Poor Alfie Follow einer Story

jonnie jonnie

(chanbaek | 80s) Onde Chanyeol é um garoto tímido e apaixonado por música, mas ainda mais apaixonado por Baekhyun, o veterano rebelde e vocalista da banda da escola.


Fan-Fiction Bands/Sänger Nur für über 21-Jährige (Erwachsene).

#CHANYEOLBOTTOM #anos-80 #exo #chanbaek #80s
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Cigarros Selvagens e Rock'n'roll

CIGARROS SELVAGENS

E ROCK’N’ROLL

You give me fever

When you kiss me


No outono de 1982, Chanyeol viu Baekhyun pela primeira vez.


Nunca seria capaz de esquecer a imagem daquele garoto baixinho, mas tão rebelde, apoiado ao muro em frente sua nova escola, com um cigarro preso entre os lábios. Ele vestia uma calça jeans surrada e deveras colada, uma camiseta dos Ramones e uma jaqueta de couro ainda mais surrada. Os cabelos rebeldes e vermelhos eram bagunçados pelo vento frio, e, caramba… Chanyeol nunca tinha visto algo tão bonito.


– Tá’ olhando o quê, moleque? – A fumaça foi soprada em sua cara e Chanyeol sentiu algo no estômago vibrar em excitação… Estava apaixonado.

Depois disso, Baekhyun nunca mais notara sua existência. Era de se esperar, já que Chanyeol não passava de um estudante do Ginásio. Baekhyun era um veterano do Colegial. Descolado. Popular. Entretanto, incrivelmente solitário. Sabia disso porque o observava mais do que deveria. Olhava-o de longe, fumando aqueles cigarros e sempre sozinho. Chanyeol pegava-se imaginando que, se pudesse tocar em seu cabelo, teria um ataque cardíaco.

Certo dia, esbarrou com Baekhyun no banheiro da escola. Ele estava no mictório e Chanyeol hesitou pelo menos três segundos antes de ocupar o da ponta oposta, tendo que fazer um esforço descomunal para não olhar para o maldito garoto, quando olhá-lo era sua coisa favorita no mundo inteirinho.

Ouviu uma risada soprada, quase um som de deboche, ecoando pelas paredes do banheiro. O estômago ferveu em nervosismo quando olhou para Baekhyun, que o encarava de volta com as sobrancelhas arqueadas em uma provocação muda. Aquele olhar compartilhado fez seu coração doer.

Mais tarde, na biblioteca, Chanyeol puxou um dicionário da estante, ajeitou os óculos de grau no rosto e abriu no índice da letra “B”. Escreveu “Baekhyun” ao lado da definição de “beleza”, com sua letra mais caprichada.

Chanyeol estava caindo de amores, literalmente. Porque sentia de verdade que o chão lhe faltava cada vez que pensava no Byun, com aquela jeans colada e olhos selvagens.



Chanyeol tinha dois talentos: matemática e música. Era meio que natural, nunca precisou estudar para ir bem em uma prova de cálculo. E a música…

Era uma tarde de verão quando Park encontrou um violão. Estava no lixão onde costumava ir depois da aula, deitado num sofá encardido que fora abandonado ali. Muitas coisas interessantes eram abandonadas no lixão. Chanyeol lia a nova edição do Homem-Aranha, seu super herói favorito, quando ergueu o olhar e reparou naquele violão judiado apoiado a uma geladeira quebrada, as cordas brilhando ao reflexo do sol. Era um Silvertone bem maltratado, mas, ainda assim, incrível aos olhos inocentes do garoto. Aquele foi seu primeiro violão.

Pendurou-o às costas pela alça desgastada e, antes de ir para casa, passou na banquinha e comprou uma revistinha de música com o troco do dinheiro que usara para comprar o quadrinho. Sua mãe estava trabalhando, então a casa estava vazia quando chegou. Correu diretamente para o quarto e sentou-se na cama, com o violão no colo. No primeiro momento, não encostou nas cordas. Apenas batucou a madeira, apreciando o som oco dentro da caixa. Sorriu, empolgado, e abriu a revista.

Primeiro, aprendeu a afinar o instrumento. Deu razoavelmente certo. Os primeiros acordes foram bem difíceis. Aprendeu mi, ré e lá e lembrou-se da voz de seu pai dizendo que aqueles eram os primeiros acordes para o rock’n’roll. Treinou os acordes até os dedos doerem, mas no final da tarde já conseguia trocar de um acorde para o outro sem se enrolar.

Folheou a revistinha e lá estava. “I Just Want To Have Something To Do”, dos Ramones. Lembrou da camiseta velha que Baekhyun usava na primeira vez que o viu e pensou: “se eu aprender a tocar bem de verdade, talvez Baekhyun me olhe diferente”. Com esse pensamento em mente, Chanyeol tentou os primeiros acordes da música. Os dedos doeram e o som saiu abafado, mas aquela melodia explodiu dentro de si.

Música era algo que existia por si só, mas tocar música o fazia sentir-se feliz de verdade outra vez.

E foi desse jeito que a música tornou-se parte de sua vida. E, junto a ela, trouxe Baekhyun.



Em 1984, Chanyeol entrou para o Colegial. Foi na segunda semana de aula, que Baekhyun o procurou. Estava na cantina da escola quando ele sentou na mesma mesa que a sua, de frente para si.

– Você é Park Chanyeol?

No primeiro momento, Chanyeol congelou, sem nem conseguir mastigar a comida que tinha na boca. Ergueu os olhos para o outro garoto e, caramba… Baekhyun era ainda mais bonito sendo visto de perto. Não tinha um único defeito no rosto delicado, que contrastava com a aparência rebelde. Ele tinha um piercing na sobrancelha, que nunca notara de longe, mas o que tomou sua atenção mesmo foi aquela pintinha no canto da boca, tão bonitinha que beirava ao absurdo.

