Blonde Rosé Follow einer Story

glory_neko Glory Neko

"À vista do meu desempenho escolar insatisfatório e com a iminente possibilidade de ser rejeitada por qualquer universidade de Direito, meus pais lançaram a válvula de escape para a minha completa perdição. Tiveram a reluzente ideia de contratar algum orientador desventurado para ensinar para mim conceitos fúteis de exatas, área a qual eu ia de mal à pior. Desse modo, foi assim que comecei a passar as noites com o meu mais novo professor particular."


Fan-Fiction Nur für über 21-Jährige (Erwachsene).

#Universo Alternativo #Natsu/Lucy #NaLu #Fairy Tail
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Fiasco dos Desafortunados

B L O N D E R O S É

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Capítulo 1 - Fiasco dos Desafortunados


Não era como se eu fosse um protótipo azedo de uma aluna sem bom-senso; muito pelo contrário, devo ressaltar. Sempre fui cética a respeito de estudantes cuja responsabilidade escolar era menor quanto um grão de arroz, e jurei por anos a fio que nunca me tornaria tão sem escrúpulos quanto eles — e, acredite, meu intuito não é exaltar a mim mesma quando digo que meu desemprenho acadêmico era impecável.

— Palmas ao Einstein do século XXI! — Levy, uma garota tão genial quanto eu, uma vez gorjeou. Estávamos no centro da sala de aula quando ela ergueu minha mão, reunindo muita energia para colocar-se na ponta dos pés de modo com que meu braço permanecesse levantado.

— Garanto que só conseguiu a nota máxima por ter copiado minhas respostas — Gajeel comentou, girando um dos incontáveis piercings na sobrancelha. Lembro-me de vê-lo aproximar-se, apertar a ponta do meu nariz de uma forma que o deixou parecendo uma cereja, antes de puxar Levy consigo e elevá-la em seus braços esguios. Os cabelos azuis perdiam-se na imensidão daquele punk sem juízo, e eu poderia jurar que ele a quebraria em mil pedaços caso não soubesse que Gajeel era capaz de zelar por ela como se fosse uma boneca de porcelana.

Éramos um grupo moderadamente equilibrado entre gênios e adolescentes insensatos. Eu era facilmente o meio-termo entre cada pedaço, embora fizesse malandragens somente para provar que, longe do olhar competente dos meus pais, eu conseguia ser uma garota má. Sempre tive a convicção do quão patético isso pode chegar a ser, mas me parecia mais divertido bater meus próprios limites.

No entanto, meus limites nunca diziam respeito a testar minha performace em notas abaixo da média.

Se a adolescência fosse transmutada para qualquer outra definição, a primeira opção da lista seria: desgraça. Isso ou outros muitos sinônimos, como desastre, fracasso, uma merda completa, ou, como assim preferi chamar; o fiasco dos desafortunados.

O Ensino Médio, cujo propósito — de acordo com meus devaneios de uma pré-adolescente de 13 anos — era tornar os garotos mais másculos, alterar minha fisionomia semelhante à uma tábua e afogar-me em festas pernoitadas, foi por água abaixo quando realmente adentrei o colegial. Meu conto de fadas diluiu-se sob o contato do ácido da responsabilidade e hormônios remanescentes à flor da pele. Havia sido nessa época em que a melhor — e a pior — etapa da minha vida passou a desenrolar-se sem que eu pudesse sequer controlá-la.

— Lucy, querida, está acontecendo algo na escola que você deixou de me contar? — minha mãe, deslumbrante e recatada acima de sua poltrona, uma vez questionou. Em suas mãos, meu boletim descansava de forma provocativa. Nele havia, no total, duas notas extremamente rebaixadas se em comparação à media que eu costumava possuir.

"Talvez eu deva contar que os professores são um pé no saco, as paredes aparentam ser mais interessantes se em comparação a muitas aulas e há tantos trabalhos e provas, que cada palavra que escrevo é equivalente a uma nova lágrima."

É evidente que, como alguém que nunca dá a língua entre os dentes como eu, claramente não transformei em palavras minhas angústias. No entanto, naquele dia eu olhei dentro dos olhos de Layla e reparei, como algo que nunca desejei confirmar, que a criança promissora que uma vez fez-se presente na família Heartfilia havia deixado de existir, e no lugar dela estava uma garota com um pé na lama e o outro num futuro problemático.

Os anos seguintes penderam ao lado negativo da balança astral. Se naquele instante minha concepção acerca do início do Ensino Médio era uma fatalidade, quando atingi o terceiro e último ano — com o auxílio de muita cafeína, gatorades e crises existenciais — tudo optou por tornar-se uma ruína inconcebível. Os dados não rolavam ao meu favor, fazendo de mim uma garota um tanto quanto arruinada, nadando (ou me afogando) na maré de vestibulares e cursos aqui, ali e acolá. Meus conceitos acerca do certo ou errado haviam cedido em conjunto aos demais pilares que uma vez cheguei a construir, e vi-me, certa vez, sentada sob o sermão maçante de meus pais a respeito de bebidas alcóolicas ou substâncias ilícitas que poderiam causar a dependência. Naquela noite, eu chegara embriagada em casa após pernoitar nas travessas de Tokyo.

E como você já deve saber, toda ação gera uma reação. À vista do meu desempenho escolar insatisfatório e com a iminente possibilidade de ser rejeitada pela Universidade de Direito, meus pais lançaram a válvula de escape para a minha completa perdição. Tiveram a reluzente ideia de contratar algum orientador desventurado para ensinar para mim conceitos fúteis de exatas, área a qual eu ia de mal à pior.

Desse modo, foi assim que comecei a passar as noites com o meu mais novo professor particular.

27. Februar 2018 02:29:10 0 Bericht Einbetten 2
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