If I could love her. Follow einer Story

brendalf Brenda Bezerra

A felicidade é um ponto perdido no tempo, o denominador da vida é a tristeza e é o sofrimento que constrói os pilares da nossa personalidade...


Fan-Fiction Bands/Sänger Nur für über 18-Jährige.

#yaoi #shounen-ai #yoonseok #mpreg
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Impulso

__Yoongie...

Sua voz baixa entrava em meu ouvido e invadia meus sonhos, o soprar de seu hálito fresco em meu pescoço fazia eu me arrepiar enquanto podia ver nitidamente um Hobi de sunga branca abraçado a mim sobre a areia clara da praia enquanto o mar azul se estendia à nossa frente, tocando as nuvens ao perder de vista.

__Yoongieeee__ele soou manhoso, aumentando minha sensação de prazer quase que de imediato__LEVANTA SEU PREGUIÇOSO!

Levantei-me em um rompante ficando em pé na cama, visivelmente assustado por ter sido tirado do meu nirvana, através de berros, por meu já não tão adorado marido, que agora se sacudia de rir à minha frente.

__Hobi, você é uma pessoa cruel, mas eu sei que você sabe disso, não é?

__Sim__ele sorria convencido__e mesmo assim olha à quem você se acorrentou...

__Nada me impede de me arrepender.

Me joguei sentado na cama, coçando os olhos e puxando as cobertas a fim de voltar a dormir.

__Ah, muitas coisas me garantem que você não vai.

Ele engatinhou até mim, exibindo suas curvas sinuosas em um rebolado pouco descente, se abaixou provocativo ao alcançar meu rosto e me beijou lentamente, me despertando por completo do sono que a manhã fria provocara.

Uma pena que essa cena não durou, já que antes que eu pudesse contornar seu pescoço e prendê-lo à cama, ele agarrou as cobertas e puxou de uma vez, correndo com elas pelo corredor rumo ao térreo e me deixando ali, exposto e infeliz, encarando descrente a entrada do quarto...

Me levantei sem vontade e me dirigi ao banheiro a fim de tomar um banho quente, hoje eu nem iria ao escritório, estava terminando uma campanha para uma loja de artigos infantis, e como faltavam apenas alguns retoques para obter a aprovação do cliente, eu poderia muito bem terminar em casa. Deveria ter avisado ao Hobi para que não me acordasse, mas eu sempre me esqueço desses detalhes, e mesmo não admitindo, acho importante que tomemos café juntos. Tínhamos uma boa relação, e eu gostava de acreditar que era por conta desses pequenos cuidados e concessões que ainda não estávamos nos matando, como a maioria dos nossos casais de amigos.

Quando entrei na cozinha ele já me esperava, bebericando seu café calmamente enquanto lia as notícias no celular, trajado como o habitual, ainda parecia sexy com aquela roupa social, eu sempre invejava seus alunos, e confesso que sentia certo ciúme da grande quantidade de elogios que ele recebia dos marmanjos que, fosse em busca de atenção ou de boas notas, desferiam a ele.

Passei por trás de si, dando-lhe um beijo na bochecha cheinha, antes de rumar à cafeteira e encher uma grande caneca com o líquido reconfortantemente quente, peguei no pote grande sobre a bancada um dos biscoitos que ele havia feito na tarde anterior e me sentei ao seu lado, o observando de soslaio ao me encarar com as sobrancelhas unidas.

__Não vai trabalhar hoje, senhor folgado?

__Claro que vou__revirei os olhos__só vou trabalhar em casa, a agência anda meio parada, estou com apenas um projeto o qual já estou terminando, então não vejo problema em ficar por aqui.

__Queria eu ter essas comodidades, poderiam bolar uma forma de eu dar aula pra esse bando de moleques via webcam...

__Vai pegar os calouros hoje?

__Sim__fez um bico, estalando os lábios__as vezes eu odeio o meu trabalho...Em dias como hoje eu adoraria dar aula em casa, usando só a parte de cima desse terno e com as pernas sob grossas cobertas felpudas.

__Posso tentar usar meus talentos de marketing e publicidade para convencer as pessoas de que cursar direito online é a melhor maneira de se consagrar no futuro mercado de trabalho.

__Faça isso, por favor, e eu faço qualquer coisa por você...

__Qualquer coisa?__sorri sínico.

__Mas eu já faço essas coisas.__ele escondeu seu rosto atrás da grande xícara de café, expondo apenas seus olhos arregalados e inocentes.