Engoliu a comida, que desceu de forma dolorosa. Empurrou os óculos no nariz e acenou com a cabeça uma vez.

– Vem comigo para a Sala de Música.

– Por quê?

– Porque estou dizendo para vir, moleque.

Olhando-o uma última vez, Baekhyun levantou e saiu pisando firme em direção à porta do refeitório. Chanyeol, durante um segundo, ainda foi capaz de sentir os efeitos daquele olhar selvagem. Não pensou nem duas vezes antes de levantar-se, largar a bandeja com o resto da comida que mal tocara e correr atrás do Byun.

A Sala de Música estava vazia. Chanyeol sentiu um frio na espinha e até ponderou que levaria uma surra. Veteranos costumavam fazer isso com os calouros. Entretanto, tudo o que o outro garoto fez foi estender a mão em sua direção.

– Byun Baekhyun.

– Eu sei. – Disse, mas se arrependeu no segundo em que Baekhyun olhou-o com uma sobrancelha erguida.

Apertou a mão dele. Era quente e firme. Aquele contato foi quase um choque para Chanyeol. Apressou em ajeitar os óculos grandes quando as mãos se afastaram.

Baekhyun caminhou até um dos armários da sala, abriu-o e revelou várias cases de guitarra. Pegou uma deles e tirou dali uma incrível Gibson EDS-345 vermelha. Chanyeol quase ficou sem ar quando ele a estendeu em sua direção.

– Mostra o que sabe fazer. – Indicou o amplificador mais próximo.

– Eu… eu nunca toquei uma guitarra.

Os olhos pousaram em seu rosto, pesados demais.

– Sua irmã me disse que você é bom no violão. É a mesma coisa – Tirou uma carteira amassada do bolso, puxando um cigarro. Acendeu-o, apesar da placa "Proibido Fumar". – Me surpreenda, moleque.

Chanyeol sentiu uma espécie de euforia nervosa. Sabia que sua irmã era colega de Baekhyun, mas nunca imaginara que os dois conversariam. Houve uma pontada de inveja. Mas finalmente, ali estava sua chance de surpreender Baekhyun… Não estava preparado, como acreditou.

Teve certa dificuldade para ligar o instrumento no amplificador. Quando finalmente posicionou-se com a guitarra, Baekhyun já estava na metade de um cigarro. Caramba, aqueles dedos longos ficavam lindos segurando um cigarro.

– Anda logo, merda.

Assentiu, engolindo em seco. Tentou um mi, ré e lá, os primeiros acordes para um rock’n’roll. Deu um pulo ao ouvir som poderoso da guitarra. Então, emendou “I Just Want To Have Something To Do”, a música que aprendera apenas para Baekhyun.

Os primeiros acordes saíram desajeitados. Estava nervoso demais com aqueles olhos selvagens observando cada movimento de seus dedos. Apesar disso, Chanyeol tocava razoavelmente bem. Os dedos eram ágeis e tocava bem melhor depois de dois anos de prática. Já tinha calos e conseguia fazer sons concisos. Cantou baixinho, tímido, a voz mal aparecendo por conta do som da guitarra. No final da música, Baekhyun jogou o toco do cigarro no chão e pisou em cima, soltando a última lufada de fumaça.

– Ramones. Boa escolha, garoto.

Caramba, o peito de Chanyeol explodiu. Ansioso demais, tentou arrumar os cabelos que eram uma bagunça de fios negros. Viu como Baekhyun continuava a encará-lo, com um brilho de interesse, dessa vez. Mal podia acreditar.

– Obrigado por me deixar tocar. – Disse, tímido, tirando a alça da guitarra.

– Espera, Park. A audição não terminou. – Chanyeol engoliu em seco. Audição? – Sabe tocar “Should I Stay or Should I Go”?

Assentiu.

– Mas não sei cantar.

– Eu canto. Você só precisa fazer a guitarra base.

Nervoso, tocou mi e os primeiros acordes, então repassou a música na cabeça e concluiu que estava certo. “Should I Stay or Should I Go” tinha a clássica batida de rock’n’roll, sem complicações como o punk que tentara tocar anteriormente. Baekhyun começou a cantar. A voz era abafada pelo som da guitarra, mas Chanyeol conseguia perceber que ele cantava bem. Tinha uma voz linda, na verdade.

Quando acabou, o silêncio que tomou conta parecia absurdo. Baekhyun ficou olhando para a guitarra, pensativo. Então assentiu.

– Não foi ruim, mas também não foi ótimo. Até que leva jeito. – Cruzou os braços, apoiando-se à parede, cheio de pose. – Com um pouco de prática, pode ficar melhor que o Kris.

– Kris?

– Nosso antigo guitarrista base. O filho da puta vazou. – Bufou, tirando mais um cigarro do bolso. – Enfim, cê’ tá dentro, moleque. Aparece aqui amanhã depois da aula pra conhecer a banda e participar do ensaio. Agora cai fora.

Chanyeol devolveu a guitarra e não conseguiu encarar aqueles olhos que eram capazes de fazer suas pernas tremerem. Ajeitou os óculos e caiu fora, de cabeça baixa, mas com uma cosquinha gostosa demais dentro do estômago.


– E aí, o calouro é bom? – Perguntou o baixista, Junmyeon. Ele tinha um topete preto e vestia-se como se fosse um astro do rock dos anos 50.

– É melhor que o Kris. – Baekhyun respondeu, passando as mãos pelo mullet bagunçado.

– Isso não quer dizer porra nenhuma. O Kris é um lixo na guitarra. – Rebateu Jongin, o guitarrista solo, que parecia mais um esportista do que membro de uma banda.

– Por que não mostra pra eles o que sabe, moleque?

