Killer Follow einer Story

nathymaki Nathy Maki

Matar ou morrer. Esse era o mundo que Sasuke conhecia. Não fazia perguntas, não questionava ordens. Não até que um certo alvo o forçou a isso. [Deathfic] #prompts3palavras #fns


Fan-Fiction Anime/Manga Nur für über 18-Jährige.

#drama #yaoi #morte #lemon #naruto #sasunaru #fns #angst #deathfic #prompts3palavras
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O assassino

Notas iniciais: essa é uma deathfic, então se você é sensível ou não gosta desse tipo de conteúdo, por favor, não leia.


Ali, nos recantos mais escondidos do bar, Sasuke se encontrava escorado contra a parede, com um copo na mão. O corpo esguio, porém, forte, escondia os rabiscos e confissões feitos com tinta permanente e corretivo que contrastavam com o vermelho dos tijolos. Com uma das mãos agitava o gelo no copo, apreciando o som do entrechoque dos cubos entre si e o modo como o líquido se misturava a bebida a qual servia como distração para o que aconteceria a seguir.

O ambiente se enchia de pessoas conforme as horas noturnas avançavam, impregnando o ar com o cheiro de cigarro e colônias diversas. Seus olhos negros seguiam o movimento na entrada do estabelecimento, detendo-se em especial em um homem pálido usando um rico terno de veludo negro. A mão que agitava o gelo no copo cessou o balançar e ele levou o líquido a boca e engoliu em um único gole.

Aquele era apenas um dos muitos lugares pouco conhecidos e afastados do centro da cidade, onde informações valiosas e grandes esquemas eram organizados. Sasuke possuía muitos clientes espalhados pelo distrito, alguns eram pessoas poderosas e importantes socialmente, porém, sempre detestava quando Orochimaru o procurava, os pedidos deles eram sempre relacionados a coisas frívolas ou para aquisição própria. Não que julgasse o que lhe era pedido e as pessoas que faziam tais pedidos, para ser um matador de aluguel não era necessário esse tipo de juízo de valor. Ainda assim, os pedidos de Orochimaru o irritavam. Pousou o copo na mesa ao seu lado e aguardou.

Os sapatos bem lustrados chocavam-se contra o piso gasto em baques surdos e os cabelos compridos se agitaram enquanto o moreno levava a mão ao chapéu, puxando a aba para baixo no intento de esconder seu rosto. Aproximou-se do mais novo, ainda encostado contra a parede riscada, aparentando estar relaxado e despreocupado, quando, na verdade, sabia que o corpo dele se encontrava contraído como uma mola, pronto para agir ao menor sinal de ameaça.

Orochimaru passou a língua pelos lábios, já sentindo a emoção pela antecipação que precedia os encontros com Sasuke. Ludibriava-o saber que várias vidas estavam em suas mãos e que, com apenas uma ordem, elas podiam facilmente ser extintas. Claro, Sasuke não era o único que tinha a sua disposição, mas não deixava de ser um dos seus favoritos. Excitava-o a inexpressividade delicada com que ele tratava a todos, como um anjo vingador mortalmente indiferente, sem compaixão ou quaisquer outros sentimentos que pudessem ser considerados humanos. Ao menos que fossem visíveis na superfície.

Encontrou o olhar negro do rapaz e sentiu um arrepio subir por sua espinha. Ah, sim, estava prestes a acontecer. Logo o empecilho em seu caminho seria obliterado e galgar os degraus para o topo não passaria de uma brincadeira.

- Boa noite, Sasuke. - Parou do outro lado da mesa e puxou uma cadeira. - Espero que não tenha aguardado muito tempo.

- Não muito. - O outro replicou, permanecendo na mesma posição, enquanto observava Orochimaru sentar-se confortavelmente.

- Os negócios devem estar prosperando para os Uchihas, eu espero. Tenho ouvido boatos sobre você e seu irmão rondando pelo submundo. - Sentiu o olhar cortante do mais novo sobre si e abriu um sorriso tranquilizador. - Apenas coisas boas, é claro.

