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oprkjm Joyce Vieira

Sasuke nunca acreditou em amor à primeira vista. Na verdade, Sasuke estava enclausurado demais em sua própria redoma para que percebesse algo assim. Preso na rotina da escola, na rotina dos treinos de futebol e até à rotina dos momentos com o seu melhor amigo. Sasuke nunca acreditou no amor como um todo porque Sasuke sempre acreditou que não merecia ser amado.


Fan-Fiction Anime/Manga Nur für über 18-Jährige.

#naruto #sasuke #narusasu #sasunaru #sns
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Episódio I - Gol aos 45 do segundo tempo

23 de julho

De repente todo o barulho ensurdecedor sumiu. O vento contra seu rosto trazia alívio ao cansaço e suor acumulados pelos 90 minutos jogados. O caos ao redor desapareceu quando o apito do árbitro soou. Falta! na entrada da pequena área. Os deuses do futebol estavam à seu favor. Puta que pariu! falta! aos 43 minutos do segundo tempo. Uma descarga de adrenalina perpassou por todo o seu corpo. Naruto não estava acreditando no quão burro o jogador adversário tinha sido. Dois jogadores estavam vindo ajudá-lo na marcação e ele cometeu uma infração. Uma infração que poderia os levar à vitoria e consequentemente à final do campeonato. Um corpo se chocou contra o seu e ele saiu da letargia em que se encontrava. Todo o barulho voltou. Gritos! Vaias! o hino da escola sendo cantado aos berros fez com que cada pelo do seu corpo se eriçasse. Falta a favor deles, porra!

— Naruto! — alguém gritou. — Seu desgraçado! — mais corpos chocaram-se ao seu. — Temos uma fala! Você é um cabeça oca brilhante. Temos uma chance! — Ah! era Kiba. Um dos seus companheiros de equipe.

— Quem vai cobrar a falta? — Sasuke perguntou. — Esse provavelmente vai ser o último lance do jogo no tempo normal e o empate em 1x1 vai nos levar para os pênaltis. É a nossa chance. Precisamos desse gol!

— O Naruto é nosso melhor batedor, sabemos, mas ele está muito desgastado de tanto correr em campo, na defesa e ataque, acho que o Neji deve cobrar a falta. — Kiba voltou a falar com um brilho insano nos olhos.

— Não! — Naruto finalmente conseguiu dizer algo. — O Sasuke cobra a falta. A posição está mais para direita e com a canhota dele teremos mais chances de marcar!

— Dobe! Você não está falando isso só porque é o me-

— Cala a boca, Sasuke. Estou sendo lógico. E vamos logo com isso, o juiz já chamou a nossa atenção. — pontuou Naruto. — Vamos colocar 3 na barreira e dois em cada lado do campo para o caso de a bola bater em alguém e voltar. — e dizendo isso saiu para se posicionar na barreira adversária.

Sasuke sentiu suas mãos suarem muito além do normal, mas tudo bem, ele já esteve em situações parecidas, afinal, era o capitão do time junto de Naruto. Tudo bem. Era só mais umas falta.

.

.

.

Puta que pariu! Não estava tudo bem!

Era o seu último ano na escola, era seu aniversário de 18 anos, e era a porra da última chance de passarem para as finais sem precisar ir para os pênaltis.

O juiz indicou o local onde a bola e barreira deveriam ser posicionadas.

O goleiro do time adversário era bom, sabia que sim. Ele sempre esperava até o último segundo para ir em direção a bola. Alto, muito alto, e mesmo assim muito ágil. Inferno!

Sasuke respirou fundo. Por ser o armador do time ele sabia de uma coisa: seu cérebro tinha que trabalhar rápido, criando uma jogada eficiente e que traria resultados. A bola sempre passava por seus pés e a última do jogo estava com ele. 

O apito soou. Respirou fundo mais uma vez. Correu em direção à bola. Ângulo de noventa graus à direita, canto superior. Chutou.

