Festa Surpresa Follow einer Story

ayu_akai

Um grupo de adolescentes resolve fazer uma festa de aniversário surpresa para uma amiga, porém um imprevisto acontece e o plano de terem uma noite cheia de alegrias cai por terra... O que acontecerá com esses garotos, quando a verdade surgir? (Por favor, ignorem a marca d'água do Fotor na capa ;_; )


Jugendliteratur Nicht für Kinder unter 13 Jahren.

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Aprontando

Olá, pessoa que está lendo isso. É a minha primeira vez - efetivamente falando - que eu escrevo uma história, ou seja, sou newbie nisso. Essa fiction surgiu de um sonho que eu tive, e como eu consegui relembrar as conexões afetivas e traçar uma linha cronológica básica, resolvi escrever. Vai ser bem fiel ao sonho (leia-se bem viagem na patatinha), então só curta o negócio, okay?  :)


Akane.

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Barulho. Era o que definia a nossa "horda de nerds", quando estávamos fora do colégio - dentro do colégio também, na verdade, só que 10% mais baixo - e ninguém poderia negar que se encaixava perfeitamente. Nem o vizinho do lado, por mais paciente e gentil que ele fosse com todo mundo.


Julieta cantava e rebolava ao som do funk do início do milênio, ao mesmo tempo que batia um creme branco. Miguel imitava a prima de modo exagerado, colocando confetes dentro dos saquinhos de plástico. Roberto enchia os balões de água com a pseudoajuda do Jonas, que só deveria estar pentelhando o garoto. Até o Alef com seus convites, que praticamente nem falava, estava cantando. Cantando! E cantando funk!


Sorri, espalhando chantilly no pratinho. Anni provavelmente vai ficar louca da vida, mas eu tenho certeza que ela vai gostar. Sempre choramingou por nunca ter tido um aniversário surpresa. Agora ela vai ter, com direito a tudo. E com a ajuda do pai dela.


- Hmm, lembrou de mim, foi? Pra ficar sorrindo pro nada...

Olhei para o lado e vi Miguel, praticamente colado em mim.


- Mano, cala a boca, vai terminar o que você deve fazer, seu panaca. - respondi, pegando outro pratinho.


- Mas eu já terminei, sua mala!


- Então pega mais chantilly com a Ju antes que eu te deite na porrada.

- Por que você me trata assim? - Miguel perguntou, afetado - Sei que você me ama, mas não precisa ser malvada, sua bruta!


Ouvi um estalo e um "Ai, porra!" bem do meu lado, e ri.

- Ele tá te perturbando de novo? Posso dar um socão nele pra você. - Julieta falou, séria.


- Tá não. Só pedi pra ele pegar o chantilly, mas ele ficou enrolando.


- Tu és um inútil mesmo, só serve pra levar cascudo! - como se fosse para provar o que disse, a morena deu um coque na cabeça do primo mais novo. Ouvi outro "Ai, porra!" - Para de atrapalhar, senão eu vou te jogar pela janela.


- Eu nem fiz nada! Só comentei que ela tava sorrindo pro além e que eu tinha terminado meu serviço! - Miguel respondeu, me passando uma tigela do creme batido.


- Mentira, que ele ficou falando que eu amo ele! E ele também tava te imitando. - retruquei, colocando mais lenha na fogueira.


- Eu sei que ele tava me imitando, esse merda. E Miguel, todo mundo sabe que vocês vão se casar um dia, mas não fica falando isso enquanto ela ainda não admitiu que gosta de você. - Julieta respondeu, calmamente.


Olhei para a minha ex-amiga voltando para a pia, chocada, enquanto o moreno sorria, como se tivesse vencido uma partida de vôlei.

- Tá vendo? É o destino, só você que não quer aceitar ficar comigo.


- Quer apanhar agora ou depois? - perguntei, minhas mãos coçando para dar um tapa naquele garoto descarado.


- Hm... Agora - enfiou o dedo na tigela de chantilly e passou na minha testa - , não gosto de acumular dívidas.


Dei dois tapões nas costas dele, "um pela palhaçada e outro por ter mexido no chantilly", e voltei para o meu posto de pasteleira, indignada com o descaramento dos dois primos.


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Passei um batom rosado nos lábios e coloquei uma tiara com um laço rosa no cabelo. Me olhei no espelho e me senti meio ridícula. Não estava nem um pouco acostumada a todos esses fru-frus que Julieta tinha me intimado a usar. Parecia a Avril Lavigne quando tentou colocar rosa no meio das roupas dela (no caso, o clipe Girlfriend; ainda não sei se gosto ou não dessa mistura).


- Que diacho... Isso tá muito estranho. Não vou com isso não, tá doido.


Comecei a desafivelar o cinto rosa quando Julieta abriu a porta, com os cachinhos na cara.


- Mana, tu sab... Ooolhaa, ficou tão fofinha assim! Não me diz que você vai tirar, né?


- Fofinha minha bunda. É claro que eu vou tirar, olha só que merda que ficou! Por que você quer que eu use essa bagaça? E pra quê salto, se eu vou correr?!


- Cara, você ficou linda assim, sério, e o salto só dá aquela incrementada. Não precisa ficar correndo igual a uma moleca. - respondeu, pegando um broche enorme e colocando na lateral da cabeça - Se bem que pra você deve ser meio difícil essa parte.