- Se está aqui para fazer insinuações, então o meu tempo está sendo desperdiçado. - Sasuke descolou o corpo da parede e deu um passo para afastar-se dali.

- Lamento meus péssimos modos, mas, por favor, espere. Vim até aqui pois tenho uma tarefa para você. - O Uchiha mais jovem lançou um olhar sob o ombro, avaliando, e voltou a encostar o corpo contra a parede.

- E então, quem está te atrapalhando dessa vez? - Orochimaru aguardou alguns instantes, apreciando a tensão que se formava no ar antes de disponibilizar a informação que ele pedia.

- O filho do chefe das indústrias Kurama está prestes a assumir a presidência. - Não pôde evitar que seus punhos cerrassem de irritação. - Os brinquedos que ele escolheu como novos lançamentos estão fazendo bastante sucesso com as crianças, segundo a última pesquisa de mercado.

- Com medo de ser deixado para trás? - Sasuke se permitiu um pequeno sorriso de canto ao ver a fúria infundida naquelas pupilas verticais.

- Você pode considerar apenas como uma precaução. Não seria bom para nenhum de nós se ele continuasse vivo, não é? - Ouviu o tom de ameaça na voz e cerrou os pulsos, contendo o desejo de saltar sobre a mesa e agarrá-lo pelo pescoço ali mesmo. Era uma atitude insensata, sabia, porém não podia conter seus pensamentos ao imaginar o barulho que sua garganta faria ao ser apertada.

- Isso não vai acontecer. - Disse apenas, suprimindo a vontade.

- Excelente. - Orochimaru puxou o celular do bolso interno e mexeu por alguns segundos, estendendo em seguida a tela para que o Uchiha pudesse ver. - Esse é o alvo. Seu nome é Naruto Uzumaki. - Ergueu a sobrancelha ao notar o modo com que o mais novo observava a foto e corria os olhos pelas informações ali disponíveis. - Não que você se importe, claro.

- Nomes são irrelevantes. - Falou, embora sentisse um puxão no peito ao observar o jovem de cabelos loiros e olhos azuis, sorridente e relaxado, acenando para uma criança em um desfile. Com certeza deve ser uma máscara, pensou, ninguém pode parecer tão feliz assim.

- Ótimo. Negócio fechado, então. - Escorregou o aparelho de volta para o bolso e levantou-se, ajustando as mangas do terno. - Espero receber os resultados logo.

- Em alguns dias, como sempre. - O mais velho assentiu, sabendo que não devia exigir uma abordagem imediata de Sasuke. Conhecia-o tempo suficiente para saber que, primeiro, ele gostava de estudar suas vítimas, e, quando tivesse domínio completo de sua rotina, atacava.

- Que assim seja. - Afastou-se da mesa. - Espero vê-lo em breve, Sasuke.

O Uchiha nada respondeu, apenas pôs-se a observar enquanto ele se afastava. Ergueu a mão e fez um gesto com os dedos. A garota do outro lado do balcão de bebidas, loira e com um corpo bem desenvolvido, devolveu o gesto com uma piscadinha de seus olhos azuis. Contornou o móvel, carregando uma garrafa, e encheu o copo dele, a boca marcando um trejeito do lábio, indicando que ela estava chateada com algo.

- O que foi agora, Ino? - Perguntou, contendo um suspiro irritado. Às vezes cansava-se dos métodos que a loira utilizava para atraí-lo. Mesmo já tendo dito que não tinha interesse, ela não aceitava facilmente a derrota, acostumada a seduzir a todos que lhe chamavam a atenção. Porém, Sasuke parecia ser imune aos seus encantos. Conquistá-lo tinha se tornado quase um desafio para si.

- Ah, Sasu, não me diga que já vai sair. Ainda está cedo... - disse com a voz manhosa, os dentes segurando o lábio inferior macio e os olhos brilhando, suplicantes.