Chanyeol gelou quando Baekhyun dirigiu-se a si. Ajustou a alça da Gibson nos ombros e respirou fundo antes de arriscar os primeiros acordes de “Smoke on the Water”. A mais fácil para não correr o risco de errar. Tão logo, Junmyeon o acompanhou no baixo e Baekhyun entrou no vocal. Jongin ficou observando, com um ar de superioridade.

Na metade da música, a porta da Sala de Música abriu em um estrondo. Por ela entrava um garoto de cabelos alaranjados, tropeçando nos próprios pés. A música cessou.

– Tá’ atrasado de novo, seu merda! – Jongin gritou, recebendo um dedo do meio do outro garoto, que acabou apresentando-se como Sehun para Chanyeol. Ele era o baterista, e que, pelo visto, estava sempre atrasado. De qualquer forma, ele não seria chutado da banda por conta disso. Afinal, não era em qualquer lugar que se achava um baterista bom como Sehun.

Tocaram duas músicas escolhidas por Junmyeon. No final delas, os veteranos voltaram-se a Chanyeol, os olhares sérios.

– E aí, vai querer tocar? – Baekhyun perguntou, a voz rouca por conta da fumaça presa à garganta.

Chanyeol assentiu, o coração acelerado, e depois ajeitou os óculos.

– Mas eu… eu não posso tocar em bares. Tenho só 15 anos.

– Acha mesmo que nós somos chamados pra tocar em algum lugar que não seja festinha de adolescente? – Sehun rebateu, meio que rindo enquanto roubava o cigarro do Byun, que o acertou um chute bem nas canelas.

– Relaxa, moleque. Só precisamos saber se você tá’ dentro. – Baekhyun disse, chegando perto demais e deslizando os dedos pelas cordas de aço da guitarra. Chanyeol quase não conseguiu respirar.

– Tô’ dentro.

Baekhyun soprou a fumaça na sua cara. Exatamente como aconteceu dois anos atrás, provocando a mesma onda de excitação. Mas a diferença é que, dessa vez, ele sorria. Um sorriso torto e sacana.

– Bem-vindo aos Skywalkers.

O nome era terrível, mas a sensação de tocar na mesma banda que Baekhyun era tão incrível que parecia um sonho.



Tinha exatamente um mês para praticar para a apresentação da banda no Baile de Inverno da escola. Parecia impossível aprender todo o repertório em tão pouco tempo e, segundo Baekhyun, Chanyeol teria que se virar. Mas Jongin disse que o ajudaria, em segredo. Os caras da banda o tratavam de igual para igual, mesmo que fosse dois anos mais novo que todos. Só Baekhyun, que não interagia muito consigo, ou com qualquer um. Ele sempre ficava calado, fumando seus cigarros, um atrás do outro, quase que fervorosamente.

Chanyeol, mesmo depois de tantos dias ao lado do Byun, não conseguiu perder o hábito de observá-lo. Gostava de vê-lo cantar, principalmente. Baekhyun fechava os olhos quando cantava os primeiros versos e então… Lá estavam aqueles olhos mais selvagens do que nunca. Baekhyun ficava sexy demais com um microfone na mão, dono de uma energia terrivelmente indecente.

Diversas vezes Chanyeol fora flagrado encarando-o por mais tempo do que deveria. Baekhyun apenas erguia as sobrancelhas em sua direção, completamente sério. Vez ou outra, o sorrisinho sacana dava o ar da graça e era nessas horas que o garoto achava que morreria.

Ficar perto de Baekhyun era como estar em uma montanha-russa.

Naquela tarde em específico, Chanyeol não esperava que fosse subir nos trilhos e dar uma volta perigosíssima. Estava um tanto quanto tranquilo, organizando a Sala de Música depois do ensaio, tarefa designada a si por ser o mais novo. Ele não se importava. Estava feliz demais por poder tocar guitarra em uma banda maneira. E conduzir Baekhyun no vocal. Caramba. Só de lembrar, meio que sentia um solavanco quente na barriga.

Então, a porta abriu-se e por ela surgiu Baekhyun.

– Ei Park, viu minha mochila?

Chanyeol paralisou. Nunca mais havia ficado sozinho com ele depois da audição. Fez que não com a cabeça, terminando de guardar a guitarra que Jongin usava.

Baekhyun bufou, andando apressado pela sala até que achou a bendita mochila. Chanyeol observou-o de longe, só então notando que ele estava com os cabelos molhados e a camiseta cinza do Black Sabbath estava úmida nos ombros.

– Tá’ chovendo? – Perguntou, realmente preocupado com a possibilidade. Quando os olhos delineados do Byun pararam em si, sentiu-se nervoso de imediato e arrumou os óculos sobre o nariz.

– Sim. – Ele respondeu, com a mão à maçaneta. – Precisa de uma carona, moleque?

Levou pelo menos dois segundos pensando naquela sugestão. A ideia de entrar no mesmo carro que Baekhyun era um tanto quanto assustadora.

– Se… se não for atrapalhar…

O Byun sorriu daquele jeitinho torto, que fazia o coração do garoto palpitar.

– Que bonitinho. – Debochou. – Anda logo, Park. E tranca a porta.


“Carnation”, do The Jam tocava no rádio quando Baekhyun ligou o carro. Era um Plymouth 1960 vermelho e lustrado. Chanyeol ajeitou-se no banco de carona e colocou o cinto de segurança, recebendo uma risadinha debochada do outro garoto. Empurrou os óculos, nervoso. O carro do Byun fedia a cigarro e desodorante masculino. Haviam vários tocos de cigarro espalhados pelo painel e no carpete. Algumas batatas fritas também.

