Sobre essas rodas, andarei Follow einer Story

nathymaki Nathy Maki

Duas das coisas que Asuma sentia podiam ser descritas em uma palavra: inválido (adjetivo substantivo masculino que ou aquele que, por deficiência física ou mental, se tornou incapaz de levar uma vida ativa, de exercer atividades profissionais. No sentido figurado: aquele desprovido de vigor físico e moral; fraco, débil.) Porém, ele logo viria a descobrir que estas não eram importantes.


Fan-Fiction Anime/Manga Nicht für Kinder unter 13 Jahren.

#Mirai #Kurenai #Asuma #universo-naruto #un #representatividade #naruto #querobiscoitofns #AsuKure #gincanafns
Kurzgeschichte
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Capítulo Único

Notas iniciais: Toda a história foi ambientada imaginando-se que o Asuma não teria morrido naquela luta contra o Hidan, e sim teriam achado um jeito de vencê-la.

*****

Correu os olhos pelo quarto, as paredes brancas o encarando de volta parecendo refletir as últimas imagens fixadas em sua memória: a missão, a falha na infiltração e a fuga que acabara com ele sendo atingido e carregado às pressas de volta a Konoha pelos companheiros de equipe. Tateou ao redor da cama, buscando o esconderijo dos cigarros por debaixo dos lençóis. Fechou os dedos ao redor da caixinha e puxou um para fora, mesmo ciente da bronca que levaria de Tsunade, acendeu-o e levou aos lábios aspirando a nicotina e mantendo-a nos pulmões por alguns segundos, apreciando o calor interior que tal ação causava. Entreabriu os lábios e soprou a fumaça para o exterior, observando a espiralar pelo ar antes de se dispersar. Repetiu a ação mais algumas vezes, batendo o cigarro na lateral da cama e vendo-o diminuir de tamanho. Todo o barulho externo parecia sumir quando fumava e ele apreciava aquele momento de silêncio em que sua mente podia vagar e ponderar sobre diversas questões. Terminou o cigarro e olhou criticamente para a bituca. Em um único movimento, afastou as cobertas e expôs as pernas. Fitou a ponta acesa e a encostou na pele da coxa. A carne queimou e ele nada sentiu.

***

- Nada? - Tsunade perguntava, pressionando pontos específicos na extensão da perna.

Asuma negou. Ele sabia o que estava por vir. Sabia desde o momento que fora atingido por aquele dardo venenoso. A médica-ninja o virou na cama e deixou o chakra verde cobrir as mãos, pressionando-as contra a parte da coluna que havia sido acertada, a pele superficial e o corte resultante se fecharam, porém, os danos logo abaixo ainda a incomodavam. Os segundos se passaram e Tsunade franziu a testa com mais concentração. Insistiu, porém seu esforço não parecia adiantar. Deixou que o chakra se dispersasse afastando as mãos do local e ajudando Asuma a se recostar novamente. Encarou-o nos olhos e viu neles o reconhecimento quanto a notícia que iria dar. Ambos sabiam: a tentativa havia falhado.

- Lamento, Asuma. Mas isso está além da minha capacidade. - A Hokage suspirou, triste. - É como se os nervos estivessem mortos. Não consigo recuperá-los e muito menos religá-los aos principais.

- O que isso significa? - A porta do quarto foi aberta e Kurenai passou por ela, o corpo tenso e os olhos duros. Uma ruga de preocupação marcava sua testa e os lábios estavam apertados como se apenas esperasse a bomba ser lançada.

- Receio... - Tsunade respirou fundo, erguendo os ombros e assumindo a expressão que aperfeiçoara na guerra para dar notícias em situações como aquela. - Receio que sua carreira como ninja tenha chegado ao fim. - E encarou kurenai que parecia se curvar, os dedos se fechando em punhos. - Ele provavelmente nunca mais voltará a andar.

- Não! - Embora dito em um tom baixo, a palavra pareceu reverberar pela sala tomando todo o ambiente.

- Kurenai. - Asuma chamou e ela se colocou ao seu lado na cama. - Está tudo bem, eu já sabia. Assim que acordei já sabia. - Acrescentou.

