Querido Sam Winchester Follow einer Story

equinocio Brenda Monarquies

Dizem que quando você espirra, alguém está falando de você; e em algum lugar do Kansas, dentro do Impala 67, Sam não parava de espirrar. Em meio a essa crise de espirros, dirigia decidido atrás de uma locadora, na busca de algo que até três dias atrás não se imaginava procurando: a coleção completa dos DVDs de Scooby Doo. Estava preocupado sobre possíveis alterações na linha temporal do Cartoon e decidiu averiguar se suas suspeitas tinham de fato um fundamento. Ele só não esperava que tivessem alterado todos os episódios seguintes com aquele crossover – e muito menos, os sentimentos de uma personagem em particular. Velma Dinkley havia se tornado uma caçadora, e Sam Winchester era quem ela procurava.


Fan-Fiction Series/Doramas/Soap Operas Nicht für Kinder unter 13 Jahren.

#supernatural #castiel #crossover #vemprocrack #Scoobynatural #Scooby-Doo #Sam-Winchester #Velma-Dinkley #WinVelma
Kurzgeschichte
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Wanted

Notas do autor:

É OFICIALMENTE SEXTA FEIRA 13, ENTÃO VAMO LÁ! Eu gostaria de dizer que estou feliz por demais com esse crossover. Velma realizou o desejo de uma geração: beijar a boquinha linda do Sam rs Deixo aqui os meus mais sinceros agradecimentos para a deusa em forma de cyberfriend Barbie, porque eu literalmente tremi na base fazendo essa história, e ela como a divindade que é, me deu todo o apoio possível e fez essa betagem sensacional que cês vão conferir aqui. Você merece o Tocantins inteiro, tesouro. Obrigada 💜

Obs: eu escrevi essa fic ao som de “Wanted Dead or Alive” do Bon Jovi, então vou deixar essa recomendação >>> aqui <<< pra quem quiser ouvir rs

Era só isso mesmo hskshsjshsh no more delongas, boa leitura!

Em algum lugar do Kansas, dentro do Impala 67, Sam Winchester não parava de espirrar. Deveria estar no bunker dos Homens de Letras, mas por milagre ou alucinação Dean havia lhe emprestado o carro, então dirigia decidido atrás de uma locadora – em meio à sua crise de espirros – na busca de algo que até três dias atrás não se imaginava procurando: a coleção completa dos DVDs de Scooby-Doo.


O possível resfriado surgiu logo após o retorno do crossover com a série animada, e nenhum remédio existente fazia com que os espirros cessassem; logo, decidiu apenas ignorar e seguir com as investigações de uma dúvida que lhe sondava desde seu retorno. Entraram naquele Cartoon e alteraram inúmeras cenas de um episódio já existente, okay. Mas se na vida real alterar o passado gerava graves consequências no futuro, com um desenho isso seria diferente? Talvez a lógica de alterações na linha temporal não se aplicasse em personagens 2D, mas não custava nada checar, certo? Até mesmo Castiel se perguntava sobre o que poderia acontecer no desenho, se oferecendo para assistir os episódios com Sam e tentar achar algo de anormal ali (e também para rever seus novos amigos, Salsicha e Scooby, dos quais já sentia saudades).


Enquanto isso, Dean não acreditava em nenhum dos argumentos apresentados pelo mais novo, por mais plausíveis que fossem. Depois de um canivete queimado, um fantasma liberto e um vilão desmascarado e preso – com direito à frase de efeito dos finais de episódio de Scooby-Doo, uma echarpe e um cosplay mal feito do Fred –, “saudades da sua namoradinha 2D, Sammy?” e “vá se ferrar, Dean” eram a base de diálogo dos irmãos Winchester desde aquela cena. O beijo entre Velma e Sam agora era o assunto do século para o irmão mais velho, e que se dane se até mesmo Castiel apoiava a linha de raciocínio dos fatos apresentados. A verdade é que Dean estava com ciúmes por não ter conseguido o mínimo de atenção de Daphne e iria zoar o irmão pelo resto das vidas que ainda tinham por ele ter beijado um Cartoon.


Lógica? Não há lógica. Estamos falando de Dean Winchester, afinal.


Já em outra dimensão e em algum lugar na estrada, dentro da Máquina de Mistério, Velma estava um tanto desligada. Não tinha mais toda aquela atenção com as pistas e nem todo aquele entusiasmo diante da resolução dos casos, principalmente depois que uma nova realidade lhe foi apresentada. Lobisomens, vampiros, demônios... Eles eram monstros de verdade que andavam por aí com a aparência de pessoas normais, pessoas que não precisavam se esconder atrás de disfarces. Salvo o fantasma daquele dia que marcou sua vida e as memórias do moreno que a assombravam toda madrugada, nenhum deles havia aparecido novamente para ela, de fato, e isso a assustava mais que qualquer máscara ou fantasia.


