Quando você sabe... Follow einer Story

mary-olosko3981 Mary Olosko

Sherlock e L demonstrando as coisas que eles não sabem.


Fan-Fiction Anime/Manga Alles öffentlich. © Tudo meu menos os personagens e a capa (vou deixar o link de onde eu peguei.

#Death-Note #Sherlock #yaoi #vemprocrack
Kurzgeschichte
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Lembranças?

                       L estava cansado.

  É claro que ele sempre estava em falta com suas horas de sono, mas na maioria das vezes não chegava a sentir o cansaço. Daquela vez o corpo pesava, a cabeça latejava e os olhos fechavam sem permissão. Há quanto tempo estava naquilo? Uma semana, 3 horas, 50 minutos e 27 segundos...

    Deu por si nos corredores de casa, ou o mais próximo de uma casa: Wammys House. Os longos corredores quase abraçavam-no. Ouvia um burburinho familiar, algumas crianças apareceram, uma delas era B. Reconheceria-o em qualquer lugar, ele vinha rindo de alguma coisa que A tinha dito, a versão infantil de L estava atrás dos dois, um cubo mágico girando entre os dedos.

  Quando se cruzaram no corredor, as crianças não pareciam nem um pouco interessadas nele. Seguiram por um outro caminho mais que conhecido para o Detetive.


— Eu estou com fome — A declarou, manhoso.

— Viemos do jantar agora… — L respondeu incrédulo.

— Vou buscar alguma coisa — B sugeriu tão rápido que quase atropelou as palavras.

  

 Saiu correndo corredor a dentro de novo. L e A estavam sozinhos, ao longe alguém ouvia On Every Street mais alto do que o permitido nos quartos.


— A… — O L diminuto chamou, visivelmente constrangido.

— Sim.

— Você vai acabar com ele. Sabe disso, não é? Se você morrer… Ele não vai durar. Meu irmão é um vaso de cristal nesse momento, você é a mesa, se você tremer…

A se aproximou de forma assustadora, segurou o rosto do Moreno e sorriu.

— …. — Viu os lábios do rival se mexerem, mas sabia que a memória acabava ali.

Não lembrava o que A tinha dito. Não queria lembrar. Não queria lembrar de nada daquilo.

   

    Acordou com um barulho muito leve de Watari deixando uma refeição ao seu lado. Estava chorando. O mais velho não fez comentário algum, saindo do quarto silenciosamente como entrou.

   Olhou as belas Madeleines na bandeja e começou o ataque. Quando elas terminaram foi para o chão levando o laptop, agachado como o usual passava as fotos uma a uma. As cenas de crime. Era tudo tão estranho, as informações dos agentes que recebia cada vez mais desconexas… Raras as vezes em que sentia a necessidade de ir a campo, ver com os próprios olhos, mas começava a achar que teria que fazer isso.

   Os dedos procuraram sozinhos mais uma Madeleine na bandeja, mas encontraram um jornal bem dobrado. Pegou com despreocupação, não achava que tivesse alguma coisa ali que ele não soubesse. A capa estampava “O Caso X: entenda ”, a foto das vítimas até o momento. 3 lordes, quem em sã consciência matava parlamentares em série? A Scotland Yard inteira estava fixada no caso além dele, o primeiro ministro em pessoa pedira a intervenção do detetive, Mycroft tinha tido longa conversa por telefone também…

   O jornal então discorria sobre a carreira política e a vida pessoal das vítimas no final dando uma vaguíssima explicação do pouco que se sabia da investigação. Não culpava o jornalista, poucas informações tinham sido confirmadas e muito mistério envolvia os crimes. L sabia cada um dos fatos ali como um mantra, sabia tanto da vida pessoal daqueles senhores que sentia que verdadeiramente os conhecia.

   Passando ocasionalmente a folha do Jornal os olhos esbarraram em uma matéria.