- Mas não é justo.

- A vida não é justa, meu amor. - Ele estendeu as mãos e segurou as dela, depositando as em sua barriga. - Mas ela sempre encontra um modo de se renovar e dar uma nova chance aqueles que precisam.

Lágrimas surgiram em seus olhos e ela se inclinou, as testas se tocando, as mãos ainda unidas em seu ventre.

- Que bom que está vivo. – Sussurrou, enquanto com a outra mão, ele secava suas lágrimas. - Nós vamos dar um jeito.

- Sim, nós vamos. - Concordou apesar de, em seu interior, saber que aquilo não seria possível.

***

A primeira atitude havia sido instalar uma rampa de acesso na entrada do apartamento de Kurenai. Haviam chegado a um acordo de que ele moraria na casa dela. Barras foram colocadas nas paredes e os cantos pontiagudos foram arredondados. A porta precisou ser alargada para comportar a passagem da cadeira de rodas a qual ele agora se encontrava preso, porém, quanto a escada que dava acesso ao apartamento, não havia muito o que ser feito. Apenas esperar que uma reforma geral fosse efetuada. Já haviam conversado com o dono que concordara diante as circunstâncias. Agora, restava esperar e, enquanto isso não acontecia Asuma dependeria de alguém para conseguir subir e descer. Shikamaru aparecia todo fim de tarde quando não estava em missão e eles jogavam shogi, observando o céu pela janela.

- Você podia instalar uma polia e ficar descendo pela janela. - Ele opinou um dia, aceitando o chá que Kurenai lhe estendia.

Asuma percebeu que os dois haviam conversado e que não estava escondendo sua infelicidade tão bem quanto achara. Ele tentava ao máximo não reclamar, mas era difícil superar o fato de que todas as coisas que antes faziam sem esforço nenhum, agora necessitavam de alguém, de uma atenção a mais, de uma mão amiga para ajudar. Ficava grato pela ajuda, mas não podia deixar de se sentir inferior, inválido, como se fosse uma criança novamente. Suspirou e puxou um cigarro do bolso, mas, antes de o acender, fitou a barriga de grávida de 8 meses de Kurenai, e devolveu o vício ao lugar que estava guardado.

- Só confio se você projetar para mim. - Respondeu, tentando sorrir.

- Eu? Não, não sirvo para isso. - O aluno se recostou, balançando uma das mãos para enfatizar o que dizia.

- Jura? E todos esses neurônios aí dentro estão fazendo o quê o dia todo? Pensando numa certa jounin da areia de temperamento estourado? - E acabou por rir ao vê-lo engasgar com o chá.

- Asuma! Não provoque o coitado. - Kurenai ralhou, voltando para a cozinha após recolher os copos vazios.

Antes que ele pudesse responder, o som do vidro se chocando contra o chão tomou conta do ambiente e os dois se voltaram, surpresos, ao ver os copos espatifados em vários cacos e Kurenai caída ao lado, se apoiando no pequeno balcão com uma expressão de dor.

- Kurenai! - Asuma girou as rodas da cadeira com força, tentando chegar até ela, porém Shikamaru foi mais rápido. Ele a ajudou a sentar e os dois observaram um líquido vazar entre suas pernas e manchar a almofada.

- Acho que está na hora. - Ela estendeu os dedos e entrelaçou-os nos de Asuma, respirando fundo para não pensar nas contrações que sentia.

- Vai ficar tudo bem, amor. - Ele apertou os dedos de volta. - Nosso rei nascerá bem e saudável. - E virou-se para Shikamaru. - Leve-a para Tsunade!

- Mas sensei... - os olhos dele passaram o que as palavras não puderam. "Você é o pai, vai querer estar lá."

- Isso não é um pedido, é uma ordem! Agora vá! - Ele obedeceu e Asuma os seguiu até o limite das escadas, vendo Shikamaru apoiar Kurenai com cuidado e recebendo seu último olhar de tristeza antes de descer os degraus.