Vivia agora com dois castiçais dentro da mochila, um de prata e um de ferro puro, pronta para qualquer tipo de eventualidade; tornou-se uma colecionadora de sachês de sal, se beneficiando com as idas frequentes da turma em restaurantes, graças a Salsicha e Scooby; triplicou o período que costumava passar dentro da biblioteca, e em pouco tempo gravou um exorcismo e três orações de proteção; e ainda prometeu a si mesma que iria visitar uma igreja, pois adotou uma garrafa d'água que, segundo ela, precisava muito conversar com um padre. Tudo isso em apenas um mês e por culpa dele. Bem, dele e daqueles ombros largos.


Era oficial: Velma Dinkley estava apaixonada. E a pior parte é que nunca mais veria o seu amor de novo.


Jamais se imaginou procurando por alguém do jeito que o buscava, mas não conseguia evitar. Precisava vê-lo de novo, quem sabe até conhecê-lo melhor? Não chegou a pensar nisso antes, mas depois do beijo, simplesmente foi embora, virando as costas sem sequer se despedir. Inclusive... Será que ele havia gostado do beijo? Essa era a pergunta que se repetia em sua mente a cada passar de páginas dos registros de nascimento que separava em busca de seu sobrenome, e a cada cidade em que paravam, uma outra pergunta colidia com força nas ideias que lhe vinham a tona: quando começou a amadurecer tão rápido?


Em um momento ela estava se divertindo com os amigos, desmascarando pessoas e desvendando mistérios dentro de um furgão; em outro estava apaixonada por um homem que vira apenas uma vez na vida e agora acreditava piamente nas poucas palavras que ele lhe dissera, distorcendo anos de certezas num piscar de olhos – e num esbarrar de ombros. Estava perdendo seu tempo e sua sanidade procurando-o em cada mistério que se deparava, apegando-se às coisas que aprendeu com ele em uma única noite, como um aviso de que talvez aquilo não passasse de um sonho, mas também um lembrete de que poderia muito bem ter sido real.


Tirando o fato de Fred ter elogiado o tal do Dean durante o primeiro mês inteiro, mais ninguém comentava a respeito dos três estranhos no caso do Coronel Sanders, então decidiu que também não falaria nada. Era melhor guardar tudo apenas para si.


Visitava um cartório e uma biblioteca a cada viagem da turma – era loucura, até ela reconhecia isto –, recolhendo todas as informações de que julgava precisar, e com o decorrer do tempo, foi se aprofundando no assunto de uma forma mais profissional. No primeiro ano se tornou fluente em latim; no segundo já catalogava armas e sabia enoquiano; no terceiro colocava sal nas portas e janelas de todos os lugares em que passava a noite, e a cada ano sua experiência era renovada. Haviam se passado 9 anos desde aquele encontro, e mesmo que ela não soubesse o termo para isso, a garota que desvendava mistérios junto dos amigos agora tinha conhecimento suficiente para ser considerada uma caçadora.


Saiu dos devaneios quando Daphne cutucou seu ombro, avisando que iriam passar a noite em uma pousada. Estavam no Lebanon, Kansas, e a cidade de 203 habitantes era o local perfeito para mais um mistério – que Velma mal podia esperar para desvendar sozinha. A cidade era tão pequena que todos os registros ficavam na prefeitura, e o fato de não haver uma biblioteca era extremamente triste. Onde iria continuar sua pesquisa sobre demonologia e a origem dos primeiros vampiros? Onde iria se esconder de Daphne quando ela começasse a falar, mais uma vez, sobre a cegueira de Fred para com seus sentimentos?! Aquilo era tortura! Mas como passou os últimos 9 anos de sua vida comentando ocasionalmente sobre um homem que ela sequer demonstrava saber da existência, concluiu que aquilo não seria nada demais.


Virou a noite polindo uma faca enquanto conversava com a melhor amiga, e esta, que já havia desistido de fazer perguntas a respeito do estranho comportamento que a morena adotou ao longo desses anos, ignorou tudo e continuou a falar do pseudo namorado até que pegasse no sono. Velma Dinkley amava Daphne Blake com todo o seu coração, mas não aceitava o fato dela ser apaixonada por alguém que sequer a enxergava com os mesmos olhos. Irônico, não? Olhou para o relógio na parede e suspirou ao constatar que ainda nem eram duas da manhã, mas precisava fazer algo ou morreria de tédio. Lebanon era uma cidade minúscula e curiosa, então já tinha algo em mente desde que os pneus da Máquina de Mistério cantaram por ali. Passara por um armazém que a deixou completamente intrigada. Grande, velho e com a entrada parcialmente escondida: o lugar perfeito para procurar pistas. Bem no fundo de seu cerne, sentia que aquele era o lugar onde precisava ir.


