Para ser chamado 'Herói' Follow einer Story

nanahoshi Nanahoshi G

Na última batalha que envolveu todos os alunos da UA, Iida Tenya cometeu dois erros terríveis que continuam a assombrá-lo em seus pesadelos e até mesmo quando simplesmente fecha os olhos. Sua confiança como representante de classe e como herói minguaram numa faísca tímida e talvez, agora, ele precise de alguém que o salve. [Iida Tenya x Reader]


Fan-Fiction Alles öffentlich.

#oneshot #fluffy #romance #fanfiction #my hero academia #boku no hero academia #bnha #iida #iida tenya
Kurzgeschichte
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Capítulo único

Olha eu vindo postar oneshot correndo AUSHAUHSAUHSHAHHU Aparentemente a minha estratégia "não pense, só escreva" está funcionando e eu consegui trazer OUTRA ONESHOT EM MENOS DE UMA SEMANA WEEEEEE!! Dessa vez, eu precisei dedicar essa fofura para meu husbando master de Boku no Hero Academia, Iida Tenya <3 Ele me faz rir tanto, além de ser um líder incrível e um amigo tão dedicado... Além de ser AQUILO TUDO. E mesmo assim ele é muito escanteado no fandom. O Iida precisa de mais amor <3 <3
Queria agradecer à minha sis Daph-chin por me ajudar com muitos conselhos maravilhosos para essa oneshot. Estou morreeeendo de medo de não ter feito um Iida fiel mas a gente tenta né? SIS EU TE AMO VC ME SALVA TODO DIA <3
E obrigada à todos os meus leitores lindo, fofos, marabulosos que não me abandonaram mesmo depois do hiatus <3 Sem você eu não sou nada *-*
Espero que essa fofura façam vocês verem com o Iida é maravilhoso!
Boa leitura!
P.S.: a batalha citada na história é fictícia. Não é cannon. Eu não acompanho o mangá (ainda) ENTÃO EU NÃO SABIA Q EU TINHA ACERTADO UM SPOILER SOCORRO DESCULPA. Obrigada @Bec por me avisar sua linda <3 

Iida acordou com um grito preso em sua garganta, o rosto suado e o coração esmurrando suas costelas. Ainda podia ouvir os gritos, as explosões e o som inconfundível de algo muito rígido se despedaçando . Mais uma vez, as lembranças da última batalha haviam envenenado seus sonhos.

Iida se sentou e tateou em seu futon em busca de seus óculos. Assim que os achou, colocou-os e olhou ao redor. Estava num quarto com mais nove colegas de classe. Aparentemente, ninguém acordara com seu sobressalto engasgado. Suspirou e olhou para suas mãos, visíveis apenas por causa de uma faixa de luz do luar que atravessava uma fresta na janela.

A U.A., depois do embate terrível que envolvera boa parte de seus alunos, incluindo todos da classe 1-A de heróis, decidira presenteá-los com uma excursão escolar para que se distraíssem e relaxassem. Mesmo tendo se divertido com as atividades e desfrutado dos serviços daquela pousada, era apenas uma questão de fechar os olhos para que as imagens da batalha substituíssem a escuridão. E havia duas delas que, mesmo depois de vários dias, pareciam tão nítidas que poderiam ter acontecido minutos atrás.

O som de algo rígido se despedaçando.

Sua armadura.

O presente de sua família, o símbolo que o aproximava de seu tão admirado irmão... Fora feito em pedaços.

Iida não tinha mais um traje de herói, e mesmo sabendo que poderia receber um novo, doía muito lembrar do quão facilmente haviam destruído sua armadura.

E, além disso, havia a outra lembrança.

Um vulto pequenino curvado sobre ele, chamando seu nome aos prantos, e logo depois, um som terrível de metal batendo contra metal. Iida parecera perder a consciência por alguns instantes, e assim que a recobrou, vira [Nome] de pé, em posição defensiva, impedindo que um inimigo o alcançasse. Ela lutava quase que insanamente, gritos de fúria enchendo o ar enquanto ela atirava usando seus mini-canhões laser embutidos nos braços.

