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kalinebogard Kaline Bogard

Talvez o sentimento fosse tão intenso que um milagre fora concedido. Mas... milagres não duram para sempre.



Fan-Fiction Bücher Nicht für Kinder unter 13 Jahren.

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Capitulo 01

O corredor estava vazio e silencioso como sempre costumava ficar na ala particular daquele hospital, geralmente um tanto sombrio e frio.

Parado à porta do quarto o rapaz olhava para o interior do dormitório tentando enxergar alguma coisa na penumbra, porém a luz da lua crescente não era suficiente para iluminar tudo. Assim como a claridade do corredor.

Não sabia se era bom ou ruim.

Que hipocrisia! Claro que ele sabia. Ele tinha certeza: era ruim, era péssimo, assustador e irreversível.

Suspirou e colocou as mãos no bolso numa pose displicente de quem tenta fingir que não importa mais.

– Ei, Malfoy.

A voz suave atraiu sua atenção. O rapaz voltou-se para sua esquerda e observou a garota loira que se aproximara a passos felinos: Luna Lovegood, uma esquisita que estava a dois quartos de distância.

– O que tanto olha? – a loirinha aproximou-se e espiou dentro do quarto – Medo de que ele fuja?

– Tem gelatina no seu rosto, Lovegood – mentiu para ver se a loira o deixava em paz. No entanto Luna sorriu largo. Ela sabia que não era verdade aquela afirmação.

– Você é engraçado.

– E você é chata. Dê o fora daqui.

Ao invés disso Luna entrelaçou as mãos atrás das costas e começou a balançar-se nas pontas dos pés. Quando cantarolou uma musiquinha qualquer Draco perdeu a pouca paciência de vez.

– Não tem nada melhor pra fazer não? Por acaso conhece a palavra “privacidade” ou isso é complexo demais pro seu cérebro lunático?

– É que não é fácil. Nunca é – ela afirmou enquanto os olhos tornavam-se mais piedosos – Estar sozinho é a parte mais dolorosa.

– Não estou sozinho – Draco resmungou.

Antes de responder Luna olhou rapidamente dentro do quarto. Demorou longos segundos admirando o garoto deitado no leito. Um homem de meia idade cochilava na cadeira colocada próxima à cama. Ainda havia um segundo leito, mas que estava vazio, sem paciente e, conseqüentemente, sem alguém que velasse seu sono.

O olhar de Luna demorou-se um tempo considerável nesse último leito. Então ela deu de ombros e fez menção de afastar-se.

– Se faz tanta questão...

– Espere! – Draco Malfoy exclamou um tanto agudamente – Você está aqui a mais tempo do que eu, não?

Lovegood ergueu os olhos para o teto enquanto calculava mentalmente.

– Acho que um ano, pelo menos.

– E durante esse tempo...

– Sei o que vai me perguntar. A resposta é não – ela cortou suavemente – Talvez se acreditar em milagres... com toda a força do seu coração ele se torne realidade.

– Milagres? – Draco repetiu aproximando-se do batente da porta e observando o interior do quarto. Uma calma nunca sentida antes dominou seu coração enquanto os lábios se estendiam num sorriso debochado. Não acreditava em milagres.

Como se fosse uma resposta ao pensamento descrente uma velha mulher dobrou a curva do corredor. Usava roupas sóbrias e o cabelo perfeitamente arrumado em um coque severo.

Ergueu uma sobrancelha ao ver os dois jovens no meio do corredor. Draco desencostou-se do batente e Luna sorriu mostrando uma fileira de dentes brancos e perfeitos.

– Talvez, Draco Malfoy, hoje seja a noite dos milagres – a garota afirmou exultante.

O loiro apenas desviou os olhos para dentro do quarto.

Quem sabe Lovegood estivesse certa?