O gênio aposentado

Baker Street 221b, qualquer britânico com acesso a rádio ou TV e o mínimo de atenção já ouviu o endereço e sabe quem reside nele. Sherlock Holmes, criador da própria profissão, o único Detetive Consultor do mundo, costumava nos maravilhar com suas histórias que chegaram ao público pelo icônico blog de John Watson. Nas histórias do Doutor, Sherlock era muitas coisas: imprevisível, frio, difícil, mas acima de tudo, era genial. Alguém de meios e ideias tão próprias que são quase impossíveis de se entender, sendo uma pessoa normal. Sua intransigência e sua persistência obsessiva, marcas profundas do Detetive pareciam quase nada problemáticas nas narrações do Doutor que em várias entrevistas chegou a afirmar que Sherlock era a coisa mais próxima de um super herói que ele conhecia.

Tudo ia bem para a dupla quando durante uma habitual aventura o Militar foi ferido mortalmente por um moribundo qualquer. A história que se seguiu foi a mais triste e revoltante para os fãs. Além da morte do autor e a Inspiração foi cumprir pena de 6 anos por ter assassinado o executor do parceiro, sentença que levou em conta os inúmeros serviços de Sherlock para o governo.

Nesta sexta, 15 de junho o Detetive foi solto. Sua aparência magra e debilitada machucou os fãs mas mais ainda sua notícia, única informação que deu aos jornalistas.

“Acabou.” disse apenas quando perguntado sobre sua carreira.

   A matéria continuava com os feitos de Holmes mais conhecidos, mas L já os conhecia bem, era grande admirador das histórias do outro. Não pode deixar de lamentar que ele tivesse dado uma resposta tão mórbida.

   A foto no artigo era um close bem próximo do rosto. Não havia nada no olhar a não ser tristeza, um quê de raiva talvez. A magreza e as olheiras poderiam passar como desconforto da cadeira, mas L sabia que era a perda de John. Sabia muito bem.

   Deixou o jornal no chão voltando a atenção para o bule com água quente, a essa altura já morna, colocou o chá, a água e os 27 cubinhos de açúcar em uma xícara enquanto pensava. Era um caso tão instigante, podia sentir a resolução tão próxima e tão distante. L frequentemente tinha essa sensação de ter alguma coisa debaixo do nariz, mas esse caso quase cheirava a podre.




   Sherlock dizia a si que não queria voltar a rua Baker, mas sabia que era o que ele mais queria. Abriu a porta com dificuldade no meio de tantos fotógrafos. O barulho da chaleira cantando, o cheiro, as paredes, a Sra. Hudson esperando com uma cara confusa no rosto, nada mudara. No momento em que abriu a porta sentiu que estava em casa. Abraçaram-se longamente.


— Você está com uma aparência horrível querido — ela comentou, sorrindo.

— A Sra. também — complementou devolvendo o sorriso.


  Subiu as escadas com ela atrás carregando uma bandeja.

  Pôs receosamente uma mão na maçaneta. Tinha se preparado muito para aquele momento. Entrar em casa é não ter John, retornar à vida normal e não vê-lo pela casa, ver a pequena Rosamund… Abriu a porta.

   O apartamento estava exatamente como sempre fora. As poltronas, marcas na parede, mesas, a cozinha, parecia congelado no tempo. Sentou-se à antiga cadeira com medo que ela fosse desaparecer.


— Mantive tudo como era… — A mulher disse depois de deixar o chá na mesinha 

— Não tinha coragem de vir aqui, mas mantive limpo.


   Olhou ao redor nostálgica e foi embora. Era uma mulher educada, mais do que Sherlock lembrava.


— Ela está mais velha, não a deixe trazer uma bandeja pesada dessas escada acima — John ralhou instantaneamente.

   

   Apareceu de dentro da cozinha com seu casaco de tweed, os sapatos, a barba feita recentemente.


— Eu não pedi.— O detetive respondeu, alcançando a xícara. — Por que está aqui?

