Russian Roses Follow einer Story

cecifrazier Cecília Frazão

A vida de Yuri Katsuki era como os versos de um poema melancólico. Cada palavra refletia uma emoção, um sentimento... Sua vida era um verdadeiro poema, sendo as palavras os acontecimentos. Patinar era sua paixão, entretanto, acabou se afastando de todos os seus sonhos de tornar-se um patinador profissional quando um acidente ocorreu. Desde então, nunca mais quis colocar os pés em um patins. Após passar anos desmotivado, sem saber qual rumo ao certo tomar sua vida, Yuri acaba aceitando o convite de sua irmã para ir à Rússia. Passaria algum tempo lá, seria bom para transparecer e colocar as ideias no lugar. Ele apenas não esperava conhecer que alguém que compartilhasse dos mesmos pensamentos e experiências semelhantes às suas.


Fan-Fiction Nur für über 18-Jährige.

#cecifrazier #yaoi #yuri on ice #victuuri
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Winter is Coming


O inverno sempre foi algo atrativo para Yuri Katsuki.

Toda aquela neve fofa, o Natal se aproximando, os lagos congelados que eram perfeitos para patinar, o clima familiar se intensificando, férias, viagens... ah, o inverno era perfeito. Desde os seus seis anos de idade tem lembranças de quando patinava nessa época do ano com seus amigos Yuko e Takeshi. Era majestoso, um verdadeiro talento que, infelizmente, não foi levado tão a sério. Pelo menos não por sua família, porém, não era culpa deles afinal, o senhor e senhora Katsuki não entendiam nada sobre patinação, logo pensavam que seu filho estava apenas "escorregando" no gelo com os amigos.

O que poderia ter acontecido se, por algum caso, Yuri tivesse investido em seu talento?

Bem, agora não fazia diferença, ele já era um adulto de vinte e três anos que não fazia nada além de viver sua vida da melhor forma possível.

— Não vai me ajudar aqui? — Mari, a irmã mais velha de Yuri perguntou, referindo-se às caixas que estavam sendo colocadas na carroceria da picape. Ela tinha trinta anos e agora que estava saindo da casa dos pais definitivamente - não que ela fosse uma encostada, porém, casou-se e foi viver sua vida muito cedo, resultando em uma desilusão amorosa e o retorno para a casa onde nascera -, finalmente tomaria um rumo para seguir. — Ou vai ficar aí parado com essa casa de mané?

— Ah, claro. — Yuri respondeu, acordando de seus pensamentos por ver a irmã indo embora mais uma vez. Pegou uma das caixas e logo a colocou no local indicado pela mesma. — Pra onde você vai?

— Sei lá. — Ela respondeu com um suspirou, erguendo seu olhar e encarando o céu levemente alaranjado. Era outono e ao contrário de seu irmão, aquela sim era sua época preferida. — Eu só quero viver, Yuri. Não sou uma escritora sonhadora que nem você, que prefere passar o dia na frente de um computador escrevendo.

Yuri sempre foi sonhador e muito criativo, tudo lhe dava inspiração, até mesmo uma palavra que chamava sua atenção. Patinar já não era tão prazeroso quando completou dezesseis anos, então começou a escrever tudo o que pensava e sentia. O que deveria ser um diário, acabou se tornando um caderno cheio das mais incríveis histórias.

Ele havia escrito um livro chamado "Modenarco" aos dezenove, talvez fosse uma fusão de "moderno" e "anarquia". Yuuri não sabia exatamente, era uma palavra inventada na qual sonhara e imediatamente começou a montar uma história para ela. O livro não fez tanto sucesso, então acabou por não publicar mais nenhum, apenas criou um blog na internet para postar poemas ou pequenas histórias. Sugerido por sua amiga de longa data Yuko, que agora era casada com Takeshi, "Yuri on Ice" foi o nome escolhido para nomear o blog, em homenagem à época que patinava.

— Ei, eu trabalho com isso. — Yuri franziu as sobrancelhas e logo pegou outra caixa. De vez em quando, era chamado para escrever algum artigo em revistas, porém, seu emprego fixo era ajudar na estância termal de seus pais, que obviamente era pago mais porque eles se importavam com o rapaz.

