Luas de Saturno Follow einer Story

glory_neko Glory Neko

Sasuke presumia que sua vida pós-guerra era um complexo sem pé nem cabeça. Ciente de que o resto de seus dias seriam baseados em monotonia e auto-julgamento, acabou caindo sobre as nuvens após encontrar-se com Itachi, recém retirado de seu posto de falecido e disposto a tornar a vida de Sasuke um buquê de rosas e espinhos. "— Não vá embora de novo — Sasuke suplicou, o timbre engasgado quando o quadril de Itachi colidia incessavelmente contra si. — Eu não vou."


Fan-Fiction Nur für über 21-Jährige (Erwachsene).

#uchihacest #incesto #romance #ItaSasu #Itachi #Sasuke #Naruto
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Buquê de Rosas e Neve.

Porque aquele era um dia como muitos outros, preenchido com suas tentativas de fazê-lo memorável e terminando tão vazio quanto no momento em que acordara. A sala em que jazia possuía uma lareira, a fim de aquecê-la; contudo, seu coração permanecia congelado e, talvez, não houvesse fogo capaz de derretê-lo.


Luas de Saturno


Os dedos alongados — cujas unhas convertiam-se a um estranho nuance de roxo, dada a friagem cortante que havia se instalado ali — arrastavam-se através da pelagem negra de um felino magricela a esfregar a própria cabeça em sua perna, ronronando diante da carícia que lhe era entregue. Sasuke não lhe dera um nome. O bichano somente dava as caras quando a fome lhe assolava o estômago atulhado em parasitas, e não fazia nada além de caminhar a esmo pelas ruas nevadas. Assim como ele, Sasuke não tinha ninguém a recorrer, então passou a nutrir certa simpatia pelo gato magrelo.

Konoha demonstrava estar sendo engolida por uma garganta de neve, uma vez que certa nevasca assolava cada brecha de relva em jardins alheios, consumindo pétalas de flores e consumindo pinheiros. Tal como Sasuke, a massa de shinobis enfiava-se em suas respectivas moradias, muito embora o Uchiha fosse o único com o mirabolante desejo de entremear-se junto à floresta naquele instante.

Carregando consigo uma xícara ocupada por um fumegante chá verde e um bolinho de arroz solitário, tomou para si um gole da bebida e repartiu com o felino uma parcela do aperitivo, que consumiu-o com tanta necessidade que Sasuke deu-lhe o restante. Entretanto, o Uchiha deveria estar em um encontro no Ichiraku com Naruto e Sakura, ao contrário de alimentar gatos carentes que brotavam como erva daninha em sua residência.

Expelindo um suspiro aborrecido, Sasuke desemaranhou os cabelos com os dedos, pressionando a ponte do nariz logo após. Além de sua pré disposição à associabilidade, havia muito mais motivos para que Sasuke desejasse estar em lugar nenhum, muito embora possuísse a inclinação de perdurar o dia inteiro em meio à mata. Queria eliminar, em especial, aquela data de seu calendário.

Era o aniversário de Itachi, afinal.

A época sempre havia sido memorável o bastante para que não conseguisse meramente ignorá-la. Durante sua infância e uma parcela considerável de sua adolescência, desenvolver determinada hostilidade adicional a si mesmo se tornara habitual em dias como aquele. Contudo, ao descobrir a verdade a respeito do irmão mais velho — perdendo, pela segunda vez, tudo que tinha e conhecia — Sasuke não soube como seguir adiante.

Elevando os dedos indicador e médio, tocou com eles a própria testa, quase oculta por cabelos que aumentavam gradativamente de comprimento. Queria que fossem ali os dígitos do irmão — e não os de si próprio — com tamanha intensidade que sentia-se sufocar de maneira gradativa. Como se fosse designado a viver com a asfixia interminavelmente, independente se em harmonia com as nações ou em convívio com seus amigos.

As mãos rumaram à pelagem do gato, sentindo-o ronronar e enroscar o corpo macilento em seu braço, os bigodes retendo um grão ou outro do arroz que Sasuke lhe oferecera. Tão rápido quanto começara, este suspendeu a carícia e descansou a xícara por sobre a superfície da pia, apanhando para si um manto negro, entrajando-se devidamente para a neve que lhe aguardava. Retirando-se pela porta, Sasuke recebeu a friagem contra a face de pouca cor e presenciou o uivo do vento afastando o início da franja que ameaçava lhe ocultar o rinnegan.