— Você que me diz. — John sentou na sua cadeira com o costumeiro olhar atrevido.

— Não tenho nada para dizer… — Levantou de supetão.


   Foi para o quarto em silêncio. Preferia não conversar muito com aquele John. A fraude Sherlock Holmes inconstante, assassino e louco… O celular vibrou mas nem se deu ao trabalho de olhar, era Microft. Pendurou o casaco atrás de sua porta e deitou muito pensativo na cama. As mãos unidas pelas pontas dos dedos, muitas coisas giravam em sua mente.


— Faz só 3 horas que você falou que tinha parado. — John comentou. Estava sentado na ponta da cama de pijama.

— Eu já estou entediado.



   L atualizava Microft sem tentar enganá-lo.


— No geral não tenho quase nada concreto. — O detetive se sentou à janela com o computador. Evitava propositalmente o sol que já pintava o céu de laranja. O vento frio o fez abraçar as pernas. O Governo estava em silêncio

— Sabe quem me ligou hoje? Melhor não saber. Temos que resolver isso. — O homem estava claramente alterado, mas L não se compadeceu muito.

— Acho que Sherlock Holmes poderia ajudar — comentou por fim.

Microft parecia pego de surpresa, mas ainda sim respondeu rapidamente.

— Ele parou.

— Preciso de alguém em campo.

— Todos os agentes de campo estão à sua disposição!

— Estou falando de alguém realmente útil.

Um suspiro profundo veio pelo alto falante.

— Ele não vai querer trabalhar com ninguém…

— Nessa localização. Amanhã 18:37. — L e o outro homem tinham bastante tempo de colaboração para se entender sem muito.

L desligou enviando o endereço e instruções em seguida. Aproximou o rosto do laptop. Lendo alguns detalhes novamente.



— Não tinha um método menos evasivo? — A voz do Detetive ecoou pela sala.

Watari se aproximou do laptop, diminuindo o volume.

— Ele não ia cooperar. Eu tinha um prazo apertado. — O engravatado parecia realmente nervoso, L só podia vê-lo mas podia dizer que ele cheirava a cigarro.

— É verdade. — O homem preso na cadeira intrometeu-se. O tom profundo de sua voz era exatamente o que L esperava.

   

    Microft se aproximou e retirou o saco da cabeça do irmão. O Moreno contemplou o local. Alguns segundos.


— Estou impressionado… Sabia que não podia ser meu irmão o único autor desse sequestro. Foi um dos melhores que já vivenciei. — Sherlock olhou ao redor novamente, mas L não estava preocupado. O lugar era o mais vazio e sem identidade possível.

— Boa Noite Sr. Holmes — A voz modificada estava saindo de um pequeno laptop.

— Boa Noite. — cumprimentou o Detetive — Eu parei.

   Microft deu uma risadinha verdadeiramente nervosa e debochada.

— Você já pode nos deixar Microft. — L comandou.

   

   Não era facilmente irritado mas algo na presença do homem incomodava profundamente. Este saiu ainda meio petulante.


— Me mantenha informado por favor — pediu antes de sair completamente da sala.

— Ele provavelmente vai ouvir tudo de qualquer forma... — Sherlock se apressou em dizer.

    O moreno não pode deixar de sorrir.

— Sr. Holmes eu não sei se sabe quem eu sou, mas eu sei quem você é. Eu sei tão bem que-

— Eu poderia te considerar um fã? Eu conheço você. Algum ricaço que fez alguma coisa errada e precisa de mim. Talvez seja da realeza ou meu irmão te deva um favor. A verdade é que nada disso me interessa. Eu parei. Só ainda estou aqui ainda porque gostei de como você dispensou meu irmão — interrompeu, parecia irritado e displicente.


    L se levantou, parte de si já sabia que teria que fazer aquilo em algum momento. Caminhou até a porta e saiu por ela depois de hesitar alguns segundos.


— Estou desapontado Sherlock — L tinha um sorrisinho nos lábios.


