O amor é como as flores Follow einer Story

karambola Karol Karambola

A dor do amor pode ser devastadora em qualquer coração, seja ele de uma mulher ou de um homem. Roy, sempre sentiu as dores do desamor da ex esposa, porém seguiu a vida e procurou não pensar nisso com tanta intensidade. Entretanto, nesse dia dos namorados, a dor da saudade veio lhe tirar a paz mais uma vez.


Fan-Fiction Anime/Manga Alles öffentlich.

#drama #romance #universoalternativo #fma #RizaHawkeye #roymustang #amordefrases
Kurzgeschichte
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Rosas

Essa fanfic fez parte do desafio Amor de frases, do Inkspired. O desafio consiste em criar uma história em cima de uma das praxes disponibilizadas no site.

Essa é minha primeira fanfic sobre esse casal que eu amo, espero que os honre.

Imagem da capa retirada do Pinterest e editada por mim, não achei o artista.


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"Não se atreva a dizer que o homem esquece mais rápido que a mulher, que seu amor morre mais cedo. Eu tenho amado somente você, mais ninguém." - Jane Austen.



Ela me disse adeus em uma sexta feira à tarde, depois que comemos duas fatias de torta de maçã compradas na padaria da esquina.

Ela me disse adeus enquanto a nossa música tocava baixinho no rádio de pilha que ficava no balcão da cozinha.

Ela me disse adeus e se levantou da cadeira, prendeu os fios loiros em um coque bagunçado e levou o prato para a pia. Não me voltou o olhar mais nem uma vez, e eu observei suas costas e sua enorme tatuagem a mostra entre o tecido de seu vestido.

Quando ela me disse adeus eu não entendi, achei que ela estivesse blefando e que ela voltaria atrás - Eu estava tentando consertar as coisas, juro por minha vida que eu estava.


— Não me diga adeus assim, ainda podemos consertar. Eu ainda te amo tanto. - pedi baixinho, assim que levantei e andei em sua direção.


A olhei em seus olhos castanhos mas ela baixou o olhar. Mordeu o lábio como se estivesse ansiosa e soltou um suspiro de pesar antes de me dizer com ternura.


— Nós tentamos meu amor, mas nós mudamos. Você não é mais aquele cara e nem eu sou mais a sua garota. Você sabe disso tanto quanto eu sei.


Ela me beijou pela última vez e me olhou com compaixão. Acariciei o seu rosto e a pedi que não fosse embora, mas ela, decidida como sempre fora e forte como ainda é, apenas me disse adeus.

Mergulhei na melancolia dos meus dias, me embriagando com um vinho barato, enquanto olhava as fotografias da nossa última viagem a Madri. Ela sorria em cada foto e eu me perguntava se nesse momento ela realmente me amava e se ainda achava que eu fosse “aquele cara”.

  O sexto cigarro já chegava no filtro, o vinho barato quase no fim e a porra da minha dor de cabeça me fez lembrar a merda da data. O dia dos namorados só é comemorativo pra quem é amado, para infelizes como eu, que ouvem da boca da mulher amada que ela não é mais sua e que você não a amou o bastante, essa data poderia ser arrancada do calendário.

   Levanto-me do sofá e abro a janela. Se eu me forçar um pouco ainda posso enxergá-la regando as margaridas no jardim, como sempre fazia em tardes quentes como essa.


“O amor é como as flores” Riza me disse uma vez, enquanto arrancava algumas lagartas do rosal. “Se você não regá-lo, se não mantiver as traças longe, se não cuidar que o Sol o seque ou que o frio lhe arranca as pétalas, ele murcha e morre, assim como as flores”.


Eu, em toda a minha ignorância para as coisas do coração e minha incapacidade de compreender a sabedoria do amor, apenas sorri e lhe disse em uma sabedoria que eu pensava que possuía.


“O contrário também é válido. Se você regar demais as flores morrem afogadas”.


Riza me sorriu docemente e falou baixo, como quem reza em uma capela nos domingos pela manhã.


