotas no campus de uma universidade. Mas em algum momento, a situação sai do controle de Sasuke, e tudo por causa de um ser saído diretamente do inferno para acabar com sua sanidade. - NaruSasu - Crossdresser - Exibicionismo - Presente de Amigo Secreto do NSN Fantasy para Rhaai - Escrita em 2014


Fan-Fiction Anime/Manga Nur für über 18-Jährige.

#yaoi #naruto #sasuke #narusasu
Kurzgeschichte
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Fucking obscene...

Sasuke realmente não gostava de beber em serviço. A menos que a ocasião fosse absolutamente intragável, o detetive particular preferia abster-se de qualquer substância que pudesse alterar o seu bom funcionamento cerebral. Entretanto, insuportável era um elogio para aquela situação.

            A casa do universitário anfitrião parecia o rascunho do inferno: música alta, repleto de pessoas completamente alucinadas por álcool ou drogas, iluminação baixa, feita por lâmpadas piscantes coloridas que irritavam os olhos do detetive Uchiha, e fornicação por toda parte. Era em horas como aquela que se arrependia da carreira que escolhera. Se optasse por ser policial como seu pai, poderia colocar aquele puteiro abaixo em um instante. Mas agora era tarde.

            — Aceita uma bebida, gatinha?

            Sasuke se virou para encarar o homem que a ele se dirigia, e fechou as mãos, desejando enfiar naquele ser humano o espanador que compunha sua fantasia bem no lugar onde o Sol não bate.

            Respirou fundo.

            Talvez aquele fosse o homem que procurava.

            — Claro. — Se forçou a dizer e se obrigou a sorrir. Tentou fazer a voz mais mansa possível, mas falhou miseravelmente.

O homem não se importou.

            — Ei cara, sirva uma Cuba pra moça aqui. Bem gelada!

            O barman acenou com a cabeça e entregou o copo cheio para a dama suspeita encostada no balcão.

            — Obrigado.

            A julgar pela expressão do barman ao ouvir a voz de Sasuke, ele não estava bêbado, e soube na hora que aquela linda maid branquinha de cabelos negros era uma grande trap.

            — De nada.

            O Uchiha sorriu, mas de profundo desgosto. Ao menos o cavalheiro que lhe presenteara com a Cuba já havia desaparecido na massa difusa de corpos dançantes.

            Aquela noite seria longa.

.

            — Mas nem fodendo!

            Itachi girou os olhos e Mikoto sorriu contidamente diante da atitude típica do filho caçula.

            — Sasuke — O primogênito da família começou a falar pacientemente — você é o único que pode fazer isso. Estarei trabalhando em outro caso e não acho prudente colocar oka-san para lidar com um possível estuprador.

            Ah, filho da puta! Então eu posso ser estuprado!?

            A empresa fora contratada por um cliente que desejava averiguar a existência de um molestador no campus da Universidade. O Reitor Namikaze Minato recebera inúmeras queixas anônimas acusando seu filho, e a fim de evitar um escândalo ou cometer uma injustiça, entrou em contato com a família Uchiha para se certificar da índole de seu herdeiro. Nem mesmo sua esposa sabia daquilo. E nem poderia saber.

            — E é final de ano! — Itachi comentou, tentando animá-lo. — Você pode aproveitar a festa também, sabe. Se divertir um pouco.

            Se sua mãe não estivesse ali, Itachi seria brutalmente torturado e assassinado.

            — Mas por que a fantasia de maid?! Explica isso para mim, Itachi! Só pode ser para tirar uma com a minha cara!

            Se com “maid” Minato se referia apenas ao vestido, Sasuke até não objetaria com tanta insistência. Mas a fantasia que lhe fora designada era o cúmulo da perversão: uniforme azul marinho com rendas brancas, cuja saia era comprida o suficiente apenas para cobrir a calcinha também rendada. Um conjunto de meia calça e cinta-liga brancas, faixa de cabelo com o mesmo duo de cores do uniforme, sapato azul marinho de salto fino baixo e um espanador de pó nas mãos. Aquilo não era roupa de empregada em lugar nenhum desse mundo!

            — Ah, Sasuke... Foi o pai do suspeito quem pediu.

            Sasuke fez uma careta. Desejava mesmo que o homem em questão tentasse ataca-lo. Assim, poderia cortar certas partes íntimas de seu corpo e alegar autodefesa.

.

            Nem mesmo a expressão de antipatia no rosto de Sasuke era capaz de afastar os pretendentes que o cercava a curtos intervalos de tempo. Decerto, pensavam que a maid estava se fazendo de difícil, visto que era uma das garotas mais paqueradas da festa. Infelizmente, sua tática de se mostrar indiferente apenas injetava um Viagra natural nas veias dos homens. Seria realmente difícil encontrar um provável estuprador naquele mar de tarados.