A curva da bola mudando a medida em que se aproximava da rede.

Sasuke procurou por Naruto e então cada um correu em direção ao outro quando a arquibancada explodiu em gritos de comemoração.

Gol.

E no momento em que os corpos dos dois se encontraram, eles não ouviram o apito final do juiz. Não viram quando foram jogados no chão pela comemoração do time, nem viram quando a torcida invadiu o campo.

Estavam na final e nada mais importava.

•••

A gritaria ainda estava presente nas arquibancadas enquanto o time seguia para o vestiário.

Estavam na final. E foi ele, Sasuke, quem fizera o gol da classificação.

Estava eufórico. Queria gritar. Naruto o abraçava pelos ombros. Pulando. Estavam todos felizes para caralho.

O discurso do Guy nunca foi tão inspirador. Ele chorava. Alguns de seus companheiros de equipe também.

Fizeram o grito de guerra e depois se encaminharam para o estacionamento da escola.

Festa.

Iriam comemorar. A vitória e seu aniversário.

A casa que alugaram estava pronta para recebê-los.

Música alta.

Piscina.

Álcool.

Muito álcool, pelo que percebeu.

Em alguns minutos já estavam dançando e gritando como se não houvesse amanhã.

Naruto estava a seu lado, dançando com ele, rindo. Aquele sorriso que lhe tirava o ar. Sorriu de volta. Sentindo a música pulsando em suas veias. Toda a adrenalina que sentia no jogo ainda com grandes picos de descargas.

-Ei, Teme. - o loiro gritou, por cima da música - Preciso dar o teu presente.

- Agora?

- Sim. Vem comigo.

Naruto pegou na mão de Sasuke e saiu o arrastando de lá para dentro da casa.

•••

Foi preciso alguns minutos para que pudesse se recompor. A visão um pouco embaçada, as mãos tremendo, o corpo quase entrando em colapso.

Sasuke ainda estava sentindo o canto de sua boca formigar pelo quase beijo.

Piscou, tentando se concentrar em alguma coisa além daquilo para não surtar.

Sasuke já estava acostumado com várias sensações gritando entre si por seu corpo, esmagando a sua sanidade na maioria das vezes, o nível de ansiedade extrapolando o normal.

Tudo bem, ele não se importava realmente, desde que que pudesse se controlar. E na maior parte do tempo, Sasuke conseguia fazê-lo, mas ele sabia, e que os deuses explicassem o porquê, perto de Naruto ele nunca teria controle de nada.

A começar pelo coração que parecia ser uma máquina enferrujada, em desuso há tempos, sabe, e que sempre, sem exceção, batia desenfreado por aquele loiro. Em um ritmo que parecia quase uma arritmia, quase lhe tirando o ar. E então a calmaria. Quando sentia o seu cheiro, e bebia da presença dele, lhe iluminando, tal como o sol nos dias em que não conseguia enxergar nada além da apatia.

Naruto era a luz da sua vida.

Seu terapeuta uma vez lhe disse que isso não era saudável, mas que ele tomasse no cu, fora o que o moreno dissera.

Piscou novamente.

Inspira.

Expira.

Você só precisa respirar, Teme.

Não tinha ideia do que tinha acontecido ali. Só sabia que, quase beijou seu melhor amigo, e puta que o pariu, ele queria ter beijado.

Piscou, mais uma vez, forçando os olhos à se acostumarem com a escuridão.

Certo. Precisava encontrar Naruto, que saíra correndo, dizendo que deveria pegá-lo para que pudesse ganhar seu presente.

- Tsc, aquele dobe.

•••

As pernas de Sasuke ainda estavam meio moles quando ele desceu a escada, depois de olhar em todos os quartos e banheiros do segundo andar se o loiro não estava lá. Pensou que talvez ele estivesse no fundo da casa, na área da piscina, mas quando finalmente alcançou o primeiro andar, viu que Naruto estava encostado em um sofá, jogando uma bola, sabe-se lá onde ele a conseguiu, para o alto e a pegando logo que começava a cair. Distraído e sozinho. Onde estavam as pessoas daquela festa, afinal?