Iida não conseguira levantar. Deixara [Nome] lutar sozinha para defender a ele e a ela mesma.

Como aspirante a herói, como representante da classe 1-A e como amigo de [Nome]... aquela era sua maior vergonha.

Percebendo que seus pensamentos não se aquietariam tão cedo após aquele pesadelo, Iida decidiu levantar-se. Vestiu seu roupão por cima do pijama e saiu com a intenção de espairecer.

Ainda assim, não conseguia parar de pensar em [Nome] e o quão bravamente ela o defendera. É claro que, depois de acordar na enfermaria, a primeira coisa que fizera fora procurar [Nome] para agradecê-la. Fizera questão de usar todas as palavras e frases relacionadas a agradecimento e gratidão profunda que conhecia, mas ainda assim, não se sentia satisfeito. Não se conformava. Ele e [Nome] eram amigos, e amigos deviam defender um ao outro até o fim, não importasse o quê. E o que fizera naquela batalha? Deixara-se abater vergonhosamente pelo inimigo e, se não fosse por [Nome], provavelmente estaria morto.

Mas além disso tudo, havia um outro pequeno detalhe que era responsável pela maior parte de seu desconforto. Iida falhara como herói logo diante de [Nome]... A garota que fazia sua seriedade vacilar para quase lhe deixar com um enorme sorriso bobo na cara. Mesmo sendo tão próximo dela, sentia sempre que ela estava à frente... E Iida sempre sentia uma enorme necessidade de alcançá-la...

De tê-la ainda mais perto.

Piscando surpreso com o rumo dos pensamentos, Iida balançou a cabeça e prestou mais atenção ao seu redor. Andando pelos corredores da pousada, Iida olhava distraidamente em volta. Em um determinado ponto de sua caminhada, alcançou a ala que dava nas salas de refeição. No fundo do corredor, um feixe de luz denunciava que ou alguém havia esquecido a luz acesa, ou que a sala estava sendo usada. Franzindo a testa com insatisfação, mas com uma pitada de curiosidade, Iida se aproximou em silêncio. Antes de espiar, certificou-se de reprimir bem seu impulso de dar um sermão sobre toque de recolher caso fosse alguém de sua classe. Quando a imagem da sala de refeições preencheu sua visão através da fresta, percebeu que havia alguém sentado em uma das mesas. Como a pessoa estava de roupão, de costas para ele e curvada sobre a superfície da mesa, Iida foi incapaz de dizer quem era. Com cuidado, puxou o shoji* até que a abertura fosse suficiente para que ele passasse. Caminhou sem fazer ruído na direção do vulto curvado, mas não precisou alcançá-lo para descobrir quem era. Iida logo reconheceu a cor e o corte do cabelo, e as folhas cheias de formas geométricas espalhadas pela mesa confirmaram sua identidade. Nenhuma outra garota de cabelos [cor e tamanho] andaria com plantas de equipamentos por aí.

– [Nome]. – ele soprou baixinho, incapaz de conter sua surpresa.

Iida parou do lado esquerdo da garota, que era para onde seu rosto estava virado. [Nome] ressonava baixinho, a respiração causando um leve assobio quando ela expirava. Iida observou-a por um tempo, perguntando-se o que ela estivera fazendo de madrugada. Aos poucos sua atenção voltou-se para os desenhos espalhadas pela mesa. Havia uma planta maior que estava no centro, e várias outras menores com detalhes ampliados da maior. Além das folhas, havia dois cadernos e um pequeno tablet. Franzindo o cenho, Iida fixou a imagem congelada no aparelho. Nela estava ele, Kaminari e Asui em posição para iniciar uma corrida, e no centro, havia o símbolo triangular de "play". Com um estalo soando em seus ouvidos, Iida se lembrou que [Nome] pedira permissão para gravar as atividades da excursão.

Com a testa ainda mais franzida, Iida passou para os cadernos e percebeu que um deles estava meio chamuscado.