            Sasuke estava distraído, bebericando a Cuba sem qualquer indício de culpa, quando foi surpreendido pelo pequeno show na mesa de centro da sala.

            Um jovem universitário — que muito provavelmente tinha a mesma idade que o Uchiha — vestido de demônio, dançava ao som de uma música que nem de longe agradava aos ouvidos de Sasuke, mas que naquele momento passou a soar como um cântico divino. Porque aquele capeta era divino, por mais bizarro que isso possa parecer.

            Olhos azuis, cabelos dourados, pele bronzeada, três marcas de cada lado do rosto e o sorriso mais contagiante e belo da face da Terra. Usava uma roupa de couro preta colada ao corpo, botas de salto fino não muito alto, capa vermelha de camurça e um par de chifres feitos dos ossos de algum animal que Sasuke nunca conseguiria identificar. Era raro o Uchiha achar alguém realmente atraente, mas o capiroto dançando sobre a mesa era uma imensa exceção.

            E a música de acordes concupiscentes continuava, sendo interpretada com afinco pelo universitário loiro. Sasuke entornou o copo de sua bebida, achando-se um completo imbecil logo em seguida. Estava bebendo para conseguir manter o foco em seu trabalho ao invés de assistir ao show demoníaco! Excelente senso de lógica, senhor detetive!

            Desviou o olhar e voltou-se para o barman.

            — Então... Você soube da garota que foi atacada aqui no campus? — Sasuke perguntou ao homem. Muito sutil, claro. Qualquer assunto era válido se o fizesse manter o foco e esquecer a visão do diabo dançarino.

            — Soube sim. — O barman comentou, um pouco amuado em ver uma criatura tão delicada falando com uma voz tão grossa. — Mas ontem saiu resultado do corpo de delito, e a garota estava mentindo.

            Sasuke franziu a sobrancelha.

            — E por que ela faria isso?

            — Pra ser franco, eu não tenho ideia. — Deu de ombros. — Caso queira mesmo saber o motivo, sua fonte de informações está bem ali.

            Pela primeira vez em alguns meses, Sasuke fez uma oração. Pediu a todos os anjos do céu que estivesse enganado acerca de para quem o barman apontava. Quando enfim seguiu com os olhos a direção indicada pelo dedo magrelo do homem, soube que Deus estava descontando a realização de seu pedido diretamente de sua negligência; deveria ter sido mais crédulo.

            — Ele é o filho do Reitor?

            — Sim, é ele. Soube que ele corta pros dois lados. — Comentou sugestivamente, arqueando a sobrancelha quando Sasuke suspirou ao focar o mesmo universitário loiro que minutos atrás prendeu completamente sua atenção. O Uchiha tornou a encara´lo, visivelmente irritado. — O nome dele é Naruto. Uzumaki Naruto.

            Sasuke pensou durante vários minutos. Naruto era bissexual de acordo com o barman, ou seja, havia uma probabilidade grande de ele também tentar atacar garotos se realmente fosse um molestador. Entretanto, Naruto não parecia pertencer ao padrão de estuprador descontrolado. Pela maneira ágil e precisa com que o loiro se movia sobre a mesa, Sasuke conseguiu traçar o perfil psicológico do Uzumaki.

E de acordo com sua análise, Naruto não se arriscaria em medir forças com um homem do porte de Sasuke apenas pelo prazer de causar dor. Ele só o forçaria a fazer qualquer coisa se Sasuke estivesse vulnerável. O Uchiha se certificou de que o Taser, o spray de pimenta e as algemas estavam bem seguros no bolso interno da fantasia. Respirou fundo.

— Hn, Suigestsu. — Leu o nome do barman no crachá. — Uma dose tripla de vodka, por favor.

#

Os efeitos da ressaca nunca foram sentidos por Sasuke com tanta intensidade. O Uchiha esfregou os olhos ao acordar, levando poucos segundos para perceber que estava nu e coberto por lençóis desconhecidos. Durante algum tempo, tentou se enganar de diversas maneiras e criar alguma explicação para o fato de estar naquele quarto sem roupa alguma e enlouquecendo de dor de cabeça.

Exagerou na dosagem de bebida, aquilo era fato. Mas não bebera tanto assim a ponto de se sentir seguro para jogar a culpa de seus atos no álcool. Se havia algum culpado naquela história, sem dúvida, era a sua libido irresponsável e irracional. Sasuke resolveu discutir com sua moralidade depois, e aproveitou o bom senso de Naruto em manter aspirinas, balas de hortelã e um jarro d’água na mesa de cabeceira. Era tudo o que precisava naquele momento.