Arrastou a cadeira de volta ao apartamento e parou no meio da sala vazia. Girou as rodas de um lado para o outro, indo parar novamente em seu lugar a janela, observando o movimento das pessoas em sua normalidade enquanto ele se encontrava ali, afastado da mulher e do filho que em breve nasceria. O tique taque de um relógio imaginário soava em sua cabeça marcando o tempo que se passava e a hora do nascimento se tornava mais próxima. Cerrou os dedos da mão direita, frustração percorrendo cada fibra do seu ser, e socou a janela.

- Maldita escada! Malditos degraus! Malditas pernas inúteis! - Gritou. Gotas vermelhas pingavam no tecido da calça, mas ele não se importava com a dor ou com os cortes abertos na pele.

- Dia ruim, velho amigo? - A voz soou no canto oposto da sala e Asuma reconheceu o tom abafado.

- Kakashi. O que faz aqui?

- Shikamaru me enviou uma mensagem ao chegar no hospital. Lamento o atraso, mas você me conhece. - O dono dos cabelos brancos permaneceu apoiado na parede, de braços cruzados, fitando o ferimento. – Podemos ir assim que cuidar disso.

- Não vai ser necessário. – Dispensou. O que seria um corte a mais quando suas pernas já pareciam terem sido arrancadas para fora do seu corpo?

- Não. - Kakashi concordou, se aproximando do amigo, puxando as bandagens de sua bolsa e se ajoelhando para envolver as juntas dos dedos de Asuma. - Mas vai deixar Kurenai preocupada se o vir assim. - Abriu a boca para retrucar, mas percebeu que estava sendo ignorante e deixou que ele enfaixasse o machucado. - Agora sim, podemos ir. - Agachou-se a sua frente e ajustou o corpo dele de forma que pudesse carregá-lo nas costas. - Segure-se.

Kakashi disparou pela porta, correndo escada abaixo e rua afora com agilidade. Saltou para os telhados, buscando o caminho mais curto para o hospital. O coração de Asuma batia acelerado, nervoso, ansioso. Rezava pelo sagrado Rikudou que chegasse a tempo. Invadiram a recepção e encontraram Ino, Chouji e Shikamaru a sua espera.

- Asuma-sensei! - Ela correu ao vê-lo, sorrindo. - É uma menina!

Uma parte sua murchou, enquanto a outra se extasiava com a notícia.

- Onde ela está? Eu posso vê-la?

- Claro, ela está a sua espera. - Shikamaru correu para pegar uma cadeira de rodas e Kakashi o transferiu para o assento, apertando seu ombro.

- Suponho que deva lhe dar os parabéns.

Asuma parou querendo agradecer por ele tê-lo levado até ali, mas as palavras morreram em sua garganta.

- Vamos logo, sensei. - Chouji chamou. Kakashi acenou e desapareceu em uma nuvem branca.

Shikamaru o empurrou pelo corredor e parou em frente a uma porta da qual saia um som suave de cantiga de ninar. Empurrou a madeira que o separava de sua família e a primeira coisa que viu foi o rosto cansado, mas sorridente de Kurenai e o pequeno ser envolto em panos macios que ela balançava. Shikamaru deixou a cadeira o mais próximo da cama possível e saiu sem fazer barulho, deixando-os a sós. Asuma espiou o rostinho que se sobressaia em meio ao tecido.

Ela era linda, tão pequena e rosada, os cabelos pretos como uma pequena nuvem coroando a cabeça, as mãozinhas que se moviam, abrindo e fechando. E os mesmos olhos vermelhos de Kurenai que o fitavam, sonolentos. Ela estendeu os braços, colocando a bebê com cuidado nos dele e observou a cena com o coração explodindo de felicidade.

Asuma a balançou sem jeito e logo admirou os olhinhos que se fechavam por completo. E, embora sentisse a alegria por finalmente segurar a filha nos braços, ressentimento se instalava em seu peito por não ter sido capaz de presenciar seu nascimento.

- Sinto muito. - Disse fitando a esposa com tristeza.

