O Clube dos Segredos Follow einer Story

sonumber Nana Li

O Clube dos Segredos Não há um lugar seguro no mundo para o amor de Joonmyeon e Yixing, então elas se escondem todos os dias no clube dos segredos e imaginam uma realidade em que nada, entre o céu e a terra, poderá separá-las. [EXO!FEM][FEM!SULAY][PWP][ORANGE][OS]


Fan-Fiction Bands/Sänger Nur für über 18-Jährige.

#orange #pwp #oneshot #os #lay #suho #sulay #femsulay #exofem #exo
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Quem você vai ser hoje?



           “O que você quer ser hoje, Yixing?” Deitada no chão de madeira incrivelmente limpa, Joonmyeon observava a luz do pôr do sol que se projetava no teto. O amarelado tomava forma a partir das estantes que se encostavam e tapavam parcialmente a visão da janela. Seus cabelos lisos extremamente negros espalhavam-se pelo chão ao redor do rosto alvo. Há alguns metros, Yixing ensaiava alguns passos graciosos de balé, apesar de nunca ter feito nenhuma aula.

           Ela rodopiou algumas vezes, aproveitando o prazer de dançar. Yixing não era uma bailarina, sequer pensara em fazer aulas, e nem mesmo usava sapatilhas. Dançava descalça, trajando o uniforme da escola. Seus olhos estavam fechados e seu cabelo caía contra o rosto como uma verdadeira bailarina que sentia os movimentos e a música. O Lago dos Cisnes tocava no rádio que improvisaram para trazer.

           “Hoje eu quero ser... Uma princesa.” Esbaforida, ela respondeu, finalizando seu passo de forma teatral ao jogar-se ao lado de Joonmyeon. Elas se olharam, ensaiaram um sorriso cúmplice entre as duas. Os cabelos de Yixing eram lindos, Joonmyeon notou. Eram de cor de caramelo, como os caramelos que sua avó costumava fazer. Suas ondas eram rebeldes, desuniformes da maneira mais linda. Joonmyeon gostava secretamente de coisas que estavam fora do lugar; como, por exemplo, ela mesma e Yixing, as duas passarinhas fora do ninho, as duas monstrinhas em saltos altos.

           Acompanhando Tchaikovsky com a ponta dos sapatos escolares, Joonmyeon criava um ritmo único no chão. Ela e Yixing cortaram os olhares quando a mais nova entre as duas encolheu-se no chão ao seu lado, para o lado oposto. Ficaram como que em Yin-yang. Numa outra tarde, Joonmyeon foi Yin, Yixing foi Yang.

           “Eu quero ser uma criada.” Ela decidiu. Aquele não era o clube de dança, apesar dos movimentos leves. Tampouco era o clube de teatro. Silenciaram-se por um minutinho curto. A calmaria e o silêncio eram o ponto alto de estarem ali, só as duas, todos os dias da semana após as aulas. Cortou o silêncio a risada baixinha de Yixing.

           “Você é a única mulher que ouviremos dizer essa frase.” Disse ela, apenas porque criada, naquele momento, denotava algo como uma escrava. Mulher alguma queria sê-lo.

           “Quero ser como a criada Seokhee em The Handmaiden. Você pode ser minha Hideko?” A Kim perguntou, em tom manhoso. Algo em seu corpo se acendia sempre que lembrava daquele episódio. Joonmyeon virou-se de lado, por entre seus joelhos e os braços de Yixing, ela podia ver um sorriso discreto. Seu próprio corpo arrepiou-se quando tocou as pernas vestidas por meias altas em um carinho tímido, suave. Joonmyeon olhava para o rosto relaxado de Yixing enquanto a acariciava, observava suas reações, o fechar lento de olhos e o suspiro baixo, culpado, quando enfiou os dedos na meia cinza e sem graça e descobriu a pele quente por baixo.

           “Você quer que eu leia para você?” Yixing questionou em resposta, fechando as pernas em um aperto. Se Joonmyeon soubesse... Brincar daquilo levava Yixing a viajar para memórias perigosas. A sala do clube dos segredos escureceu com o baixar do sol sob as árvores do quintal da escola. Em algum lugar, elas puderam ouvir o burburinho de colegas de outros clubes voltando para suas casas. Não fazia mal, ainda tinham uma hora. Joonmyeon sorriu para ela.