Arrumou a mochila e saiu sorrateiramente da pousada, ligando a lanterna e seguindo noite adentro até o tal armazém. Se lembrava bem do caminho até lá, não era muito longe do lugar onde se hospedaram; e considerando a expansão territorial da cidade – cerca de 0,8 km² – seria praticamente impossível se perder. Era um lugar tranquilo em uma madrugada de sexta-feira 13, mas ainda assim apertou com um pouco mais de força as correias em seus ombros. Tudo o que precisava estava lá, com a adição de um mapa (a única lembrança que tinha, esquecido por ele na mansão do Coronel antes de partirem dali), a faca polida, um livro de exorcismos, uma tigela de bronze, giz e um kit de primeiros socorros. Desde que vira o braço quebrado de Salsicha e o nariz sangrando de Fred, nunca mais saiu sem essas coisas na mochila. Nunca mais saiu sem a mochila.


Voltou pelo caminho que fizeram com o furgão sem nem olhar pra trás, acelerando o passo sempre que a vegetação ao lado da estrada fazia algum barulho suspeito. Foram 10 minutos de caminhada até que chegasse na frente do bendito armazém, atenta a todos os detalhes, da arquitetura ao paisagismo, e não pôde deixar de pensar em como aquele lugar seria assustador para Sam.


— Quando vai sair da minha cabeça, ombros largos? Será que você é mesmo real?


Desceu as escadas e tocou nas paredes de tijolos vermelhos, apontando a lanterna para todas as direções na tentativa de achar uma maneira para entrar ali. O símbolo talhado na madeira negra da porta lhe chamou a atenção de imediato: uma espécie de estrela de seis pontas, formada por dois triângulos de topo alto e estreitos em suas laterais, de modo que o centro se assemelhasse a um losango em vertical. Sabia que reconhecia o símbolo de algum lugar, mas infelizmente não se lembrava de onde.


Procurou ao redor por algo que a ajudasse a tocar nele sem sofrer um acidente mais grave, fosse um graveto ou qualquer coisa do tipo. Com a experiência que tinha, com certeza aquilo era a chave para a entrada do lugar, contendo uma alavanca em algum lugar ou todo um sistema de roldanas que faria a porta se abrir sem a necessidade de uma chave, ou talvez acionasse um alçapão no lugar das escadas sobre as quais ela pisava agora e isso a fizesse entrar – cair – no armazém pela maneira mais difícil. Tudo era uma possibilidade.


Respirou fundo e abriu a mochila, tirando a tigela, o mapa, a faca polida, um isqueiro e o giz de dentro dela, se ajoelhando e começando a desenhar o selo enoquiano de invocação que aprendera no seu sexto ano de pesquisas, num livro sem nome na capa e inteiramente escrito a mão. Sentia-se a pessoa mais boba do universo por acreditar naquele tipo de coisa, mas precisava confiar em sua intuição. Abriu o mapa e preparou o isqueiro, recitando os versos que viu em uma das últimas páginas:


Ubicumque in occultatione sis defigo te defioccutasis ut mihi pareas igni... fiat notum.


Depois que segurou a ponta do papel e acendeu o isqueiro, fez a maior cara de tristeza por vê-lo queimar, mas logo se recompôs quando percebeu que uma parte em específico do mapa continuava intacta. E era exatamente as coordenadas do lugar em que estava agora. Havia funcionado? Mal podia crer que Sam estava ali, e a apenas uma porta de distância! Mas não iria surtar, não era o momento para isso. Respirou fundo mais uma vez e colocou a tigela sobre o selo enoquiano, colocando a faca sobre sua palma sem pensar duas vezes. Se o feitiço para localizar uma pessoa havia de fato funcionado, talvez fosse a hora de buscar algo um pouco mais acima. Cortou a palma sobre a tigela de bronze e apertou a mão em punho, mordendo o lábio pela dor ardente do corte enquanto via seu sangue pingar, recitando o novo encantamento:


Zod ah mah rah na ee es lah gee roh sah.


Quando terminou, sentiu-se tonta. Buscou gase e ataduras no kit de primeiro socorros, lavando o corte com soro bem no momento em que teve a visão. O outro também estava atrás daquela porta, e foi naquele momento que teve a certeza de ser realmente o lugar certo. Apertou o curativo com força sobre o ferimento e jogou as coisas dentro da mochila, feliz com o avanço que havia tido naquela noite; mas quando ousou tocar o símbolo talhado na madeira da porta, tudo ficou escuro.


•••


Sam não se surpreendeu ao constatar que tinha mesmo razão.


“Uma noite com medo não acaba cedo” era o episódio 16 da 1ª temporada de Scooby-Doo, e lá estavam eles naquele bendito DVD. Castiel assistia sem piscar todos os episódios, comendo pipoca, tomando refrigerante e sorrindo sempre que Salsicha e Scooby apareciam em tela.


— Esses caras, eles são incríveis.


E bem, Sam não poderia dizer muita coisa a respeito daquilo.


Dean havia saído para comprar suprimentos para a Batcaverna, alegando querer dar privacidade para o irmão chorar e se declarar o quanto fosse necessário nas cenas em que Velma aparecesse, pois ele entendia bem o que a saudade era capaz de fazer a um homem. Idiota. Eram quase duas da manhã e ele ainda não havia voltado – provavelmente, não iria voltar tão cedo –, então continuaram se dedicando à busca das diferenças no Cartoon.