- Não sinta, meu amor. O importante é que ela nasceu e nós estamos todos juntos. - As mãos se tocaram, os dois agora embalando-a. - E nada podia me fazer mais feliz do que esse momento.

A garganta de Asuma estava embolada, as lágrimas se encontravam presas ameaçando extravasar a dor que sentia no peito. Mas, naquele momento, engoliu todos os sentimentos negativos e autodepreciativos e deixou-se aproveitar a sensação de completude, de felicidade que o agora trazia.

- Já decidiu o nome dela? - Perguntou depositando um beijo na testa de Kurenai, em um agradecimento sem palavras. Seus olhos vermelhos fitaram a filha que dormia tranquila com amor e muito carinho.

- O nome dela é Mirai e vai significar o nosso futuro.

***

Asuma mal podia acreditar que 5 anos haviam se passado. Sua pequena Mirai agora estava em uma fase “esperta": queria brincar o tempo todo, correr o tempo todo e comer biscoitos o resto do tempo que sobrasse. Fora obrigado a esconder suas kunais e shurikens após a vez que a pegara usando-as para desenhar na mesa da cozinha. Para a tristeza de Asuma, as armas podiam ser facilmente escondidas, o desenho entalhado na madeira, não. E a expressão da esposa ao chegar em casa e encontrar a obra de arte que lembrava um pato sem cabeça lhe esperando não seria esquecida tão cedo.

Kurenai estava fora em missão, o que mais uma vez deixava Asuma responsável por cuidar de Mirai. Claro que após o desastre com a mesa, por meio de combinados extraoficiais, o time 10 apareceria de vez enquanto para uma "visita social", ação que aqui se lia como babás. Mirai adorava Ino e seu cabelo comprido, além da mãe e do pai ela era a única que tinha permissão para pegá-la no colo. A brincadeira com Shikamaru se voltava para o jogo de equilibrar blocos, o qual, de um modo ou de outro, o garoto sempre encontrava meios de deixá-la ganhar e recebia gostosas risadas em troca. Com Chouji ela assaltava a geladeira, pegando a sobremesa e fugindo para o telhado antes que fossem flagrados pela mãe. Ele não sabia dizer qual dos presentes era a verdadeira criança da casa.

- Papai, quero biscoito! - Mirai ria e se pendurava em suas pernas.

- Só um minuto, meu bem. - Ele se encontrava ocupado, colocando no lugar as almofadas que ela espalhara pelo chão. Tinha que provar a Kurenai que era responsável o suficiente para cuidar dela sozinho sem receber as visitas das "babás". Ouviu o som da cadeira sendo arrastada e se voltou para ver o que acontecia. Seus músculos congelaram na hora.

- Olha papai, agora eu alcanço! - Ela havia arrastado a cadeira até o balcão e subira em cima para chegar ao pote de biscoitos.

- Mirai, fique quietinha, tudo bem? O papai já vai te pegar. - Ela assentiu ainda se esticando para chegar aos biscoitos. Os pés da cadeira, mal equilibrados, deslizaram no chão se inclinando para trás.

A cadeira de rodas não era rápida o bastante e, quando deu por si, havia se jogado de bruços com os braços estendidos em uma tentativa de aparar a queda. Não foi o suficiente. Ouviu o barulho da cabeça batendo contra o chão e foi como se ele houvesse levado a pancada. O choro encheu o ambiente, dor e medo misturados. Asuma forçou os braços e arrastou pelo chão a metade inferior inerte.

- Está tudo bem meu amor, foi só uma batidinha. - Dizia enquanto se aproximava da filha com muito esforço e luta. Empurrou o corpo para uma posição sentada e a envolveu em seus braços, acariciando o local da batida com delicadeza e acalmando-a até que seus soluços diminuíssem e as lagrimas parassem de cair. Ficaram nessa posição abraçados por mais de uma hora até Shikamaru aparecer e encontrar o professor chorando sobre a filhinha adormecida em seus braços.

