Padrões Follow einer Story

ariane-munhoz Ariane Munhoz

Uchiha Sasuke acreditava ser o tipo de pessoa imprevisível, que não pode ser encontrada e que faz o seu próprio destino, mas, para Nara Shikamaru, ele era como um daqueles cálculos matemáticos ou como uma partida de shogi: bastava descobrir o padrão e segui-lo, então você encontraria a resposta. - ShikaSasu - Para Alice Alamo!


Fan-Fiction Anime/Manga Nur für über 21-Jährige (Erwachsene).

#yaoi #lgbt #sexo #lemon #naruto #sasuke #fns #UO #crackship #shikamaru #nudez #shikasasu #crack #un
Kurzgeschichte
11
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Aglomerado de códigos

- Naruto é um mangá que se tornou anime e não me pertence. Pertence ao tio Kishi!
- História feita sem fins lucrativos de fãs para fãs
- Essa história nasceu porque eu vi o ship cheiroso em Não Pare a Música e, nossa, eu sou muito vendida;
- Presente de aniversário extremamente atrasado para Alice Alamo. Vai que é tua, nenê!
- Fanfic revisada pela linda da Mandy. Eu te amo, nenê, obrigada por tirar um tempinho pra me ajudar!
- Capa feita pela maravilhosa Inial Lekim, que sempre tá me acompanhando nessas loucuras. Obrigada também, nenê, te amo <3

***

Uchiha Sasuke sempre acreditou ser um gênio, o tipo de pessoa que simplesmente nasce com o dom para executar as coisas com exímia perfeição. Possivelmente – não, com certeza –, se soubesse trabalhar em equipe, as suas notas teriam sido absolutamente as melhores da sua turma na Academia Shinobi. Mas, Yamanaka Ino tinha uma vantagem nisso, o que deixava suas médias superiores na somatória. E, francamente, Sasuke não podia se importar menos com isso, já que ser o melhor não lhe conferia nenhuma vantagem − muito pelo contrário.

Acabou em um time completamente desequilibrado, com uma garota irritante que só queria saber de segui-lo e com um moleque mais irritante ainda que só queria saber de desafiá-lo. Claro que a sua opinião inicial mudou com o tempo. Passou a ver Naruto, Sakura e Kakashi como uma família. E isso o afastou de seu objetivo inicial de vingança, por isso, afastou-se.

Aquela era apenas uma das variáveis de Uchiha Sasuke, um padrão que ele seguia com todas as pessoas que tentavam aproximar-se demais dele. E Shikamaru percebia isso.

Sasuke não podia dizer que se interessava demais por alguém. Era um arromântico. Na verdade, não mantinha interesse em nada que não fosse realizar seu absoluto desejo de vingança contra o irmão que havia assassinado todo seu clã.

Agora, no entanto, não haviam motivos além de uma busca incessante por algo que mascarasse o vazio e a culpa que sentia. Voltaria atrás? Decerto que não. Faria tudo novamente? Provavelmente sim. E isso lhe custara laços importantes, pois sentia que, mesmo que Naruto lhe perdoasse e Sakura ainda mantivesse a mesma postura sonhadora de antes, não era capaz de fazer o mesmo. Tudo o que havia acontecido durante sua vida toda girava em torno da proteção que havia recebido, fazendo-o ser guiado na única direção que poderia seguir.

E, no fim das contas, havia entendido tudo errado. Ou não havia entendido nada. Sasuke ainda tinha dúvidas sobre qual era a resposta que buscava.

Redenção? Sasuke achava que esta não era a palavra certa. O preenchimento do vazio parecia mais coeso para ele: pessoas como Uchiha Sasuke não buscam a redenção, já que são incapazes de admitir quando estão erradas. Outro padrão.

Todavia, a verdade bateu em sua cara mais uma vez quando a fumaça anil pairou no ar.

Da janelinha do casebre onde se escondia naquele dia, um dos tantos esconderijos de Orochimaru que possuíam uma forma corriqueira e não chamativa, Sasuke observou enquanto ele se aproximava. As mãos nos bolsos, o colete que cobria o dorso e a expressão preguiçosa de sempre.