Meio que sem conseguir controlar-se, Chanyeol olhou para Baekhyun. O vento que vinha da janela bagunçava os cabelos avermelhados e, mais uma vez, desejou poder embrenhar a mão naqueles fios que pareciam macios para caralho. A mão do garoto no volante era quase indecente, os dedos longos batucando no ritmo da música. Já a outra mão, ocupava-se tentando puxar um cigarro do bolso. Quando finalmente conseguiu, colocou-o na boca e olhou para o Park, jogando o isqueiro em sua direção.

Claro que Chanyeol se atrapalhou todo com o isqueiro, engolindo em seco quando Baekhyun inclinou a cabeça em sua direção. Tremeu um pouco ao levar as mãos para perto do rosto dele. Os dedos formigaram no ímpeto de deslizá-los na pele que parecia obscenamente macia. Fez concha com a destra, e acendeu o isqueiro com a canhota. Baekhyun permaneceu com os olhos à estrada, mas, no momento em que tragou o cigarro, queimando o filtro, olhou para o Park.

Chanyeol sentiu-se tremer dos pés à cabeça. Aquela foi a primeira volta na montanha-russa.

– Onde cê’ mora?

– Eu… – Limpou a garganta, terrivelmente seca. – Eu moro do lado do cinema.

Baekhyun assentiu. Chanyeol pensou ter imaginado aquele sorrisinho no canto dos lábios dele.

– Você fuma, Park?

– Não. – Baekhyun estava puxando assunto consigo. Caramba. – Não gosto de cigarro.

O Byun olhou para si, escancarando um sorriso enquanto soltava a fumaça pelo nariz.

– Já experimentou, por acaso?

– Não.

– Que gracinha. Cê’ tem uma cara de nerd mesmo… Com esses óculos grandes demais pra tua cara, e usando uns moletons sem graça… Aposto que nunca beijou também.

– Eu… Desculpa.

Baekhyun riu. Foi uma risadinha debochada, mas foi a primeira vez que o viu rir de um jeito que emitia um som rouco, os olhos se fechando para acompanhar o curvar dos lábios.

– Por que tá’ se desculpando, moleque? Quem tá’ perdendo é você.

Chanyeol sentiu-se péssimo. Porra, queria parecer descolado. Queria que Baekhyun gostasse de si, mas ele tinha razão. Era só um nerdzinho de merda.

Ajeitou os óculos, tomando coragem.

– Posso experimentar?

O silêncio reinou por um segundo. Então, Baekhyun olhou-o com um sorrisinho enviesado.

– Ora, ora… – Brincou, com o cigarro preso entre os lábios. No segundo seguinte, ele meteu o carro no acostamento, estacionando-o porcamente e ligando o pisca alerta. – Que tal riscar duas coisas da lista, então?

– Como assim? Que lista?

Baekhyun riu, dando uma tragada profunda no cigarro. Em menos de um segundo, ele moveu-se no banco de couro em um ruído obsceno e passou a mão com o cigarro sobre o encosto do banco do carona. Chanyeol nem piscou. O Byun inclinou o tronco e puxou-o pelo moletom até que estivessem próximos demais. Então, colou a boca à sua.

Aquela foi a segunda volta na montanha-russa. Praticamente despencou pelos trilhos.

Baekhyun tinha uma boca macia. Era gostosa para caralho. “Pity Poor Alfie” tocava no rádio e Chanyeol estava paralisado, sem saber o que fazer a seguir. Era seu primeiro beijo.


Caramba, estava beijando Byun Baekhyun.


Sabia que tinha que fazer alguma coisa, não podia ficar parado como um idiota. Portanto, entreabriu os lábios e, no segundo seguinte, Baekhyun encaixou a boca à sua e soprou a fumaça do cigarro para dentro de sua boca. Chanyeol sentiu aquela fisgada quente no estômago, uma onda de excitação fervendo cada centímetro de seu corpo e a fumaça queimando em sua garganta. Teve que fazer um tremendo esforço para não tossir.


Infelizmente, o contato não durou nem dois segundos. Baekhyun afastou as bocas, mas permaneceu com o rosto tão próximo que Chanyeol sentia a respiração quente cruzando a sua.


Oh, poor Alfie… – Baekhyun cantarolou em uma voz rouca e sussurrada, quase roçando a boca à sua, acompanhando a música que rolava no rádio.

Então afastou-se, com aquele sorrisinho deveras depravado brincando em seus lábios. Ele piscou para o Park, que estava estático e sem reação alguma, o coração praticamente saltando pela boca.


Baekhyun tragou o cigarro uma vez e deu partida no carro, voltando para a estrada.


– Agora só falta tirar da lista dar um beijo de verdade, encher a cara e transar com alguém, claro. Cê' ainda é muito novo pra maconha.


Chanyeol não conseguia acreditar no que havia acontecido. Sentia os lábios formigando, como se houvesse a sensação fantasma da boca do Byun junto à sua. Arrependeu-se de não ter tocado no cabelo dele. Porra, como queria ter tocado no cabelo dele.


– Se continuar me olhando desse jeito, moleque, vou ser obrigado a te beijar de novo.


– F-foi mal.


Baekhyun riu, de um jeitinho muito gostoso.


– Gracinha.


O Byun tragou o cigarro, e seguiu cantarolando a música, os olhos selvagens vez ou outra caindo no Park.


I get a fever all through the night


Pity poor Alfie



Depois daquele beijo no carro, Chanyeol não conseguia fazer outra coisa que não fosse pensar em Baekhyun e no gosto da boca dele, na fumaça em sua garganta, nos dedos longos agarrando seu moletom... E no jeito que ele sorriu depois. Sacana, provocando-o a querer mais. E Chanyeol queria mais. Caramba, queria muito mais.


Nos ensaios, estava errando mais acordes do que o normal. Em uma das tardes, Sehun quase furou seu olho com a baqueta que jogou em sua direção depois de ter errado “Every Breath You Take” pela quinta vez seguida.