— Tá bom, Haruki Murakami. — Mari riu, debochando do irmão. Ela respirou fundo e foi até ele, o abraçando com força. — Vê se escreve algum livro de sucesso, eu tô torcendo por você.

Yuri abriu um sorriso calmo e abraçou-a de volta. Embora brigasse e debochassem um do outro, se amavam e tudo o que mais queriam era a felicidade de ambos.

— Vê se para de escutar aquela boy band e arruma um emprego. — Ele riu ao sentir Mari lhe dar um peteleco. — Estou brincando...

— Até um dia, leitão. — Ela beijou a testa de Yuri. Abriu a porta do carro e adentrou.

E mais uma vez, Yuri via sua irmã partir, porém dessa vez, sozinha. Talvez fosse melhor do que ir com um cara que lhe trairia pouco tempo depois.

●—●—●

Os primeiros flocos de neve começavam a cair, anunciando que o inverno havia chegado. Já faziam alguns meses que Mari fora embora e, sinceramente, a casa ficava mais monótona sem as músicas irritantes dela. Ela pegou suas economias e viajou para a casa de uma amiga na Rússia, o que impressionou Yuri já que quase não a via trabalhar. Mari era como Yuri com a patinação, fotografia era sua paixão de infância, mas diferentemente do mesmo, resolveu voltar com tudo em seu primeiro amor. De vez em quando Mari enviava fotos para o irmão, o que denunciou de cara que ela estava trabalhando em sua área.

Que a sorte estivesse ao seu favor, então.

Yuri sentou-se sobre a cama. Que horas eram? Não sabia, mas talvez passasse de oito da manhã, não conseguia acordar tão tarde, afinal. Abriu as cortinas, sentindo os olhos arderem pela claridade.

— Neve... — Murmurou e logo abriu um sorriso calmo, sentindo uma nostalgia por aquela estação ter chegado. Uma estação que lhe gerou tantas lembranças boas. — Olá, inverno.

— Yuri! — Hiroko, sua mãe, o chamou do corredor. — Já acordou? Venha comer.

— Estou indo. — Yuri respondeu, logo levantando-se da cama.

Olhou-se no espelho e estalou a língua. Havia motivos para Mari lhe chamar de leitão. O primeiro deles era que estava quase acima do peso, o outro é que comia demais, principalmente quando se tratava de katsudon, seu prato preferido.

Talvez fizesse alguma atividade física.

Trocou de roupas e saiu do quarto. Às vezes sentia que deveria fazer algo grande, sentia como se estivesse desperdiçando seus anos de juventude. Estava decidido, a partir de hoje, ele procuraria tornar sua vida mais produtiva. Escrever um novo livro, quem sabe?

— Finalmente apareceu. — Toshiya, seu pai, sorriu ao ver Yuri entrar na sala. — Já estávamos começando a ficar com fome.

— Desculpe. — Ele riu sem graça.

— Não tem problema. — O homem se levantou. — Venha, vamos comer.

Após o café da manhã, Yuri disse que sairia um pouco. Seus pais se surpreenderam com a decisão, já que ele quase nunca fazia isso, então assentiram com gosto. Yuri vestiu-se com roupas de frio, pois o inverno em Hasetsu sempre era intenso. Ao sair de casa, deixou um suspiro escapar, contemplando o belo quadro branco a sua frente.

Não importava quantas vezes essa estação chegasse, ela continuaria eternamente divina.

Iria fazer uma visita a Yuko e Takeshi no Castelo de Gelo, o rinque de patinação local da cidade. Com certeza estariam abertos, várias crianças gostavam de ir lá para patinar e até alguns adultos iam, apenas por diversão. Yuri por um momento lembrou-se de Yuko quando adolescente falando que abriria um rinque. Ela dizia que era seu maior sonho, e ele estava feliz que a mesma tenha o realizado.

Assim que Yuri chegou ao Castelo após uns minutos de caminhada, abriu um sorriso curto. Já podia ouvir a risada de algumas crianças, provavelmente eram as trigêmeas Axel, Lutz e Loop, filhas de seus dois melhores amigos de infância.

— Yuri? — Yuko o chamou com uma voz surpresa e se aproximou. Era raridade vê-lo fora de casa. — Finalmente decidiu aparecer! Estou tão feliz!