Os olhos de Shikamaru eram negros, mas para Sasuke pareciam cinzentos como a fumaça que pairava de seu cigarro.

Ele não bateu à porta, simplesmente abriu-a. E Sasuke observou enquanto Shikamaru entrava, a brasa do cigarro aceso brilhando diante do rosto coberto pela névoa mentolada.

− Não achei que Konoha estivesse me procurando. – Soltou, ácido como sempre era. O sorriso em seu rosto não dizia nada. Nada. Porque Sasuke não sentia nada.

− Não está, até onde sei. – Shikamaru encolheu os ombros, tragando o cigarro; encostando-se na porta, agora fechada, enquanto encarava Sasuke − o rinnegan coberto pela franja enquanto a orbe escura o mirava como se Shikamaru fosse uma aparição ou um fantasma. – Você foi perdoado. – concluiu.

Não que merecesse, Sasuke ouviu no fundo de sua mente. Mas sabia que Shikamaru jamais diria algo como isso, era comedido demais para usar tais palavras. Ou simplesmente tinha preguiça.

Sasuke não sabia se Shikamaru queria iniciar um diálogo ali, e estava cansado demais para tal. As pistas não haviam dado em nada novamente. Somente mais um beco sem saída. Pensou nas possibilidades enquanto o encarava: poderia abrir um portal dimensional com o rinnegan e desaparecer sem dar satisfações, poderia aprisioná-lo em uma ilusão, poderia tantas coisas...

− Terei paralisado seu corpo antes que faça qualquer um desses movimentos, Sasuke. – Shikamaru jogou o cigarro no chão, amassando-o com a sola de sua sandália. – Sei o que está pensando com esta sobrancelha arqueada. Que nem em mil anos eu seria capaz de contê-lo por tempo o suficiente para que alguma ação fosse tomada. Afinal, você não precisa se mover para ativar seu mangekyou, não é? Mas eu não sou burro, Sasuke. Espero que você também não.

Claro que Shikamaru não era burro. Na verdade, mostrou-se um gênio mais incrível do que qualquer um deles. Descoberta que Iruka ,como professor, falhou em realizar, mas Asuma não deixou passar em branco. E provavelmente era por causa do Sarutobi que Shikamaru havia se tornado o homem que era hoje. Ou, ao menos, ele tinha grande influência nisso.

− Como me achou aqui? – Sasuke resolveu ceder. Não adiantava, no fim das contas. Seria apenas cansativo demais, concluiu. E Shikamaru ao menos era interessante, diferente da maioria dos shinobis que Kakashi costumava mandar em seu encalço para saber se tudo estava bem.

− Padrões. – Shikamaru aproximou-se de Sasuke, que tomou uma postura ofensiva. A mão aproximando-se da empunhadura da espada. – Isso é mesmo necessário? Achei que estávamos conversando aqui.

Sasuke encolheu os ombros. Retirando a espada e repousando-a na mesinha diante dos dois. Imaginou se Shikamaru sempre mantinha a calma assim diante de um inimigo e concluiu que sim. Mas ele não era o inimigo. Pelo menos não naquele dia. E pegou-se pensando em Hidan e na frieza de que lhe fora descrita sobre aquela luta por terceiros.

Ele era realmente assustador. Sasuke pensaria duas vezes antes de enfrentá-lo no campo de batalha e somente aquela rápida observação que havia feito ao chegar concluía isso.

− Padrões. – Sasuke repetiu o que Shikamaru havia começado, o incitando a continuar. Tirou de dentro da capa uma garrafinha de sakê e tomou um gole, oferecendo em seguida a ele. Surpreendentemente, embora ambos fossem menores de idade, com apenas dezenove, ele aceitou.