– Se você errar essa merda na apresentação, eu vou te afofar no soco. É The Police, mais fácil que isso impossível! – Sehun gritou, dando uma porrada no prato, indignado.


– Relaxa, cara. Se ele errar, eu vou tocar tão alto que ninguém vai ouvir. – Jongin rebateu, sorrindo convencido.


Mas o que Chanyeol podia fazer? Só conseguia pensar em beijar Baekhyun de novo, e de novo, e de novo… Cada vez que olhava para o Byun, lembrava da fumaça soprada para dentro de sua boca e ficava excitado.


No final do ensaio, Baekhyun falou consigo pela primeira vez no dia.


– Vai levar alguém pro baile, Park?


Chanyeol negou e ajeitou os óculos. O coração já estava na boca.


– Você vai?


Baekhyun tateava os bolsos atrás de um cigarro.


– Odeio bailes.


De repente, sentiu uma vontade enorme de chamar o Byun para irem juntos. Mas a ideia era ridícula, então ficou calado.


No dia anterior à apresentação, era seu aniversário. Não disse nada para os veteranos da banda e ninguém sabia, além de sua mãe. Ganhou um bolo e uma bicicleta, e isso já era o bastante.


No dia do baile, Chanyeol estava uma pilha de nervos. Quase virou a noite praticando o repertório da apresentação no seu violão velho, mas não era a mesma coisa. Acabou por arrebentar uma corda e fez um corte no dedo direito. Ele considerou aquilo um mau agouro e acabou cobrindo-o com um band-aid do Homem-Aranha. Para dar sorte.


Sua mãe ficou de levá-lo para o ginásio da escola, onde aconteceria o baile. Chanyeol poderia muito bem ir de bicicleta, mas sabia que ela queria ter A Conversa. Já estava preparado.


– Você tem 16 anos agora, Chanyeol. Já é quase um homem e tem que ser responsável como um. – Ela começou, e já estava sendo difícil para caramba não revirar os olhos. – Esses garotos da sua banda são todos mais velhos. Eles fumam, bebem e se drogam. Se for transar, use camisinha. E se eles te oferecem qualquer coisa, não use. Promete que não vai usar drogas?


– Prometo.


Chanyeol manteve sua promessa. Ao menos, pelos próximos cinco anos



A banda estava preparando-se nos bastidores quando Baekhyun foi em sua direção. Estava sentado no sofá apertado, dedilhando na Gibson e tentando não surtar.


– Veste isso. – Ele disse daquele jeito resmungado por estar com um cigarro pendurado na boca e jogou no seu colo uma camiseta do David Bowie.


– Por quê? – Gaguejou feito um idiota, mas estava nervoso. E dessa vez não era só por causa de Baekhyun.


– Nem fodendo que cê' vai entrar no palco com esse moletom de virgem.


Chanyeol sentiu-se enrubescer. Todos os integrantes usavam alguma camiseta maneira de rock, até Jongin, que costumava vestir sempre regatas e parecia estar pronto para correr uma maratona. Baekhyun segurou sua guitarra para que pudesse se levantar. Não sabia explicar, mas vê-lo segurando seu instrumento meio que o deixou excitado. Levantou-se e tirou os óculos, que também foram segurados pelo Byun. Tirou o moletom. Não vestia nada por baixo e envergonhou-se pela exposição, ainda mais com os olhos do outro garoto descendo por seu tronco desnudo. Tratou de apressar-se e vestiu a camiseta do Bowie, que ficou um pouco apertada e curta. Ela fedia a cigarro.


– Essa camiseta é sua?


– Uhum. – Baekhyun respondeu, entregando suas coisas. – Era a maior que eu tinha. Foi mal, moleque.


Nossa. Estava usando uma camiseta do Baekhyun.


– Muito... muito obrigado.


O garoto sorriu, ladino.


– Às ordens, gracinha.


Chanyeol descobriu que adorava ser chamado daquele jeito.


Passaram o som uma vez antes da apresentação. Então, o baile começou. Sehun e Jongin vazaram durante um bom tempo e voltaram trazendo salgadinhos e ponche. Batizado, é claro. O Park não tomou um único gole e nem tentou comer nada. Morria de medo de vomitar quando entrassem no palco.


Quando a hora chegou, Chanyeol estava tão nervoso que não conseguia parar de tremer. Todos já estavam saindo da salinha e ele ficou para trás, respirando fundo e tentando não surtar. Baekhyun pareceu perceber, pois voltou e olhou para o garoto com aqueles olhos mais afiados que a porra de uma faca.


– Vou fumar um último cigarro. – Explicou-se, tirando o maço amassado do bolso. Acendeu e tragou, segurando a fumaça durante um bom tempo. – Nervoso, Park?


Chanyeol assentiu, os olhos arregalados. Baekhyun riu soprado, passando a mão livre pelos cabelos avermelhados.


– Se você esquecer algum acorde, não toca. Deixa o Jongin se virar. – Chanyeol assentiu de novo, como um cachorrinho. – E não olha pra plateia. Fica com os olhos em mim, entendeu?


Como se não fosse só isso que Chanyeol fez durante os últimos anos. Engoliu em seco, mais nervoso ainda, quando o Byun aproximou-se em um passo.


– Cê' vai se sair bem.


E sorriu. Caramba, aquele foi o sorriso mais bonito que já vira. Não era um daqueles tortos e indecentes, era um sorriso sincero. Encorajador. Involuntariamente, os lábios tremeram e sorriu também. Baekhyun tragou o cigarro e ficou nas pontas dos pés, os dedos longos trazendo-o para perto pela nuca. Pela segunda vez naquele ano, Byun Baekhyun o beijou. As bocas se encaixaram e ele soprou a fumaça para dentro da sua, igualzinho naquele final de tarde dentro do carro. Mas, dessa vez, ele chupou sua língua de um jeito muito obsceno, e Chanyeol fez o maior esforço do mundo para não morrer. Tentou seguir o ritmo, e, quando as línguas se entrelaçaram, agarrou os cabelos do Byun, pela nuca.