— Decidi fazer algo com a minha vida. — Ele riu baixinho, logo devolvendo o abraço que recebera. — A propósito... onde está Takeshi?

— Lá dentro. — Apontou para a porta que levava ao rinque. — As pessoas começaram a aparecer, mesmo que eu ache que é uma quantidade menor da do ano passado.

— Não se preocupe, ainda é o começo do inverno, logo elas aparecem.

— Tem razão! — Yuko sorriu e segurou na mão de Yuri. — Veio patinar? Diga que sim.

— Ah, eu... — Yuri desviou o olhar, com um sorriso sem graça no rosto. — Só vim fazer uma visita.

— Não acredito! — Ela franziu as sobrancelhas em indignação, passando a praticamente arrastar o rapaz para dentro do rinque.

Mesmo com os vários protestos de Yuri que foram interrompidos por diversos puxões, ele acabou cedendo às vontades da amiga. Assim que entrou, pôde ver crianças deslizando pelo gelo, um tanto desajeitadas.

— Vê isso? — Yuko abriu um sorriso gentil ao ver uma criança caída se levantar. — Mesmo caindo, ainda se levantam com um sorriso no rosto.

— Só porque elas não sabem que há quedas nas quais você não consegue mais levantar. — Yuri respondeu ameno, porém, soou frio, pois já sabia que rumo aquela conversa tomaria. — Não precisamos falar sobre isso de novo, né?

— Yuri... — Ela suspirou, tocando o ombro do rapaz ao seu lado. — Eu sei que é difícil lembrar ainda, mas... não acha que seria melhor tentar de novo? Poxa, você é um dos melhores patinadores que eu conheço!

— Já fazem sete anos, Yuko. — Ele suspirou, impaciente. — Quero me esquecer, para sempre. Nunca mais ponho meus pés em um patins na minha vida.

— É, mas...

— Yuri?! — Takeshi exclamou, o chamando, do outro lado do rinque. Ele estava acompanhando algumas crianças para que não caíssem mais. — É uma ilusão minha ou o katsudon ambulante tá aqui mesmo?

— Ilusão sua, Takeshi! — Yuri exclamou de volta, forçando um riso divertido. Desviou o olhar para Yuko e sorriu de canto. — Vamos só nos esquecer de toda essa história, certo?

— Tudo bem, katsudon. — Yuko deu um peteleco na testa do amigo.

●—●—●

Moscou, Rússia

O frio era estonteante, principalmente pois estava no inverno. Mari ainda tentava se acostumar com a temperatura, talvez demorasse algum tempo. Em seu apartamento o aquecedor estava ligado e ela usava roupas de frio, então o clima lá dentro estava quentinho e aconchegante. Esperava pacientemente sua amiga voltar com o almoço enquanto mexia no celular. Já havia ligado para os pais naquele dia. Mesmo que já fosse adulta, sentia-se na obrigação de ligar com frequência, pois sabia que ambos se preocupavam em dobro depois de seu casamento.

Conhecera Mila Babicheva quando a mesma fora a Hasetsu há dois ano. A mesma estava de férias lá, pois adorava conhecer o mundo e ver o que ele tinha a oferecer. Era engraçada a forma que se conheceram. Mari não patinava, mas Yuri insistiu em arrastá-la ao Castelo de Gelo para dar uma última chance à patinação — depois de anos, algo havia o motivado a voltar, porém, não deu muito certo —, foi no exato dia que Mila estava visitando o rinque e, obviamente, patinando. Ela já havia participado de algumas competições e até mesmo do Grand Prix. Mari não a conhecia, já Yuri... mesmo não patinando mais, ele adorava ver as notícias sobre o esporte.

Assim que a viram, seu irmão hesitou e até cogitou a ideia de sair correndo, porém estava fascinado com a forma que ela patinava. Tão majestosamente, com tanta perfeição, beleza! Mila tinha apenas dezesseis anos, mas era completamente incrível a forma que deslizava pelo gelo — além de ser muito bonita, com seus cabelos ruivos na altura dos ombros e seus olhos azuis intensos.