− Você acha que é surpreendente se movendo rapidamente através de seus portais dimensionais, mas sempre possui um padrão. Lugares aos quais gosta de retornar para verificar as coisas. Além de, inevitavelmente, escolher parar nos esconderijos de Orochimaru sempre que eles estão por perto. – Alcançou o maço de cigarros, levando outro aos lábios. – Se incomoda? – Sasuke negou com a cabeça; E Shikamaru o acendeu.

− É uma espécie de ritual? – perguntou, movido pela própria curiosidade. – Você não fumava antes...

Antes de Asuma morrer.

Em outras circunstâncias, Sasuke teria completado aquela frase. Agora parecia ao menos um pouco mais sensível aos sentimentos alheios. Ou talvez só estivesse aprendendo a ler melhor as pessoas.

− Começou assim, eu acho. – Shikamaru acendeu o cigarro. – Mas tornou-se um maldito vício como acontece com todos. É uma merda, no fim das contas.

− A boa notícia é que sendo um shinobi, provavelmente o cigarro não será a causa da sua morte.

Muitos interpretariam isso como ausência de sensibilidade, mas não Shikamaru. Ele apenas sorriu de canto, sabendo que Sasuke tentava quebrar o clima através de uma tentativa falha de realizar uma piada. Ele realmente precisaria treinar um pouco mais para isso.

− Quer dizer, então, que se eu me mover agora para um local totalmente diferente você saberá onde estou.

− Exato. – Shikamaru concluiu. – Posso não conseguir chegar até lá tão rapidamente, mas saberei. É um pouco problemático.

− Não há nada de problemático.

Era como um mecanismo de defesa. Enclausurando-se dentro de si mesmo, impedindo que os outros o enxergassem. Mas para Shikamaru, Sasuke era muito translúcido, translúcido até demais. Seus olhos ardiam de olhar para ele. Talvez fosse a fumaça do cigarro.

− Você não voltou. – Disse por fim. – Não deu nenhuma maldita notícia, não mandou seu falcão. Só desapareceu... Como fumaça no ar.

A expressão de Sasuke permaneceu irredutível. Shikamaru perguntou-se se ele era sempre assim, embora soubesse da resposta. Na maior parte do tempo, este era ele. Mas havia uma outra faceta dele que poucos conheciam, e que Shikamaru gostava de provocar.

− Não achei que você necessitasse de coisas assim.

Na verdade, pensou Shikamaru enquanto espiralava a fumaça para cima em pequenos anéis, o que Sasuke queria dizer é que ele não era como Sakura, que precisava daquelas explicações. Mas a verdade que Sasuke não sabia, é que Sakura havia seguido em frente há muito tempo. Não cabia a Shikamaru ser o portador dessas notícias, embora acreditasse que não fosse vislumbrar no rosto dele nada além do choque inicial, e talvez um breve sorriso desejando que ela fosse feliz. Assim como desejava que Naruto alcançasse o mesmo, porque o único indigno da felicidade era ele: o vingador.

Padrões por cima de padrões.

− Não necessito. – Shikamaru encolheu um pouco os ombros. O cigarro pairando nos lábios, as feições um pouco mais duras por todas as perdas. A guerra levara embora seu pai. Asuma havia perecido antes. A mãe de Shikamaru ainda estava viva.

− E Temari?

− O que tem ela?

− Achei que estivessem juntos.

− Conjecturas, Uchiha. – disse ele. – Nunca pensei que fosse uma pessoa de achismos. Seu ego gigantesco sempre o fez ter certeza de tudo, não é?

Sasuke queria calá-lo. Poderia fazê-lo facilmente ao aprisioná-lo em uma ilusão. Talvez uma doce com sabor de veneno, apenas para apreciar o momento em que aquela expressão enigmática ruiria, Mas sabia que jamais seria capaz de tal golpe baixo com Shikamaru. Não com ele.

− Está me provocando.

− Você acha? – O sorriso de canto de Shikamaru era sempre sexy.

Sasuke não se interessava por pessoas antes de sua vingança. Depois dela e da guerra, as coisas não mudaram muito. Mas ele não sabia em que categoria encaixaria Shikamaru.