Era o caderno de anotações sobre heróis do Midoriya.

Ao lado dele, o outro caderno estava aberto numa página recheada de anotações e cálculos. No topo da página, duas palavras se destacavam: Iida Tenya.

Abrindo a boca numa expressão estupefata, Iida tornou a conferir o caderno de Midoriya e as plantas espalhadas na mesa. O caderno estava aberto na página em que seu amigo tentara, sem muito sucesso, desenhar sua armadura. E a planta central da mesa... Tinha a versão melhorada e reinventada do desenho de Midoriya.

O choque nublou a mente de Iida. Seus olhos baixaram lentamente da planta central para o rosto de [Nome] e, sem que percebesse, seus lábios se abriram e sussurraram:

– [Nome]-san... Você...

Seu olhar subiu novamente para o desenho da armadura, e de tão compenetrado, não percebeu que seu sussurro fora o suficiente para despertar [Nome]. A garota piscou, aturdida, as pálpebras ainda pesando de sono. Demorou alguns segundos para que percebesse a presença ao seu lado, e assim que o fez, ergueu a cabeça e fixou o rosto chocado de Iida. Foi nesse instante que o garoto percebeu o movimento da amiga. Piscando também, baixou os olhos de volta para ela. Os dois se encararam por longos segundos, até que [Nome] arfou de susto, reprimindo um grito e quase caiu para trás ao tentar se afastar de Iida.

– Iida-kun! – ela exclamou segurando-se na mesa para que sua cadeira não tombasse.

O coração de Iida batia tão rápido que o fluxo sanguíneo fez-se ouvir alto em seus ouvidos. O nervosismo secou sua boca e minou todas as suas ideias do que dizer em seguida. Nesse estado, Iida não teve opção senão reagir instintivamente: exercer sua função de representante de turma.

– [Nome]-san, por que não está na cama a essa hora!? – perguntou ele, mas sem o tom autoritário que usava em classe

A garota aproveitara o momento de hesitação de Iida e se colocara entre ele e as plantas espalhadas na mesa. Ao ouvir a pergunta de Iida, baixou os olhos furtivamente e pensou numa saída rápida que a poupasse da explicação sobre as plantas. No instante em que [Nome] fixou os pés de Iida, a ideia lhe ocorreu com um estalo.

– E você? Não deveria estar dormindo também? – o tom de [Nome] foi propositalmente acusador, chamando a atenção para o fato que ele também estava burlando o toque de recolher.

Iida já abrira a boca para falar, mas deteve-se. A acusação tivera o efeito desejado: atara as mãos do representante de classe. Porém, a mente de Iida não ruminava a acusação de [Nome]. A pergunta da garota reviveu o pesadelo que tivera minutos atrás, e o medo tornou a enrijecer todo seu corpo. As lembranças da batalha saltaram vivas diante de seus olhos, e a presença de [Nome] diante dele intensificou ainda mais o efeito.

Iida estava com medo. Estava com medo do que viu e da possibilidade de voltar a ver. Tinha medo de falhar novamente. Como representante de classe. Como herói. Como...

Seus olhos fixaram o rosto de [Nome], e a imagem tremeu, dando lugar a lembrança de seu rosto sujo e distorcido pelo desespero.

Iida não queria ver aquilo nunca mais. Contudo, mesmo sentindo isso no fundo do coração, sentia que não era forte o suficiente para impedir que aquilo acontecesse. Precisava melhorar. Ficar mais rápido. Mais forte. Só assim poderia superar o trauma daquela batalha. Mas, daquela vez...

Sabia que não poderia fazer isso sem ajuda.

– Eu... - ele começou, a voz insegura. – Tive um pesadelo.

[Nome] piscou, processando a fala de Iida. Não esperava essa franqueza. Relaxou a postura acuada e fitou o rosto do amigo de forma curiosa e intrigada.

– Um pesadelo? – perguntou incitando-o a continuar.

