lady_giovanni Lady Giovanni

Após a separação de Oscar e André, seus destinos estarão próximos de se cruzar novamente. O que o destino reserva para duas almas apaixonadas? Eles terão uma nova chance?


Fan-Fiction Anime/Manga Nur für über 18-Jährige. © Todos os direitos reservados.

#Aiolos-Misty #afrodite #aiolos #misty #arosadeversalhes #crossover #versaillesnobara #oscar #drama #romance #saintseiya
2
5.6k ABRUFE
Abgeschlossen
Lesezeit
AA Teilen

Rebirth

Oscar olhava para o céu, enquanto ouvia os tiros de canhões ao fundo, assim como as vozes dos soldados por toda a parte. Fechou os olhos por um momento, pensando nos últimos meses de sua vida e sentiu os olhos marejarem. Respirou fundo, dando ordem para que seus homens continuassem sem ela e sentiu sua respiração dificultar.


Sentiu-se um tanto frustrada por não conseguir seguir com sua missão, mas não havia mais como voltar lá. Seu peito doía não só pelos ferimentos em batalha, mas também pela doença que contraiu nos últimos meses. Sabia dos riscos se continuasse a frente da guarda, mas mesmo assim resolveu arriscar tudo. Agora que não tinha mais seu amado ao seu lado, não tinha medo se a morte chegasse mais cedo para ela.


Tentou conter a respiração que se dificultou ainda mais, conforme a gravidade de seu estado aumentava e piscou os olhos algumas vezes. O gosto do sangue se tornava amargo, assim como a dor que sentia toda vez que tossia. Fechou os olhos novamente e lembrou do primeiro beijo com André. Um sorriso em seus lábios esboçou um ínfimo instante de felicidade da noite em que se amaram e deixou as lágrimas escorrerem por seu rosto. A última lembrança de André lhe fez alucinar uma última vez com a visão de seu mais estimado amigo. Seu amado estava ali para buscá-la e finalmente se permitiu ir com ele.


Após aquilo, fechou seus olhos para sempre. Estava feliz por reencontrá-lo novamente, mas o que não contava é que suas almas voltariam a se encontrar séculos depois e mais uma vez teriam uma nova chance de se amar.


Foi assim que tudo começou...


Pouco mais de cento e oitenta anos depois, o pequeno francesinho chegava nos limites de um lugar que achou um tanto curioso. Olhou para os pilares antigos, alguns pela metade e mais ao fundo, uma vasta estrada de chão batido que levava até uma bela construção antiga. O que seria aquilo? Se perguntou e continuou os passinhos acompanhado de dois guardas.


Assim que se aproximou daquilo que parecia ser um palácio para ele, olhou para o homem ao lado sem saber o que fazer e logo ouviu algumas vozes próximo dali, o que chamou sua atenção:


— Bom dia. — disse o cavaleiro, cumprimentando os guardas e logo viu o pequeno que se escondeu atrás da perna de um deles com receio, pois o mesmo trajava sua armadura e arco em mãos. — Ora… não precisa ter medo. — se aproximou e agachou, apoiando o arco sobre a coxa — Me chamo Aiolos. E você? — olhou para os olhos graúdos de cor celeste e abriu um sorriso amistoso.

— Ele não fala nossa língua, senhor. – disse o homem que o havia trazido até ali.

— Não? De onde vem?

— França.

Aiolos assentiu com a cabeça e se levantou, estendendo a mão até a cabeça do pequeno. Bagunçou a franja dourada e sorriu.


— Seja bem vindo… hum… — olhou confuso e voltou o olhar para o homem que saciou sua curiosidade ao revelar o nome do mais novo.

— Louis.

— Louis… bom, foi um prazer conhecer você, Louis. — voltou a bagunçar os fios e sentiu algo estranho. Algo havia lhe intrigado ao encarar novamente aqueles olhos azuis. Se afastou, vendo o menor esconder o rosto e acenou com a cabeça, saindo dali em seguida.


O pequeno francês continuou observando aquele jovem rapaz se afastando, enquanto o mesmo conversava com outro jovem ao lado. Notou que o outro trajava uma armadura semelhante unicamente pela cor dourada. Notou os longos chifres que emergiam do elmo de mesma tonalidade e voltou a esconder o rosto atrás da perna do homem.