No episódio 18 da 2ª temporada, Velma enfrentou o Vampiro com um pedaço de arame farpado, pronta para decepar a cabeça do vilão disfarçado. No episódio 46, onde Scooby-Doo estava com o seu sobrinho, Scooby-Loo, Velma revirou as gavetas dos armários antigos atrás de um revólver calibre 22 para comportar a munição de prata que, sabe-se Deus onde, ela havia conseguido, e então matar o lobisomem. Mas o que mais o assustou foi o especial 03, “Scooby-Doo e o Espantalho Sinistro”, quando Velma assumiu o controle do furgão, amarrou todos dentro do carro e dirigiu para fora da cidade, dizendo que ninguém ali iria servir de oferenda para o dia da colheita. Pelos deuses, o que eles haviam feito?


— Não sei como era a versão anterior desse desenho – disse Castiel – Mas gosto de como as coisas acontecem agora.


— Cass, isso é um desenho infantil.


— E o que significa? – Sam virou a cabeça na direção de Castiel, que o mirava de volta com expectativa.


— Significa – respondeu – que isso não deveria ser violento, e sim educativo.


— Ensinar crianças sobre o trabalho dos Caçadores é educativo. Vai evitar que sejam leigos diante de situações que poderiam evitar. Como a de morrer num milharal no dia da colheita, por exemplo.


— Você é doente.


Pegou a cerveja ao lado da pipoca e zerou a garrafa, estava cansado demais para argumentar. Assistiram cerca de 19 episódios aleatórios e 2 filmes inteiros, todos com a temática parecida com a dos casos que costumavam pegar, e fora o comportamento divergente de Velma, tudo estava normal. Pediu que Cass avaliasse alguns episódios e contasse a ele depois sobre o que mais achou de estranho por ali, avisando que iria tirar um cochilo e se preparar psicologicamente para a próxima leva de DVDs.


Depois que saiu da sala, o anjo não se importou nem um pouco de ficar sozinho ali, esticando as pernas para o lado e ocupando o lugar do outro, pronto para assistir o filme de 2010: “Abracadabra-Doo”. Finalmente iria descobrir como os mágicos tiravam coelhos da cartola.


Afofou as almofadas e se ajeitou melhor no sofá, dando play no filme animado. Ouviu um barulho do lado de fora do bunker e sentiu seu corpo inteiro se arrepiar, a mesma sensação que teve ao entrar no Cartoon da última vez. Procurou pela luz roxa que o tornou bidimensional, mas tudo ainda estava perfeitamente 3D – entretanto, o cheiro de feitiço era forte no ar. Fechou os olhos e se concentrou nas coisas ao seu redor, buscando o que poderia estar errado. Sam já dormia em seu quarto, ressonando baixo e segurando uma faca de prata por baixo do travesseiro; Dean estava à três cidades de distância, num quarto de motel com duas garçonetes; e de volta ao bunker, havia alguém atrás da porta de entrada. Ao tocar a maçaneta com o símbolo da Estrela de Aquário, brasão dos Homens de Letras, não sentiu calor algum vindo detrás da madeira, porém a presença ainda estava ali. Estalou os dedos para desligar a tv e se teleportou para o lado de fora, não acreditando no que via diante da porta.


Aquilo era completamente errado. Tudo era bidimensional outra vez e diante dos seus olhos estava Velma Dinkley.


A garota fazia um curativo na palma da mão direita, e foi impossível não notar o selo enoquiano riscado no chão, com a tigela de bronze em seu centro. O cheiro de feitiço saía dali, assim como o de sangue o humano.


— O que está fazendo aqui?


Não deu tempo para que respondesse, sequer checou se ela havia realmente lhe escutado, apenas tocou em seu ombro e lhe tirou a consciência, evitando que tocasse na porta e pegando-a no colo antes que fosse ao chão. Olhou para todos os lados e tudo ainda era um Cartoon. Não sabia o que estava acontecendo, mas sabia que ela era o motivo e a resposta de que precisava. Uma resposta desacordada e machucada, que ele não deixaria sozinha do lado fora. Pegou a mochila no chão e colocou por sobre o ombro, ajeitando melhor a garota em seu colo e voando com ela para longe dali.


Velma acordou cerca de 30 minutos depois, na mesma pousada onde havia se hospedado com a turma, porém em um quarto diferente – reconheceu o padrão dos papéis de parede. Se moveu na cama e esbarrou numa caixa do Mc Lanche Feliz, assustada com o homem de sobretudo creme e um bigode de molho sentando em uma poltrona mais a frente, reconhecendo-o depois de um estreitar de olhos e um polir de lentes.


Você!


— Eu. Como chegou até aqui, Velma?


— Eu não estou louca, o ritual funcionou! O livro não era menti… Hey, espere um momento, você se lembra de mim?