Era como se ele fosse uma variante em meio às pessoas. Uma espécie de não-sendo ou um missingno.

Bateu a mão na mesa – a única que possuía – e o encarou. Sentiu vontade de amassar o cigarro em sua boca, mas limitou-se a olhar para Shikamaru enquanto ele o apagava na madeira, deixando a marca redonda e escura ali. Tão marcado quanto ele estava por dentro, cheio de cicatrizes. E o que Sasuke mais odiava era saber que Shikamaru via através dele, como se fosse um maldito código.

Observou a boca dele curvar-se em um sorriso.

− Se não vai até mim e não me dá respostas, venho até você. Vê o quão problemático isso é?

Mais provocações. Falácias. Sasuke não queria ouvir. A verdade é que sabia exatamente para quê Shikamaru havia vindo ali no momento em que passou por aquela porta. E isso não poderia ter.

Então teria que se contentar com aquilo que Sasuke poderia lhe oferecer.

Inclinou-se sobre ele segurando o queixo anguloso. Encarando-o nos olhos por um momento e tentando desvendar o segredo que Shikamaru era. Nara não se moveu um milímetro, a respiração lenta e compassada. Sasuke o achava estranhamente atraente. Talvez por não se portar como as outras pessoas que viviam correndo ao seu redor.

Shikamaru estava ali, atrás dele, sim. Mas era diferente da corrida desenfreada de Naruto e Sakura. Ele simplesmente tinha certeza das coisas e as realizava, visto que esse era seu padrão: translúcido, simples, transparente.

As bocas se encontraram depois disso.

Não havia mais nada a ser dito ou esclarecido. O gosto da nicotina mascarada pelo sabor mentolado do cigarro misturou ao sakê. Shikamaru ergueu o tronco lentamente, uma das mãos apoiadas sobre a mesa para aproximar-se mais de Sasuke. Mas antes que fizesse qualquer outro movimento, ele se levantou, ajeitando-se para sentar-se em seu colo, os membros se chocando por cima da roupa e arrancando um gemido sôfrego de ambos.

As línguas se encontraram em um beijo mais aprofundado. Sentado no colo de Shikamaru, Sasuke era capaz de sentir a ereção pronunciada dele e a própria também. O fato de usualmente não interessar-se por ninguém não o fazia impotente ou incapaz de transar. Não o fazia sequer ausente de desejos. Apenas não priorizava aquilo como priorizava respirar e viver.

As mãos de Shikamaru desceram pelas costas dele, deslizando a capa que usava sem querer perder tempo, como se cada segundo com ele fosse precioso, pois sabia que ele partiria sem delongas quando o momento chegasse.

O beijo seguiu um ritmo lento, sendo ditado por Sasuke, enquanto as mãos de Shikamaru exploravam seu corpo. Sentindo cada cicatriz em suas costas e uma especial entre as costelas.

Sasuke já havia lhe contado dela uma vez. Quando desafiara Orochimaru ainda em idade tenra, havia ficado com uma marca para provar quem estava no comando ali. Até que Sasuke inverteu as coisas.

Shikamaru desatou o obi que prendia a hakama de Sasuke ao mesmo tempo em que o Uchiha o libertou do colete e da camisa de malha fina que vestia por baixo dele. Ambos sem camisa observando as cicatrizes que o tempo havia trazido para eles. Porém Shikamaru as possuía em menor quantidade, pois a frente de batalha não era o seu lugar no trio Ino-Shika-Cho.

Os dedos de Sasuke as delinearam, passeando pelo tórax desenvolvido até que circundaram o mamilo. Shikamaru estreitou os olhos, o encarando, sentindo o pulsar do próprio pênis que ansiava por algo além daquela carícia.

Sasuke se levantou apenas para puxá-lo em direção aos lençóis que serviam de cama improvisada no chão duro. Não que Shikamaru se importasse com isso.

Terminaram de se despir e Sasuke ajoelhou-se no chão, puxando Shikamaru consigo, e fechou a mão em torno do pênis ereto dele sentindo quando ele fez o mesmo consigo.

