Um Sonho de Primavera Follow einer Story

jenniffersamara Jenniffer Samara

Seja inspirada nos livros de Martin ou na série Game of Thrones, estas fanfics trazem um belo olhar para obra e versão televisa. Uma belíssima coletânea de vários escritores, com palavras sedutoras, dando contornos à novas situações.


Fan-Fiction Series/Doramas/Soap Operas Alles öffentlich.

#romance #medieval #asoiaf #arya-stark #lyanna-stark #cley-cerwin #game-of-thrones
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A Princesa de Winterfell

O inverno havia chegado em Winterfell.
Uma ave impressionante, pousara no peitoril do aposento do meistre. Uma belíssima ave, maior do que um falcão, com os brilhantes olhos azuis que significavam não se tratar de uma ave albina, mas sim de um corvo puro-sangue da Cidadela. A ave chegara com um pergaminho dentro de uma bolsinha de couro preso à pata. O inverno finalmente chegara, assim como o lema de sua casa sempre alertara.
Winterfell ainda era uma ruína. O castelo que havia sido queimado pelos homens de ferro, parecia uma castelo temível, não tanto quanto Harrenhal, mas sombrio e mesmo com os flocos de neve caindo sobre o lobo gigante dos Starks que tremulava nas muralhas do castelo, dando a paz de espírito que tanto precisava.
Arya andava pelo pátio cheio de homens, com olhares que a seguiam por onde quer que fosse. Era ainda Arya Stark, princesa de Winterfell, filha de Eddard Stark e irmã do novo Rei do Norte. Meio a contragosto tinha que se acostumar com a ideia de ser novamente uma princesa. Por mais difícil que fosse chamar Jon de Rei, para ela, ele sempre seria seu irmão. O rapaz que bagunçava seus cabelos, chamando de irmãzinha e lhe dera a Agulha.
Jon era um homem agora. Havia sido patrulheiro, lutara muitas batalhas e vencera uma guerra feroz em seu reino junto com Sansa e os súditos dos Starks, os mais fiéis responderam o chamado e permaneceram na luta contra Ramsay. Muitas coisas haviam mudado, assim como ela também e seu lar.
Sansa era uma mulher que fora desposada por Tyrion Lannister e Ramsay Bolton. Era alta, bela, com as maçãs altas do rosto da mãe e os cabelos ruivos dos Tully. Revê-los foi a melhor coisa desde ter abrido a garganta de Walder Frey de ponta à ponta. Um júbilo imenso formou-se em seu coração ao ver os irmãos reunidos, até o pequeno Bran já era um perfeito rapazinho com uma leve penugem sobre o lábio. Apesar da imensa alegria que pairava no lar dos Starks, a tristeza novamente tomou o coração, incômoda e dolorosa.
Ver Rickon sendo limpo e aos cuidados das irmãs silenciosas que retiraram várias flechas de seu corpo, fizeram lágrimas duras caírem fartas pelo rosto, e por um momento lembrou-se do dia que os Lannisters mataram a comitiva do pai e fugiu assustada. Arya odiava lembrar de Porto Real, da Baixada das Pilhas e da Estrada do Rei, quando fora pega pelos homens do Montanha e feita escrava em Harrenhal.
Winterfell estava cheia de nortenhos e homens do Vale, muitos brasões desconhecidos, mas viu o machado de Cerwyn, o alce dos Hornwood, o Tritão dos Manderly, o punho de prata dos Glover. Viu o símbolo dos Royce, de Pedrarruna, seixos cinzentos, sobre campo laranja, com bordas de runas brônzeas
Mas não avistara o Senhor Yohn Royce, o temível Yohn Bronze, o senhor de Pedrarruna que era tão alto como o Cão de Caça. Tinha o cabelo grisalho e o rosto cheio de rugas. Veio a lembrança daquele homem sentado à mesa falando com sua mãe. Voltou a ouvir sua voz retumbante quando voltara da caça com um corvo encarapitado na sela do cavalo. O viu no pátio com a espada de treinamento na mão, derrubando seu pai e voltando-se para derrotar também Sor Rodrik.
Fora convidado de seu pai em Winterfell quando seu filho foi para a Muralha vestir o negro.
Waymar Royce era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, impaciente e elegante. Lembrara de Jon comentando sobre o homem, arrogante demais, orgulhoso demais, supôs que Jon estava sendo duro, sem ao menos conhecê-lo. Waymar chamara a atenção de todas as moças do castelo, Sansa e Jeyne pareciam enamoradas dele, mesmo que Waymar sequer notasse ambas, isso deixara Arya feliz, aí está algo que ela e a irmã estavam iguais.
Poderia jurar que ouvira Sansa sorrir e planejar uma história romântica com Sor Waymar, mas tudo não passara de um delírio. Afinal, ele logo se juntaria aos irmãos negros, seria amigo de Tio Benjen talvez, e não iria poder desposar ou ter filhos.
Caminhou lentamente ao Bosque Sagrado, agora fantasmagórico, olhou para o represeiro, contrastando sobre a neve que caía, com suas folhas vermelhas, e seu rosto de madeira. Sentou sobre a pedra onde o pai sempre sentou-se para limpar a Gelo, olhou as águas negras e por um momento quis afundar-se ali na escuridão.