Foi melhor do que sempre imaginou.


Depois daquela noite, o Park beijou muitas outras vezes. Mas nenhuma delas pareceu tão gostosa quanto aquele beijo com um gosto de ponche e cigarro.


Quando se afastaram, Chanyeol estava duro. Não conseguiu evitar. Baekhyun percebeu e dedicou a ele um dos sorrisos mais safados que já vira.


– Para dar sorte. – E piscou.


Com o coração gritando em seus ouvidos, Chanyeol ajeitou os óculos e seguiu o garoto porta à fora, cuidando para cobrir a ereção com a guitarra.


Quando entraram no palco, os outros garotos fizeram uma indagação muda por conta da demora. Baekhyun deu de ombros e seguiu para o microfone, enquanto Chanyeol conectava a guitarra no amplificador.


– Nós somos os Skywalkers. – A voz bonita ecoou pelo ginásio, tomando a atenção de todos para o palco apertado e cheio de luzes. – Levantem dessas cadeiras e dancem. – Então, Baekhyun virou-se para a banda. – Um, dois... um-dois-três e...


O som de “Twist and Shout” explodiu. Chanyeol estava se sentindo um idiota naquela blusa colada demais, e toda a excitação esvaiu-se em um segundo quando ele começou a acompanhar Jongin nos acordes. Tudo o que pensava era “não posso desmaiar, não posso desmaiar, não posso desmaiar…”.


Manteve os olhos em Baekhyun, como instruído. Ele continuava lindo demais quando cantava, terrivelmente atraente com aquelas luzes quase obscenas iluminando-o. No começo, ficou com muita vergonha de cantar. Ele e Junmyeon eram o backing vocal. Mas o sentimento passou quando ouviu como a voz soava grave pelo microfone. E, também, percebeu que ninguém prestava atenção no backing vocal… Então só se deixou levar.


No final da primeira música, os aplausos foram incríveis. Baekhyun olhou em sua direção e fez um joinha, um sorrisinho bonitinho brincando nos lábios. Chanyeol não desmaiou durante a música inteira, mas, naquela hora, achou que daria de cara no chão.


Só não desmaiou porque Jongin não deu tempo, entrando com os primeiros acordes de “Should I Stay or Should I Go”, arrancando gritos de todos os adolescentes e fazendo Chanyeol quase atrapalhar-se na entrada. Conseguiu contornar o erro e, mais uma vez, tinha o sorriso encorajador de Baekhyun em sua direção. Teve que conter o ímpeto de suspirar. Caramba, estava muito apaixonado.


Entrando na terceira música, “Psycho Killer”, Chanyeol já não reconhecia a si mesmo. Sentia uma energia incrível dentro de si, explodindo com tanta força que os ouvidos zuniam junto ao som alto da música.


Sorria abertamente, ria, pulava e fazia pose, tocando sua guitarra. Anos depois, a sensação continuava a mesma, cada vez que pisava em um palco.


Ainda assim, aquela foi a noite mais feliz de sua vida.



– Eu não acredito que cê’ conseguiu errar de novo em “Every Breath You Take”, qual o teu problema, cara?


Nevava na rua. Chanyeol não sentia frio porque ainda tinha aquela mesma sensação incrível aquecendo cada centímetro de seu corpo, como se estivesse vivendo um sonho. Não conseguia parar de sorrir e não deu a mínima para aquela repreensão vinda de Sehun.


– Para meu, o moleque foi melhor que o Kris! – Jongin rebateu, tentando enfiar a case da guitarra dentro do carro.


– Bem melhor que o Kris. – Junmyeon concordou.


Chanyeol olhou para Baekhyun, buscando alguma aprovação por parte dele. O garoto estava fumando, como sempre, encolhido por conta do frio. A jaqueta de couro parecia reluzir sob a luz dos postes.


– Ensaio na terça-feira. – Foi o que Byun disse. – Recebemos uma proposta de show pro mês que vem, na feira da cidade. Vai rolar cachê.


Os veteranos comemoraram. Chanyeol só conseguiu prestar atenção nos olhos afiados que caíram em si, iluminados pela chama do cigarro quando tragado.


– Quer uma carona até em casa, Park?


Assentiu, tímido, e ajeitou os óculos. Não que precisasse de carona, mas nem morto perderia a oportunidade de ficar sozinho com Baekhyun.


Os garotos se despediram e cada um tomou seu rumo. Sehun iria no carro de Jongin. Junmyeon estava de moto e só Deus sabe como ele carregaria aquele baixo. Ele iria com Baekhyun. Chanyeol já sentia o estômago ferver ao pensar na última vez que dividiram um carro.


O Plymouth parecia uma geladeira, mas aos poucos o aquecedor dava conta. O rádio tocava a mesma fita do The Jam e aquilo meio que trazia um nervosismo imenso. A estrada estava escura e um tanto deserta. Os dois garotos permaneceram em silêncio durante um tempo, até que Baekhyun terminou aquele cigarro.


– Parabéns, Park. – Ele disse, sorrindo pequeno, sem olhá-lo. – Mandou bem pra um moleque de 15 anos.


– Eu… eu tenho 16.


Baekhyun finalmente o olhou, as sobrancelhas arqueadas de maneira quase cômica. Chanyeol adorava quando ele tinha alguma reação exagerada, que quebrava toda aquela aura melancólica.


– 16, é? – E virou a direção quase que bruscamente, tomando outro caminho. O carro chacoalhou pela estrada ruim. – Quando que foi teu aniversário?


– Ontem. – Nervoso, ajeitou os óculos, tentando reconhecer para onde estavam indo.