H&D

Harry sentiu vontade de jogar o celular contra a parede. Toda manhã se lembrava que tinha de trocar a música barulhenta do alerta. E graças à correria do dia a dia acabava esquecendo. Até a manhã seguinte, quando seu sono delicioso era interrompido pelo estrondo da bateria, ele xingava em silêncio pelo rock pesado e o ciclo continuava.

Saltou da cama e voou para o banheiro. Só saiu de lá depois de tomar banho, se arrumar e pentear, com os dentes devidamente escovados e depois de seu padrinho chutar a porta por duas vezes, devido a sua demora.

– Finalmente – Sirius resmungou quando o rapaz sentou-se à mesa – Se demorasse mais um minuto naquele banheiro eu teria que derrubar a porta.

– Você demora mais do que eu! – Harry devolveu divertido, mordendo um grande pedaço da torrada – Parece uma noiva.

– Sugestão: leve uma revista da próxima vez. Vai acabar mais rápido, Harry. Acredite.

– Experiência própria? – o menino respondeu de boca cheia.

– Ora, seu pirralho! – Sirius reclamou – Cadê o respeito?!

– Esqueci no banheiro! – Harry pegou outra torrada e levantou-se da mesa – Vou indo. Temos provas nas primeiras aulas. Até mais, padrinho.

– Até, moleque mal educado.

– Foi você quem me criou! – Harry gritou da sala e saiu correndo, antes que Sirius viesse atrás com suas brincadeiras vingativas.

Chegou ao colégio em cima da hora. Reuniu-se com os dois melhores amigos, Hermione Granger e Ronald Weasley, e rumaram para a sala do terceiro ano A. Aquele colégio, apesar de ser público, era considerado um dos melhores do país. Por tal fama recebia jovens de variadas classes sociais, fato que causava certa tensão e hostilidade movidas por preconceito.

Alguns dos mais preconceituosos estavam na sala de Harry. Blaise Zabini, Pansy Parkinson e Draco Malfoy; o trio que sentava isolado no fundo da sala, três filhinhos de papai ricos e esnobes.

Como todos os dias, Harry entrou na sala, ignorou aqueles três e foi sentar-se no próprio lugar junto com Ron e Hermione. Notou, vagamente, Parkinson com uma expressão amuada, Zabini mantendo um olhar meio perdido e Malfoy mais pálido do que de costume, olhos cinzentos fixos no teto.

Não deu muita atenção. Logo se envolvia na conversa com os colegas. Quando o professor entrou na sala, concentrou-se totalmente na matéria. Em seguida teriam um prova difícil e ele não estudara nada!

H&D

Depois das aulas Harry, Ronald e Hermione caminhavam pelo corredor rumo à saída. Combinavam passar a tarde na casa do ruivo para estudar. Ou melhor, Hermione faria os deveres enquanto Harry e Ron jogavam vídeo-game.

O fluxo de alunos ia diminuindo quando uma voz soou mais alta chamando a atenção.

– Ei, Potter!

Harry parou de andar e voltou-se para ver quem o chamava. Ergueu uma sobrancelha mal podendo conter seu espanto. Draco Malfoy o fitava de volta com uma expressão quase contrafeita.

O moreno fez menção de ignorar o garoto esnobe. Ia dando meia volta, mas a voz de Malfoy o impediu.

– Quero falar com você! – o loiro meio que exigiu.

– Harry? – Hermione chamou querendo que o amigo viesse logo. Ronald apenas observou um tanto indiferente.

– É importante... – Draco Malfoy diminuiu a pose arrogante.

Alguma coisa na postura do garoto chamou a atenção de Harry. Talvez fosse o pingente estranho que Malfoy trazia no pescoço... não... era outra coisa...

No fim Harry não pôde acreditar em si mesmo ao sentir que cederia ao pedido. Respirou fundo e deixou os ombros caírem.

– Vão na frente – dispensou os amigos – Logo me encontro com vocês.

3. April 2018 12:22:33 0 Bericht Einbetten 0
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