  O detetive mais velho piscou diversas vezes. O rosto do rapaz era uma lembrança dolorosa demais. Quase tinha se perdido entre as várias coisas que Sherlock não queria se lembrar mas não conseguia esquecer. Sentia lágrimas querendo abrir caminho


— Lawliet…? — balbuciou, confuso.


L se aproximou da cadeira. Sherlock o olhava fixamente.


— Você estava morto. — O de cabelos encaracolados estava completamente chocado.

— Você também. — L foi rápido com a resposta.

   O silêncio durou muito depois daquilo. Quase uma hora de silêncio, talvez duas, mas tudo isso contido em 5 minutos.

— Quando A morreu eu virei o sucessor. — O mais novo fez sinal para que Watari trouxesse o chá. — Quando fui visitar B ele realmente me esfaqueou, mas eu não morri. Tomei a oportunidade para sumir. Trabalhar totalmente anônimo. Roger e Watari concordaram.


    Sherlock entendia. Podia ver em seu rosto.


— Por que ele te esfaqueou? — perguntou, nunca tinha verdadeiramente entendido aquilo.

— Você não esfaquearia o seu irmão? — L perguntou, se deixando levar pela conversa.

— Não mortalmente.

   Um silêncio momentâneo. O ambiente foi preenchido por risadas tímidas.

Watari trouxe o chá e alguns biscoitos doces. O cheiro forte do chá impregnou o lugar rapidamente, Sherlock não sabia do que era, julgando pelo cheiro.


— Por que? Todos esses anos… Poderíamos ter cooperado. — O detetive consultou continuou indagando.

— Nós cooperamos algumas vezes… Mas eu não queria mais problemas para você e John. E depois a criança… — L comia enquanto falava. Seu tom definitivamente não tinha a seriedade necessária para aquela conversa.

   Sherlock sentia um desconforto muito grande em falar sobre Rosamund. A culpa. A saudade. Mas aquilo tudo podia esperar.


— E porque agora?

— Achei que… Você pudesse ajudar no caso. — L deu de ombros — Eu…

— Eu dispenso a sua pena. — Sherlock se levantou. — Vou ajudar, porque você está com pena de mim. Se for pensar bem, talvez seja você o digno de pena.

Saiu do recinto.



   A porta da casa de Molly tinha a mesma cor esverdeada. Sherlock bateu embora houvesse campainha. Ouviu a voz conhecida pedir um segundo e em questão de momentos a porta estava aberta.


— Ah Sherlock! — Molly Hooper abraçou-o por mais de 10 minutos.

    

   Sherlock retribuiu os primeiros 2 minutos do abraço e no resto notou coisas sobre a mulher. Mais rechonchuda e de traços mais graves Molly ainda usava o mesmo perfume e creme de cabelo. O apartamento cheirava a cookies e estava todo protegido para crianças, Molly e Harriet (irmã de John) se dividiam cuidando de Rosamund em teoria, mas Sherlock não precisava ser muito perceptivo para ver que era ali que a menina ficava a maior parte do tempo.


Quando ela finalmente o soltou ela sorriu e chamou animadamente.


— Rosa!! — e se virou para o homem e sussurrou — ela está falando disso a semana inteira.


   Uma menina loira, olhos claros e estatura baixa para uma menina de 10 anos surgiu imediatamente num pequeno corredor à frente deles. Ela parecia muitos com os pais. Quando ela sorriu Sherlock não pode deixar de acompanhar. Se agachou quando ela veio até ele.


— Oi pequena — cumprimentou ainda sorrindo.

Sua resposta imediata foi um abraço profundo.

— Oi pai. — ela murmurou.



— Foi bom assim? — A voz modificada parecia infantil e ao mesmo tempo seria demais para aquela frase.

— Foi. — Sherlock estava animado demais para fazer algum comentário sarcástico — Ela é tão inteligente. Molly me disse que quer colocá-la em uma escola melhor, e ela toca piano como um adulto. Ela quer muito um gato, mas é alérgica.