***

O ressonar suave de Kurenai se espalhava pelo ambiente. Asuma remexeu-se na cama, insone. Logo agora que a bebê dera um sossego e pegara no sono e eles podiam finalmente dormir. A cena não parava de se repetir em sua mente em câmera lenta: a cabeça de Mirai se inclinando em direção ao chão, suas mãos estendidas e o espaço que não alcançara, assistindo de bruços o momento da queda. Cerrou os punhos e socou o espaço vazio ao seu lado da cama. A ação acordou Kurenai que piscou para afastar o sono.

- Está tudo bem?

- Como vou proteger meu rei sem pernas para andar e me manter de frente a ele? - Perguntou em voz baixa, encarando-a nos olhos pedindo verdadeiramente por uma resposta. Kurenai não tinha uma, mas de uma coisa tinha certeza.

- Podia sem pior. Você podia estar morto! - O alívio por tal fato não ter ocorrido ainda lhe fazia agradecer todos os dias.

O silêncio se estendeu. Kurenai se aproximou mais e apoiou a cabeça em seu ombro, tracejando linhas em seu peito em uma tentativa de acalmá-lo.

- Um dia ela vai crescer e se envergonhar de ter um pai inválido como eu, um pai que viu a filha cair e nem mesmo pode fazer nada para segurá-la...

- Todos nós precisamos cair. Do contrário não aprenderíamos o que é a dor e o medo e sem conhecê-los não poderíamos crescer e nos tornar versões melhores de nós mesmos. - Ela o cutucou no peito, como se o desafiasse. - Não foi você quem me disse que o verdadeiro rei eram as crianças do futuro? Espera que elas liderem esse futuro sem terrem caído pelo caminho e se levantado várias vezes?

Um sorriso brincou no rosto dele e Asuma a abraçou com mais força, apreciando o calor da pele sobre pele e a sorte de ter uma mulher como ela em sua vida.

- Às vezes eu acho que você é muito mais do que eu mereço nessa vida. – Ele murmurou, a cabeça enterrada nos cabelos negros e no cheio suave que eles emitiam.

- E às vezes eu acho que para alguém tão pensativo, você pode ser bem obtuso. - Ela riu, descendo a boca para encostar na dele. - Nós somos sua família e sempre vamos estar lá para você, não importa o quão difícil possa parecer a situação, iremos enfrentá-la juntos.

- Eu te amo. - Ele disse entre os beijos suaves que aos poucos se tornavam mais profundos.

- Eu também te amo.

Abraçados e com o coração aquecido pela esperança renovada, o sono chegou e eles dormiram.

***

Tinha certeza que aquela conversa não era para os seus ouvidos. Porém, ouvira Mirai chorar e, imediatamente, se levantara da cama onde estivera cochilando para descobrir do que se tratava. Ouviu a voz triste da filha e já ia em direção a cozinha quando escutou do que elas falavam.

- O que disseram do seu pai? - Mirai fungou antes de responder.

- Que ele era um inútil agora e que tinha se machucado por ser fraco. - Os dedos de Asuma apertaram o braço da cadeira de rodas, os nós embranquecendo.

- Mirai. - A voz de Kurenai estava séria. - Nunca deixa os outros diminuírem a imagem que você tem do seu pai. Ele foi um ninja muito forte, membro dos Doze Guardiões Ninja e derrotou um membro da Akatsuki em missão. Tudo o que aconteceu depois não diminui em nada quem ele foi, apenas aumenta quem ele será.

Asuma entrou na cozinha, silencioso, o coração apertado no peito ao ouvir aquelas palavras. Trocou um olhar com a esposa que soube na hora que ele havia ouvido tudo.

- Papai! - Mirai voltou-se para ele ao ouvir o som das rodas, rangendo contra o piso, e jogou os braços em seu pescoço. - As garotas falaram coisas horríveis sobre você na Academia Ninja. - Ele ia se pronunciar, mas ela não permitiu e declarou em uma voz definitiva. - Mas eu não ligo para o que elas disseram! - Balançou a cabeça ferozmente para enfatizar o que dizia. - E é por isso que fiz isso para você também não ligar. - E puxou um cartão de sua bolsa e o entregou.