           “Talvez haja algum livro erótico nas prateleiras...” Ela propôs, observando com desconfiança o sorriso pervertido que abria-se nos lábios os quais Yixing brincava com os dedos. Estavam molhados como morangos, avermelhados no mesmo tom das bochechas. Joonmyeon guardou para si mesma o quanto gostava de vê-la depois de se exercitar, do quanto excitava-se com o suor, o calor, a respiração bagunçada e os cabelos revoltos.

           Joonmyeon não sabia como tirar suas mãos das pernas de Yixing quando ela estava tão próxima e parecia tão irresistível. De repente, o CD que Yixing havia gravado parou em meio à uma parte aleatória de Lago dos Cisnes e passou a tocar aquela música que sequer sabiam o nome. Era Cigarettes After Sex. Joonmyeon escondia seu álbum sob o colchão de sua cama e rezava para que sua mãe nunca o encontrasse, porque ela comprou-o apenas porque gostou de como o nome da banda soava sensual e... e aquilo aconteceu na época em que a Kim descobriu o quanto era bom ter a pele de outra garota contra a sua.

           Aquele tampouco era o clube de música. Joonmyeon não conteve as risadinhas quando Yixing escondeu o rosto e começou a rir.

           “Você encontrou um livro desses?!” Joonmyeon perguntou, embasbacada. Céus, Yixing vez ou outra desenterrava pérolas. Ela assentiu, retirando os sapatos dos pés de Joonmyeon antes de deitar-se contra eles. “Eu estou com chulé de meias sem lavar há quatro dias...”

           O comentário passou despercebido, porque Yixing estava ocupada em observar a calcinha de moranguinhos que Joonmyeon vestia. Sem ter os olhos da Zhang para olhar, a Kim virou-os para a porta semiaberta.

           “Eu encontrei um livro com cenas eróticas entre as leituras de época... “ Ela contou, em tom baixinho, como se fosse um segredo, mas aquele não era tampouco o clube de leitura. “A princesa Zhaoyan apaixonava-se por Yuwang...” E seus lábios atrevidos foram encontrar caminho pelos pés vestidos de Joonmyeon em beijos silenciosos e devotos. Não havia chulé de quatro dias, ou então Yixing não se importava? Joonmyeon apertou suas unhas contra as pernas magras para não ter que suspirar e mostrar o quanto sentia-se mexida com aquela atenção toda. “Zhaoyan tinha cabelos imensos e ela usava-os para esconder os seios dos viajantes quando tomava banho no rio. Yuwang estava fugindo de casa e teve que cortar os seus nos ombros para não ser reconhecida, como Hua Mulan no filme da Disney.” Yixing atreveu seus dedos finos na barra de suas meias e puxou-as uma por uma até que deixassem seus pés. Quando estiveram por fim descobertos, ela os trouxe para a boca outra vez, beijando um por um para ver quando Joonmyeon os encolhia.

           “Era um romance entre duas mulheres?” Joonmyeon questionou, em uma tentativa de permanecer em órbita quando os beijos subiam para suas pernas, pelos tornozelos finos. Yixing passava o nariz por sua pele como se adorasse o cheiro que dali exalava, e realmente adorava. Joonmyeon não precisava usar metade dos perfumes que usava, porque sua pele carregava o melhor deles e Yixing amava ser a única a saber. Ela assentiu.

           “Yuwang se apaixonou da primeira vez que viu Zhaoyan no lago, mesmo que ainda estivesse vestida. Zhaoyan tinha o corpo mais belo da dinastia, mas seu rosto nunca havia sido visto por causa disso.”

           “Yixing...” Mais baixo que o tom que usavam normalmente, Joonmyeon chamou seu nome em um gemido. Soou como um respirar, um choramingo, desprendeu-se quando Yixing lambeu seu tornozelo como um cachorrinho. E a Zhang estava rindo quando a Kim se encolheu.

           “Você é uma princesa, Zhaoyan... Eu estou beijando seus pés.” Yixing dissimulou, dando risadinhas outra vez quando passou os dedos pelos pés femininos e Joonmyeon encolheu-se em cócegas. “Você tem que gemer como Zhaoyan. Você é Zhaoyan do corpo e cabelo perfeitos, eu sou Yuwang.”

           “O que é a Yuwang?” Joonmyeon tinha os olhos fechados quando questionou, apenas para tirar sua atenção dos estímulos e tentar focar em algo que não fosse extremamente passível de trazer problemas. E Yixing era um problema tão gostoso. Enquanto respondia, as mãos pequenas vieram passando por suas pernas, contornando a carne sensível de suas coxas do lado de fora para dentro.