— Você está animado com ela. — L comentou — Isso é bom. E o que descobriu na visita a primeira cena do crime?

— Descobri que nada disso faz sentido. — começou sério. — Começando pelas vítimas. Nenhuma delas é a mais expressiva ou a mais perigosa da casa dos Lordes. Por que um assassino serial visaria Lordes figurantes como eles?

— Me ocorreu também. — L quase não continha a surpresa, sabia bem que o outro normalmente não compartilhava as deduções.

— Um chá mais tarde? — Sherlock perguntou. Pelo tom do homem parecia que ele e L faziam aquilo todos os dias.

— Podemos tomar, mas tem que ser aqui. — L não achava Baker Street segura ainda.


    Sherlock desligou. Ainda era muito direto, L apreciava aquilo. Uma hora e meia depois eles estavam analisando os arquivos. Parentes das vítimas. Estavam em silêncio mas trabalhavam em sincronia. A checagem era dos parentes


— Você ainda não me disse quem é ele. — John estava sentado ao de Sherlock, um jornal na mão e um tom irritado.


Sherlock ignorou prontamente o parceiro morto e continuou trabalhando.


— Ótimo… Estou sendo ignorado — riu nervosamente. — Típico Sherlock! 

  

   Sherlock tentava ao máximo se convencer de que não tinha mais ninguém além dele e L naquela sala. Além do mais não podia simplesmente responder uma alucinação.


— Eu não estou perguntando nada demais. — John apareceu a sua frente. Os olhos que Sherlock não sabia bem recusar.


Sherlock levou uma mão ao rosto do companheiro, mas não sentiu nada.

— Tudo bem? — perguntou o rapaz do outro lado da sala.


Concordou com um meneio de cabeça. L se aproximou. sentou no mesmo sofá que Sherlock e se curvou como fazia.


— Você realmente levou essa besteira a frente… — constatou, se referindo ao modo como o outro sentava.

L abriu a boca para responder.

— E não me venha com essa baboseira de 40% de inteligência — continuou ríspido.

L fitou o outro por alguns longos segundos.

— Eu senti muito a sua falta — declarou por fim. — Eu queria muito falar com você todos esses anos, mas o que eu tinha para dizer… Talvez você não pudesse ouvir ou não quisesse.

— E o que era? — Sherlock não tinha a menor ideia do que poderia ser.

— Primeiro o caso — respondeu, já tinha pensado no que diria se ele perguntasse.

Continuaram até que algo chamou a atenção de L nos documentos. Um nome em específico. O nome de solteira da mulher da segunda vítima…

          Sherlock sorriu com os olhos.



*6 meses depois*


— O que o nome tinha haver? — Lestrade perguntou, bem confuso enquanto Sra. Hudson lhe servia gemada.

— A classe policial desse país é uma piada — Sherlock debochou.

— O nome era simplesmente o da família criminosa mais prestigiada do momento, ou melhor, a versão que eles passaram a usar. — Microft entrou na sala com um ar muito aliviado.

— A Sra. “Burke” queria o dinheiro do marido e a família dela ajudou a conseguir. Mataram um dos amigos dele primeiro, e um depois assim que os policiais começaram a questioná-la. — A voz alterada do computador explicou calmamente.

— Quem convidou o Grinch? — Sherlock brincou ao ver Microft.


      A referência pegou todos de surpresa.


— Eu vi o filme com a Rose hoje — explicou, fazendo a sala romper em risadas.

     Rose que dormia no colo do Detetive se mexeu. Sherlock cobriu-a novamente. O resto da noite foi agradável como a maioria dos natais que passou em Baker Street. Eventualmente todos foram embora até L parou de responder pelo laptop e Sherlock voltou a ficar sozinho. Eram por volta de duas da manhã quando alguém bateu na porta. Levantou e abriu a porta mecanicamente.