Passaram a se masturbar de maneira lenta, os gemidos preenchendo o vazio do local. Sasuke gemeu um pouco mais alto ao sentir o polegar de Shikamaru pressionar a base de sua glande enquanto a mão se movimentava e tentou repetir o ato, sentindo pela reação dele que havia acertado. Ou talvez tivesse roubado um pouquinho ao ativar seu sharingan. Não que Shikamaru estivesse reclamando do fato.

Nara sentou-se com as pernas abertas, puxando a cabeça de Sasuke na direção do próprio pênis.

− Vem, me chupa.

A declaração fez com que o Uchiha arqueasse as sobrancelhas em surpresa, perguntando-se com quem Shikamaru andou se envolvendo; lendo a resposta em seus olhos muito antes que pudesse computar. Pois Sasuke só conhecia um pervertido que falava daquela maneira.

− Parece que andou aprendendo truques novos. – Foi tudo o que se limitou a dizer, o vermelho brilhante no olho que carregava o sharingan. Shikamaru apenas encolheu os ombros sussurrando um digamos que sim em resposta, a voz sexy dele, rouca, arranhava sua alma de tal maneira que deixava Sasuke louco de uma maneira que desconhecia. Como isso era possível?

O tal do amor? Paixão? Entrega? Ele não sabia. Talvez um padrão perfeito. Ao menos era o que Shikamaru diria. Ou qualquer coisa do gênero que envolvesse sua lógica.

Inclinou-se sobre o chão e tomou o pênis dele com a boca, mas sem pressa de engoli-lo. Passou a língua pela ponta da glande devagar, segurando o corpo do membro com uma das mãos. Testando masturbá-lo enquanto a língua quente envolvia o falo endurecido apenas para ouvi-lo gemer junto a uma espécie de palavrão.

Shikamaru não costumava xingar, ou falar coisas como me chupa. Mas não significava que Sasuke não apreciasse as mudanças, ainda que fosse adepto a seguir uma rotina concisa, o simples fato de Shikamaru estar ali já era uma quebra dela.

Sasuke sentiu quando Shikamaru inclinou o corpo como se quisesse mais de sua boca e ofereceu a ele, chupando-o com uma indecência que Shikamaru desconhecia de sua parte. Parecia não ter sido o único a aprender coisas novas.

Afastou Sasuke antes que gozasse. Não era assim que queria naquela noite, queria mais. O queria por inteiro. E mesmo que Sasuke não soubesse ler padrões como Shikamaru, compreendeu o que o outro queria.

Inclinou-se apenas para beijar-lhe o pescoço, deixando a sensação de arrepio espalhar-se sobre a pele. Mordiscou sua orelha, o ar quente de sua respiração causando calafrios tempestuosos em Shikamaru.

− Você também tem um certo padrão. – Sussurrou em lânguida voz.

Shikamaru não negou o fato, deixando um riso nasalado escapar.

− Me mostre então. – Provocou. Fato que Sasuke respondeu ao sentar-se novamente no colo de Shikamaru para beijá-lo, o braço envolvendo seu pescoço em um enlace muito semelhante a uma cobra.

O beijo teve efeito imediato em deixá-lo ainda mais ereto. O pênis pulsante implorava por aquilo que desejava. E Shikamaru envolveu o membro de Sasuke com a mão, masturbando-o ao mesmo tempo em que afastava a boca apenas o bastante para umedecer os dedos indicador e médio, voltando então a beijá-lo ao mesmo tempo em que seus dedos começavam a penetrar Sasuke, causando certo incômodo a princípio, mas nada que já não tivesse provado antes.

Gemeu baixo, mordiscando o lábio de Shikamaru, sentindo que gozaria a qualquer momento, e Nara aproveitou o que Sasuke sentia para substituir os dedos pelo próprio pênis após vestir o preservativo. Fato que apenas fez o Uchiha concluir o quanto ele esperava terminar daquela maneira consigo.