— Mas é claro que me lembro, estava assistindo você agora a pouco e voltei do seu Cartoon há três dias atrás. Agora responda a pergunta.


— Três… Dias? Como assim Cartoon?


O anjo a olhou de soslaio, vendo a confusão que os olhos continham por trás das lentes grossas. Ela realmente não sabia de nada do que acontecia ali. Se levantou da cadeira e sentou-se ao seu lado, tocando a mão que usara para fazer o ritual e curando o corte avermelhado com seu toque.


— Você é mesmo um anjo.


— E pelo que vejo, você se tornou mesmo uma caçadora. Como chegou até aqui?


— Vamos passar a noite aqui e seguir caminho na estrada pela manhã, eu…


— E por que justo aqui?


A garota não sabia a resposta para aquela pergunta. A única coisa de que se lembrava era da sensação de déjà vu diante dos casos que resolveu ao longo dos anos, fazendo tudo de uma maneira diferente da que se lembrava. Três dias? Viveu com medo por tempo demais, se precavendo de perigos que nunca apareceram de fato, graças às palavras que ouviu da boca dele naquele dia, há 9 anos. Pesquisou sobre mitos e lendas, aprendeu línguas mortas e rituais de feitiçaria, carregou armas na mochila e até roubou um cartucho de balas de prata, porque prometeu a si mesma que não veria alguém que amava ser machucado novamente, tudo porque ele disse que monstros eram reais. Ele, por quem ela buscou incansavelmente durante 9 anos inteiros, ansiando ver o Impala 67 dobrar a esquina para que resolvessem o caso juntos como da última vez.


Ele, que ela já não tinha mais certeza se era mesmo real.


— E-eu… Eu não sei.


Castiel não aguentou vê-la desmoronar. Abraçou-a da mesma forma em que vira nos filmes, mesmo que não entendesse a necessidade humana – ou de animações bidimensionais – de consolo em momentos de tristeza. Era injusto que ela passasse por todo aquele sofrimento, principalmente quando 3 dias no mundo real representaram 9 anos para ela.


Decidiu lhe contar toda a verdade, explicando sobre a possível falha no tecido temporal que ainda ligava as duas realidades em um pequeno fio – existente pelo assunto inacabado da parte dela para com ele –, respeitando os soluços e as lágrimas que ela derramava sempre que as palavras machucavam demais. Deveria estar com 25 anos agora, mas indo mais uma vez contra as regras de espaço e tempo, ainda mantinha a aparência de 16. Era uma menina inteligente e forte... mas ainda era uma menina.


— Você entende que devo apagar sua memória agora, não é? É a única forma de fazer com que as coisas voltem ao normal.


A menina demorou de responder, anotava com pressa alguma coisa em um pedaço de papel, dobrando-o em quatro partes quanto terminou e o colocando dentro da mochila que pôs novamente sobre os ombros.


— Eu posso pelo menos ver o Sam uma última vez?


Pensou por alguns minutos antes de enfim aceitar o pedido de Velma, tocando em sua testa e transportando os dois até o bunker.


Estavam de volta à vida real e o corpo bidimensional da garota agora era como o seu, de carne e osso – mas ela pouco se importou com isso. Se ajoelhou ao lado de Sam, relutante em tocar seu rosto ou qualquer outra parte de seu corpo, temendo acordá-lo de seu sono. E ele era tão lindo enquanto dormia! Não resistindo, acabou tocando uma das mechas de seu cabelo, se afastando rápido quando o homem se moveu na cama. Seu riso era doce e o sorriso aliviado ao comprovar que ele era mesmo real. Ela não estava louca, de fato. Deixou um beijo na testa do homem e uma lágrima ao lado, quando esta escorreu de seu rosto ao se levantar e virar de frente para Castiel.


— Estou pronta agora. Mas antes... – remexeu na mochila à procura de algo, tirando duas coisas dali – Este aqui, – colocou o pedaço não queimado do mapa em sua palma – eu acredito que vá querer queimar depois que me mandar de volta. E este, – lhe deu um pedaço de papel dobrado – preciso que entregue ao Sam quando ele acordar.


Deu dois passos à frente e abraçou o anjo, que lhe retribuiu com um beijo no topo da cabeça.


— Cuide-se, criança. Não quero vê-la em situações perigosas outra vez.


— Obrigada, Castiel. Até outra… Outro crossover.


Tocou a lateral da testa da garota e a mandou de volta para sua dimensão, queimando o pedaço do mapa e fechando a falha no tecido que ainda os ligava. Velma era um paradoxo dimensional, um eco fadado a se repetir até que o motivo do erro fosse resolvido. E com sua memória apagada, pôde finalmente voltar à sua realidade.


Saiu do quarto de Sam para checar os episódios que já havia assistido e todos eles voltaram para o que acreditava ser o roteiro original.


Uma pena. Com um pouco mais de prática, Velma daria uma ótima caçadora.