– E por que não nos disse nada, hein? – Então, riu. – Foi melhor ter ficado quieto mesmo, a gente ia te zoar pra caralho.


Chanyeol tentou acompanhá-lo na risada, mas quase engasgou quando o Byun colocou a mão em sua coxa.


– O-onde estamos indo?


Baekhyun olhou-o, exibindo aquele mesmo sorrisinho que dera depois de beijá-lo. Aquele maldito sorriso.


– Vou te dar um presente, moleque. – E piscou.


O carro parou. Chanyeol engoliu em seco, ajeitando os óculos com a mão, praticamente tremendo em nervosismo. Não fazia ideia que tipo de presente Baekhyun se referia, e aquilo estava quase o consumindo por dentro. Olhou para o lado, tentando descobrir onde estavam. Mas estava escuro demais. Quando voltou-se ao outro garoto, ele estava tão perto que Chanyeol pulou, quase batendo a cabeça no teto do carro.


– Que tal riscar mais umas coisas da lista? – O Byun sorriu daquele jeitinho torto, deixando Chanyeol sem ar.


Ele soltou seu cinto, que, aliás, só o Park estava usando. Engoliu em seco, mas não esperou o veterano tomar a primeira ação. Inclinou-se e colou os lábios aos dele, sentindo como eles curvaram-se em um sorrisinho pequeno.


Beijar Baekhyun já era sua coisa favorita no mundo inteirinho.


Dessa vez, não houve fumaça dentro de sua boca, apenas a língua do Byun provocando-o de uma maneira que o deixava tão excitado quanto compartilharem uma tragada. A mão quente voltou para sua coxa, mas não se demorou ali. Ela subiu até que agarrasse seu pau, esfregando-o sobre o tecido da calça jeans e fazendo Chanyeol gemer de um jeitinho muito surpreso.


Baekhyun puxou a trava do banco do carona, empurrando-o para trás e sorriu muito safado antes de beijar Chanyeol outra vez. O Byun foi para seu colo, sentando nas pernas longas e rebolando até que sentisse aquele volume duro contra a bunda. De um jeito quase irônico, “Town Called Malicia” tocava no rádio.


As mãos grandes do Park deslizaram pelo garoto, acompanhando as curvas do corpo deliciosamente masculino e não demorando-se em apertar a bunda definida naquela jeans justa, quase timidamente, mas incentivado pela rebolada mais intensa no seu pau.


Em um movimento inesperado, Baekhyun empurrou-o contra o estofado, afastando-o. Então, deslizou até que estivesse ajoelhado no espaço apertado entre as pernas do Park.


– Presta atenção, gracinha. – O Byun disse, com os olhos selvagens engolindo-o. Os dedos longos tocaram sua ereção sobre o tecido da calça, tão logo desabotoando-a em uma lentidão quase sufocante. – Eu vou te ensinar como se faz uma vez. Depois, você vai me mostrar o que aprendeu. Entendido?


Chanyeol assentiu. Ergueu o quadril para que Baekhyun conseguisse descer suas calças e cueca até a metade das coxas. Tentou não se envergonhar com o som obsceno do seu pau batendo no abdômen parcialmente descoberto pela camiseta curta. Mas conseguia sentir suas bochechas quentes e provavelmente estava vermelho. Vergonhosamente excitado e ansioso.


Baekhyun tocou seu pau, dessa vez sem nenhum tecido que o impedisse de sentir com perfeição os dedos obscenos estimulando-o daquele jeito gostoso. Fechou os olhos e apoiou a cabeça no encosto do banco, gemendo baixinho.


– Eu disse pra prestar atenção, moleque. – Baekhyun disse e aumentou a intensidade da punheta, espalhando o pré-gozo. – Olha pra mim.


Engolindo em seco, Chanyeol fez o que foi ordenado. Olhou para o Byun no exato momento em que ele colocou a cabeça do seu pau dentro da boca e chupou de um jeito tão gostosinho, que o fez gemer quase sufocado. Conseguia sentir a língua circulando a glande, brincando com a fenda e esfregando-se na região sensível abaixo da cabeça inchada. Os dedos permaneceram estimulando a extensão dura. Tão bom que já podia gozar só com aquilo.


Foi por pouco que conseguiu manter os olhos abertos quando Baekhyun, após cuspir na ereção, colocou-a inteira na boca. Nunca sentira algo tão gostoso na vida. A pressão dos lábios, que subiam e desciam, era incrível. A língua parecia fazer mágica. E aquele calor, junto à sucção, em torno de seu pau era terrivelmente delicioso.


Baekhyun tirou a ereção da boca em um som indecente.


– Nem pensa em sujar meu carro, garoto. – Ele disse, masturbando o pênis inchado. – Me avisa quando for gozar, entendeu?


Chanyeol assentiu, os dedos formigando no ímpeto de empurrar a cabeça do Byun para que ele voltasse a chupá-lo. Mas conteve-se. Baekhyun fez por conta própria, colocando o pau inteiro na boca e fazendo uma pressão fodidamente deliciosa com a garganta. Chanyeol gemeu, rouco, sentindo um calor intenso logo abaixo do abdômen. Já estava muito perto. Era um pouco vergonhoso, mas o que podia fazer? Baekhyun era muito gostoso, em todos os sentidos.


Os dedos longos desceram para brincar com as bolas. Baekhyun parecia experiente no que fazia. E muito dedicado, também. Chanyeol agarrou os cabelos avermelhados com ambas as mãos, tentando conter ali todo seu autocontrole. Pareceu impossível quando o garoto ergueu os olhos para si, olhando-o do mesmo jeitinho que encararam-se naquela manhã, dois anos atrás, no banheiro da escola. Naquela época, nunca teria imaginado que um dia teria Baekhyun de joelhos sob si, chupando seu pau com tanta dedicação… Parecia a porra de um sonho.