- Pensei que você quisesse que eu te pegasse, Naru, não que você fosse se entregar antes de o jogo começar.

Sasuke sussurrou no ouvido de Naruto, e assistiu, com certo prazer, os pelos do pescoço dele se eriçarem. Riu, sentindo uma sensação boa percorrer seu corpo, e o encarou, com uma sobrancelha levantada, quando ele se virou, e percebeu que ele ficou levemente vermelho.

- Você demorou demais, e o seu presente nem está aqui comigo, aliás, esqueci ele no meu quarto.

- Hm, no que estava pensando?

Naruto o encarou, o rosto banhado pela luz que entrava pela cozinha e janelas, e sorriu pequeno.

- Em nós, eu acho.

- Nós?

- Sim, Sas, nós. Faz tempo que somos amigos, não é? Agora você já 'tá 18, e eu 'tava pensando em como tudo pode mudar, sabe, ano que vem tem a faculdade, talvez você se mude para um outro país, e eu, bem, terei que seguir o que o sobrenome Namikaze pede.

Naruto não queria chorar, verdade, era um dia especial, o time estava na final, finalmente tinha convencido Ino a ir ao psicólogo, era aniversario do Sasuke, do seu Sasuke, ele deveria estar feliz, sabia que sim, mas não conseguia deixar aqueles sentimentos de lado, talvez fosse o álcool, que ingeriu em exagero, ou talvez fosse todos os sentimentos finalmente saindo por todos os seus poros, querendo respirar, há algum tempo que Naruto não se permitia respirar de verdade.

Sasuke o abraçou. Era a única coisa que poderia fazer. Sentiu o corpo do menor sacudir e sentiu o próprio doer ao presenciar aquilo. Ele odiava ver Naruto assim e ultimamente ele andava tão perto de desabar. Ambos, na verdade. E um ao outro era tudo o que tinham. Um era a única certeza do outro. E por isso entendia o que o loiro sentia. Ele também compartilhava desse medo.

- Naru, olha para mim.

- Não.

- Por favor, olha para mim.

Naruto o olhou. Os olhos brilhando pelas lágrimas, que ainda caíam, abraçando as bochechas, e se perdendo entre eles. Ele era lindo. Uma criatura dos deuses.

-Você precisa respirar. - a voz de Sasuke não saiu acima de um sussurro, como se aquelas palavras guardassem algum segredo. - Se concentra na minha respiração, ei, olha nos meus olhos. Vai ficar tudo bem.

-Va-amos sair. - o loiro respirou fundo. - Sair daqui. Agora.

E saíram.

Se pudessem fugiriam. De tudo. Até mesmo de seus corpos. Só não o faziam por medo de se perderem no caminho, e sem o outro para lhes segurar a mão, tudo era tão mais difícil.

- Para onde vamos?

- Casa. Minha casa. Meus pais viajaram e só voltam em dois dias.

- 'Kay.

Pediram um táxi, uma vez que beberam e voltar para casa na moto de Naruto estava fora de cogitação, eram responsáveis, quando queriam. Decidiram não avisar ninguém que estavam saindo, talvez eles nem percebessem que não estavam mais na festa. Naruto não parecia lembrar que Ino viera com eles, e Sasuke não estava disposto a lembrá-lo.

O caminho até a casa do loiro foi rápido, considerando que naquele horário o trânsito era quase inexistente.

Sasuke ficou no táxi esperando Naruto pegar o dinheiro para pagar a corrida, posto que não levavam suas carteiras consigo quando saíam para festas.