Posteriormente, quando assumiu para si mesmo — e  para si mesmo — que ele não dormira ali apenas, levantou a hipótese de ter sido vítima do molestador da faculdade. Infelizmente, a suposição caiu por terra mais rapidamente do que Sasuke gostaria: quando enfim se moveu sobre o colchão, soube que consentiu com o que acontecera na noite anterior. As orelhas esquentaram de vergonha; enquanto o Uchiha ouvia o barulho de água vindo do cômodo ao lado e surtava internamente ao ver a fantasia de demônio sobre sua própria fantasia de maid, Sasuke começou a recapitular os eventos que se sucederam após sua bebedeira.

.

Estava um pouco tonto quando conseguiu criar coragem para se aproximar, corado, da mesa onde Naruto dançava. O álcool tinha um efeito mágico sobre Sasuke. Tão incrivelmente mágico que o Uchiha sorriu torto quando um universitário aleatório assobiou em sua direção.

Provavelmente Naruto também ouviu o assobio, pois interrompeu sua dança para descobrir quem era o alvo de cobiça a ser atormentado. Paralisou quando seus olhos encontraram os de Sasuke.

Era um clichê sem precedentes, mas parecia uma cena de filme. Até mesmo uma música diferente começou a tocar, um estilo que Sasuke não conhecia mas que era perturbador em vários níveis. Para completar o cenário cinematográfico, Naruto estendeu a mão na direção de Sasuke, em um pedido mudo para que ele também subisse na mesa. O detetive, sem sua habitual armadura de polidez, aceitou o convite.

O chão da casa tremeu. Com certeza todos estavam confundindo Sasuke com uma garota, ou ele seria espancado. Os universitários gritaram em coro, fazendo gestos obscenos com as mãos. E enfim a voz do cantor da música concupiscente se fez ouvida. Se estivesse em seu estado natural, Sasuke lamentaria por ouvir uma crítica social tão interessante em um ambiente como aquele.

Mas Sasuke não estava em seu estado natural.

Assim como Naruto, Sasuke se viu instigado pelos urros advindos dos convidados da festa. Sua ideia de beber para melhorar seu desempenho no trabalho se mostrou uma piada, e o Uchiha se esqueceu completamente do motivo que o levara ali quando o Uzumaki segurou em sua cintura.

Aquele filho da puta realmente mexia com ele.

Naruto começou a dançar novamente, seguindo o ritmo da música nova. Se mostrou perfeitamente educado, embora fizesse movimentos sugestivos com os quadris. Sasuke conseguiria ignorar o chamado de seu próprio corpo para se juntar ao loiro na dança do acasalamento, mas seu cérebro não tinha forças para lutar contra seu instinto sexual, o álcool e a música sugestiva.

Bang. We want.

Bang. We want.

Bang. Bang. Bang. Bang. Bang.

O detetive simplesmente se deixou levar por Naruto. Praticamente se jogou contra ele, acompanhando com os próprios quadris aquilo que o loiro fazia.

A galera que observava a cena ficou ensandecida.

— Como você se chama? — Naruto disse próximo ao ouvido de Sasuke.

— Digamos que eu não precise te responder. — O Uchiha o cortou, insolente. Pelos deuses! Seu eu sóbrio o jogaria no lixo se o ouvisse falando daquele jeito!

— Ah, teme! É assim que vai ser então? — Naruto recuou um pouco, arqueando a sobrancelha em sinal de desafio.

Quem aquele ser absurdamente bonito pensava que era para falar consigo com tanta intimidade?!

— É sim.

— Ótimo.

Naruto o virou de costas e empurrou de leve a parte traseira de sua cabeça para que se inclinasse, segurando-o pelos quadris para que não caísse. Sasuke só teve tempo de perceber o que estava acontecendo quando o Uzumaki colou seu quadril ao dele e rebolou demoradamente. Ah, não...!

It’s better than a sex scene.

And it’s so fucking obscene.

Obscene yeah.

Olhando para os olhos azuis provocativos, Sasuke endireitou a postura, completamente vermelho e decidido a se vingar. Assim, a casa quase foi a baixo quando ele prendeu as duas pernas ao redor da cintura de Naruto e fez ondulações com o corpo, jogando a cabeça para trás como se estivesse prestes a gozar. A princípio, Naruto ficou sem reação, mas sua supresa não durou muito tempo, e logo ele estava com as duas mãos espalmadas nas nádegas da maid. Para seu completo desespero, Sasuke sentiu algo em seu baixo ventre ganhar vida.