— Garoto? Você não me ouviu? Vamos logo! Não tenho o dia todo. — disse e o afastou subitamente, causando sua queda.


Suas pequenas mãos arderam por um instante e olhou para elas, vendo as marcas dos arranhões. Segurou o choro para que não o julgassem fraco e se levantou, constatando que seus joelhos também haviam sido machucados.


— Vamos, eu disse!


Sentiu uma pancada em suas costas que o fez avançar alguns passos a frente e olhou para os homens com mágoa. As risadas dos mesmos fizeram algo adormecido crescer em seu peito e quando se deram conta que aquele pequeno garotinho possuía algo que eles mesmos conheciam bem, interromperam a graça.


— Isso é…

— Não pode ser… mas é…

— Isso mesmo! Não deveriam subestimá-lo por ser tão jovem… tão pouco pela sua aparência.


Os homens se viraram, abaixando suas cabeças e viram o cavaleiro se aproximar do menor.


— Você está bem? — perguntou ao encarar aqueles olhos azuis, tão profundos quantos os seus.

— Senhor, ele não fala…

— Cale a boca! Não estou falando com você. — reprimiu, vendo o outro novamente abaixar a cabeça por respeito.


O pequeno olhou para o cavaleiro a sua frente, admirando-o por sua imponência e baixou os olhar corado. Balançou a cabeça para os lados ao ouvir novamente a mesma pergunta sem entender e sentiu o toque delicado em seu rosto.


— Me chamo Afrodite.


Os olhinhos azuis novamente olharam para os daquele belo cavaleiro e sentiu um aperto em seu peito.


Fersen. — uma voz sussurrou em sua mente e ficou confuso com aquilo.


Seus olhos se fecharam de repente e com a escuridão que o consumiu naquele instante, só pode acordar mesmo algum tempo depois ao ver que o sol havia ido embora. Olhou em volta, notando que estava sozinho e sentou sobre cama.


— Odi eu tá? — se perguntou e colocou as mãozinhas sobre o rosto. A porta então abriu.


Olhou em direção a entrada do quarto e viu um jovem ruivo se aproximando devagar. Se encolheu, puxando o fino lençol que o cobria e pela primeira vez desde que chegou naquele lugar desconhecido, entendeu as palavras que soaram como melodia em seus ouvidos:


— Boa noite. Se sente melhor?


Surpreso com a pergunta, apenas assentiu e o viu se aproximar, enquanto puxava uma cadeira para se sentar. A colocou próxima da cama e sentou, observando seu pequeno conterrâneo.


— Então. você é francês…

— Sim, senhô.

— Certo. Eu vou ajudá-lo com algumas coisas, enquanto não aprende o idioma local.

— Idoma?

— Sim. Você vai morar aqui… — desviou o olhar pensativo – Pelo menos por um tempo.

— Tá, senhô. Bigadu.

— Não me agradeça. Só estou seguindo ordens.


O menor engoliu seco e abaixou o olhar. O ruivo notou a tristeza no olhar do menor e se levantou.


— Descanse agora. Amanhã voltarei cedo para começar com suas aulas. – disse e foi até a porta.

— Senhô… eu...

— Camus. Me chame de Camus. – disse e olhou para ele antes de sair.


Louis soltou um longo suspiro e voltou a deitar, pensando sobre como seria sua vida naquele lugar estranho. Os rostos daqueles que tiveram contato com ele, passaram como um flash e acabou adormecendo.


Ouviu algumas batidas na porta e sentou sobre a cama, passando as mãos sobre o rosto, ao mesmo tempo que ouvia alguns passos próximos de si. Estava em um lugar diferente e notou que havia um jovem sentado ao seu lado. Ao contrário do que se esperava, não se assustou, pois o mesmo lhe parecia familiar, assim como aquele lugar.


– Você acordou… – sorriu – Tomei a liberdade de fazer seu café. Parecia cansada e não quis acordá-la.

– Que horas são? Solicitaram minha presença? Maria Antonieta… ela procurou por mim?

– Fique calma, Oscar. Está tudo bem. – olhou para ela com aquele mesmo sorriso de sempre. Tão amável e gentil. – Agora tome seu café.