“Me parece muito melhor morrer de excesso de amor do que morrer na incerteza se fui amada ou não. Não acha?”


“Me parece uma morte dolorosa igual. - Constatei, ainda em meu tom de doutor em assuntos emocionais. — Morrer de qualquer jeito é terrível de se imaginar.”


Riza sorriu, mas eu não soube dizer o quanto de tristeza ela trazia em si, então só a observei voltar a cuidar das rosas.


“Ora, Roy. Às vezes você fala como um covarde. - Adubou as rosas com uma terra apropriada e continuou. — Pode ficar tranquilo, o amor do homem sempre morre mais cedo e ele sempre esquece mais rápido que a mulher”.


   Quando Riza me pediu o divórcio poucas semanas depois de nossa conversa sobre rosas e minha covardia, naquela época eu não entendi, mas agora eu compreendo. Riza se foi porque ela era uma rosa delicada, que precisava ser regada com palavras, adubadas com atitudes e que eu a protegesse com a minha segurança. Porém eu, um infeliz que não sabe sequer cuidar de samambaias, não soube cuidar de sua delicadeza primaveril e deixei seu amor por mim morrer.

  Ela me disse adeus porque eu não soube amá-la, não por maldade minha, talvez o meu máximo não fosse o suficiente. Eu tentei, oh santo Deus, como eu tentei que ela não fosse embora, depois tentei que ela retornasse e só parei de tentar quando eu vi que a perdi.

   Riza, mesmo com toda sua sabedoria - Que é bem superior que a minha, confesso. - em assuntos do coração, errou em duas coisas de todas que já me ensinou. A primeira delas, errou em dizer que o amor de um homem morre primeiro. Ora, o meu ainda está aqui, dormindo comigo na minha cama vazia e andando nos restos secos do que um dia fora o meu jardim.

Cada gole de vinho, cada nota de música, cada carta que eu escrevo e rasgo sem enviar a minha destinatária, me prova que ao contrário do seu amor já falecido por mim, o meu ainda vive por ela.

   A segunda coisa que Riza se enganou, foi sua petulância em dizer que os homens esquecem rápido. Ora, que grande absurdo!

 Em todos esses 34 meses que passaram depois que ela me disse adeus, eu continuo amando somente a ela, a ela e a mais ninguém.






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Espero que vocês tenham gostado, apesar de estar curtinha. ❤️


13. Juni 2018 22:14:55 8 Bericht Einbetten 6
Das Ende

Über den Autor

Karol Karambola Apaixonada livros, filmes, séries e animes - Principalmente Naruto. A louca do yaoi. Pregadora da palavra dos deuses SasuNaruSasu / Shiita

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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá, Karol Karambola. Céus, se você queria deixar alguém perplexa, saiba que conseguiu! Estou apaixonada por esse conto, principalmente por causa do tom da sua narrativa e da construção do seu personagem Roy. Apesar de ser uma história curta, senti como se conhecesse ele de forma tão íntima, que foi quase como se tivéssemos uma ligação de alma. Consegui sentir cada palavra dele: o desenvolvimento gradual da história e da situação a qual ele se encontra me fez emergir nos pensamentos, sentimentos, na vida dele de pouco a pouco e já estava à deriva junto a ele quando vi. Ah, e também acredito que uma das coisas que mais gostei foi essa noção de julgar o tamanho do sentimento dos outros: muitas pessoas fazem isso, mas se esquecem que não dá para medir sentimento como se mede uma xícara de trigo para uma receita de pão. Nem mesmo quem sente é capaz de fazer tabelinha de medidas de afeto. Os seus personagens me encantaram; o Roy por si próprio e pela sensibilidade fluída que ele possui e a Riza através do olhar do Roy: apesar de tudo, impossível não a amar quando ele mesmo ainda a ama! O conto possui poucas descrições, mas isso não atrapalhou em nada, até por ser uma narrativa curta e com enfoque nos personagens. A única coisa que gostaria de observar é sobre alguns pequenos pontos ortográficos/gramaticais que encontrei (caso você queria mexer depois; sei que sempre passam algumas coisinhas — sou mestre nisso!): Vírgula incorreta em "Roy, sempre sentiu as dores" em vez de "Roy sempre sentiu as dores". Falta de vírgula em "seus olhos castanhos mas ela baixou" em vez de "seus olhos castanhos, mas ela baixou". Falta de vírgula em vocativos, como em "nós tentamos meu amor, mas nós" em vez de "nós tentamos, meu amor, mas nós". Falta de crase em "enorme tatuagem a mostra" em vez de "à mostra". Falta de concordância em "adubadas com atitudes" em vez de "adubada com atitudes". Pouquinha coisa, nada que comprometa a leitura. E parabéns pela história, está mesmo deliciosa! Bjs.
8. März 2019 13:48:08