Mari teve que concordar, mesmo não entendendo muito sobre o esporte. Viu Yuri ficar cabisbaixo. Claro que ficaria, afinal, ele estava ali para dar mais uma chance àquilo que tanto gostava de fazer no passado, e ver aquela patinadora ali, o deixou um tanto desmotivado, mas fascinado.

Yuri não daria viagem perdida, e muito menos perderia uma oportunidade como aquela, de conhecer uma pessoa tão incrível.

De forma tímida, esperou que Mila saísse para então ir ao seu encontro. Ela era muito gentil, e aceitou alegremente em tirar uma foto com aquele rapaz. Yuri não tinha nenhum caderno ou revista consigo, portanto não fora possível conseguir um autógrafo. Mari percebeu que seu irmão estava feliz, então ficou igualmente feliz ao vê-lo daquele jeito.

Mila ficaria na cidade por mais uma semana, então perguntou para os dois se não haviam algum lugar interessante para visitar. Yuri rapidamente recomendou as termas de seu pai, pois assim teriam mais uma oportunidade de conversar. Mila aceitou, e foi assim que Mari e ela se aproximaram. Mesmo com a diferença de idade entre elas — 12 anos —, tornaram-se boas amigas, pois ambas conheciam coisas que a outra não conhecia. Assim, podiam trocar experiências e conhecer coisas novas.

Após Mila ir embora, o contato permaneceu apenas por mensagens de texto. Mari achou que adolescentes eram irritantes e inconsequentes — culpa de Yuri —, porém aquela garota era diferente. Conseguia ser madura e manter o ar que apenas os 'aborrescentes' tinham. De certa forma, era bom, pois Mari não era aquele estereótipo de adulta — chata, cabeça dura e séria —, então ambas se entendiam muito bem. Além disso, Mila a fazia esquecer de seu ex-marido. Mari havia se esquecido do quão bom era ter uma amiga.

E ali estava ela, dois anos depois, dividindo o apartamento com a 'recém adulta' que conhecera dois anos atrás. Tudo o que Mari queria era viver sua vida, fazer algo produtivo e que lhe motivasse a seguir em frente. Nesse ponto, Yuri e ela eram muito parecidos.

Mari ouviu o tintilar de chaves e a porta sendo aberta calmamente. Sua barriga roncou automaticamente ao sentir um cheirinho bom de comida.

— Voltei. — Mila anunciou enquanto fechava a porta atrás de si. Ela carregava uma sacola com duas vasilhas de isopor, que geralmente eram usadas para colocar sopa. — Não sei se vai gostar do que comprei, mas vou logo te falando: é ótimo.

— Sendo comida, pra mim tá ótimo. — Mari deu de ombros e a ouviu rir baixo. — O que é?

— Borsch! — Ela exclamou com um sorriso no rosto enquanto colocava a sacola sobre a bancada.

— Não faço a mínima ideia do que isso seja. — Arregalou os olhos quando ela abriu uma das vasilhas. — Isso parece sangue! Que horror!

Borsch era uma sopa que normalmente é preparada com beterraba, por isso a coloração vermelha, parecendo sangue realmente. Os outros ingredientes são: repolho, cenoura, pepino, batata, cebola, tomate... Não que Mari não gostasse daquilo, porém, a sopa era um festival de coisas saudáveis!

— Não diga isso, é bom sim! — Mila franziu as sobrancelhas e pegou duas colheres. — Vamos, prove.

Mari estalou a língua e decidiu provar. O gosto não era tão ruim, no final das contas.

●—●—●

As duas estavam praticamente jogadas na sala, assistindo um filme qualquer. Mari havia feito pipoca e um suco, já que Mila evitava tomar refrigerante para manter seu peso adequado para a patinação.

— E o Yuri, como está? — Mila desviou o olhar para a amiga, enquanto mastigava a pipoca.

— Mais ou menos. — Respondeu com um suspiro. — Estou preocupada, faz um tempo que não sinto que ele está realmente bem.

— Não acha que ele precisa sair um pouco de casa? Tipo, viajar. Isso sempre me ajudava a relaxar quando estava estressada com as competições.

— Já tentei conversar, mas ele parece não escutar. — Mari franziu o cenho ao lembrar da teimosia do irmão. — Sei que aquele acidente o deixou abalado, mas ele precisa superar. Voltar a viver de verdade.