                                                                                ♢


Na noite anterior no grande salão, Jon estava sentado sobre a cadeira onde seu pai e Robb haviam sentado, com Sansa ao seu lado, majestosa como uma Rainha invernal, com a pele tão alva que poderia ter saído de uma das histórias da Velha Ama, com seus cabelos ruivos caindo em uma cascata de uma tiara de ferro, ali estava ela.
Arya escolhera ficar perto dos vassalos que um dia foram do pai, o lorde Manderly ria até derrubar vinho na barba branca, o lorde Cerwyn dançava graciosamente com uma criada da cozinha, um dos selvagens colocavam uma das mãos dentro do corpete de uma das criadas e esta não parecia se importar. Afastou os olhos, envergonhada. Ouviu dos homens de Hornwood que Jon era o homem mais sortudo dos sete reinos, tinha Winterfell e uma bela mulher para si, se referiam à irmã, que trocava gracejos com Jon, enquanto ele lhe cortava carne com a adaga e lhe oferecia carinhosamente. Os ruídos dentro do Grande Salão de Winterfell tornaram-se insuportáveis, se sentia deslocada de sua morada.
Levantou-se e caminhou para fora da grande animação que tomava conta do castelo. Andou pelas almeias do castelo, observando calmamente as luzes bruxuleantes das tochas e os soldados que faziam o turno da noite. Soldados riam rente às fogueiras espalhadas pelo castelo, dançando e rindo, outros embriagando-se em vinho e hidromel. Antes se juntaria ao povo, iria até a cozinha e pegaria algo para comer, como fazia a tanto tempo atrás, quando o pai governava o Norte, quando a família que amava estava ali presente.
Viu a forja apagada e vagamente se lembrava de Mikken, do aço tinindo, das marteladas insistentes, e da claridade do aço sendo forjado. Essas lembranças passaram em sua cabeça, a modo que direcionou todos os pensamentos nos amigos que deixara para trás. Pensou em Lommy, Torta-Quente, Doninha e Gendry. Gendry que era diferente do resto, que fora um amigo. Lutaram juntos para sobreviver, mas Gendry havia escolhido um destino, abandoná-la e juntar-se à Irmandade Sem Estandarte. De modo que ninguém lhe prestava atenção, deixou as lágrimas correrem fartas pelo rosto.


