O rei do Pop Follow einer Story

kalinebogard Kaline Bogard

Kiba é um garoto normal. Faz faculdade, tem um emprego de meio período para ajudar com as despesas. Se diverte com os amigos... Um dia, no meio do maior show da sua vida, com uma multidão na platéia que o consagraria o novo Rei do Pop, acontece algo muito constrangedor. E Kiba não sabe como lidar.


Fan-Fiction Anime/Manga Alles öffentlich.

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Esse momento é meu

Naruto entrou na casa pedindo licença mais por hábito do que por educação. Considerava aquela quitinete quase um segundo lar.

Tirou os tênis no genkan e invadiu a pequena sala calçado com meias brancas.

Kiba entrou em seguida, repetindo o ritual. Com meias brancas quase idênticas.

— Ta abafado pra caralho aqui — Naruto se jogou no sofá, pegando o controle remoto e ligando a televisão.

— A porra do ar condicionado quebrou de novo — Kiba resmungou e foi abrir a janela. Morava naquele pequeno apartamento, vantajoso em inúmeros sentidos. O aluguel era barato, ficava perto de uma estação do metrô e era um bairro sossegado, mas com todo tipo de serviço disponível. A Konbini vinte e quatro horas salvava-lhe o pescoço com frequência. Por outro lado, o prédio era meio velho. O ar condicionado vivia pifando, havia infiltração no corredor, o elevador estava fechado para manutenção desde que Kiba veio morar ali, um ano atrás.

— Que foda, cara. Street?

A pergunta referia-se ao jogo que colocaria no console do X-Box One.

Era o último domingo das férias de verão. No dia seguinte as aulas recomeçariam e os meninos diriam adeus ao tempo vago. Não que Kiba tivesse tanto tempo vago assim, ele tinha um arubaito lavando pratos em um restaurante de lamen. Sua mãe e sua irmã mais velha ajudavam a pagar a faculdade e o aluguel. As outras despesas ficavam por sua conta. Foi o trato para conseguir se mudar para Tokyo. Não era o melhor administrador, por sorte ganhava a refeição no serviço e quando sobrava comida na cozinha, os funcionários dividiram entre si. Era seu jeito de viver!

Naruto era um amigo que conheceu logo que começou o curso. Eles faziam várias matérias juntos, a simpatia foi imediata. A amizade também.

Desde então se encontravam às vezes pra rachar uma partida de videogame, assistir filmes ou apenas comer e conversar. Isso quando o namorado mal-humorado de Naruto permitia. Sasuke não ia muito com a cara de Kiba e sempre tentava atrapalhar os amigos de se divertir. Naquele domingo Sasuke estava visitando o irmão.

— E o truque das janelas? — Naruto perguntou depois que Kiba abriu os vidros da janela da sala e o ar arejou um tanto.

— Abandonei essa vida, cara. Não posso mais deixar as janelas todas abertas. Peguei trauma.

— Por quê? — Naruto escolheu o personagem e deixou o controle de lado — Tem cerveja?

— Tem. Tá na geladeira — os dois foram para a cozinha. Naquele cômodo, a grande janela de vidro estava coberta com um lençol improvisando uma cortina.

— Que isso, Kiba? — Naruto riu. As estampas de Pokémon eram uma coisa digna de se ver.

— Não debocha, maldito! A culpa é do meu vizinho. O cara do prédio grande que fica de fundo com esse — arremessou uma longnek para Naruto, que pegou a garrafa geladíssima e girou a tampinha, já virando uma bela bolada.

— O que o seu vizinho fez? — passou as costas da mão pelos lábios, para secá-los um pouco.

Kiba abriu a própria cerveja, encostando-se na pequena pia.

— Sabe aquelas coisas bizarras que só acontecem comigo? Foi algo assim... — desconversou.

— Conta isso direito, caralho!! — Naruto queria detalhes!

Kiba respirou fundo e se preparou para partilhar seu momento lamentável.

---

Era uma sexta-feira, o último dia de aula na faculdade. Ele foi dispensado do arubaito, porque era época de balanço das vendas, o local estaria fechado para conferência.

A alegria de Kiba era absoluta!! Ele conseguiu recuperar todas as notas baixas do semestre. Colegial era brincadeira de criança perto de toda a cobrança no Ensino Superior.

Mas o garoto era assim. Dava seus tropeços e então corria atrás do prejuízo!!

Sim!

Milagre de verão!!

Ele fechou com algumas notas acima da média mínima. Inclusive aquele terror psicológico chamado de “Antropologia Social”, ministrada por Kakashi-sensei. Inexplicavelmente, ele terminou o primeiro bimestre com uma nota “-3” na prova. E quase enlouqueceu. Como alguém consegue dever nota em uma prova?!

Kiva sempre achou que o zero era tipo o chão: quando alguém cai, dali não passa.

Ledo engano. Inuzuka Kiba se tornou o mito do curso que conseguiu um troféu “-3” para a sua coleção de fracassos.

Desde então Antropologia Social passou a ser o terror. Estudava a matéria sempre tinha uma folga! Quase respirava os conceitos. Não entendeu muito, mas decorou quase tudo. O resultado valeu a pena. Terminou a segunda prova com nota dez!! Isso garantiu a média seis e meio, porque a segunda prova tinha peso dois.

Uma tonelada de pressão saiu de seus ombros e ele pode aproveitar as férias com liberdade. Seria terrível reprovar a matéria e contar pra mãe. Já tinha dezenove anos, mas a mulher bravia era bem capaz de lhe arrancar as orelhas.