O loiro voltou em poucos minutos e logo entraram na casa. Tudo estava escuro, o que não era um problema, conheciam aquela casa como a palma de suas mãos. Subiram direto para o quarto de Naruto e caíram na cama.

Tudo de repente se acalmou.

A presença de ambos se abraçando e deixando tudo com o sentimento de casa.

- Sas.

- Oi, Naru.

- Você tem medo de que um dia não sejamos mais amigos?

- Não. - a resposta saiu tão fácil e com tanta certeza que fez com que o loiro virasse a cabeça de lado, que antes estava virada para cima, e encarasse seu melhor amigo.

- Não?

- É, Naru, não. Eu não sinto medo. Por quê? Fizemos uma promessa, certo? Eu e você sempre. E se depender de mim para sempre.

- Eu sei, Teme. Mas e se você for morar em outro país?

- Eu não vou. E se eu for, você vai comigo.

- Mas-

- Nada de mas, Naruto. - Sasuke o interrompeu. - Somos você e eu.

O Loiro suspirou, levantando de onde estava, e abraçando o moreno. Pele na pele. - estavam sem camisa desde a festa, e não pareciam preocupados em com isso - Deitou a cabeça em seu ombro, e se pôs a desenhar a tatuagem perto do coração. Um sol. Um Naruto em outra forma marcado nele. Assim como ele tinha a sua própria marca de um Sasuke em si.

- Sempre, Sas.

Ficaram em silêncio e se não fosse pelo movimento da mão de Naruto sobre o seu peito, pensaria que ele já estaria dormindo. Sasuke fechou os olhos em algum átimo de tempo. O cansaço finalmente dando as caras.

- Ei. - a voz de Naruto se fez presente em algum momento, Sasuke não respondeu, o sono o consumindo. - 'Tá acordado?

- Não muito. - bocejou. - Por quê?

- Lembrei que não te dei o teu presente.

Naruto levantou a cabeça de onde estava e encarou o rosto do moreno.

- Pode me dar depois, Naru, agora eu só preciso dormir. - Sasuke disse ainda de olhos fechados.

- Nah, precisa ser agora, Sas. Vou pegar.

Sasuke sentiu o corpo de Naruto sair de cima do seu, e nem assim abriu os olhos.

- Sas? - Naruto estava de volta, e voltou a deitar a cabeça em seu ombro. - Eu não sabia realmente o que te dar de presente, então decidi te escrever um livro. Ainda não está terminado, porque eu não consegui dar um fim ao personagem, que é você. Então, eu vou te dar outra coisa enquanto finalizo o presente principal. 'Tá bem?

O moreno apenas murmurou algo em resposta e então de repente o mundo parou.

O barulho exterior não mais existia.

Seu coração era o único som que seus ouvidos captavam.

Batendo loucamente em um ritmo que jamais sentiu.

Abriu os olhos, desperto, e encarou os olhos azuis.

Sua boca também se abrira, quando sentiu Naruto pedindo passagem para a língua.

Os olhos voltaram a se fechar e beijou o outro de volta. Desesperados. Em instantes estavam queimando. As mão de um foram aos cabelos do outro. Aprofundando ainda mais o beijo. Os corpos se colaram. Se encaixaram como se fossem feito para permanecerem assim. O ar faltou e mesmo assim continuaram. Presos um no outro. Na sensação que causavam um no outro.

Pararam. O ar mais rarefeito ali, por qualquer razão.

Os corações estavam acelerados. As células dançando dentro de si. Tudo estava em caos.

Naruto voltou a deitar novamente sobre Sasuke, tentando controlar a respiração. Se abraçaram por instinto, fazia frio e calor ao mesmo tempo, o choque de seus corpos pela falta de camisa era bom, sempre fora.

A quietação foi quebrada pelo moreno algum tempo depois.

- Narut-

- Shh! Sasu, estamos bêbados. - o loiro sorriu. - Feliz aniversário.

23. September 2018 03:00:51 0 Bericht Einbetten 5
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