__E é por isso que eu faria isso mesmo que você não me desse nada em troca.

__Achei que era por que me amava, seu ingrato!

__Nãooooooo... Por você me amar eu te amo de volta, todo o resto é por você ser você...

__Tá né.__ele disse, desconfiado.

__Quer carona pra faculdade?

__Não é carona se você só for me levar, né? Não precisa, estou a fim de dirigir hoje.

__Ok, tenha cuidado...

Ele se levantou, vestiu o blazer que estava no encosto da cadeira, pegou suas chaves sobre a bancada, me deu um beijo com o familiar gosto de café com avelã, bagunçou meus cabelos molhados sussurrando um “Bem melhor” e saiu.

Encarei a casa vazia por um tempo, caneca na mão, semblante carregado, sobre o sofá reconheci o meu tão amado cobertor, me chamando, praticamente me seduzindo...Obviamente eu deixei o que precisava fazer para depois, me encolhi no sofá, me cobri por inteiro, liguei a TV, programei o despertador e dormi por mais algumas boas horas.

Quando o despertador tocou eram quase dez da manhã, acordei preguiçoso demais para alguém que tinha dormido tanto, juntei as cobertas, levei-as até o quarto e arrumei a cama, tomei mais um banho, fiz mais café e subi para o escritório com minha caneca em mãos.

Passei algumas horas ali aperfeiçoando o designe da campanha, alguns e-mails e videoconferências depois e chegamos a um consenso, enfim eu poderia dar aquele projeto como concluído, e a parte boa é que com toda a paciência que demonstrei ao lidar com os sócios indecisos consegui uma recomendação para uma campanha maior de um hospital pediátrico que aconteceria dali a alguns meses.

Apenas quando me livrei do trabalho percebi que já passava há muito da hora do almoço, já que àquela hora nem mesmo meu estômago reclamava mais a minha negligência para com ele...

Desci as escadas rumo à cozinha enquanto checava meu celular, haviam algumas mensagens do grupo da empresa, algumas de alguns amigos e muitas mensagens do Hobi, perguntando se eu tinha almoçado, como estava indo no trabalho e avisando que ia chegar tarde, mas que eu não precisava me preocupar com o jantar, respondi que só iria almoçar agora e tive o gosto de receber um áudio dele brigando comigo por isso.

Adorava o modo como mesmo quando não podia cuidar de mim ele ainda assim tentava... Fiz uma omelete com muito queijo, um suco natural e comi rápido, lavei a louça e passei o resto do dia jogando vídeo game.

Pode parecer irônico, mas eu estava detestando essa rotina de “atoa”, há algum tempo a agência já não me rendia mais como o esperado e eu me sentia preso a um teto de criatividade contida.

Quando optei por publicidade eu imaginava que teria toda a minha imaginação potencial explorada, que toda aquela onda de pensamentos que uma mente ansiosa conseguia produzir seria convertida em algo positivo, porém agora eu me sentia engessado e contraprodutivo, preso em minha própria pele, fazendo dingles de comercial de cereal e campanhas de lojas seculares, aquele não era o futuro que eu havia imaginado para mim.

E mesmo que eu ganhasse mais que o suficiente para viver bem com Hoseok, ainda assim tardes no sofá, dormindo ou jogando vídeo game, nunca me pareceram tão deprimentes...

__Yoongie?

Hobi gritou da porta enquanto tirava os sapatos na entrada.

__Aqui, meu bem...

__Ah__passou na frente da TV e se jogou ao meu lado no sofá, se espreguiçando__Overwatch?

__Sim, quer entrar?

__Adoraria, mas agora não podemos.

__Não?

__Não__ele me encarou por um tempo, visivelmente desanimado__Sunhee nos “convocou”__ completou, revirando os olhos e fazendo aspas com as mãos__ para um jantar de casais com ela e o Jisung, disse que precisavam dar uma noticia importante para seus melhores amigos.

__Você não conseguiu recusar não é? Parece tão cansado para perder tempo em um jantar desses...

__Não e sim... Ela parecia tão empolgada, e veio novamente com o papo de sermos melhores amigos, poxa, você também teria concordado.

__Não, assim como não teria concordado em ser padrinho do casamento deles!__agora eu revirava os olhos__Você é bonzinho de mais, meu bem, e eles obviamente abusam disso...O casal mais pedante, perfeitinho e insuportável do mundo nos fez de refém, e eu nem consigo te culpar por isso com você fazendo essa cara pra mim.