  • Karol  Karambola Karol Karambola
    Nossa, eu estou tão encantada com esse comentário, que nem sei ao certo como responder. Essa é uma história bem curta, mas sem dúvidas é a que mais eu tenho apego. Muito obrigada pelas dicas! Vírgulas eram uma dificuldade muito grande para mim na época que escrevi esse conto, ainda continuam sendo, mas em menor escala kkkk Teve coisas que você me alertou que ninguém jamais havia me alertado antes, espero que na próxima vez que nos esbarrámos por aqui eu já tenha corrigido. Obrigada por ler, por permitir se envolver na história, por comentar, e, além disso, me instruir com muito carinho. Estou muito grata por tudo isso ❤️ 8. März 2019 14:03:30
Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá! A leitura é simples, foi uma releitura com todos os sentimentos empregados na frase escolhida, e você entregou. O desenvolvimento do final do relacionamento foi maravilhoso, na verdade dá para sentir só com uma simples leitura a dor do Roy, objetivo alcançado. Uma dica que deixamos é para ter cuidado com as palavras repetidas, às vezes ela dá outra sensação além do esperado e pode soar como um erro ao invés de reforço. A metáfora das flores foi maravilhosa e encantou de verdade! Está maravilhoso! Parabéns por ter participado do desafio, esperamos que tenha gostado! Beijinhos ;*
28. Juni 2018 20:31:11
E C E C
Eu amo esse casal e tô muito triste e feliz com essa fic hehe Primeiro que o amor dele tá claro e isso é tão lindo de ler. Eu sofri sorrindo com ele 💜 Comparar o amor com flores é lindo demais, o cultivo necessário e o que fez a flor morrer. Estou amando você por escrever sobre eles 💛
24. Juni 2018 11:57:56
Elloo Izy Elloo Izy
Ain, essa pegou no coração. Como posso dizer que etudo tão lindo, mas triste? jwkskdjd é eu acho a tristeza um troço bonito, já que dela nasce coisas lindas, ou não. ENFIM! eu amei a forma como você mostrou o desenvolvimento do sofrimento de uma pessoa que ainda ama e que é consciente disso desde sempre, que chegou até mesmo tentar tudo o que pode e mesmo assim, não conseguiu. muito obrigada por compartilhar ela conosco 💕💕
23. Juni 2018 20:44:26
Ayzu Saki Ayzu Saki
Eu vim iludida que ia ter final feliz :( Foi muito triste (ainda mais por ser tão plausível de acontecer), mas muito lindo também.
22. Juni 2018 10:13:30
Isis Isis
Ah Roy... Isso foi triste. Mas foi lindo. Eu amei o trecho "o meu ainda está aqui, dormindo comigo na cama vazia e andando nos restos secos do que um dia fora meu jardim". Passou uma realidade e uma profundidade de sentimentos. Eu me compadeci com a dor do Roy. Mas sem sentir pena... Adorei Karol!
21. Juni 2018 20:53:18
Mori Katsu Mori Katsu
Eu amo o Roy, sério! E conhecendo ele, fica claro porque tomou um bolo, não por ser um cafajeste-o que ele é realmente, mas por não dar atenção mais profunda as mulheres.
17. Juni 2018 14:02:55
~