                              Era Lawliet.


— Feliz Natal! — desejou. Tinha um pequeno embrulho em mãos e não estava acompanhado por Watari.

— Feliz Natal — respondeu com um sorriso.


     O Moreno entrou e deixou o presente nas mãos de Sherlock que prontamente rasgou o embrulho. Era um porta retrato. A foto era de ambos pequenos e sorridentes, tinham acabado de resolver um quebra cabeças de mil peças em 15 minutos. Bons tempos.


— Achei que você gostaria. — L se virou para ele e este notou que ele ainda sorria da mesma forma que na foto.

— Não sei como você achou isso — comentou, um tanto incrédulo.

— Tenho minhas fontes.


     Sherlock apontou o sofá onde L sentou normalmente. Começaram a conversar amenidades até que o mais velho puxou o assunto.

— E o que você queria me dizer?

— Eu… Não é nada.

    E foi ali que Sherlock entendeu. Lembrou do dia exato em que disse a mesma coisa para o outro. As mesmas palavras. É difícil falar de sentimentos quando realmente chega a hora de falar deles. O mais velho se inclinou e tocou os lábios do outro com os seus. Não esperava uma resposta tão efusiva do outro que retribuiu puxando sua nuca para perto. Quando se separaram ambos sorriam, tinham acabado de resolver um quebra cabeça de 1000 peças em 20 anos. Bons tempos. 

2. Mai 2018 01:24:22 9 Bericht Einbetten 3
Das Ende

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Crazy Clara Crazy Clara
Poxa, acabou rapidinho. Deu vontade de mais, sendo sincera. Mais do mistério, mais do caso, mais do passado deles, como eles se conheceram, o que houve com A, se John ainda aparece para Sherlock. Estou boba comigo de não ter pensado nos dois juntos antes, os gênios das histórias. Adorei como você manteve a essência deles. O que me incomodou um pouco foi a velocidade da transição de um espaço para o outro, deu para notar que você não toma como prioridade descrever o cenário, e eu amo descrições de ambiente. Uma coisa que você fez lindamente em contrapartida foi escrever a percepção de uma pessoa com a outra, isso eu achei muito bacana. Como um abraço afetou o Sherlock, como os olhares foram fortes, o incômodo da presença de um John fantasma. Pena que acabou rápido. Sua ideia foi muito bacana, parabéns.
7. Mai 2018 21:20:42

  • Mary Olosko Mary Olosko
    Oi moça. Eu queria mesmo ter desenvolvido e descrito cenários e tudo mais que devia ter feito mas eu deixei tudo pra última hora e não deu pra fazer mais. Sinto mto por apresentar algo tão não finalizado. 7. Mai 2018 22:07:44
  • Crazy Clara Crazy Clara
    Não é caso de pedir desculpas! Só ficou faltando um pontinho e outro, ainda é uma ótima ideia! E mesmo que tenha sido feito de última hora ainda é uma experiência, e a gente só aprende com elas. Desejo-lhe bons ventos de inspiração para mais escritas. 8. Mai 2018 15:01:37
Camy <3 Camy <3
Olá! Eu sou meio suspeita porque você pegou um dos casais que eu mais queria ver (porque, né, olha esses dois tesões, pqp). Eu adoro (eleva esse "adoro" ao cubo) histórias policiais, ainda mais quando envolvem os meus personagens favoritos! Eu tô muito contente com a sua escolha de ship e pela maneira como você encaixou os dois na história, porque ficou bastante natural isso de o L e o Sherlock viverem no mesmo universo. Eu senti que faltou desenvolver melhor a parte policial da história, porque um detalhe como o sobrenome da mulher o próprio L teria pegado sem a ajuda do Sherlock (ou desenvolver um contexto em que ele queira o Sherlock de novo na vida dele e já tenha resolvido o caso há muito tempo, mas se faça de idiota). Mas a fanfic está muito boa, sério. Eu amei como você misturou os dois mundos e amei mais ainda a presença do John (que na verdade é uma alucinação). Inclusive teria amado (e muito) se você tivesse desenvolvido mais sobre isso, sobre como o Sherlock lidava com a presença dele e tudo mais. Mas eu adorei, sério. Seu plot é divino! Dica de escrita: sempre prioriza os nomes dos personagens a "moreno" ou "loiro", preferencialmente mantendo a mesma forma a fanfic inteira (chamando o personagem sempre de Sherlock, por exemplo, em vez de variar com Holmes, Sherlock, mais alto, mais velho, loiro, moreno). Eu adorei como o L se manteve distante enquanto o Sherlock estava com o John e como mesmo depois da morte dele, o L foi sensível a ponto de respeitar a dor do outro e dar espaço para que Sherlock se aproximasse apenas ao estar pronto. Enfim, você está de parabéns, sério mesmo. A história está com um enredo muito bom, faltou apenas desenvolver algumas coisas (como o relacionamento do Sherlock com a Rose! Eu queria tanto ler mais sobre isso!). Um beijo no seu coração e continue sempre escrevendo <3.
7. Mai 2018 21:17:56