__Eu não faço cara nenhuma__agora ele fazia bico__enfim, vamos subir, temos que nos aprontar...

__Ok, vamos.

Desliguei o console e subi com ele, nos arrumamos rápido, não precisava muito para o Hobi ficar perfeito, enquanto á mim, bom, eu simplesmente não ligava muito em parecer bem para aqueles dois, infelizmente pelo que o Hobi dizia, era exatamente quando eu não me arrumava que meu estilo “despojado” me deixava charmoso.

O caminho para o restaurante foi longo, porém calmo, Hobi me contou sobre o dia dele e eu lamentei não ter muito para contar sobre o meu a ele, o casal havia escolhido um dos melhores restaurantes da cidade, que ficava a uma distância considerável da nossa casa, de modo que chegamos minimamente atrasados, e os dois já estavam à nossa espera.

O jantar também seguiu muito bem, á medida do possível, a gente sempre tinha que evitar revirar os olhos quando alguma coisa inacreditavelmente presunçosa era dita, quando o garçom retirou a mesa e pedimos a sobremesa, pôde-se ver o cochichar baixo entre o casal, e quando eles voltaram a atenção para nós Sunhee começou a falar:

__Bom, nós queríamos esperar um pouco para podermos contar sobre isso, para termos certeza e superarmos os riscos de perda...

Naquele momento eu pude ver os olhos de Hobi se arregalarem, um pouco assustados, enquanto Jisung segurava fortemente a mão da esposa sobre à mesa.

__Não, sério?__Hobi indagou, e diferente da habitual apatia à tudo o que vinha do casal, ele parecia genuinamente feliz.

__Uhun...

Ela apenas acenou positivamente com a cabeça, um pouco emocionada, e então Hobi se levantou e foi até ela para abraça-la e eu permaneci com cara de pateta sem entender a situação.

__Nossa, isso é maravilhoso! Parabéns...

Encarei Jisung em busca de respostas e ele apenas riu e deu de ombros, também parecia muito feliz, seja pelo que fosse... Minha ficha só caiu quando ouvi o Hobi perguntar, ao voltar a se sentar ao meu lado:

__Está de quantos meses?

__Três, mais ou menos...

Nesse momento meus olhos que se arregalaram, e eu não pude evitar de novamente encarar Jisung, agora mais consciente e de certa forma até feliz por ele.

__Não brinca, nossa, parabéns cara__apertei sua mão sobre a mesa e ele retribuiu com um sorriso largo.

__Já dá para saber o sexo?

__Não, ainda não...

Hobi e ela se perderam nessa conversa pelo resto da noite, Jisung e eu apenas opinávamos naquilo que nos era dirigido, ele me disse que agora estava mais preocupado com as responsabilidades, e que aquilo tudo era um pouco assustador, mas que também se sentia muito feliz.

Quando o pagamos a conta e rumamos ao estacionamento, já era tarde da noite, entramos no carro juntos e eles saíram na frente, e apenas quando os perdemos de vista na saída do estacionamento começamos a falar sobre aquilo tudo.

__Que loucura!

__Pois é__Hobi respondeu extasiado__Eu sequer suspeitei disso tudo, olha que vejo ela dia sim dia não na faculdade...

__Você sabe que eles vão querer nos fazer padrinhos dessa criança, não é?

__Nããooooo__ele arregalou os olhos assustado.

__Mas é claro que vão, olha toda essa cena só para nos contar isso...E é claro que você não vai conseguir negar.

__Ah, mas de todas as coisas, essa eu até assumo bem, imagina só, uma menininha ou menininho correndo na nossa casa, dormindo na nossa cama, bagunçando tudo do jeito mais fofo que conseguir...

Nesse momento estávamos parados no sinal, a luz vermelha iluminava o rosto dele enquanto ele viajava em seus pensamentos, as mãos sobre a barriga e os olhinhos brilhando, o sorriso bobo nos lábios, tão irresistível feliz assim.

__Hoseok__esperei que ele me encarasse__vamos ter um filho?

Seus olhos se arregalaram de forma cômica antes que ele conseguisse abrir a boca para me responder.

__O que?

O sinal ficou verde e eu voltei a encarar a rua, em minha visão periférica podia ver e quase sentir a mistura de sentimentos que emanavam dele enquanto o silêncio reinava no carro, apenas quando entramos na rua da quadra de nossa casa pude ouvi-lo sussurrando, incrédulo.

__Vamos ter um bebê... VAMOS TER UM BEBÊ YOONGIE! Vamos, não é?

Ele se animou uma ultima vez antes de eu dar uma resposta definitiva, e com aqueles olhinhos brilhantes me encarando era mais que obvio que resposta seria.

__Vamos sim...

29. Mai 2018 00:54:30 0 Bericht Einbetten 2
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