– Baekhyun… – Soprou, em um grunhido rouco, movendo o quadril involuntariamente contra a boca deliciosa. – Eu vou… vou gozar.


Os olhos do garoto faiscaram em sua direção, provocativos. Selvagens. Tudo em Baekhyun era selvagem.


Chanyeol não conseguiu esperar mais. Gozou intenso, o coração explodindo no peito enquanto era consumido por aquela sensação incrível. Baekhyun não moveu-se, deixando que gozasse dentro de sua boca. As mãos dele agarraram suas coxas, firmes.


Quando terminou, o Byun pressionou o botão que abria o teto do carro. Ignorando o vento frio, Baekhyun levantou-se e cuspiu a porra na rua, o orgulho queimando em seus olhos. Ele limpou a boca com as costas da mão, não quebrando o contato visual nem por um segundo. Chanyeol estava uma bagunça. Os cabelos eram um amontoado de fios ondulados, os olhos quase lacrimejados pelo prazer intenso e os óculos grandes pendiam tortos no rosto corado. Na opinião de Baekhyun, ele estava lindo.


– Sua vez, moleque. – Permaneceu de pé em frente ao Park e abriu a calça, o pau duro e melado pulando para fora. Baekhyun não estava usando cueca. – Deixa eu ver se aprendeu direitinho...


E Chanyeol aprendia rápido. Repetiu tudo que Baekhyun fez, um pouco nervoso, mas muito dedicado. Sua inexperiência o fez raspar os dentes uma vez e o Byun teve que apertar suas bochechas para ensiná-lo a ficar com o maxilar bem aberto enquanto fodia sua boca. Chanyeol descobriu que chupar Baekhyun era quase tão bom quanto ser chupado por ele. O gosto do gozo em sua língua era excitante demais, assim como os gemidos guturais que o Byun tentava conter. Ele era bruto nos toques e na maneira que segurava seu cabelo com uma das mãos, mas, ao mesmo tempo, era atencioso quando sussurrava palavras sujas de incentivo.


Chanyeol descobriu, também, que Baekhyun ficava lindo quando gozava. O corpo todo tremia e ele inclinava a cabeça para trás, partindo os lábios em um gemido arrastado. Aquele rosto corado era tão bonito que beirava ao obsceno. Engoliu toda a porra, sentindo-se endurecer com aquele gosto indecente.


– Não foi ruim, mas também não foi ótimo. Até que leva jeito. – Baekhyun disse depois de gozar, brincando com as mesmas palavras que dissera na audição. – Com um pouco de prática, vai fazer um ótimo trabalho com essa boca, gracinha.

O Park corou, mas sorriu daquele jeitinho meio inocente.


No inverno de 1984, Chanyeol descobriu que, definitivamente, era louco por Byun Baekhyun.

5. Juli 2018 23:15:54 20 Bericht Einbetten 60
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Lorrana Lorrana
puta merda
2. Oktober 2019 21:14:38
sol; ficwiter sol; ficwiter
relendo aqui agora ♥️♥️
22. März 2019 06:37:13
jujub_ KitKat jujub_ KitKat
Ótimo! 🌟💙🌟💙🌟
9. März 2019 14:45:23
Avallon Jae Avallon Jae
Chorando demais. É tão lindo, parece que o futuro vai ser tão cruel, eu tenho medo de seguir, mas quero muito saber... que agonia... que delicia... não sei mais
29. Januar 2019 06:55:51
Avallon Jae Avallon Jae
Chorando demais. É tão lindo, parece que o futuro vai ser tão cruel, eu tenho medo de seguir, mas quero muito saber... que agonia... que delicia... não sei mais
29. Januar 2019 06:55:49
Avallon Jae Avallon Jae
Chorando demais. É tão lindo, parece que o futuro vai ser tão cruel, eu tenho medo de seguir, mas quero muito saber... que agonia... que delicia... não sei mais
29. Januar 2019 06:55:46
Lali L Lali L
ICONE DE HISTORIA E DE AUTORA! ❤️
17. Januar 2019 15:56:43
Lali L Lali L
17. Januar 2019 15:54:24
hye hye
estou com medo de ler
15. Januar 2019 18:13:15
maria mangoni maria mangoni
choro muito que coisa mais linda
4. Januar 2019 13:35:01
☯Vic☪⁸⁸ ☯Vic☪⁸⁸
MARAVILHOSA DEMAIS ... CHORANDO EM PLENA 01:20 DA MADRUGA
23. Dezember 2018 22:19:52
SeoHyun Yoon SeoHyun Yoon
Oh god YAAAAAS, pf não me faça chorar no final
26. November 2018 03:28:36
Lu Chittaphon Lu Chittaphon
Se no final eles se separaram eu juro que te mato menina!!! Tô super ansiosa aqui por isso kkkkkkk e para o próximo capítulo também. Meu Deus como eu amo essa fanfic ❤️
10. November 2018 22:24:12
Rose Rose
Eu amo essa fanfic. Eh isto.
27. Oktober 2018 15:19:55
Litalea Draach Litalea Draach
Simplesmente perfeito!!
25. Oktober 2018 21:40:00
Litalea Draach Litalea Draach
Eu simplesmente amei as músicas do capítulo (um ótimo bom gosto!), a linguagem e toda a forma como a história se desenvolveu!! Muito boa, realmente amei demais! Continua por favor ♡
7. Juli 2018 14:47:13
chilead chilead
amo demais essa história, mesmo lendo ela no ss, fiz questão de vir ler aqui como se de fato fosse a primeira vez <3
7. Juli 2018 10:02:21
manuela cruz manuela cruz
poor alfie me deixa toda mole, querendo mais... mais apaixonada que chanyeol pelo baekhyun de mullet grr
5. Juli 2018 19:20:14
~

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