– Eu… tudo bem. – respirou fundo – Obrigada, André.

– Não precisa agradecer. — sorriu e se levantou da cama para ir até a porta. — Não demore. Eu vou selar os cavalos e aguardo você lá fora.


Ao vê-lo sair pela porta, voltou o olhar para a bandeja e pegou um pedaço da fruta fatiada e levou até a boca.


Sempre cuidando de mim… por que André? — se perguntou e tudo se fez escuro como a chama de uma vela que se apaga com uma brisa repentina.


Aquele havia sido apenas um dos sonhos que havia tido desde que havia chegado ao santuário. Conforme passavam os dias, ficava mais convicto de que conhecia aquelas mesmas pessoas dos sonhos de algum lugar, só não sabia de onde.


Pouco tempo depois soube da queda de um dos poucos cavaleiros dos quais havia se simpatizado. Sua pouca idade não permitia que tivesse discernimento pra entender muita coisa, mas já havia tido contato com a morte. Seus pais morreram pouco tempo antes de ter sido mandado para a Grécia e tão recente quanto a perda deles, agora tinha que lidar com a perda daquele simpático jovem.


Sentiu-se mal por aquilo e pensou que talvez tivesse alguma culpa. Primeiro tinha sido seus pais e agora aquele rapaz que sempre fora tão bom com ele. Quem seria o próximo? Pensou com seu frágil e limitado intelecto, resolvendo não se apegar a ninguém depois dali, mas essa era tarefa difícil de cumprir, visto que se sentia muito sozinho.


Certo dia, acordou cedo para treinar e resolveu passar no cemitério, antes, para deixar algumas flores no túmulo de Aiolos. Ao chegar lá, viu alguns aos pés da cova e se escondeu atrás de uma lápide na falsa esperança de não ser visto, no entanto...


— Sei que está aí… — passou as mãos sobre o rosto — Até as cabras desse lugar são mais silenciosas do que você. — se levantou e virou, olhando diretamente para ele.


Louis espiou por trás da lápide e engoliu seco, não vendo mais o garoto ali. Olhou para os lados, vendo que o lugar estava vazio e sentiu um arrepio ao ouvir a voz atrás dele:


— O que faz aqui? — disse e o viu se virar, encarando o chão envergonhado.

— Eu…

— Não volte mais aqui! Meu irmão não merece a pena de ninguém, muito menos a sua! — respondeu alterado e arrancou as flores de seus braços para pisar em cima depois. — Nem ele, nem eu! Não volte mais aqui!


Louis sentiu os olhos marejarem e saiu correndo sem olhar para trás. Ao chegar na estrada que levava ao santuário, esbarrou em alguém e caiu para trás com o impacto.


O cavaleiro parou diante dele e assim que sua visão ficou mais clara, viu o brilho da armadura dourada ofuscar sua visão. Sabia quem era e isso se confirmou, após sentir o perfume daquelas rosas.


— O que faz aqui? — perguntou e o ergueu do chão, colocando-o em pé.

— Eu… — olhou para aqueles olhos azuis e sentiu uma leve fisgada na cabeça.


Fersen. — novamente aquela voz sussurrava a mesma coisa. Mas por quê?


Afrodite, por sua vez, viu que o menor não parecia bem e antes que o pequeno caísse no chão, o amparou em seus braços.


— Louis… Louis. — chamou e tocou no rosto do menor. Sentiu um arrepio passar pelo seu corpo e tocou os fios com cuidado.


Por que sinto que conheço você, garoto? De onde o conheço? — se perguntou e o pegou nos braços para levar para a casa dele.


Louis acordou em seu quarto, agora acompanhado de Afrodite e olhou para ele timidamente. O maior lhe alcançou um copo de água e estendeu a mãozinha até ele, segurando com as suas mãos pra beber.


– Tome. Vai lhe fazer bem. Está muito calor hoje. Os médicos disseram que por você não estar tão acostumado com o clima, sua pressão pode ter baixado a ponto de fazê-lo desmaiar.

– Obrigado, senhor. – disse e tomou o conteúdo de uma vez.


Afrodite olhou para o elmo dourado apoiado em seu colo e depois para o menor, sentindo novamente uma estranha sensação.