•••


A primeira coisa que sentiu ao acordar foi algo molhado sobre sua testa. Não havia como ser infiltração, então presumiu que fosse apenas seu suor. Teve um sonho estranho e agitado onde corria de metamorfos, motivo pelo qual acordou e pegou uma das facas de prata, antes de voltar a dormir.


Levantou se espreguiçando, pronto para voltar à maratona de Scooby-Doo e achar com Castiel um jeito de resolver esse caso, mas parou surpreso ao ver um pedaço de papel dobrado em cima da bancada onde deixava as facas. Era gasto e amarelado, com um perfume floral muito familiar. Ao abri-lo, o conteúdo fez brotar o mais sincero dos sorrisos em seu rosto, e leu com atenção e curiosidade cada palavra das letras cursivas:



“Querido Sam Winchester,


Se estiver lendo isto, acho que encontrei você. E me desculpe por não estar presente enquanto estiver lendo isso, mas acredito que seja melhor assim. Hoje eu descobri toda a verdade. E com verdade, quero dizer que sei sobre você ser alguém do “mundo real” enquanto sou apenas um cartoon – o que é triste, já que eu esperava ter alguma coisa com você no futuro. Vivi uma eternidade procurando por você, quando na verdade, passaram-se apenas três dias, e essa é mais uma das partes tristes da história. Parece que o tempo é muito diferente nas nossas dimensões. Descobri sobre você ser um caçador, e a propósito, talvez goste de saber que eu quase me tornei uma também. Você mudou a minha vida de várias maneiras, e o que sinto no meu peito agora é um vazio imenso junto a uma dor lancinante, causado por toda a verdade que me foi revelada. Mas ter a certeza de que você não é apenas um sonho vai ser o suficiente para acalmar meu coração quando tudo voltar ao normal. Espero que você fique bem.


P.s: Também fiquei sabendo sobre o que ocasionou o nosso encontro. Castiel me disse que se chama crossover. Bem, não sei dizer o que um crossover significa para você, mas para mim, significa a chance de poder vê-lo mais uma vez.

P.s.²: vou sentir saudades dos seus ombros largos.

Tenha uma boa vida, Sam.


Com amor, Velma Dinkley.”



betado por ~bdamas

Notas finais:

E é isto! Alguém passa esse roteiro pro Eric Kripke, é tudo que eu peço a vocês! Eu tô bem triste kkkkkkkkk (já sabem o que cada k significa, né)

Muito obrigada por lerem até aqui, meusanjo, foi um prazer imenso participar do desafio 💜 beijão e até a próxima!

13. April 2018 00:00:31 24 Bericht Einbetten 11
Das Ende

Über den Autor

Brenda Monarquies A verdade absoluta aqui é que eu sou bem louca, é isto rs Perita nos jutsus de desatenção e na arte que é tropeçar nos próprios pés. Muito prazer: uma confusão apelidada de Brandy. Paz na terra e Dattebayo nos teus kokoros, meusanjo! Sejam muito bem vindos a este humilde perfil ♥

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Lady Salieri Lady Salieri
Miga, eu adorei a fic, muito bem escrita e de leitura rápida, realmente parece um episódio da série e temos mesmo de enviar pr'o Kripke: VAMO COMPARTILHAR ATÉ CHEGAR NELE. Eu só queria (e isso não tem nada a ver com a história que está simplesmente maravilhosa) ter visto mais Velma e Sam e ter tido uma perspectiva mais humana da Velma. Me cortou o coração cada vez que eu lia que ela era em 2d ou um cartoon (mas eu volto a reiterar que não é sua história ou a escrita o problema haha, sou eu mesma nas minhas vontades do lado de cá). Muitos parabéns, tomara que sua história esteja entre as 10 escolhidas, porque ficou mto boa mesmo <3
9. Mai 2018 22:28:46