- Você sabe muito bem que o Orochimaru odeia atrasos. - Ele replicou. - Quanto mais cedo eu terminar, melhor.

- Você é tão malvado comigo às vezes, Sasu. Quase me faz pensar que te incomodo. - Ela riu, divertida, e voltou ao seu posto atrás do balcão.

Sasuke ergueu o copo e o levou aos lábios mais uma vez, um último drink para dar coragem. Não que fosse covarde ou precisasse de incentivo. A coragem era necessária apenas para manter sua consciência sob controle. Consciência essa que nem sequer chegava a pesar por conta dos serviços que fazia.

Era justamente o oposto. Em algum lugar de sua mente, estava ciente de que devia sentir essa culpa. Porém, não conseguia encontrar dentro de si a chave necessária para desbloquear esses sentimentos. No final, as mortes não passavam de avarias necessárias. Eram ossos do ofício. E ele, sinceramente, não se importava. Uma vida a mais, uma vida a menos não faria diferença. Ele permaneceria no mundo independente da presença delas.

Pousou mais uma vez o copo sob a mesa, exatamente ao lado do círculo redondo remanescente, e meneou a cabeça para Ino indicando que estava de saída. Ela o observou, apreciando a beleza de seus passos a suaves e a fluidez com que o corpo se movia. Ele era bonito e atraente. Mordeu o lábio enquanto o pensamento invadia sua mente. Pena que por dentro não houvesse tal beleza, apenas morte. Um pequeno desperdício. Suspirou, voltando a encher os copos com bebida para os demais clientes.

Sasuke atravessou as portas duplas de metal para o ar gélido da rua. O movimento de pessoas naquela região estava fraco e ele atribuía isso ao clima que já mandava indícios de que, em breve, haveria uma tempestade. Levou a mão ao pescoço e o estralou para aliviar a tensão, endireitando a coluna e sentindo a pressão das adagas contra a base da coluna. Seus passos suaves mal emitiam sons ao baterem contra o concreto e, em pouco tempo, ele se encontrava na parte central e mais desenvolvida da cidade. Entrou por um beco e puxou uma escada de incêndio que desceu com um ruído metálico e seco. Escalou os degraus com firmeza e empoleirou-se no prédio imediatamente em frente ao da Companhia Kurama, mantendo-se lá para a observar.

Segundo as informações que Orochimaru lhe repassara, o alvo era sempre um dos últimos a deixar a empresa, então tudo que lhe restava era esperar. O vento gelado, carregando a umidade da noite soprava, arrastando os papéis e folhas espalhadas pelo chão, bem como jogando o cabelo de Sasuke contra o rosto. Sua pele arrepiou com o frio, mas ele não se importou, a essa altura mal podia senti-lo, acostumado a suportar tais adversidades de modo que elas não o incomodavam mais. Acima dele, o céu se encontrava completamente coberto de grandes nuvens negras que, nesse momento, deixavam as primeiras gotas de chuva caírem em direção à terra.

Nenhum movimento. Nenhuma ação para limpar a água que lhe escorria pela face. Sasuke era como uma perfeita gárgula, silenciosa e paciente. Seus olhos captaram uma comoção apressada vindo da recepção e logo uma pessoa saiu do prédio, entendendo um casaco sobre a cabeça e correndo apressado pela chuva. Pôde ver de relance os cabelos loiros encobertos pelo casaco e o símbolo circular como um redemoinho que este trazia lhe deram a certeza de que aquele era o seu alvo. Deixou seu posto de espera e o seguiu pelos telhados, observando bem os arredores para ter a certeza de não ser visto. Embora com aquele tempo e a baixa visibilidade que o aumento da chuva trazia, lhe dessem mais segurança de que tal fato não ocorreria. A prioridade agora era apenas seguir o Uzumaki e absorver todos os detalhes e costumes que faziam parte de sua rotina. Trovões rimbombaram e logo um relâmpago cortou o céu, tornando tudo visível mais uma vez.