  • Mary Olosko Mary Olosko
    Oi Kami da minha vida (percebeu minha piadoca aq? Kkkk). Eu não tenho nem o que dizer. Tô me sentindo bem mal de ter apresentado algo tão incompleto. Não vou mentir saiu da minha cabeça pro docs, do docs pra cá. Bem feio da minha parte. Eu tinha uma resolução mais legal pro caso mas não ia conseguir desenvolver com o tempo q eu me dei... Fiz tudo quase no último dia, acho feio dar desculpas pq todo mundo tem vida, trabalho, faculdade e escreve normal (tipo a Super-Alice, pergunta pros meus amigos, sempre falo dela assim kkk), e eu realmente vacilei. Acho q é uma lição pra parar de procrastinar ou nunca mais me meter em desafios assim. Pra fazer um negócio ruim eu mesma faço e eu mesma leio. Fico triste de vc ter desperdiçado seu tempo aq e agradeço de coração o comentário (embora vc fosse obrigada a escrever ele kkk) 7. Mai 2018 22:14:47
Anne Liberton Anne Liberton
Olá! Achei a escolha do ship sensacional! Deu vontade de ler mais sobre eles. Eu achei que você fosse fazer o mistério todo para eles resolverem juntos... Uma pena que não teve, mas a escolha do ship foi muito boa mesmo. Até mais!
6. Mai 2018 07:20:36

  • Mary Olosko Mary Olosko
    Oi rainha da porra toda. Sinto mto ter decepcionado. Vou tentar fazer uma coisa melhor na próxima 7. Mai 2018 21:57:41
Ocarina Ocarina
Olá tudo bem?? Gostaria de dizer que adorei esse crackship! Você ousou muito no desafio e acertou em cheio hehe Quem diria que ficaria bom um Sherlock x L? Achei bem criativo e inteligente da sua parte! Sua escrita fluida não deixou a desejar e os diálogos foram muito bem construídos, se mantendo sempre fiel aos personagens! Só lamento o fato do final ter ficado um pouquinho “corrido”, pois eu estava curtindo tanto a leitura (e o mistério nela envolvido) que não queria que a história acabasse hehe Parabéns pela ótima fanfic! Beijos!
2. Mai 2018 13:03:06

  • Mary Olosko Mary Olosko
    Ai moça justamente. Sinto muito pelo final mas eu tinha um prazo de tempo e quase passei,me desesperei. No próximo vou planejar tudo direitinho. Minha maior preocupação era deixar os personagens descaracterizado. Gastei tempo em tentar manter as personalidades. Obrigada mesmo por notar. O shipp me atingiu feito um soco kkk Da autora mto feliz. Kisses sabor crack 2. Mai 2018 13:26:53
~

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