Sasuke só parou com de simular sexo com o desconhecido quando sentiu a ereção de Naruto mais do que formada dentro da calça de couro. O Uchiha desceu do poleiro, e quase caiu da mesa quando Naruto o puxou e o beijou.

Para seu espanto, o loiro não estava bêbado. Estava, no máximo, eufórico por causa da cafeína dos energéticos. Bem, agora que Naruto sabia que Sasuke não estava sóbrio, restava ao Uchiha aguardar pelo ataque.

Sasuke realmente gostava de se enganar.

Naruto o conduziu de forma a deitá-lo sobre a mesa. Colocou seus tornozelos no ombro e esfregou demoradamente a ereção na área desprotegida do corpo do Uchiha. Sasuke se esforçou em manter a apatia, mas falhou miseravelmente. Estava tão excitado quanto o demônio-kitsune.

Os gritos dos convidados e a música não colaboravam em acabar com aquela loucura. O detetive recebeu mais um beijo de Naruto, que passeava as mãos por sua coxa com o cuidado de não levantar a saia e revelar mais do que deveria. E então o Uchiha chegou ao auge da loucura.

Aproveitando que a capa da fantasia do Uzumaki cobria-lhe as partes íntimas, Sasuke desabotoou a braguilha da calça do loiro, recebendo um olhar interrogativo. Colocou a ereção para fora e afastou a calcinha que usava do lugar onde Naruto deveria ter fácil acesso. O membro intumescido do loiro estava mais do que gotejante, e Sasuke não era nenhuma criança virgem; precisava dar cabo daquela insanidade causada pelo demônio, ou não conseguiria concluir seu trabalho.

Dessa forma, espalmou as mãos nas nádegas de Naruto, puxando-o para si e fazendo-o se enterrar em seu corpo ali mesmo, sobre a mesa, no meio de todo mundo.

Álcool e desejo sexual matavam o verdadeiro Sasuke, era fato. Nem dor o desgraçado sentiu.

Naruto pareceu não acreditar no que estava acontecendo. Para não ficar olhando Sasuke com cara de bocó, o beijou novamente, adorando a sensação de estar dentro do corpo quente e apertado. Sasuke deslizou as mãos por suas costas, e Naruto começou a investir contra o parceiro.

Provavelmente os demais bêbados da casa ainda achavam que era uma simulação apenas, rindo alto e comentando obscenidades sobre a atitude de Sasuke. O Uchiha então decidiu aproveitar. Não conseguiria negar que estava adorando receber aquele tipo de atenção, embora jamais fosse admitir.

O Uzumaki foi mais fundo na penetração, e Sasuke enlaçou sua cintura com as pernas. Assim, a relação sexual se tornou incrivelmente exótica e prazerosa, porque embora a posição fosse deveras comum, ambos se sentiam estrelas de um espetáculo. Era uma massagem no ego para poucos.

Get your arms around me.

Now we’re going down, down, down.

A fim de perturbar ainda mais o detetive já enlouquecido, Naruto mordeu-lhe o lóbulo, movendo-se de forma a finalmente encontrar a próstata de Sasuke. Era uma droga admitir, mas o Uchiha era sensível demais naquela região do corpo. Não demoraria a atingir o orgasmo. Entretanto, sabia usar suas armas em ocasiões como aquela, e gemeu alto na orelha de Naruto antes de beija-lo com voracidade.

Bang, bang, bang, bang, bang.

A música chegou ao fim assim como o show obsceno. Sasuke arqueava o corpo ao gozar, e Naruto se debruçou sobre ele enquanto o preenchia com esperma. Não houve muito tempo para pensarem depois disso. Os convidados, embora bêbados e drogados, não eram idiotas e reconheceram o nível excessivamente profissional da encenação. Naruto ficou preocupado com a integridade física do Uchiha, e praticamente o arrastou para seu quarto.

Quando viu a forma com que Sasuke o olhava, soube imediatamente que seria recompensado a noite toda por sua boa ação.

Pelo menos Naruto não era o estuprador, oras.

.

O jovem detetive cobria o rosto extremamente vermelho com as mãos. Deu um pulo na cama quando a porta do banheiro da suíte se abriu e de lá de dentro saiu Naruto, com uma toalha branca enrolada na cintura, o cabelo molhado e bagunçado e um sorriso travesso no rosto. Sasuke precisou se conter para não cavar um buraco no colchão e se enterrar lá para nunca mais sair!

O Uzumaki andou em direção ao guarda-roupa, jogando a toalha longe sem se importar com o alto nível de pudor da versão sóbria de Sasuke e começou a se vestir.