Seguiu o Uzumaki por vários minutos, quando reparou que outra figura se movia nas sombras imediatamente abaixo do edifício que se encontrava. As roupas escuras e fechadas ajudavam a se misturar as sombras, porém traços de uma cor forte eram perceptíveis em seu rosto. A figura permaneceu iluminada por apenas alguns segundos com o brilho de um novo relâmpago, o suficiente para que Sasuke seguisse seu olhar, percebendo que este também se encontrava seguindo o loiro e que não tardaria a agir. Seus lábios se crisparam e ele amaldiçoou Orochimaru pela pressa. Não era a primeira vez que o mais velho contratava outro assassino para terminar o trabalho mais rapidamente, tal fato irritava o Uchiha que apenas o considerava como uma perda de tempo. Agora precisaria lidar com ele antes de continuar sua vigília.

Puxando uma faca curta das mangas, pegou se perguntando qual teria sido o motivo que levara o moreno a tal ato dessa vez. Insegurança? Desconfiança? Ou apenas mais um teste ridículo para avaliar sua eficiência? Não importava o que fosse, iria provar que pessoa alguma poderia ser comparada a si. A chuva caia mais forte agora, como se pressentisse a tensão que se formava e quisesse acrescentar um toque dramático à cena.

Aguardou o tempo de duas respirações e então saltou com leveza do telhado. A sensação paralisante seguida da aceleração rápida, acompanhando a trajetória das gotas em direção ao solo não eram novidades. Aproveitou o impulso que a gravidade oferecia e mexeu-se no ar de forma que caísse exatamente em cima da figura suspeita. Seus movimentos silenciosos não deixaram espaço para que esta pudesse se defender e logo Sasuke se encontrava pisando sobre as costas do inimigo.

- Maldito... - a voz cortou o ar em uma tosse violenta devido a pancada recebida. Gotas de sangue pingavam no chão se misturando à água acumulada nas poças, enquanto a figura caída voltava o rosto para ver quem o atingira. Reconheceu as feições daquele que lhe atacara, aquele rosto era temido por muitos e respeitado pelo restante, e soube que daquela vez não escaparia tão facilmente. Na verdade, suas chances eram quase nulas.

- Ah, tinha que ser você, Kankuro. - O Uchiha pisou com mais força sobre as costas e ouviu o som de uma costela terminando de se partir. Kankuro cerrou os lábios impedindo que o grito de dor deixasse sua garganta. Maldito Orochimaru! Havia montado aquela cilada de propósito, tinha certeza. Era uma vingança pelo acumulo dos seus erros passados e uma punição pelos mais recentes. Os Uchihas eram conhecidos por serem habilidosos e por não ter piedade. Porém, não iria se entregar assim, de bandeja. Se morresse, faria o possível para arrastá-lo para o inferno consigo.

Sasuke sabia que contra aquele adversário, famoso por suas lâminas envenenadas, todo cuidado era pouco. O melhor a fazer seria acabar com aquilo rapidamente. Segurou com mais força a faca na mão direita e se preparou para apunhalar o coração dele de uma vez. Porém, com sua visão periférica, percebeu um movimento vindo das pernas dele e logo uma agulha se dirigia certeira para o seu abdômen. Recuou alguns passos, desviando da tentativa de ataque.