Nesse clima de animação - ele era foda, ele se recuperou no melhor estilo protagonista de shonen mangá - Kiba chegou no prédio em que morava e foi direto para as escadas. Sua quitinete ficava no terceiro andar.

Ainda ajudou a vizinha do segundo andar com as sacolas pesadas de supermercado. A boa ação apenas alimentando o próprio ego.

Na porta de casa, tirou os tênis no genkan. Entrou só de meias, porque ali não se preocupava com surippas. O pequeno apartamento não estava tão abafado. Kiba descobriu que deixar as janelas abertas arejava o ar, ficava mais fácil quando chegava à noite, cansado do serviço.

No genkan, arremessou a mochila para cima do sofá, errou e ela caiu no chão. Mas ele nem ligou, acontecia com frequência.

Estava de ferias!

Aprovado!!

Era oficial!!

— Segundo ano aí vou eu!

Colocou o pé no assoalho e girou os calcanhares num movimento rápido, ficando de frente para a porta que empurrou, fechando-a.

Dali já deslizou no melhor estilo moonwalk, imitando um famoso cantor pop. Percorreu toda a sala no passinho arrastado e, quando entrou na cozinha, lançou o melhor estilo freestyle. Braços para um lado, pernas para o outro. Kiba dominava aqueles passinhos porque eles não exigiam coordenação motora alguma.

Parou no meio exato da cozinha. A plateia imaginaria foi ao delírio!! Aos brados de “Kiba!! Kiba!! Kiba!” ele se empolgou e brindou aos fãs invisíveis com um belo solo de bateria. Com direito a efeitos sonoros improvisados e uma abundante chuva de saliva.

— BADUNTS!! — fingiu com elegância que as onomatopeias para os pratos não saíram agudas demais…

A plateia ficou de pé e a emoção do “rei do pop” explodiu a estratosfera. Sem poder se conter, girou com as meias, traçando um semicírculo ao redor do próprio corpo. Uma mão agarrou os órgãos genitais, dando um belo de um puxão. A outra mão subiu no ar, dedo indicador firmemente apontando pra cima.

— AAUU — o gritinho em falsete foi a cereja do bolo.

O pequeno show o deixou ofegante. Mas valeu a pena. Valeu muito a pena!! Aquela multidão na sua mente aplaudindo em pé e pedindo “bis”.

Abriu os olhos e um sorriso cheio de dentes de fazer inveja a tubarão. Estava de bem de frente para a janela da cozinha, que também deixava aberta para ventilar durante o dia e, então, a desgraça.

Ele notou o homem.

O vizinho do prédio chique que ficava de costas para o seu. Uma figura sinistra que já tinha visto perambulando no apartamento do outro lado. Que só vestia casacos esquisitos e óculos de sol, qualquer que fosse a hora do dia ou da noite.

Os prédios ficavam perto o bastante para tirar certa parte da privacidade. Conceito reincidente em Tokyo, com cada vez mais gente e menos espaço.

A questão é que ele ficava um andar acima. E isso dava uma visão panorâmica da cozinha de Kiba.

Caralho.

O homem levou a kobati que segurava até os lábios, soprou e deu um pequeno gole.

Caralho!

Kiba ainda estava com o dedo apontando para cima enquanto segurava o precioso. Suor frio escorreu pelas costas.

CARALHO!!

O vizinho levou a outra mão aos lábios, mordiscando um biscoito. Kiba sentiu o rosto queimar, provavelmente entrando em combustão. Por pouco não nasceu uma Super Nova na humildade daquela cozinha. Então ele recolheu os cacos da dignidade, deu meia volta e retornou para a sala, uma mão paralisada no ar, a outra grudada no meio das pernas.

Depois disso, Kiba esperou anoitecer. Sondou até ter certeza que o vizinho do outro prédio foi dormir. Só então teve coragem de ir fechar a janela e enfiar um lençol nos vãos, precariamente, ocultado o vidro. Desse dia em diante fechava todas as janelas, sem se importar com a falta de ar condicionado. Só abria a da sala e olhe lá. Ele sentiu-se muito envergonhado.

---

— Eu tava dançando igual louco na minha cozinha, até olhar pro prédio que dá de fundos e aí que veio o trauma…

Naruto engasgou com a cerveja.

— O cara só assistindo?

— De camarote VIP e tudo mais — ele fez uma careta.

Naruto até tentou ficar sério. Mas ele imaginou toda a cena em sua mente e foi impossível segurar a risada. Apesar de sentir um pouco de pena por dentro. Teve que se apoiar no armário, riu tanto que as pernas fraquejaram e ele quase sentou no chão. Só não fez isso porque seria a morte da honra do amigo.

Kiba fez um bico. Pegou a longnek e voltou para a sala, para se acomodar no sofá e escolher um personagem de Street Fighter.

Naruto observou, tentando recuperar o fôlego. Virou-se para o lençol de Pokémon, era típico do outro terminar a história assim.

Ficou meio curioso para ver o homem. Por isso foi dar uma espiadinha atrás do pano. Vai que o voyeur estava por ali de novo?

— Anda logo, Naruto! — Kiba gritou da sala.

— Já vou, cara!

Levantou uma pontinha da “cortina” e teve uma nova crise de risos. Kiba tinha que tirar aquele pano!!

— Ei, maldito. Você não vai acreditar no que eu vi!! — foi gritando ao voltar para a sala.

E ganhou Kiba pela curiosidade. 

23. April 2018 13:48:22 0 Bericht Einbetten 3
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