           “Ela é uma exploradora, Joon...” Yixing respondeu-lhe, de forma com que Joonmyeon podia sentir seu hálito quente em seus pés nus. O que veio a seguir correspondeu à personagem que Yixing queria ser. A princesa Hideko, a viajante Yuwang. Ela viajou com propriedade as mãos por sua pele, descobrindo-a e explorando até o meio de suas pernas. Joonmyeon segurou os lábios em uma mordida quando sentiu os dedos de Yixing sobre sua calcinha, abrindo caminhos naquele lugar que ela, e apenas ela, era permitida a tocar. Seus dedos ziguezagueavam como se conhecessem dali cada curva e cada ponto mais sensível. Seus lábios tomavam vez por suas pernas. Sua pele era domínio e propriedade de Hideko. “Você tem que gemer como Zhaoyan.”

           “Como gemia Zhaoyan?” Ela perguntou, entre um respirar profundo e outro. Para Yixing, suas pernas se abriam cada pouquinho possível. Seus cabelos vieram parar de alguma forma em seu rosto, mas Joonmyeon estava tão concentrada em sentir sua intimidade ser estimulada por Yixing que sequer pensava em tirá-los do caminho. Ela virou-se, abriu as pernas, passou uma delas por cima do corpo tão magro quanto o seu e permitiu que Yixing a descobrisse. Suspirou quando os dedos finos tatearam entre os lábios e acariciaram de cima a baixo, arqueando-se em direção a ela quando usou seus polegares para pressionar seu clitóris. Yixing observava-a como se desenhasse ali alguma obra de arte. Via o rio entre suas pernas correr lentamente, tornando o tecido leve úmido,  escorregadio.

           “Zhaoyan.... Zhaoyan tapava sua boca para que os possíveis viajantes não soubessem que Yuwang a tocava. Ela usava os dedos de Yuwang para calar seus gemidos.” Apesar da descrição, Joonmyeon não conseguiu prender o som de satisfação de escapar pelos lábios ao sentir os dígitos quentes abrirem espaço pelas laterais de sua calcinha, tocando com intimidade seu sexo. Como o pedido por Yixing, ela levou os dedos à boca, mordeu seus nós, abriu os olhos para vigiar a porta mesmo que quase nunca fossem interrompidas.

           Yixing afastou a saia de seu caminho enquanto se erguia, usou a boca para explorar as coxas alvas. Frente à beleza de Joonmyeon era difícil encontrar qualquer conjunto de palavras. Elas se calaram por todo o tempo em que se concentraram em sentir nada além das carícias. A carícia das coxas macias contra seus lábios e de seus beijos contra a carne quente e sensível. Já não tinham mais uma hora inteira, e os quebrados as desesperavam. Por mais que quisesse tanto amar Joonmyeon lentamente, tão lentamente quanto o sol que deslizava para trás das árvores. Tão lentamente se deitaria e deslizaria seu corpo contra o de Joonmyeon, mas nunca tinham o tempo desejado. Aquele não era também o Clube da Cerimônia do Chá, Yixing teria de sorvê-la em um gole só.

           “Z-zhaoyan... deixe-me ver seus seios dessa vez?” Ela pedia, tremula, enquanto engatinhava caminho acima. Seu rosto parou frente a frente ao de Joonmyeon. Os olhos se uniram em um encarar sensual, embolando-se em uma corrente de significados. As respirações batiam uma contra a outra, voltavam-se ansiosas nos rostos quentes. Lentamente... Joonmyeon queria beijar aqueles lábios molhados lentamente. Queria suga-los para dentro de sua boca. Queria mordê-los, e sentir em sua boca os gemidos de Yixing. Queria ver se ela estava tão excitada por estar entre suas pernas quanto Joonmyeon estava por tê-la ali entre as suas.

Joonmyeon assentiu. Em que mundo poderia negar a um pedido de uma Yixing bagunçada? Os cabelos caíam ao redor dos rostos, misturavam-se aos seus como cascatas espalhando-se ao chão de madeira. Joonmyeon sentia o cheiro de seu suor, sentia a umidez de seu corpo agitado. Yixing tanto lhe enchia de tesão puro e escaldante que Joonmyeon levou as próprias mãos a seus botões, tirou um por um de suas casas sem tirar os olhos por nenhum segundo dos castanhos de Yixing. E o sorriso dela no final de tudo... Céus, nada no mundo pareceu valer mais a pena do que aquele sorriso, e aquele não era o clube de comédia.