Reconhecia o trajeto tomado com os olhos fechados. A saída de Konoha ostentava-se isenta de vigilância, branca devido à neve, e sempre tão tentadora à eterna alma errante do Uchiha.

Não fosse o chakra que pressentiu navegando ao redor de sua pele, delatando que seu dono não fazia questão de ocultar a si mesmo, Sasuke já poderia ter saído. Voltando-se sutilmente para detrás dos próprios ombros, discerniu os cabelos de quem prosseguia logo atrás.

— Sakura.

— Sasuke-kun — ela saudou-o, envolvendo a própria estrutura com os braços, estremecendo devido ao frio — Está saindo? Eu e Naruto estávamos te aguardando no Ichiraku, mas como você não apareceu, segui até sua casa para verificar se você passava bem. Mas você não estava lá, então...

— Você seguiu meu chakra.

Não mais do que de repente, de certo reconhecendo a existência de altas possibilidades de estar invadindo o espaço pessoal de Sasuke, Sakura enrubesceu em constrangimento. Desde o retorno do Uchiha à vila, estavam mais íntimos que o habitual, em virtude a Sasuke estar permitindo desvendar e ser desvendado. Entretanto, Sakura não soube controlar o ímpeto de segui-lo ao distinguir o rumo que o chakra do ninja levava. Subitamente, via-se no mesmo local em que Sasuke lhe abandonara pela primeira vez, transportando-a ao deja-vú um tanto quanto desagradável.

— Está tudo bem? — insistiu, tornando menor a distância que os apartava — Está frio demais para deixar a vila hoje. Exatamente por essa condição que as missões foram suspensas até que nevasca chegue ao fim.

— Vá para casa, Sakura — ele decretou, tão suave quanto lhe era praticável — Voltarei em breve, hoje somente não é um bom dia.

Sakura permaneceu a observá-lo, ruminando as condições impostas nas entrelinhas daquele simplório "voltarei em breve". Achava que Sasuke gostaria mais do que tudo que fosse levado à serio em seus primeiros momentos de readaptação como um ninja não-foragido e ingressado seguramente à vila. Logo, ela assentiu, desarranjando os cabelos róseos do lugar.

E antes que fosse capaz de decretar quaisquer outros argumentos, Sakura assistiu o Uchiha dar-lhe as costas e movimentar os pés tão leves quanto uma pluma por sobre a neve, quebrando-a da mesma maneira que ele quebrara seu coração por incontáveis vezes nos anos passados. Agora, com chances de acessar o inacessível, Sakura sentia Sasuke tão distante quanto todas as vezes que estiveram juntos. Ele estava frio bem como a tempestade de neve, e ela temeu que, diferente da nevasca, Sasuke nunca fosse aquecer a alma e abandonar os próprios demônios.

...


Se existia algo que odiava, era ser forçado a dar satisfações do que bem entendia.

Entretanto, afiliar-se à uma vila significava disponibilizar as próprias informações e abrir mão de parte de sua independência. Exatamente por essa circunstâncias, e por estar ciente das emoções de Sakura para consigo, Sasuke deu-se ao luxo de não irritar-se a ser questionado em uma data desagradável para si como aquela.

Sua pele doía por consequência ao frio, mas não colocou fim à sua incansável jornada sem rumo. Sasuke não fazia a mínima ideia de para onde estava indo — e não fazia questão de saber —, mas sentenciou que procuraria uma árvore alta o suficiente para empoleirar-se. Tarefa árdua, uma vez que todos os troncos pareciam semelhantes, assim como a monotonia de sua rotina.

Será que, onde quer que fosse onde Itachi repousava, ele olhava por Sasuke?

Se assim fosse, Sasuke não mediria esforços para prosseguir com a própria existência e fazer real cada objetivo do irmão. Os propósitos de Itachi haviam se tornado os seus, batalhando para que os fizesse corretamente e ganhasse a aprovação do irmão, se é que ela poderia existir. Era quase como se fosse masoquista; repisando sobre a perda de uma parte de si mesmo, cutucando a ferida incapacitada de cicatrizar.

Sasuke amava tanto a Itachi que doía — machucando-lhe todos os sentidos —, ainda mais com a devoção pelo primogênito que intensificava-se a cada mísero segundo. A relação que possuía com Itachi era complexa e intensa demais, mesmo em amor ou ódio, fazendo com que não pudesse compreende-la. Ambos os irmãos nutriam um laço, às vezes, tampouco saudável. Obcecados um pelo outro a vida inteira, extrapolando uma adoração e amor que passava muito longe da fraternidade. Sasuke sempre soube disso, e acreditava que Itachi também sabia.