— Bom dia, teme. — Naruto falou, frisando o apelido com satisfação. — Agora que você tá bem acordado, acho que pode me explicar umas coisas.

— Que coisas, Naruto? — Ele murmurou, sem encarar o loiro.

— Por que você carregava isso com você?

Para a surpresa de Sasuke, Naruto indicou a bolsa que continha seu equipamento de serviço, jogada próxima às fantasias.

Ah, aquilo seria bastante embaraçoso...

Pensando em Itachi e na humilhação que seu irmão o fizera passar — sim, naquele momento Itachi era o único culpado!—, Sasuke mandou sua ética profissional às favas.

— Eu vou ser sincero com você, até porque não consigo pensar em uma boa mentira agora. — Sasuke disse em meio a um suspiro, e a cabeça latejou novamente. — Havia suspeitas de que você estava molestando garotas no campus da faculdade. Eu sou investigador, e era meu trabalho descobrir se você era realmente culpado das acusações.

Não tiraria a razão de Naruto se ele se enfurecesse. Entretanto, tudo o que o Uzumaki fez foi abrir um sorriso ainda mais sapeca. Ele era um espécime raro de ser humano, Sasuke percebeu.

— Bom, agora você sabe que eu não sou, né? Missão cumprida, detetive teme.

— Sasuke. Uchiha Sasuke.

Naruto ia fazer uma brincadeira acerca de Sasuke finalmente revelar seu nome, mas foi interrompido por dois inconvenientes: o telefone de Sasuke tocando e uma corrente de pensamentos que certamente não agradariam o Uchiha.

— Alô, Itachi?

— “Alô, Itachi”?! É isso que você tem a me dizer depois de desaparecer a madrugada toda?! Pensamos que pudesse ter acontecido algo sério com você! — Itachi tomou fôlego antes de continuar ralhando com Sasuke, e foi o tempo necessário para que o Uchiha mais velho tivesse uma epifania. — Céus, Sasuke! Você foi pego?!

— Cala a boca, droga! — Sasuke se encolheu sob os lençóis, sentindo-se triplamente desprotegido por estar nu debaixo das cobertas. Para seu desespero, Naruto não desviava o olhar em momento algum; era impossível sentir mais vergonha.

— Itachi?

Sasuke franziu o cenho ao ouvir Naruto pronunciar o nome de seu irmão com tanta familiaridade. Colocou a chamada no viva-voz.

— Você conhece o meu irmão?

— Claro que conheço! Eu estudo com o Shisui-san!

Shisui era primo de Sasuke e Itachi e affair do primogênito de Mikoto, mas essa parte a gente não considera.

— Naruto-kun...?...!

Em chamas era pouco para descrever como Sasuke se sentia naquele momento. Ele definitivamente iria destroçar Itachi.

— Eu não entendi essa sua ideia agora! Por que você colocou o Sasuke pra me vigiar? Eu já tinha comentado com você e o Shisui-san que umas garotas que me perseguiam inventaram boatos sobre mim porque eu não queria compromisso com elas!

Naruto parecia um pouco irritado com Itachi, mas ainda assim não deixava de sorrir. Sabia que tinha mais que agradecer ao primogênito Uchiha pelo banquete.  Óbvio que nunca falaria isso para Itachi, ou seria castrado.

— Mas eu não sabia que você era o filho do Reitor! — Itachi ainda tentou se defender.

— Vai se foder! Eu sou a cara do meu pai!

Sasuke simplesmente atirou o celular na cama e se deitou novamente. Depois de passar tanta vergonha, só sairia dali depois que Naruto o deixasse bem relaxado. O Uchiha apenas observou Naruto engatinhando na cama até ele, e não ofereceu resistência quando o loiro o beijou demoradamente. Foi sorte para Itachi que Sasuke estivesse ocupado ouvindo os suspiros do Uzumaki, ou o transformaria em átomos se escutasse a risada debochada e a fala seguinte do primogênito:

— Ah, você é mesmo! Acho que me esqueci desse detalhe...

7. November 2018 13:12:29 1 Bericht Einbetten 6
Das Ende

Über den Autor

Amy Rattlehead A maluca do café. 22 anos. Pouco juízo. Pouca paciência. Ainda sonhando com o dia em que viver da escrita seja possível sem que eu precise vender minha alma.

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AB Ana Banana
Itachi é um demônio kkkjkjkkkkkkkkkkkkk Sasuke muito sem vergonha quando está bêbado,parece até eu kkkkkkkkkkk.Muito boa a fic ^^
23. Mai 2019 15:24:38
~

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