— Não o conheço muito bem quanto te conheço, mas... — Mila suspirou. — Eu percebi o quanto ele ama patinação, dá pra ver isso em seu olhar, quando menciona algo relacionado... talvez ame até mesmo mais que eu. Então... o acidente pode ter causado um trauma muito grande e provavelmente demore algum tempo para se recuperar.

Mari teve de concordar com ela. A patinação significava para Yuri o mesmo que fotografia significava para si. Ou quem sabe, até mais. Seu irmão era apaixonado, obcecado pelo esporte, e nunca abriu brechas para falar sobre o acidente.

Aquele acidente...

— Entendi. — Mari fechou os olhos por alguns segundos, encostando sua cabeça no assento do sofá, pois estavam sentadas no chão. Esqueceram-se do filme que estava passando. — O que eu posso fazer, então?

— Convide ele para vir à Rússia. Quem sabe isso não o faria esquecer, ao menos um pouco.

— Não é uma má ideia. — Ele riu de canto. — Mas do jeito que aquela mula é teimosa, dificilmente vai aceitar.

— Você não vai saber se não tentar. — Mila sorriu com gentileza. Puxou o celular da amiga que estava sobre a mesinha de centro e entregou para a mesma. — Vai, manda mensagem. Ele pode ficar aqui em casa.

Mari assentiu. Aquela garota era outra teimosa, discutir com ela era inútil. Porém, ao perceber o quão ela estava interessada em ajudar seu irmão, se comoveu. Realmente, Mila era uma ótima amiga.

Abriu o aplicativo de mensagens e procurou pelo nome de seu irmão.


[Mari-chan]: Ei katsudon

[Mari-chan]: Precisamos conversar


Não demorou muito para que Yuri respondesse.


[Yuri]: Aconteceu alguma coisa?

[Mari-chan]: Sim

[Mari-chan]: Uma coisa muito grave

[Yuri]: Meu Deus

[Yuri]: O que foi?!

[Mari-chan]: Acabei de ter uma ideia muito louca

[Yuri]: Mari!!!!1

[Yuri]: Não me preocupe assim!!!!

[Mari-chan]: Você que não tem senso de humor

[Yuri]: Tá

[Yuri]: O que é?

[Mari-chan]: Você, eu, Rússia, semana que vem

[Yuri]: Como assim?

[Mari-chan]: Estou te convidando para vir à Rússia

[Mari-chan]: O que acha?

[Yuri]: Por que isso tão de repente?

[Mari-chan]: Porque quero que você saia desse muquifo que chama de quarto

[Mari-chan]: Aqui é tão lindo, quero que venha conhecer

[Yuri]: Não sei...

[Yuri]: Nem tenho dinheiro para uma passagem para semana que vem

[Mari-chan]: Não me venha com essa, seu leitão

[Mari-chan]: Sei muito bem que tem dinheiro guardado daquele seu livro

[Mari-chan]: E o dinheiro das matérias dos jornais

[Yuri]: Tá, mas como eu vou pagar uma estadia aí?

[Mari-chan]: Ué

[Mari-chan]: Tu fica aqui com a Mila e eu, ué

[Yuri]: Mas eu não quero dar trabalho pra vocês

[Mari-chan]: Pelo amor de Deus né

[Mari-chan]: Você me deu trabalho a vida inteira

[Mari-chan]: Além disso, foi a própria Mila que deu a ideia

[Mari-chan]: Pode parar com esse drama e compra logo a passagem


Não era uma má ideia, no final das contas. Talvez essa fosse a oportunidade que Yuri esperava para seguir com sua vida. 


1. März 2018 02:15:09 0 Bericht Einbetten 0
Fortsetzung folgt… Neues Kapitel Alle 15 Tage.

Über den Autor

Cecília Frazão Hey, eu sou a cecifrazier, mas, pode me chamar de Ceci/Zezi, já que praticamente todo mundo me chama assim. Eu escrevo fanfics e de vez em quando uma história original, poema, conto, etc. Já me viu por aí? Pois é, eu estou em vários lugares da internet mesmo. Fui do Nyah, depois fui do Social Spirit e agora estou testando novas plataformas, como o Inkspired, Wattpad e Sweek. Relaxa aí e vem ler as coisas que eu escrevo.

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