" O meu pai é o melhor! Em uma missão para a vila ele se feriu e perdeu o movimento das pernas, mas ele luta todos os dias mesmo não podendo mais andar. E é por isso que eu o amo muito e um dia quero me tornar uma grande ninja como ele!".

Asuma sorriu e abraçou sua família.

- Obrigada, eu não poderia ter uma filha que me deixasse mais orgulhoso do que você, Mirai. - Ela sorriu e retribuiu o abraço do pai, os olhos ainda vermelhos pelo choro, mas brilhantes de alegria.

- Agora podemos comer biscoito?

As risadas dos três preencheram a cozinha e, naquele momento, Asuma soube que não importava não ter mais suas pernas para andar, pois sua família e todos ao seu redor sempre estariam lá para lhe ajudar. Estar confinado aquela cadeira não significava sua morte, ainda havia muito a ser feito e, por Kurenai e por Mirai, ele garantiria que o melhor caminho sempre existisse. Esse seria o seu jeito, a partir de agora, de proteger o rei.

25. August 2018 01:52:58 5 Bericht Einbetten 7
Das Ende

Über den Autor

Nathy Maki Leitora voraz desde que tenho idade para segurar um livro em mãos. Sagitariana e um poço de emoção e muuita indecisão. Amo um clichê bem escrito e um suspense que te prende, mas fantasias e ligações são especialidade. Sou fã daqueles finais inusitados. Até mesmo os tristes! Lema: Colecionar sonhos, ideias e magia e depois transformá-los em palavras é o que torna bela a vida.

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Tatu Albuquerque Tatu Albuquerque
EU TÔ MUITO QUENTINHA, EU TÔ MUITO ESPOCADA EM FOFURA E AMOR PROS MEUS NENÉNS SARUTOBIS. Eu só senti bastante falta do Konohamaru, já que ele é, além da Mirai, o único parente consanguíneo do Asuma, né? Mas a fic foi tão lindinha que eu tô chorosa de emoção com essa exaltação aos meus Sarutobi E I ASUMA TÁ VIVO, PORRA, O ASUMA TÁ MUITO VIVO E EU VOU CHORAR AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
5. September 2018 21:29:15
Políbio Manieri Políbio Manieri
Ah meu deus tomara que eu me espoque em realidades alternativas em que ta todo mundo bem e feliz no final das contas e pau no cu do kishimoto! Menina eu achei muito sensacional e a cara do casal eles acabarem associando o bebe com aquele discurso que o Asuma fez um dia sobre o Rei em Shogi, achei extremamente atencioso. As dificuldades que ele veio enfrentando com a paraplegia sendo superadas cada vez mais com a ajuda da familia e dos amigos aqueceu meu coraçao! Que amorzinho!
5. September 2018 17:29:22
Dimitri Acibim Dimitri Acibim
Eu tô é grato por ter lido essa história fofa que expressou tão bem como é a realidade nesse tipo de caso. Mirai ícone que cresceu em um lar amoro, como não achar fofo? Iti malia. O modo como Asuma agiu durante todos os momentos do texto machucou meu coração? Machucou. Porém o final valeu tanto a pena. Kurenai é minha deusa e minha casa servirá a ela. sz
4. September 2018 21:15:42
Inial Lekim Inial Lekim
EU VO ME EXPLODIR COM TANTO FLUFFY ASUKURE MEU DEUS QUE COISA MAIS LINDA <3 É muito dificil encontrar fics desse casal, e eu achei um amor a forma como você trabalhou a relação dos dois. Ficou um neném. Parabéns <3
30. August 2018 22:06:03
Asakura Yumi Asakura Yumi
Eu não tenho palavras para expressar o meu contentamento em ler essa história. Tão linda, cheia de amor, carinho e sentimentos. Tá ai: outra escolha errada do Kishimoto. Queria era essa família unida, vivendo a diversidade (que poderia vir ou não) de cabeça erguida e com orgulho. Fico realmente extasiada de ler essa história! De coração, obrigada a você e ao desafio por me darem essa oportunidade. Beijos, A.S.
28. August 2018 20:57:43
~