  • Brenda Monarquies Brenda Monarquies
    UAAAAAAAAAAA cheguei! E peço mil perdões pela demora, meu anjo 💔 Eu te entendo sobre o que disse da Velma, até eu quero me bater por ter feito isso :c Acho que esse é o primeiro casal crossover que eu shippo de verdade, eles mereciam mais (inclusive o Kripke ainda não me respondeu, acredita?!). Obrigada de verdade pelo carinho e retorno dessa fic, eu adorei fazê-la, e é bom saber que te agradou também 💜 10. Juni 2018 17:29:27
Camy <3 Camy <3
Olá! Então, eu sou muito fã de supernatural. Eu sou do tipo que assiste a todos os episódios de novo todos os anos, que já fez mais de cinco maratonas de todas as temporadas, esse nível assim. Então eu fiquei bem feliz e bem nervosa pra ler a história, porque é com um dos meus fandoms preferidos e eu fico cheia de expectativa, mas também receio. Enfim, eu vim aqui sem saber muito o que esperar e fiquei agradavelmente surpresa. Você conseguiu manter os personagens dentro do canon (o Dean fazendo piadinhas porque tá de recalque porque a Daphne não deu bola pra ele foi demais). Você conseguiu manter uma história bem bacana dentro do universo de supernatural e a sua escrita é muito boa! Poucos erros de gramática, constância na narrativa, um envolvimento bacana! Sério, eu me surpreendi de um jeito muito bom, você manteve tudo fluindo e foi uma leitura muito gostosa. Dica de escrita: mantenha-se num único tempo verbal. Você começa no pretérito, depois tem algumas frases no presente e volta pro pretérito. Seria interessante também dar uma revisada no pretérito-mais-que-perfeito, que deveria ter sido usado em alguns momentos e não foi. Eu achei a ideia de a Velma se tornar uma caçadora muito ótima, em especial porque ela seria uma caçadora foda pra caralho. O único erro de constância que eu achei foi ela ainda estar em dúvida sobre a existência do mundo sobrenatural depois de nove anos estudando isso, principalmente porque, né, ela sabia até falar enoquiano, como ela pode aprender a língua dos anjos sem ter certeza absoluta da existência do sobrenatural? Foi o único plot hole importante que eu achei, na verdade. E amei o Castiel também (porque, querendo ou não, eu sou completamente apaixonada por ele). A inocência dele é uma das minhas paixões, e você mostrou isso de forma muito bonita ao permitir que a Velma fosse ver o Sam de novo. Ah, ele com certeza teria acordado com o beijo na testa; ele é um caçador. Mas eu entendo a importância de ele permanecer dormindo na história. Admito que fiquei bem feliz por Scooby-Doo ter voltado ao normal, porque uma Velma tão madura seria triste de ver. Querendo ou não, é o fato de ela ser inocente e infantil que a faz permanecer com a gangue do Scooby. Ah, isso me faz pensar na Daphne; eu sempre a amei, mas a futilidade dela também me estressava (eu te entendo, Velma). Obrigada por ter escrito esta história tão linda e por ter se mantido no canon dentro do possível. Eu realmente adorei, você deveria se sentir cheia de orgulho por ela <3 Um beijo no core!
6. Mai 2018 19:58:26

  • Brenda Monarquies Brenda Monarquies
    Camy, eu só tenho que te agradecer por esse conselho valioso! Oscilar o tempo verbal é um hábito infeliz que eu tento tirar, e (pode palavrão?) krlh, muito obrigada mesmo por esse toque 💜 Eu fiquei bem chateada comigo quando vi que não justifiquei ou corrigi essa parte dele não ter acordado, porque quando parei pra ler de fato, já tinha passado uns 3 dias depois de postado :c Eu não sei muito o que responder, literalmente só sentir, porque seu conselho abriu o novo horizonte que eu precisava pra melhorar. Eu sou muito fã das duas séries (no mesmo nível que você), e desculpe pelos erros de discordância no plot (essa é uma mania, desculpe por ela também). No final de tudo, eu fico feliz que tenha gostado da história, e essa fic é meu nenê por unir duas grandes paixões! Mais uma vez, muito obrigada, de verdade mesmo, porque eu tô feliz pacas com esse feedback KKKKKKKKKKKKKK 💜💜💜 8. Mai 2018 06:23:55
  • Brenda Monarquies Brenda Monarquies
    Ich bin nervös e.e 8. Mai 2018 06:25:03
Sr.  Artie Sr. Artie
QUE DIABOS OS ESCRITORES DESSE DESAFIO TÊM QUE NÃO FAZEM UM END GAME AAAAAA Eu não vejo SPN e boa Scooby-Doo quando era um neném inocente, mas lembro que sempre gostei da Velma. Por essa razão vim ler a fic e por ver que tinha uma carta envolvida eu amo cartas aaaaaa Estou surpreso por ter gostado do casal, achei muito a cara da Velma cismar com um bom é fazer de tudo para reencontrá-lo, até mesmo virar uma caçadora. A carta da Velma me matou. Por que vc sempre está me dando tiros suas fics, Equinócio? Por acaso não me ama?o que eu te fiz? Por que me odeia? Amei a história, mas isso não muda o fato que estou TRISTE e com raiva de vc por causa disso, é isto. Beijos!
5. Mai 2018 23:24:36

  • Brenda Monarquies Brenda Monarquies
    Não fica com raiva de mim, eles realmente não poderiam ficar juntos </3 (até eu queria!) E eu super recomendo assistir esse crossover. Se gosta de Scooby Doo, vai ser perfeito. E quem sabe não desperta um interesse por Supernatural? rsrsrs o casal eu custei a aceitar, até realmente começar a escrever a fic, e Velma é um baita de um mulherão por não desistir dos seus objetivos, todo amor do mundo à deusa do suéter laranja! Desculpe pelo angst, mas obrigada pelo carinho, ainda sim kkkkkkkkkkkk 💜 6. Mai 2018 19:35:05
Narumi Lokidottir Narumi Lokidottir
Encantada Pós-Crossover, Supernatural arrasando. Queria estar no lugar da Velma tocando nas lindas madeixas do Sam
4. Mai 2018 12:24:40