- Cala a boca. É sério, tá muito nada a ver isso. Mano, eu vou pro teatro assim?! Não, né. Fora que lá deve estar frio, então eu deveria ir de calça jeans.


- Tu estás usando essas meias gi-gan-tes, e nem vem dizer que elas são finas, porque não são! E se você tirar a roupa, eu vou te bater, porque a gente tá quase saindo. Tá tão lindinha assim, e fica falando besteira - resmungou a morena, amassando os cachos escuros.


"Fala isso porque tá bonita, toda arrumada com essa roupa...", sibilei mentalmente, observando minha amiga. Julieta sempre foi bonita. Negra, com cachos nos ombros - que ela normalmente usava preso "no estilo coqueirinho" - , olhos grandes e pernas longuíssimas. Com 1,70 metros de altura, ama dançar e faz balé clássico, então tem aquela elegância natural de quem dança o tempo todo. Diferente do habitual conjunto tênis-shorts-e-regata, ela usava um vestido soltinho verde-escuro na metade das coxas, com um cinto cinza metalizado e sapatilhas pretas. O enfeite de cabelo tinha pedrarias também da cor verde, e a maquiagem leve só a deixou mais linda ainda.


Passar algum tempo do lado de alguém como ela era um exercício para a auto estima.


- Para de me olhar com essa cara de mamão e arruma esse cinto, ou você vai ficar. - Ju me encarou pelo espelho do guarda-roupas, rímel nas mãos.


- Afu, tá bom. - bufei e afivelei o cinto de novo. Passei as mãos pelo cabelo, desejando que eu tivesse passado chapinha, ou feito baby-liss, por mais que fosse molhar meu cabelo mais tarde.


- Vai lá pra fora, vai. Já tá me dando nervoso ver você mexendo no cabelo como se fosse arrancar tudo. - A morena me pegou pelos ombros e me arrastou para fora do meu quarto, fechando a porta logo após. - Para de frescura, tá linda assim. - berrou de lá de dentro.


Apesar da vontade de abrir a porta e arrumar um barraco com a minha ex-amiga, respirei fundo e sentei no sofá da sala, emburrada. Escutei Jonas rindo alto do lado de fora, e me preparei, caso aquele ser humano resolvesse me pentelhar. Levantei e fui olhar a situação das tortas de chantilly na geladeira, quando alguém disse:


- Nossa, quem será esta gatinha gótica que está aqui em minha presença?


Fechei a porta da geladeira e vi Miguel se apoiando na mesa. A camisa social azul-escura caiu bem na pele morena, e as mangas enroladas até os cotovelos destacavam os músculos dos braços. "Disgrama, como ele consegue ser bonito de qualquer jeito? Tinha que ser parente da Ju.", pensei, passando pelo cabelo escuro e ondulado, a pele morena, o sorriso perfeito e a corrente prateada no pescoço.


- Tá de sacanagem comigo, né? - falei, mantendo minha cara de peixe morto. - Aproveita que eu tô de salto e me perturba bem muito, mas quando eu tirar isso, já sabe.


- "Bem muito" - repetiu, rindo - Eu sei que você me ama, por isso que eu te perturbo. E você sabe que eu também te amo, né?


- Cala a boca e vai te catar. Mala. - respondi e abri a geladeira de novo, retirando as embalagens de marmita cheias de creme.


- Ih, tá com raivinha por quê? Só porque não consegue disfarçar que me achou bonito? Ou porque o tiro saiu pela culatra mais cedo? - provocou.


Em menos de um segundo, cogitei seriamente em dar um soco no nariz daquele trouxa, dar um chute no meio da pernas dele ou bater a cabeça dele na mesa, mas todas as opções estragariam a pegadinha para a Anni. E eu me sentiria culpada também. Então só ignorei.


- Na verdade, é porque ela acha que tá feia assim. - Julieta respondeu, saindo do quarto.


- Feia onde? Só se for na cabeça dela. - Miguel retrucou.


- Pois é, e ela tava surtando ali no quarto, por isso que eu enxotei ela de lá. Ela tá tão fofinha assim, e quer dar uma de doida.


- Tá tão linda... Pera aí que eu vou ter uma conversinha com ela.

Senti uma mão na minha cintura me puxando, ao mesmo tempo que Miguel disse:


- Senhorita Lillyan, por favor, venha ao meu escritório.


Paramos na porta da área de serviço, enquanto Julieta saía para o pátio. Olhei nos olhos do Miguel sem dificuldades, por causa do salto.


- Quem disse pra senhora que você tá feia? Você tá linda, parece uma princesa gotiquinha - riu.


- Se você disser que eu pareço gótica de novo, eu vou te dar um murro. - ameacei.


- Para de fazer bico, eu tô falando sério. Você tá linda, linda mesmo, não sabes o quanto essa roupa combinou contigo. Até esse lacinho aqui, parece que foi feito pra você usar.


- Hm.


- "Hm" nada, responde direito!


- Direito.


- Haha, 'graçadona. Vem, que a gente precisa ver os lugares no carro - beijou o meu rosto e saiu me arrastando pelo pulso.


Miguel podia ser um idiota, mas era um idiota bonzinho. E fofo.

29. August 2018 05:46:12 0 Bericht Einbetten 1
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