Padrões, ele havia dito. E talvez estivesse certo. Sasuke sentiu o momento em que Shikamaru o penetrou, apertando as unhas sobre seu ombro com firmeza, quase perdendo o equilíbrio no processo. Mas Nara o segurou, sustentando seu peso com um dos braços.

− Tudo bem? – Perguntou, soando um pouco preocupado.

− Não pare. – Foi tudo o que disse, a expressão deleitosa diante do que Shikamaru lhe fazia sentir.

Estocou-o mais uma vez enquanto Sasuke passava a mexer os quadris em um ritmo frenético até que Shikamaru lhe atingisse a próstata, momento em que gemeu mais alto pela sensação intensa, sendo masturbado no processo. Não demorou muito para que melasse a mão e a barriga de Shikamaru com o próprio sêmen, mas nem assim parou de mover-se, querendo que ele também gozasse.

O suor brilhava em suas testas, as bocas ocupavam-se em beijar − abafando os gemidos roucos que escapavam do fundo da garganta. Sasuke sentiu quando Shikamaru estava próximo do orgasmo, o membro pulsando com intervalos menores dentro dele até que gozou.

Os dois caíram exaustos sobre o chão, os corpos suados e o ambiente todo cheirando a sexo.

O casebre nunca pareceu tão confortável a Sasuke. Mesmo que o chão de madeira estivesse carcomido pelos cupins, que as cortinas que cobriam as janelas empoeiradas fossem velhas e puídas; tinha um certo ar de lar com companhia ali.

Shikamaru só queria um cigarro, alcançando-o com sua própria sombra − que lançou o maço e o isqueiro em sua direção.

− Imagine o que diriam seus ancestrais se soubesse que está usando o jutsu deles para pegar os cigarros depois de transar em um casebre abandonado. – Sasuke o provocou com um sorrisinho convencido no rosto enquanto Shikamaru se ajeitava ali para acender o cigarro.

− Imagine o que diriam os seus se soubessem que usou o sharingan para transar em um casebre abandonado.

Qualquer outra pessoa teria rido daquela piada. Provavelmente Naruto o faria de maneira bastante escandalosa. Ou Kiba.

− Não é bem um casebre. O esconderijo de Orochimaru é aqui embaixo. – Sasuke deu de ombros, ficando de costas. Shikamaru aproveitou para acender o cigarro e distribuir beijinhos em seu pescoço.

− Tem um chuveiro?

− E uma banheira enorme. Orochimaru é dado a extravagâncias.

Shikamaru nem queria imaginar que tipos de extravagância Orochimaru era capaz de cometer. Gelava-lhe a espinha só de pensar.

− Podemos continuar o que começamos lá embaixo. – murmurou, os beijos subindo até a orelha.

Sasuke respirou fundo, tentando se conter. Não sabia se queria.

− Isso também é um padrão?

− Talvez seja. – Shikamaru respondeu. – Uma espécie de padrão irracional onde me querer é sua única opção.

Sasuke encarou-o por um momento, os dedos resvalando em sua testa em um toque sutil. E Shikamaru sabia o quão significativo aquilo era para ele.

− Convencido. – Sasuke murmurou em um muxoxo.

− Talvez eu esteja andando tempo demais com você.

Sorriram, a fumaça anil pairando no ar. Shikamaru sabia que não poderia ter tudo de Sasuke, mas se contentava com aquilo que podia ter. Aquele era o seu padrão.

Notas:

Quando eu li Não Pare a Música e eu vi aquela cena ShikaSasu eu fiquei em cólicas querendo mais. Mas aí o tempo passou, eu fiquei plena e, CARALHO, CLARO QUE EU NÃO FIQUEI PLENA!

Surtei com aquilo milênios, fiquei acabada me moendo e querendo mais! Sim! Mais! Daí eu tive essa ideia meio que de lapso e me pus a escrever imediatamente. A fic foi um aglomerado de erros que eu preciso agradecer demais à Mandy por tirar um tempinho e corrigir.

Eu também tinha feito uma capa simples e aí a Inial veio e pisou com essa capa maravilhosa! Muito obrigada, meninas, a fic não seria a mesma sem vocês!