                                                                ♢


Sob um céu perfeitamente claro e de um suave tom azul-acinzentado, uma lua gorda surgia na companhia de várias estrelas.
Olhou para as águas negras e viu dias passados. Lembrou-se do jantar que o pai oferecera para os Royce, de Robb e Theon conversando com Waymar. Bran e Rickon deliciando-se numa torta de maçã e Sansa, que passou o jantar inteiro admirando Sor Waymar e recebeu um sorriso do mesmo. A irmã corara tanto que pensou que pudesse explodir e todos riam. Arya também sorrira para Waymar, na vaga esperança de conseguir o mesmo, embora ele lhe olhou como uma irmã mais nova, uma criança pequena, um bebê e limitara-se a rir.
Sansa teria dormido feliz naquela noite, sonhado com Waymar ou qualquer cavaleiro de suas canções. Na mesma noite, sem conseguir fechar os olhos, Arya pensou, se algum dia, alguém a acharia bonita, se alguém lhe sorriria com ternura.
Gendry lhe sorrira : ‘Você será a minha senhora’.
Mas Gendry se foi. 
— Está ficando cada vez mais frio. Os ventos do Norte chegam uivando em Winterfell — Arya levantou o rosto e ajeitou-se, o rosto de Cley Cerwyn estava ali, sentado ao seu lado, cabelos castanhos, rosto solene, lábios finos e manto de zibelina negra sobre os ombros.
— É verdade — limitou-se a sorrir.
— Você já foi mais falante, senhora Arya — a palavra senhora não lhe agradava, mas precisava se acostumar, ela era realmente uma senhora.
— E você um tanto ousado, senhor — um sorriso fino veio aos lábios, Cley abaixou a cabeça e riu.
— É estranho ainda ser chamado de senhor. Para mim é como se ainda ontem eu, Robb, Jon e Bran estivéssemos rindo e no pátio praticando com espadas de mentira, não lutando em uma guerra. Você e a senhora Sansa provavelmente estariam em sua aulas de bordados, essas coisas de mulheres — Cerwyn, cujo castelo ficava a meio dia de viagem de Winterfell. Lorde Cerwyn fora morto por Ramsay, mas seu filho, um rapaz de vinte anos tornou-se senhor e vassalo de Jon. 
Cley Cerwyn sempre foi amigo de Robb e dos irmãos. Alto, esguio e forte, treinava no pátio de Winterfell com os irmãos, cavalgando e caçando, conversando com Theon Greyjoy, sempre risonho e tirando suspiros das moças da cozinha.
Arya uma vez fugira da Septa Mordane e correra até o bosque para se esconder. Encontrou os irmãos, Theon e Cley desnudos. Bran, Robb e Jon estavam quase vestidos, com os cabelos molhados, Theon tirava a água do cabelo e Cley, estava completamente nu, para seu total embaraço. Os irmãos ficaram desconcertados, Theon limitara-se a rir, Cley não sabia se ria, ou se escondia algo dentro da calça molhada. Após perceber que ainda estava ali, enrubesceu e correu para longe de todos. Mas ela não pode esquecer o que vira tão facilmente. Cley já era um moço bem notado por todos, mas nunca havia visto ele dessa maneira. O que mais lhe chamara a atenção foram os músculos de Cley, que Arya notou que eram perfeitamente esculpidos, os braços, o contorno do peitoral muito bem desenhados e fortes. 
Chegou à torre quebrada o mais rápido que pode. Aliviada  por não ter visto nem a mãe nem a Septa, nenhum irmão a seguira, nem mesmo Jon a encontrara. Sobre a penumbra dos escombros, colocou a mão nos lábios e sorrira, sentindo-se como um ladrão furtivo. Mas no seu íntimo, o coração palpitava tanto que poderia sair de seu peito. O rosto iluminou-se de júbilo, pensando: 'Poderia estar enamorada?'
— Entendo como é difícil se adaptar à tudo isso. Sinto muito pelos seus pais — pousou a mão sobre o ombro esquerdo dele, e sentiu a mão afundar na zibelina.
— Obrigado, minha senhora — Cley olhou para o céu até que pousou os olhos nas mãos que trajavam luvas de toupeira. — Veja como são as coisas, senhora. Meu pai tinha esperança que eu me casasse com uma das filhas do senhor Stark, talvez um dia eu pudesse desposar…
— Sansa — Arya abriu um sorriso triste — creio que todos os senhores do meu pai, tivessem esperança que seus filhos desposassem primeiramente Sansa, depois eu.
— Tem certa verdade nisso, minha senhora. Sansa é adorável, graciosa... mas eu nunca quis desposar a sua irmã — Cley acolheu suas mãos, mãos elegantes. Arya engoliu em seco.
— Eu? — a voz saiu trêmula, para sua infelicidade, não gostaria de parecer surpreendida.
— Sim, você. Lembro-me de todas as vezes que vim aqui, mas em especial o dia que você pegou-me em um estado vergonhoso. Se fosse a senhora sua irmã, todos nós estaríamos encrencados. No entanto... não contou nada — o sangue subiu ao rosto de Arya e ele notara. — Mas não é apenas por isso que gosto tanto de você, senhora Arya. 
Arya encarou-o de perto, a curiosidade tomava conta de seu corpo. O que poderia ter que tivesse o encantado tanto? 
— Sempre a achei bela. Espirituosa e com um coração bondoso — Cley sorria agora, Arya prestava atenção em seus olhos azuis que brilhavam de um forma doce. — Você possui uma vivacidade senhora Arya, da qual eu não quero viver sem.
Já tinha visto aquele brilho no olhar, não era estranha à adoração e encanto, sempre esteve perto o suficiente quando Sansa vira Waymar, e depois Joffrey e também Loras Tyrell.
Arya abaixou os olhos em direção às folhas vermelhas espalhadas no chão do bosque. As folhas da árvore coração pareciam murmurar enquanto o tempo ali parava. Cley Cerwin aguardava ansioso qualquer palavra que viesse dela, um gesto que fosse. Arya ergueu a cabeça e os seus olhos brilhantes pousaram nele. Num movimento cheio de graça e dignidade, ergueu-se na ponta dos pés e tocou-lhe os lábios num beijo suave e definitivo.
 Bran observava atônito e assombrado com a proeza da irmã, nem a mais elegante bela donzela do reino, teria sido capaz de manobra mais hábil diante do homem que quisesse agradar.



2. September 2018 22:05:55 0 Bericht Einbetten 2
Lesen Sie das nächste Kapitel II - Cores do Amanhecer

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