Iida franziu a testa numa expressão frustrada e desviou os olhos para o chão.

-A última batalha... As lembranças continuam me assombrando. Tenho pesadelos todas as noites, e mesmo acordado, elas brotam na minha cabeça. - Iida ergueu a mão direita e puxou o tecido do roupão na região do peito. - E tudo ainda é tão nítido...

[Nome] tinha as sobrancelhas abaixadas numa expressão de preocupação. Queria se aproximar mais de Iida, tocar pelo menos seus ombros, mas preferiu ficar quieta. Deixaria Iida colocar tudo para fora.

– Eu falhei quando deveria ter ficado de pé. Todos estavam correndo um grave perigo, e eu me deixei ser vencido tão fácil. Como representante de classe, deveria ter continuado a frente, coordenando a defesa e dando cobertura para os mais expostos. Mas eu fiquei com medo. Com muito medo. E isso destruiu minha concentração. Me tornei um alvo fácil e aí... – sua voz minguou até sumir, deixando subentendido o acontecimento que se sucedera.

[Nome] sentia um nó no peito e em sua garganta. Por muito tempo tentara alcançar os sentimentos e os problemas pessoais de Iida, mas ele sempre se mantinha impenetrável. Iida gastava tempo demais se preocupando com os outros e os ajudando. No entanto, quando dizia respeito a ele mesmo, Iida jamais se abria. Não dividia seus problemas com os outros, não por não confiar, mas por não querer incomodar os amigos. Iida era um altruísta legítimo e perfeccionista: aprendera apenas a doar e não aceitaria tomar o tempo de alguém para resolver os seus problemas.

Contudo, agora, lá estava ele de guarda baixa, expondo suas fraquezas, dividindo seus medos. Com ela. Para ela. Quanto tempo [Nome] esperara por aquilo? Por quanto tempo ela se esforçara para conquistar a confiança de Iida e mostrar que, caso precisasse, ela estaria ali para ele sempre?

[Nome] cobriu a boca com uma mão para sufocar os soluços que ameaçavam subir por sua garganta. Ouvia o que Iida falava, mas não conseguia acreditar que era isso que ele pensava de si mesmo.

– ... Minha armadura foi destruída tão fácil. Fiquei completamente indefeso, me senti humilhado. O orgulho da minha família... – ele fez uma pausa, engolindo com força. – E além disso, o meu maior erro...

Ele ergueu a cabeça e fitou longa e dolorosamente o rosto de [Nome].

– Eu deixei você sozinha. Você teve que se arriscar para me proteger. Eu não me conformo... Não me conformo que permiti que você se arriscasse assim... – ele apertou os olhos por detrás das lentes e para depois abri-los numa expressão de pura derrota - Eu sou um fracasso. Como representante de turma. Como herói... C-

Iida não terminou a frase. Não conseguiu. Porque quando percebeu o movimento, [Nome] já estava com os braços ao redor do seu pescoço, o rosto enterrado em seu peito.

– Para com isso! – ela pediu com a voz esganiçada. – Já chega! Eu não aguento mais ouvir você falar assim.

Iida estava petrificado, sem sequer ousar fechar a boca, que deixara entreaberta por ter sido cortado no meio de sua fala. Sentia os braços de [Nome] apertando-o como se quisesse protegê-lo, o cabelo perfumado lhe roçando as bochechas, o corpo pequeno na garota pressionado contra o seu. Sentiu até o leve tremor das pernas dela, já que ela se esticava na ponta dos pés para alcançar seu pescoço. Iida queria abraçá-la de volta, enterrar a cabeça em seu cabelo e aliviar todo o medo e a insegurança acumulados em seu peito... Mas seu corpo não o obedecia.

– Nunca mais diga que você é um fracasso. - continuou [Nome]. – Você não fez nada de errado. Muito pelo contrário: você fez muito além do que qualquer um conseguiu fazer... E você não me deixou sozinha. Em momento algum. - ela fez uma pausa na qual estreitou mais os braços ao redor do pescoço de Iida - Já se esqueceu do motivo de sua armadura ter sido destruída?