Particularmente, gosto muito de trabalhar dentro do Universo Original de Naruto, dar outras possibilidades e finais. AMO um UA também, mas aqui ficou tão legal! Eu meio que me orgulhei. No fim das contas, eu não mexi no lemon como achei que faria.

Enfim, espero que você goste, Allie! Eu fiquei muito feliz em escrever ela, mas não sei se vai atender suas expectativas haha.

Nos vemos nos próximos projetos!

1. Juli 2018 22:06:17 2 Bericht Einbetten 10
Das Ende

Über den Autor

Ariane Munhoz Dona de mim, escritora, louca dos pássaros, veterinária e mãe dos Inuzuka. Já ouviram a palavra Shiba hoje?

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Mandy Mandy
AAAAAAAA OLHA QUEM VEIO GRITAR Primeiramente tive que ir lá na configuração do site porque com certeza tenho 22 anos cof cof então posso ler essa fic é claro tá tudo bem DIGA SIM AO CRACK, PELO USO DOS CRACKS EU DIGO SIM ~proerd é o programa Agora vai...primeiro que honra ter sido a primeira (ou uma das primeiras) a ler esse hino tão maravilhoso que você escreveu. Adorei betar essa one e ficar relendo cada pedacinho dela. Eu adoro tua narrativa, a maneira como você constrói os cenários e os personagens é sensacional, você faz tudo com carinho e dedicação...eu nunca vi uma fic sua que não tivesse um pouquinho da sua alma ali! Cada história tua deve ser devidamente tragada e apreciada sem moderação porque são boas demais pra só dar uma olhada rápida. Acho incrível a facilidade com a qual você lida com os personagens introvertidos, deixando-os empáticos mesmo quando tem a personalidade mais distante. Fora as sacadas poéticas por baixo de cada um dos trechos, que deixam a gente espiar um pouco do teu modo incrível de ver as coisas. Eu fico muito maravilhada com você trazendo uns shipps supostamente improváveis pro un e fazendo parecer tão natural, como se fosse parte do Cannon (porque o seu introsamento dos personagens definitivamente é mais convincente do que os do Kishimoto boa noite Konoha) ALÔ KISHIMOTO VOU ENCOMENDAR MEU SHIKASASU PRO CANNON CORRE QUE AINDA DA TEMPO Cadê a Alice pra eu abraçar ela por escrever ShikaSasu e fazer você querer escrever ShikaSasu? Todo dia Ariane postando um hino e chocando zero pessoas
1. Juli 2018 17:22:08

  • Ariane Munhoz Ariane Munhoz
    AAAAAA OLHA ESSA BETAREADER QUE FOI A MELHOR COISA QUE JÁ ACONTECEU NA MINHA VIDA HOJE!!! Desculpa, Mandy, é que é conteúdo adulto AHSUSAHUSAHSA Parabéns pela maioridade, vamos comemorar. DIGA SIM AO PROGRAMA PROED! Caraca, eu fiquei muito feliz com sua betagem, abriu os meus olhos pra muita coisa errada! Espero conseguir aplicar isso no futuro nas minhas fics! Eu fico muito feliz de parecer que emprego assim um pouquinho de mim em cada uma das minhas histórias, eu me esforço bastante pra isso acontecer! Eu gosto muito de trabalhar com personagens introvertidos, eles costumam ser meus favoritos (vide Shino haha). Acho que escrever ships improváveis não é bem a fórmula que eu procuro. Mas às vezes eu vejo aqueles dois personagens e penso: 'poxa, eles dariam um casal bacana se fossem desenvolvidos de maneira X'. E acaba dando certo! Pelo menos eu acho sahusahusahs SHIKASASU É MUITO VIDA, A ALICE ABRIU MUITO MEUS OLHOS PRA ESSE SHIP AAAAAAA Todo dia a Mandy me deixando sem palavras e chocando zero pessoas. TE AMO, NENÊ, OBRIGADA! 1. Juli 2018 17:38:13
~