           Yixing e Joonmyeon puxaram-se para um beijo. Os cabelos tornaram a bagunçar-se, tapando os rostos e invadindo o beijo pela forma afoita, somente até que Yixing se propusesse a afastá-los. Joonmyeon teve sua chance de lamber os lábios finos e molhados, de puxá-la para entre suas pernas e esfregar seu corpo necessitado contra o corpo que a dominava. Gemeu em satisfação quando os arfares excitados de Yixing perderam-se em sua boca. Sentiu em cada nervo o prazer de ter sua língua sugada com necessidade. No fim, quando Yixing afastou-se, Joonmyeon manteve seus olhos abertos e observou-a puxar seus cabelos lisos, posicionando-os  frente aos seios achatadinhos. Os dedos de Yixing resvalaram por seus mamilos, e pareciam tão tentados a tocá-los... Ela segurou-se. Naquele dia, eram Zhaoyan e Yuwang. Eram também Hideko e Seokhee.

           “Eu quero sentir sua vagina molhando meus dedos, Seokhee... “ Ela incorporou sua Hideko. Joonmyeon sentiu-se tremer. As memórias da primeira vez inundaram sua mente, aqueceram seu corpo inteiro. Joonmyeon sentiu seu sexo pulsar contra os dedos de Yixing quando ela afastou a calcinha e escorregou por entre os lábios os dígitos atrevidos. Joonmyeon contorceu-se, buscando pelo prazer, pedindo para que Yixing se movesse e a fizesse perder seus sentidos. Yixing mordia sua própria língua, salivando de vontade de coloca-la tão úmida quanto estava em sua boca. Quando Joonmyeon fechou os olhos, Yixing curvou-se contra seu corpo até que os lábios estivessem tão próximos que podiam sentir suas respirações outra vez. Baixinho, ela continuou narrando seus desejos. “Eu quero colocar minha língua entre suas pernas... e sentir o seu gosto.”

           Joonmyeon reprimiu um gemido em sua garganta quando Yixing escorreu a língua por entre seus lábios de maneira provocativa, e continuou fazendo-o a acompanhar cada movimento de seus dedos. Yixing a masturbava, estimulava em círculos seu ponto mais sensível, depois escorria os dedos molhados até embaixo, brincando com sua entrada ainda intocada.

           "Eu sou sua Hideko, Seokhee... Você vai me chupar? Hm?” Ela questionou, reprimindo a respiração acelerada que precedia o orgasmo de Joonmyeon entre deus dedos. Yixing sentia-se pulsar em vontade de ser tocada apenas em ver a língua rosada ao redor de seus dedos, os lábios puxados envolvendo-os tão receptivos. Joonmyeon concordou, deliciada. Imaginar-se tendo a intimidade de Yixing em sua boca a fazia pulsar. Um choramingar entrecortado a fez morder os dedos suados em sua boca quando Yixing tratou de acelerar seus movimentos e torna-los ininterruptos em seu clitóris. Joonmyeon sentiu-se sair de órbita. Seus pés encolheram-se entre o prazer intenso de ser tocada de forma tão despudorada. Suas pernas se abriram uns bons centímetros, e, então, Joonmyeon prendeu a respiração. Yixing gemeu em satisfação apenas de vê-la ter seu orgasmo. Sentia-se molhada e excitada como nunca e Joonmyeon sequer havia pensado em tocá-la ainda.

           Encararam-se quando Joonmyeon voltou a respirar, puxando um bocado de ar para seus pulmões. Sentia-se ainda quente, inchada, mas Yixing era linda demais para ser deixada sem sua recompensa, então Joonmyeon sentou-se e puxou-a para um beijo apressado.

           As bocas se uniram com violência, e, ao mesmo tempo, com carinho. Não era possível apresentar em um beijo o quanto Yixing era importante para Joonmyeon e tudo o que sentia quando estava com ela. Não era possível descrever toda a confiança e cumplicidade que tinham uma com a outra. Havia ainda tanto que Joonmyeon queria fazer e ver. Joonmyeon queria que houvesse um mundo que fosse apenas para as duas. Um lugar para onde correr e então poder abraçar desde o sol mais alto até o mais baixo. Agora restavam alguns poucos minutos e uma Yixing necessitada.