Aproveitando a brecha, Kankuro usou toda sua energia para se impulsionar para cima, virando-se para cobrir sua retaguarda. Puxou a espada curta que trazia amarrada na perna e partiu para cima do moreno, o capuz que cobria o rosto caindo com a brusquidão dos movimentos. Sasuke aparou o golpe com agilidade, sabia que um arranhão era tudo o que o oponente precisava para que o veneno logo surtisse efeito. Manteve as lâminas conectadas, as gotas escorrendo pelo metal polido, utilizando a força para mantê-lo naquela posição, enquanto firmava os pés e os usava de base para empurrar o adversário para trás de forma que ele batesse as costas contra a parede. Em um movimento fluído, desconectou as lâminas, enquanto, com o braço livre, puxava outra faca das que se encontravam guardadas nas costas. Com perícia, arremessou-a contra Kankuro acertando seu ombro e o atravessando, prendendo-o contra a parede. Viu o oponente engasgar e o sangue espirrar do ferimento, antes de arremessar a outra faca que ainda tinha na mão, acertando-a no braço em que ele segurava a espada a qual caiu com um tilintar no chão. O grito de dor do adversário foi abafado pelo barulho de um novo trovão e Sasuke agradeceu pelo tempo ruim ter prendido as pessoas em casa, deixando as ruas desertas e sem patrulhamento.

- Porcaria... - Kankuro gemeu, sentindo o sangue quente escorrer pelos ferimentos contrastar com as gotas frias que molhavam seu rosto. - Nem um arranhão...

- É mesmo uma pena, não é? - Sasuke disse, enquanto se encaminhava para onde ele estava preso, e se permitiu sorrir ao apanhar a espada do chão e equilibrar o cabo na palma cerrada. - Vejamos como você se sai contra o seu próprio veneno. - E, dizendo isso, ergueu a arma em um movimento rápido, fazendo dois cortes na pele alheia: um na lateral do rosto e outro superficial na garganta. O vermelho escorreu pela bochecha como lágrimas sendo derramadas.

- Maldito... - engasgou-se já sentindo o veneno se espalhar por sua corrente sanguínea. O coração batia alucinado, trabalhando em um ritmo acima do normal, enquanto o sangue em suas veias parecia se tornar ácido. Sasuke assistiu a pele dele empalidecer, destacando as manchas feitas com tinta roxa, já borradas, em seu rosto, e a respiração se tornar cada vez mais difícil e fraca. Os movimentos e espasmos duraram alguns segundos antes de pararem por completo e logo Kankuro se encontrava morto. Largou a arma envenenada e retirou suas facas dos lugares que haviam se cravado. Sem deixar evidências. Esse era o lema do irmão.

Sasuke deu às costas ao corpo e voltou-se para procurar nos arredores, constatando que seu alvo havia sumido. Apertou os lábios, amaldiçoando a interferência de Kankuro que agora o forçaria a repetir todo o processo de espera e vigília no dia seguinte. Frustrado, voltou a subir pela escada até o topo do prédio, do qual havia pulado, e se dirigiu para casa.

Porém, Sasuke não sabia que o loiro havia ouvido a comoção no beco e se refugiara embaixo de um automóvel estacionado ali perto, de onde vira toda a luta que se passara. Por mais que tentasse, Naruto não conseguia desviar o olhar do ser de cabelos negros que parecia ter surgido de repente do céu. Mesmo este tendo acabado de retirar uma vida, algo em seus movimentos graciosos o prendia, como se ele fosse uma mariposa atraída pelas chamas. E então, a figura misteriosa ergueu os olhos. Profundos e escuros. Naruto sentiu que se os fitasse por muito tempo poderia ser absorvido por aquela escuridão, mas não conseguia impedir o corpo de não olhar, de não o seguir com a cabeça, mesmo quando este desapareceu pelos telhados.

Esperou alguns segundos para confirmar que ele havia realmente ido, para então arrastar-se para fora do esconderijo e retomar a caminhada para casa, imaginando se o fogo que corria por suas veias e acelerava as batidas do seu coração seria causado por medo ou atração. Ergueu o rosto para o céu fechado pelas nuvens negras, deixando a chuva escorrer pelo rosto agora descoberto, e viu aqueles olhos novamente refletidos em sua mente. A visão fez seu interior tremer e ele decidiu. Atração. Definitivamente atração.

29. Juni 2018 23:47:20 0 Bericht Einbetten 2
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