A cena piscou em flashes diante dos olhos arregalados de Iida. Lembrava-se de estar lutando contra dois vilões ao mesmo tempo quando viu [Nome] acuada por outros dois. Olhando mais atentamente, ele percebeu que havia um terceiro que mirava [Nome] de longe com uma das armas bizarras fornecidas pelo chefe da operação. Seu corpo se mexeu sozinho. Quando caiu em si, tinha chutado um dos vilões que acuavam [Nome] e ela aproveitara para atirar no segundo... Mas a arma já havia sido disparada. Iida empurrou [Nome] para fora do alcance, mas não a tempo de tirar o próprio corpo da trajetória do raio.

– Se não fosse por você... Eu estaria morta. – disse [Nome] com a voz embargada pelo choro contido.

Iida estremeceu com o som da palavra "morta".

– Então, por favor, nunca mais diga isso. Nunca mais pense isso. Porque você não é um fracasso... – Nome] estreitou ainda mais o abraço e colocou a mão de forma protetora nos cabelos de Iida. – Você é o meu herói.

A frase saiu com muita dificuldade dos lábios de [Nome], que sentiu suas bochechas doerem de vergonha quase que de imediato . Iida permaneceu mudo, agora realmente incapaz de reagir. Sentindo que Iida não reagia e o que o silêncio se estendia de forma desconfortável, [Nome] soltou-o lentamente e, baixando a cabeça, explicou:

– Sobre a sua armadura, eu me senti muito culpada pelo que aconteceu, e sabia que seria um baque para você. Afinal, é a roupa dos heróis da sua família. – ela girou para a direita e voltou sua atenção para a mesa ainda repleta de desenhos e plantas – Eu queria te mostrar apenas quando estivesse pronta. Planejava antes levar o projeto da roupa para a sede da empresa de sua família para saber se eu tinha autorização para sugerir melhoras. Mas você acabou me pegando antes...

[Nome] sorriu timidamente para Iida, que a observava ainda em choque, sem conseguir acreditar que aquilo tudo estava acontecendo.

– Eu defini um novo design, que ficou mais parecido com o do seu irmão. Você o admira bastante, não é? Mas não se preocupe: é diferente o suficiente para que não te confundam com ele. Eu também troquei a matéria-prima, selecionei diferentes ligas de metal para diferentes parte do corpo, e também substituí a parte de tecido por uma malha metálica de uma liga especial...

Enquanto ela falava, Iida se perdia em cada contorno de seu rosto pensando em como ela era incrível. Seu rosto, antes choroso, agora se iluminava enquanto ela listava todas as melhorias que pensara para sua roupa de herói... O que fazia ela ficar ainda mais linda diante dos olhos de Iida. E claro, não deixou de prestar atenção no que ela dizia, e percebeu o quanto ela se dedicara para planejar tudo aquilo. [Nome] havia colocado todo o seu conhecimento sobre máquinas e equipamentos naquele projeto, disso Iida tinha certeza. E todo aquela esforço, as horas perdidas de sono, de diversão e até de estudo... Tudo isso havia sido por ele. Única e exclusivamente para ele.

O movimento foi tão rápido que [Nome] sequer teve tempo de perceber o que Iida ia fazer. Quando deu por conta, estava aninhada nos braços fortes do representante de sua classe, que se curvara para enterrar o rosto em seu pescoço. Iida tinha um braço em torno de sua cintura e um subia até o meio das costas, onde sua mão estava aberta pressionando o tronco de [Nome] contra o dele. A garota não reagiu, permaneceu com os braços encolhidos contra o peito de Iida, os olhos vidrados e a boca aberta num pequeno "o" de surpresa.

- [Nome]-san... – disse Iida pausadamente, como se o nome fosse quebrar se não o pronunciasse corretamente. – Obrigado. De verdade, muito obrigado.