           “Eu vou te servir, minha princesa...” Ela murmurou, separando seus lábios da boca quente, mas não da pele eriçada. Joonmyeon traçou com beijos todo o caminho desde o queixo fino até o decote salgado. Ela sentia contra seu rosto a respiração descompassada, exagerada. Sentia o peito subir e descer e os tremores ansiosos que Yixing tinha por sentir o prazer em sua carne. Joonmyeon deitou sua Hideko no chão, botão por botão desencaixado, ela seguiu com a boca entre os seios fartos, pontudinhos como gotas. Sua vontade era arrancar de Yixing cada peça de roupa, mas como poderia expô-la desse jeito? De brisa em brisa, a porta batia e as assustava, apenas o bastante para tirar atenção por um par de segundos. Não havia ninguém. Era apenas as duas ali, naquela sala quieta aos fundos, naquela sala que, dia após dia, tornava-se o mundo de suas garotas que se amavam.

           Joonmyeon sentiu na ponta da língua o gosto que tanto amava. Lambeu sua pele e contornou seus seios de cima a baixo, sugou os mamilos pouco mais escuros que eu tom, como se quisesse sorver deles todo o prazer de Yixing. Ouvi-la ofegar e senti-la contorcer-se contra seu corpo era toda a resposta que precisava. Yixing pouco gemia, até que contornasse seus seios pelas laterais com a boca, onde sua sensibilidade era duas vezes maior. Joonmyeon apertava-os com carinho entre as mãos pequenas, brincava com os mamilos macios, escorria ali todo o desejo imenso que sentia pelo corpo alvo sob si.

           Depois terminou seu caminho em beijos pela barriga macia, sem perder a chance de provocar seu umbigo ou de beijar sua vagina desde o início. Joonmyeon livrou-se da calcinha delicada e deixou-a pendurada em um dos tornozelos de Yixing, apenas para que fosse mais fácil vestí-la depois. Como Seokhee em The Handmaiden, Joonmyeon encarou ao paraíso que estava prestes a alcançar. Encarou as curvas discretas e os lábios úmidos, abriu-a frente a seus olhos enquanto salivava. Yixing tensionava-se em ser observada, mas, no fundo, Joonmyeon sabia, Yixing amava mais do que tudo quando Joonmyeon e ela podiam amar-se sem pudor. Gostava dos olhares, dos toques, de cada palavra pecaminosa que escorria por entre os lábios. E, Yixing devia ter sorte, Joonmyeon amava ter seu sexo em sua boca.

           Ouviu-se Yixing puxar o ar em prazer quando Joonmyeon abaixou-se e quebrou a distância. Sua boca espalhou-se com fome pela intimidade de Yixing, sua língua acariciou-a em cada cantinho, sorvendo dali um sabor singular. Yixing agarrou-se aos próprios cabelos e abriu um pouco mais as pernas. Enquanto Joonmyeon a lambia e chupava, percorrendo seus lábios e provocando suas virilhas, Yixing movia seu quadril, impondo suas vontades, desafiando sua criada a acompanhar seus movimentos e satisfazê-la. Yixing suspirava longamente, fechava os olhos, embolava os dedos em seus próprios cabelos e, céus, isso enlouquecia Joonmyeon. Sua atenção estava em dar prazer à Yixing e sua boca rastejou por cada canto de seu sexo para que isso fosse possível. E enquanto acariciava-lhe o clitóris com a língua, sentindo-a tremer entre suas mãos, Joonmyeon tocou-se. Não conseguia ouvir Yixing e sentí-la em sua língua sem sentir-se extremamente tentada.  Sua vontade era de chupá-la até que sua mandíbula doesse, até que Yixing se perdesse em orgasmos, e ela não demorou a vir. Joonmyeon não ousou parar de estimulá-la, mesmo que Yixing fechasse suas coxas ao redor de sua cabeça e se levantasse. Ela continuava a mover-se contra sua boca e Joonmyeon permaneceu tocando o próprio sexo com seus dedos. Quando Yixing gozou e voltou a cair contra o chão de madeira, Joonmyeon ainda buscava pelo próprio orgasmo. Se fechasse os olhos, o sabor e o calor de Yixing era tão vívido em sua mente que, em poucos segundos, Joonmyeon sentia-se pulsar contra seus dedos outra vez.

