O Lobisomem do Bairro Fleetward Follow einer Story

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C Clark Carbonera


Leon e Fox são moradores de um bairro pobre chamado Fleetward, onde uma série de mortes estranhas e suspeitas começaram a acontecer. Depois que os dois resolvem desrespeitar o toque de recolher instituído pelo xerife Deccar e ir para o campo de beisebol encontrar o que Fox dizia serem luzes alienígenas, Leon e seu amigo avistam uma criatura enorme que deixa um rastro de sangue pelo caminho. Apesar de ser contra, Leon segue Fox para desvendar que criatura seria aquela.


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#amizade #mistério #lobisomem #português #literatura-brasileira
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Capítulo 1


Era final de Novembro e início das férias de verão no bairro Fleetward, condado de Conrad. Leon estava entediado. Seus pais tinham saído numa viagem que duraria ao menos um mês, a fim de visitar uma tia-avó que estava doente. Ele fora proibido de ir. Aquela era sua primeira semana sozinho em casa. E o cachorro do vizinho. Não. Parava. De. Latir.

– É isso, agora já chega!

O jovem de 17 anos pulou da cama, usando apenas o short do pijama, e desceu como um avião as escadas estreitas. Atravessou a cozinha em sete passos e voou pelo gramado seco, dando impulso para pular pela grade que separava sua casa da do vizinho.

Ele só fez isso pois o cachorro não estava no quintal. O animal estava dentro da casa fazia dias, latindo sem parar. Leon sabia disso.

Subindo os três degraus podres da casa do vizinho, o garoto esmurrou a porta e gritou:

– Ei, Andrei!

De onde estava, ele conseguia ver sombras do que deveria ser a cozinha de Andrei, mas só via escuridão no corredor longo que ligava a cozinha às salas de estar e jantar (ele também sabia disso já que todas as casas do bairro Fleetward eram iguais, milimetricamente iguais).

Leon ouviu mais latidos desesperados e o som de patas no assoalho de madeira. Ele deu graças a deus por haver uma porta, ainda que fina, entre ele e o animal, que avançou sobre a porta, ficando sobre as patas traseiras. Enquanto latia, a baba do cachorro respingava na tela superior da porta.

Ele tentou acalmar o bicho e como não obteve resultado, gritou novamente.

– Andrei!

Mas da casa não se ouvia qualquer som humano. Leon praguejou e bateu a testa no batente da porta, frustrado e furioso. O cachorro continuou a latir.

No fundo, Leon sabia que a culpa não era do cachorro, no entanto ele tinha absoluta certeza de que se o bicho continuasse com os latidos, ele mataria o cachorro ou se mataria, e como o instinto de sobrevivência falava mais alto, ele mataria o cachorro. No final, nunca houve outra opção.

Leon mediu o animal, que em pé era quase do seu tamanho e conseguiria derrubá-lo sem nenhum esforço. Um bernese com tendências homicidas, seria o primeiro de uma raça.

– EI!

O garoto levou um susto e quase caiu de volta no gramado. Um homem grande, com ombros curvados e expressão assustadora encarava Leon com sangue nos olhos. De repente, ele já não estava mais corajoso.

Sabia que tinha dias que Andrei estava afável o suficiente para dar um aceno curto de cabeça quando você passasse pelo outro lado da rua (não por opção sua, mas por medo do cara mesmo), enquanto que noutros dias era melhor ficar longe, bem longe, do vizinho. E parecia que hoje era um desses dias.

Leon engoliu com certa dificuldade e desceu para o gramado, tropeçando nos degraus.

– É esse seu cachorro que não para de latir!

O vizinho andou até Leon, parando a poucos centímetros, franziu o nariz e encarou-o com olhos frios. Por mais que nunca fosse admitir, Leon podia mijar no pijama a qualquer momento agora. A presença daquele homem era aterrorizante e a barba por fazer, o mau hálito e o cabelo desgrenhado não minimizavam em nada a aparência bestial. Andrei virou-se, segurando por ainda um segundo o olhar de Leon, e subiu para a casa.

– Eu não ouço latido nenhum – a voz dele era rouca como se tivesse passado a noite toda gritando.

De fato, o cachorro não latia mais (Leon não se lembrava em que momento ele tinha parado de latir), ele só gania baixinho.

– Ma-mas é claro que ele não está latindo agora! É porque você chegou!

Andrei ignorou a voz medrosa e injustiçada de Leon e entrou na casa.

O garoto apertou as mãos frustrado, a raiva e a coragem voltando-lhe em ondas. Apontou um dedo para a porta e gritou:

– Da próxima vez que esse animal latir, eu vou é pegar a fuça dele e enfiar nesse seu rabo de merda!

A porta de madeira fina se abriu num rompante e Andrei correu para o gramado tostado pelo Sol na direção de Leon que, desesperado, correu como um foguete e se jogou sobre a cerca metálica que separava as casas, prendendo o pé em um dos arames e caindo de cara na terra seca. Andrei parou na cerca divisória, nem seu nariz avançava no terreno de Leon.

O garoto rastejava e tropeçava, correndo meio que de quatro para chegar o mais rápido e em segurança na sua casa.

Quando a porta se fechou, Andrei deu um risada cáustica, que mais parecia um latido, e disse baixinho:

– Você não tem colhões, pirralho.

Colocando as mãos nos bolsos da calça jeans suja e esfiapada, ele voltou a passos lentos para sua casa. Subiu os três degraus, deu um fungada embaixo do braço e olhou sério para o cachorro enorme que tomava grande parte da cozinha e abanava o rabo.

– Nada melhor que um bom banho depois de uma guerra.


31. Mai 2018 15:06:30 0 Bericht Einbetten 2
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