— Você se chama Louis, certo? — perguntou e o viu assentir em concordância — Em breve você será um bravo cavaleiro. Todos temos o mesmo destino aqui. Todos nós. — disse e colocou a mão sobre a dele, deixando uma rosa sobre ela.


Todos nós…



Anos depois…


Louis retornou ao santuário como Misty e sua personalidade nunca mais fora a mesma. Coincidentemente, esteve em missões um tanto esclarecedoras, que fizeram seus sonhos voltarem com força. Muita coisa fazia sentido, já que agora era mais velho e mal sabia o que o destino havia lhe reservado dali em diante.


Deixou suas coisas no antigo quarto, não tendo tempo para velhas nostalgias e saiu à procura daquele que foi sua inspiração naqueles anos difíceis de treinamento. Esteve tão perto de desistir, mas algo lhe dava forças para continuar e sua motivação se chamava Afrodite.


Ao saber o paradeiro do cavaleiro se aproximou timidamente, vendo-o olhar para o rio distraído sorriu. Deu um passo, sentindo o peito comprimir com a ansiedade, mas logo parou. Seus olhos não quiseram acreditar no que viu, mas sabia que aquilo era real demais para ser mais um de seus sonhos. Seu coração falhou uma batida com o beijo roubado daquele outro cavaleiro que teve uma importância significativa em sua vida e baixou o olhar. Ouviu seus risos novamente e olhou para ambos. Antes que visse outra coisa indesejável, saiu dali com lágrimas nos olhos e partiu de volta para seu quarto.


Não diga mais nada, Fersen. Apenas vá embora. — aquela voz novamente se fez presente em seus pensamentos e continuou correndo o máximo que pôde.


Semanas depois...


Muitos dali não sabiam bem o que se passava no santuário, mas obedeceram ao grande mestre, arriscando suas vidas em prol da justiça. Serviram a deusa Athena fielmente, sendo enganados por um traidor, cego por sua ambição de tornar um deus. Muitos pereceram. Soldados sem patente, muitos dos cavaleiros de prata e até a grande elite dourada. Por fim, o traidor.


Poucos restaram para começar uma nova guerra, agora, do lado certo, mas aquilo não era o fim. Com a queda de Hades, o santuário precisava ser restabelecido e pela misericórdia de Atena, um a um, voltou à vida. Afinal, muitos não tiveram culpa de serem manipulados e outros se arrependeram da culpa da traição.


Athena ficou algum tempo se recuperando do grande esforço, deixando tudo nas mãos do grande mestre Dohko e designou outro cavaleiro para ficar em seu lugar.



Misty descansava em seu quarto, quando acordou com algumas batidas em sua porta e se levantou para abrir. Assim que olhou para aquele homem, lembrou do mesmo que volta e meia habitava em seus sonhos. Aquilo estava mesmo acontecendo?


— André… — disse baixinho.


O cavaleiro olhou para o menor e sentiu uma velha sensação, até então adormecida em seu peito.


Ele… É ele mesmo? — se perguntou, notando o quanto Misty lhe parecia diferente, ao mesmo tempo que familiar a outra pessoa. — Mas quem?


— Você é… Lo…

— Misty. Já não me chamo Louis há muito tempo, cavaleiro. — disse e notou a mesma confusão naqueles olhos verdes.

— Certo. — disse e sentiu o suor escorrer de sua testa, retirando a bandana vermelha em seguida.


Misty olhou para o cavaleiro, sentindo as lágrimas brotarem de seus olhos sem saber exatamente o porquê daquilo e se aproximou afastando a franja que cobria parte de seu olho esquerdo. Exatamente, como aquele homem que aparecia em seus sonhos.


Não pode ser. É ele mesmo... André.

7. April 2018 20:41:22 0 Bericht Einbetten Follow einer Story
0
Lesen Sie das nächste Kapitel A new path

Kommentiere etwas

Post!
Bisher keine Kommentare. Sei der Erste, der etwas sagt!
~

Hast Du Spaß beim Lesen?

Hey! Es gibt noch 2 Übrige Kapitel dieser Story.
Um weiterzulesen, registriere dich bitte oder logge dich ein. Gratis!