Uma ligação de tamanha intensidade que era impossível discernir se o que se sobressaía era a profundidade, paixão, obsessão ou irmandade.

Convergindo o chakra à sola dos pés, Sasuke subiu o tronco da primeira árvore sob seu campo de visão após quase uma hora de marcha imparável. A têmpora pulsava, as lembranças de Itachi atolando sua racionalidade da mesma maneira de como ocorria desde que se entendia como pessoa. Assim, montando em um galho longo e extenso o bastante para que se sentasse, Sasuke escorou a cabeça contra o tronco, os fios negros e revoltos resvalando a madeira.

Teria fechado os olhos, desejado que simplesmente congelasse sob o globo de frio, não fosse o grasnado espalhafatoso da ave detentora do símbolo de mau agouro.

Os olhos — uma desigualdade entre o negro e lilás — arregalaram-se, e não houve a necessidade de rastrear quaisquer rastros do animal, uma vez que este pousara sobre seu pulso, as garras ferindo a pele branca e gelada. O corvo gralhou sonoramente, sacolejando e aprumando a penugem negra, cuja tonalidade equivalia aos cabelos de Itachi.

Sasuke observou o animal com devota curiosidade, tal como este fosse uma peça preciosa de um santuário, até que o corvo piscou os olhos para ele e bateu as asas, levantando voo. Acompanhando com o olhar o trajeto da ave, Sasuke analisou e estranhou quando esta avançou quase até além de seu campo visual e pousou não sobre a neve, mas acima de um corpo que, por pouco, não enterrava-se por inteiro na maré de neve.

Sasuke poderia ter anunciado o corpo como mais um dos demais arruaceiros que morriam devido a uma hipotermia. Poderia ter descido da árvore somente para verificar de qual vila viera o estrangeiro. Poderia.

Poderia, não fosse o instante que Sasuke reconheceu os enormes cabelos pretos entornados sobre o gelo, a face que lhe provocava abstinência quase toda enterrada dentro do emaranhado de flocos de neve. 

27. Februar 2018 02:33:51 10 Bericht Einbetten 2
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Alice Alamo Alice Alamo
Olá! Notei que sua história é uma fanfic e, portanto, está na categoria errada do site. Fanfics devem ser postadas na categoria Fanfiction e os gêneros como romance, poesia, lgbt, etc, devem ser postados nas tags ;) Para alterar, basta ir em Editar configurações da história, ok?
1. März 2018 10:04:22
Lune Lecter Lune Lecter
Que escrita maravilhosa muito poética e profunda,amo muito esse casal.Obrigada pelo capítulo.
27. Februar 2018 19:25:30

  • Glory Neko Glory Neko
    Eu que lhe agradeço por comentar! Fico muito feliz em saber que gostou da escrita e que, assim como eu, ama muito esse casal maravilhoso, hahaha <3 28. Februar 2018 19:17:22
Inanna Inanna
Ainda estou me acostumando com ela, então, peço desculpas por ter mandado dois comentários. Mas não poderia deixar de dizer que sua escrita é muito linda, caramba, está tudo incrível demais.
27. Februar 2018 09:02:58

  • Glory Neko Glory Neko
    Hahahaha, também estou me habituando ao site de um jeito bem desajeitado. Mas de qualquer forma, agradeço pelos comentários. De verdade. É importante saber que gostou! Muito obrigada moça, de coração. <3 28. Februar 2018 19:09:55
Inanna Inanna
Nossa, imagine uma pessoa mais do que encantada, pois é, sou eu mesma. Logo no primeiro contato com a plataforma e eu já encontro uma preciosidade dessas.
27. Februar 2018 09:00:41

  • Glory Neko Glory Neko
    É revigorante saber que uma história bobinha como essa é encantadora para você! Além disso, meu tempo de cadastro aqui não é longo, então também é ótimo adentrar a plataforma com um comentário motivador desses. <3 28. Februar 2018 19:04:26
Tayn� Xavier Tayn� Xavier
To amando a história, sua escrita é maravilhosa ainda mais escrevendo meu casal favorito,obrigada pelo capítulo❤❤❤
27. Februar 2018 01:04:36

  • Glory Neko Glory Neko
    Poxa, que bom que gostou! Fico feliz em saber que a escrita lhe agradou. <3 28. Februar 2018 18:56:26
  • Glory Neko Glory Neko
    (E cá entre nós, como não amar ItaSasu? hahaha) 28. Februar 2018 18:58:13
~

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