           A Kim sentiu-se ensurdecer por alguns segundos. O mundo rodou enquanto ofegava por ar. Deu por si em uma sala quase escura. O sol já havia se posto. Era hora de ir embora e, mais cedo do que podiam imaginar, o zelador viria para fechar as salas.

           “Vista-se, Yixing!” Ela alertou, apesar de ter de fazer um esforço enorme para conseguir levantar-se do chão, sentar-se e abotoar seu uniforme. Yixing permitiu-se normalizar a respiração sob o olhar encantado de Joonmyeon. O movimento de seu corpo em busca de ar era lindo. Suas bochechas vermelhas, os lábios maltratados, os cabelos assanhados... Yixing era a coisa mais linda que vira na vida e Joonmyeon sequer tinha tempo de aprecia-la mais um pouco ou de trocar alguns beijos. Era hora de voltar ao mundo real. “Vista-se, por favor, Zhang Yixing.”

           Joonmyeon ajeitou suas vestes, vestiu as meias, desligou o rádio que agora tocava o CD do Massive Attack. Yixing sentou-se, botou para trás os cabelos embaraçados, ajeitou a calcinha no corpo, voltou a abotoar o sutiã. Yixing sorria, mas Joonmyeon sabia que ela choraria quando chegasse em casa. Talvez fosse ligar à noite, quando uma garoa leve estaria caindo do lado de fora, e diria a ela que queria que estivesse em sua cama para abraça-la.

           Yixing levantou-se, vestiu-se e pegou sua mala. Usou um elástico para prender os fios enlouquecidos e, se alguém perguntasse enquanto ia embora, diria que ela e Joonmyeon passaram a tarde dançando suas músicas favoritas. Elas dançaram balé.

           Ela saiu primeiro. Sumiu no corredor vazio enquanto Joonmyeon ficava para tomar água, recuperar seu fôlego, colher suas lágrimas e esquecer aquele mundinho de afeto que tinham enquanto estavam ali. Elas sabiam que ali era o único lugar onde podia acontecer. Não nos banheiros, nem na biblioteca, nem em seus quartos, nunca mais. Ali, somente.

           Somente no Clube dos Segredos.

30. Oktober 2018 01:49:06 1 Bericht Einbetten 2
Das Ende

Über den Autor

Nana Li apaguei-me e fugi de casa, para um lugar onde não precisasse ser uma casca ou uma máscara, ou onde pudesse ser somente a consciência que vive dentro dela. (nana + ficwriter + kaisoo + exo)

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Post!
Becca Jorge Becca Jorge
Olá anjo, como está? Em primeiro lugar, estou aqui para dizer que eu amei essa história! Fem!exo é a coisa mais linda do mundo, e você desenvolveu de um jeito tão bonito e delicado, que me fez sorrir durante todo o desenvolvimento. Sua escrita é gostosa e fluida, por isso ler a fanfic foi tão fácil. Sem falar que a personalidade da Yixing e da Myeon são muito envolventes. Duas meninas "escondidas" em uma sala vazia, parando o tempo para fazer aquele momento apenas delas... Nos trás a sensação de conseguir, realmente, um lugarzinho no mundo para chamar de nosso, para compartilhar com quem amamos. O fato delas sempre invetarem histórias e viajarem em um universo próprio, como forma de encontrar uma a outra, também foi comovente. Gostei da estrutura da fanfic, do jeito como as informações são contadas para ao leitor como se fosse um conto de fadas, mas não daqueles irreais, parece mais algo que inspira quem lê, a tentar viver o seu "era uma vez". Eu tenho uma sugestão para te dar, na frase em que coloca: "A sala do clube dos segredos escureceu", poderia tirar o "clube dos segredos" e deixar apenas "a sala" ou um sinônimo, porque eu acho que a magia de ter o nome da história inserido no desenvolvimento dela, fica mais bonito quando acontece apenas uma vez, e isso pode acabar tirando um pouco do "impacto" do leitor ao ler "clube dos segredos" no final. É algo bobo, mas acho que vai fazer o leitor se emocionar mais quando acabar a fanfic. Claro, como falei, é apenas uma sugestão! Como já disse, essa fanfic, apesar de ter a tag pwp, me mostrou e encantou com uma história delicada e ao mesmo tempo forte, sobre o amor de duas garotas que precisam criar o próprio tempo para se amarem. Obrigada por isso. Espero que continue postando mais histórias lindas na Inks ;)
11. November 2018 06:18:33
~