mrs_odult Tauna Nataniele

O príncipe Jongin me contratou para escrever ao seu prometido cartas públicas, amores superficiais... Mas ele esconde seus verdadeiros sentimentos pelo príncipe KyungSoo, e é meu dever como Autômata de Automemórias dar a esses dois jovens amantes um final feliz.


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Autômata de Automemórias

Thirif, 24 de outubro de 1912



Olá caro leitor,

Meu nome é JunAh, e sou uma Autômata de Automemórias. Eu basicamente escrevo cartas para as pessoas, e sou capaz de passar seus sentimentos para as palavras digitadas através de minha máquina datilográfica.

Sou autônoma, mas bem famosa na capital do país, principalmente depois do fim da guerra.

Mas não estou aqui para contar minha história, e sim de como consegui fazer um jovem casal ter um final feliz.



Era uma linda manhã de primavera e eu apreciava um chá quente em meu escritório quando Minki, meu secretário/ajudante/quebra-galho entrou esbaforido pela porta, abanando um pequeno envelope numa das mãos.

"Senhora Kim, é de extrema urgência", lembro-me dele ter dito. Estava visivelmente sem fôlego.

"Acalme-se, menino. O que é tão urgente?", eu perguntei, achando graça de seu desespero.

"Uma carta do príncipe Jongin, do reino de Valfen", o jovem me entregou a carta, selada com cera vermelha e o selo real do país vizinho.

Fiquei em choque por alguns instantes, mas aceitei a carta e a abri, lendo-a em voz alta.

O príncipe queria contratar meus serviços de Autômata de Automemórias. Estava de casamento marcado com o príncipe KyungSoo, do reino Shir, 8 anos mais velho, e ambos precisavam trocar cartas públicas, pois eram reinos antes inimigos, e a cerimônia uniria as nações, trazendo paz.

Aceitei, é claro. Seria meu primeiro pedido vindo do exterior, então peguei o primeiro navio para lá, munida de minha pequena mala e minha máquina datilográfica. A viagem demorou, mas eu finalmente estava em Valfen, sendo recebida por um dos guardas-reais e escoltada até o castelo, uma magnífica construção no alto da cidade rodeada por jardins e pátios.

Ainda lembro do príncipe Jongin nos recepcionando no grande portão. Era um jovem robusto de 18 anos, com a pele morena e os cabelos negros e brilhantes; ao todo alguém muito belo e gentil, mas triste.

Autômatas de Automemórias conseguem decifrar emoções, e eu lia as do príncipe: ele tinha olhos tristes.

Fui devidamente instalada num quarto grande, e logo comecei a trabalhar. O príncipe nunca conseguia se expressar, e eu precisava forçar o meu lado mais romântico para inventar floreios. Os reinos caíam de amores, é claro, pois o outro príncipe obviamente usava uma Autômata também.

Foram três meses de mentiras e falsos amores, até que, numa noite quente, decidi dar um passeio noturno pelos jardins. Encontrei o príncipe perto das fontes, chorando.

"Oh, senhorita JunAh", vi ele secando as lágrimas ao desviar o rosto "Não sabia que ficava acordada até tão tarde".

"Não fico, majestade. Está muito quente hoje, é só"

"Senhorita JunAh... Desculpe-me o atrevimento, mas... A senhorita já se apaixonou?"

Foi uma das poucaa vezes em que refleti sobre algo, mesmo sabendo a resposta.

Sim, eu já havia me apaixonado, e contei a ele.
Era um soldado que contratara meus serviços; cartas para a mãe enquanto ele estava lutando na guerra. Eu ainda era pouco conhecida e vivia pelos acampamentos de soldados oferecendo meus serviços de Autômata, então ele se interessou.

Foram seis meses que pareciam um sonho, mas a divisão dele foi convocada, e ele não voltou. Apenas me trouxeram seu colar com seus números de identificação e um papel chamuscado, onde estavam escritas as palavras "Nunca se esqueça do homem que te amou".

"É uma história triste", disse o príncipe.

"Mas a sua não precisa ser, majestade. O que te aflige?"

"O príncipe KyungSoo... Nós já nos conhecemos antes, quando eu tinha 13 anos", o jovem príncipe suspirou em frustração "Nesse mesmo jardim, entre as roseiras. Era meu aniversário, mas eu não estava feliz, pois minha mãe tinha falecido pouco tempo antes, e corri para o jardim, chorando. O príncipe me achou aqui, e foi muito gentil comigo, me fez parar se chorar e me levou de volta para a festa, me entreteu pelo resto da noite"

"E você se apaixonou", concluí.

"Sim, mas agora que vamos nos casar.. Eu não sei se ele sente o mesmo por mim, afinal, eu era só um garoto chorão, e ele já havia até mesmo lutado na guerra. Além disso, é uma Autômata quem escreve todas aquelas cartas, e ela pode fingir tanto quanto a senhorita"

Ainda me lembro nitidamente o que eu disse para ele:

"Príncipe Jongin, você nunca descobrirá o que o príncipe KyungSoo sente por você se guardar este sentimento. Sente-se em seu quarto, muna-se de pena e tinta e redija uma carta sincera para ele. Eu sei que ele responderá".

E foi o que o príncipe fez, sentou-se e escreveu.

"Você ainda é o mesmo homem das roseiras?"

Foi a pergunta que rondou a cabeça de todos os Valfenianos e Shirianos durante uma semana.

"Assim como você é a mesma criança da festa"

Foi a resposta.

A partir desse dia, meus serviços como Autômata não foram mais solicitados... Pelo menos não aos que cabiam datilografar, mas aos que transmitiam sentimento.

Foram dois meses de cartas escritas à mão, até que a penúltima delas foi entregue, na minha presença.

"Encontre-me nas mesmas roseiras à luz do luar"

Mais tarde o príncipe Jongin me contou que o príncipe KyungSoo em pessoa viera lhe entregar a última das cartas e se ajoelhou ali mesmo, pedindo sua mão em casamento; pedido esse que o jovem aceitara sem pestanejar.

Sabe o que estava escrito na carta?

Apenas três palavras, aquelas que usamos quando o sentimento é tão grande que não cabe em nosso peito, nos aperta o coração e nos tira sono e pensamentos.

"Eu te amo".

Fui embora antes do casamento, avisando apenas um dos guardas-reais, que me escoltou de volta ao cais.

Eu nunca gostei de despedidas.



Mas sabe, eu resolvi escrever a você depois de receber uma carta hoje, tendo como remetente os reis de Valfen e Shir, Jongin e KyungSoo.

Ambos estavam felizes e apaixonados, e me agradeciam, principalmente o jovem Jongin, que dizia dever a mim a coragem para expressar sentimentos que ele aprendera a reprimir.

E sabe por que eu sei se era verdade ou não?

Era uma carta escrita à mão.



Se você tirou algum aprendizado daqui ou não, não me importa, mas eu só quis transmitir por meio de palavras o amor que aqueles dois jovens tinham um pelo outro, e o quanto aquilo me tocou e sempre tocará.


Com meus cumprimentos,
Kim JunAh

2. August 2018 21:58:58 0 Bericht Einbetten Follow einer Story
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Das Ende

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