  • Brenda Monarquies Brenda Monarquies
    Compartilho do mesmo sentimento! Acho que vou até teve esse episódio KKKKKKKKKKKK 💜 6. Mai 2018 19:29:53
Grid Pudim Grid Pudim
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA Essa Velma é tão incrível <3 Adorei Adorei Adorei
24. April 2018 15:34:45

Saah AG Saah AG
Eu sabia que mais cedo ou mais tarde brotariam fics com esse casal, ainda bem que foi mais cedo :D Essa fic ta um arraso. Uma pena que eles não podem ficar juntos sem chamar a atenção dos mestres do tempo de Legends of Tomorrow (é uma ótima série).
22. April 2018 07:07:35

  • Brenda Monarquies Brenda Monarquies
    29. April 2018 06:40:04
  • Brenda Monarquies Brenda Monarquies
    Opa opa, eu amo uma indicação de série. Inclusive já anotei essa pra assistir aqui, adoro essas coisas místicas e sobrenaturais, não vou mentir rsrsrs E também não vou mentir sobre uma parte de mim (uns 60%, eu diria) ter ficado com vontade de fazer esses dois ficarem juntos. Mas ainda bem que além das explicações do crossover, temos essa explicação da série pra deixar tudo plausível! Sério, eu realmente fiquei curiosa, preciso muito assistir kkkkkkkkk muito obrigada pelo carinho 💜 29. April 2018 06:43:18
Paola Britto Paola Britto
Que amorzinho *.* pena que ela não conseguiu interagir com ele, mas entendo a sutil importância de ser assim, amei o Castiel ajudando a Velma fofissima ❤️
19. April 2018 16:24:26

  • Brenda Monarquies Brenda Monarquies
    Eu ia ficar muito chateada comigo está se o Castiel não aparecesse nessa fic kkkkkkkkkkkk pensei em toda uma estratégia pra encaixar ele, e ele acabou sendo a chave de tudo! Eu amo um anjo 💙 29. April 2018 06:48:10
Luisa Poison Luisa Poison
Nossa! Me senti a Velma agora, amando um personagem fictício huahuahua. Eu adorei sua estória. Tu soube conduzir o texto de uma maneira que ficou aquele "Q" de suspense e mistério. Gostei dela ter tentado virar uuma caçadora por causa do Sam, e uma pena eles não conseguirem se reencontrar, mas quem sabe num próximo CrossOver. Parabéns! A estória está ótima!
18. April 2018 10:40:41

  • Brenda Monarquies Brenda Monarquies
    Meu sonho de consumo o Eric por algum motivo ver essa fic e já largar de roteiro pra um ep futuro, mas sei que estou sonhando demais kkkkkkkkkkkk eu amo histórias com mistério! E a Velma seguindo os passos do Sam como uma caçadora é algo que eu realmente adoraria ver rsrsrs Muito obrigada pelo elogio, fico feliz que tenha gostado da história, meu doce <3 29. April 2018 06:40:04
Megan W. Logan Megan W. Logan
Adorei a história, esse crossover foi maravilhoso! Gostei da Velma virar quase caçadora, muito boa a sua ideia, promovendo esse reencontro. A carta dela pra ele, foi bem sincera, passou muito bem tudo o que ela ansiava e sentia por ele. Espero que eles ainda possam se reencontrar, novamente. Amei a fic! Beijos!
14. April 2018 21:49:34

  • Brenda Monarquies Brenda Monarquies
    Aaaaaa muito obrigada! Eu não canso de dizer que anos as duas séries, um crossover delas era o que eu esperava desde os 7 anos de idade! Kkkkkkkkkkkk me bati horrores sobre fazer ou não com que se encontrassem com ele acordado, mas depois de muito choro a respeito, a carta me pareceu mais fiel ao que uma Velma madura faria. Muito obrigada pelo comentário, eu fico imensamente feliz em saber que gostou! 29. April 2018 06:32:09
Bárbara Maria Bárbara Maria
Um chuchuzinho de fic! Somos todos Velma, amando boys fictícios kkkkkkk É sempre um prazer ler suas histórias, hime ❤
14. April 2018 12:10:32

  • Brenda Monarquies Brenda Monarquies
    Obrigada por ser essa pessoa incrível, hime. Obrigada de verdade por sempre me apoiar 💜 14. April 2018 22:24:57
Ayzu Saki Ayzu Saki
AHHHHHHHHHH, que bom que alguém decidiu continuar mais desse crossover que ficou para a história. Gostei muito da fic <3
14. April 2018 09:19:17

  • Brenda Monarquies Brenda Monarquies
    Eu amei esse crossover de paixão, e imagine várias possibilidades pra uma continuação dele. Essa foi a que eu achei melhor para uma história de um capítulo, e fico muito feliz que você tenha gostado! Obrigada pelo comentário, mana 💜 14. April 2018 17:54:57
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