As lágrimas que [Nome] lutara tanto para reter empoçaram seus olhos, mas juntamente com elas, veio um sorriso que curvou sua boca trêmula. Ela libertou seus braços do aperto de Iida e tornou a envolver seu pescoço.

– Eu que deveria agradecer. Foi você que me salvou. – disse [Nome], com a voz embargada, mas nitidamente afetada por um sorriso. – Só estou fazendo o mínimo que posso pelo meu... Herói. – a palavra custou a sair novamente, trazendo mais uma onda de calor para o seu rosto.

Iida estreitou o abraço e [Nome] sentiu as lentes de seus óculos sendo pressionadas contra a pele de seu pescoço.

– Não... - disse ele com a voz meio rouca - Foi você, [Nome]-san. Foi você que me salvou.

Naquele momento, [Nome] não entendeu o que Iida quis dizer. Talvez nunca entendesse. Porque Iida não estava falando da batalha. Ele falava de algo um pouco mais complicado.

Com a personalidade altruísta e a intensa necessidade de ajudar os outros da forma mais perfeita possível, muitas vezes, Iida se tornava refém de si mesmo. De suas exigências. De seu perfeccionismo.

Fora por isso que o gesto de [Nome] fora tão importante para ele. [Nome] não o salvara apenas dos vilões.

Ela o salvara de si mesmo.

Enquanto abraçava [Nome], Iida sentiu todo a angústia se esvaindo aos poucos, como que se a garota estivesse sugando os sentimentos ruins de dentro dele. Queria ficar ali pra sempre, sentindo aquele alívio, aquela sensação de segurança, o perfume do cabelo e da pele de [Nome] preenchendo sua mente, o calor do corpo dela fazendo o seu relaxar aos poucos...

– O que vocês dois estão fazendo? Isso aqui é uma excursão escolar.

Iida e [Nome] estavam tão compenetrados em si mesmos que sequer haviam ouvido os passos no corredor. Quando a voz soou da entrada da sala de refeições, os dois deram um pulo, afastando-se imediatamente uns cinco passos um do outro.

– Aizawa-sensei! – exclamaram Iida e [Nome] quase ao mesmo tempo.

O professor permaneceu calado esperando uma resposta. [Nome] cobriu o rosto quando sentiu-o fervendo de vergonha, e Iida disparou a tentar explicar a situação enquanto gesticulava fervorosamente:

– Não é nada disso, professor! Nós não fizemos nada de inapropriado ou incompatível com a conduta de um aluno numa excursão escolar! – e então Iida desandou a fazer reverências exageradas - Mil desculpas pelo ocorrido! Isso não irá se repetir! O que aconteceu foi...

Iida mergulhou numa descrição detalhada sobre o que acontecera sob o olhar entediado e sonolento de Aizawa. [Nome] permaneceu com o rosto coberto, pedindo desculpas baixinho, mas em um determinado momento, abriu levemente os dedos para espiar Iida. Ele gesticulava, explicando tudo quase aos berros. [Nome] reprimiu uma risadinha.

Aquele jeito enérgico de Iida sempre fora o que mais fascinara. Ele parecia sempre disposto a tudo. A explicar, conduzir, ajudar, a ouvir...

E era esse tipo de pessoa que costumava ser chamada de herói.

E aí meus amores? Já estão morrendo de amores pelo Iida? Espero que sim pq ele é amor E MERECE AMOR! Sis espero que tenha gostado <3 Sei que vc também adora o Iida *-*
Muito, muito obrigada a quem leu até aqui <3 Não se acanhem em conversar comigo: AMO INTERAGIR COM OS LEITORES *-* Comentários fazem meus dias sofridos na universidade serem vencidos em apenas alguns segundos *0* Muito obrigada a todos que me apoiam, que me acompanham e que me enchem de amor <3 Estarão sempre guardados no meu coraçãozinho de escritora!
E só me aguardem: essa oneshot com certeza não foi a minha última de Boku no Hero Academia <3
Beijos da Nana-chan!

 

7. März 2018 02:54:11 0 Bericht Einbetten 2
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