Tirano em Potencial Follow einer Story

glory_neko Glory Neko

"Os corpos jaziam envoltos por uma brilhante camada de suor, e Sasuke acelerou o modo com que ministrava a invasão incansável e intensiva contra Naruto. Gemeram em uníssono, cientes de que as sonoras representações de prazer ecoavam ali afora. Naruto queria tudo. Apenas desejava que Sasuke não parasse. Era como se cada átomo seu entrasse em combustão, e o corpo do alfa fosse o responsável pelo incêndio."


Fan-Fiction Nur für über 21-Jährige (Erwachsene).

#SasuNaru #Sasuke/Naruto #Naruto
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Capítulo Único

Tirano em Potencial

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Capítulo Único



Sendo um ômega, Naruto possuía um catálogo cujas ordens deveria acatar.

Ordens que diziam respeito, inclusive, a comparecer àquela comemoração anual estúpida — uma festividade onde o alfa herdeiro, futuro conde do clã, era consagrado a selecionar um ômega cujo corpo possuiria com vigor, a fim de buscar alguém com quem se aliar e suceder o trono. E era exatamente por sentir-se feito uma peça de carne em exibição que Naruto repudiava tal cerimônia.

Além disso, aquilo aparentaria ser menos maçante não fosse a constatação que era a quarta vez em que o evento se repetia numa sucessão contínua de um ano após outro. Ainda assim, o herdeiro demonstrava não satisfazer-se com ômega algum a quem escolhia em dias como aquele. Isso eram motivos relevantes o suficiente para que Naruto o considerasse como um pervertido em potencial, aproveitando-se da situação para copular a noite inteira sem que fosse julgado pela corte.

Ridículo.

Não era como se Sasuke Uchiha não estivesse diretamente envolvido em escândalos semanalmente, mas o atraso na escolha de alguém que o acompanhasse em matrimônio enchia a boca daqueles que desejavam tirar o rapaz da sucessão do trono. Naruto, particularmente, adorava a ideia.

"Sasuke Uchiha, o herdeiro, é pego com sinais de embriaguez após saída de um estabelecimento destinado à prostituição."

Era a notícia dos tabloides, lembrando a todos de que um pivete canalha com brechas no bom senso assumiria o trono. Naruto, obviamente, zelava pela economia e paz em Konoha, quase tanto quanto velava pela própria existência. A última coisa que ansiava era a queda de tudo isso, e era o que aconteceria se Sasuke não renunciasse.

— Vai continuar viajando? — Kakashi, um beta, inquiriu, espalmando as amplas costas de seu superior. Firmada na palma destra, jazia um tecido de algodão embebido em água e sabão sem perfume. Em dias como aquele, o ômega era coagido a conservar o cheiro puro da própria pele, para que o alfa o sentisse.

— Acha que a vila fará um protesto para depor o poder do herdeiro? — Naruto ajeitou-se na tina, venerando o contato da água quente na pele conforme Kakashi livrava-a de quaisquer impurezas.

Então, o prazer deteve-se no instante que Kakashi puxou-lhe o cabelo loiro empapado em sabão para trás, forçando-lhe o couro cabeludo.

— Cale-se, fedelho. Se o escutarem proferindo uma coisa dessas, sua cabeça e a de seus pais ficarão de troféu para a corte, inclusive a minha — rugiu o beta, retomando sua tarefa de esfregar e enxaguar. Naruto, cujo couro cabeludo queixava-se diante à agressão, exigiu que o banho fosse menos demorado e, ainda por cima, pontuou que Kakashi perdera a prática com as mãos, embora soubesse que o beta ignoraria suas ofensas.

Kakashi, cujos serviços de guarda eram prestados aos Uchiha, fora parar na residência dos Uzumaki após opor-se às ordens de Fugaku e ganhar uma extensa cicatriz sobre um dos olhos e a expulsão da Casa Principal, onde a corte residia. Desamparado, acabou por aceitar o auxílio da família a quem agora servia, onde sua única incumbência era tomar conta de Naruto, um ômega um tanto quanto genioso e com tendências à rebeldia, embora fosse um idiota de marca maior na maior parte do tempo.

— Seus olhos são raros demais para que sejam feridos, como o meu — Kakashi concluiu, ajeitando a habitual máscara pregada à face, escorregando devido ao vapor da sala de banhos. Uma jarra com água quente retornou para sua mão, e entornou seu conteúdo nos cabelos loiros, livrando-os da espuma.

— Eu não deixaria que ferissem os meus olhos antes que eu ferisse os dele — concluiu, crédulo demais e fazendo Kakashi revirar o olho saudável ao escutar, mais uma vez, a variação de "dattebayo" que Naruto regularmente aderia à sua fala. Contudo, interessou-se. Seria um deleite para si assistir o sharingan infalível dos Uchiha ser ferido.

Ainda assim, bronqueou. Sua cabeça junto ao pescoço era importante demais para que permitisse que Naruto retorquisse asneiras daquele tipo ao acaso.

— Cale a boca e concentre-se em apurar seu cheiro.

Naquela noite, um ômega seria marcado — se, obviamente, o herdeiro parasse de tardar sua responsabilidade com compromissos amorosos — e era exigido que o ômega se aprontasse para o agrado do alfa, a fim de satisfazê-lo em todos os sentidos e possibilidades. Naruto deveria trajar vestes apropriadas para a ocasião, ausente de roupa íntima e qualquer produto que alterasse seu odor natural. Assim, o alfa poderia rastreá-lo durante a cerimônia de escolha e deitar-se consigo. Caso o sexo, o cheiro e o ômega fossem aprovados, a mordida e um lugar na corte lhe era concedido.

Quase como a seleção da peça de carne mais apetitosa.

Exatamente por esta razão — ou por desenvolver alguma antipatia por seu futuro soberano — Naruto aguardou Kakashi aprontá-lo por completo, até o instante em que o beta pintou o símbolo do clã Uzumaki em suas costas com pigmento carmesim, desenhou uma espécie de espiral negra em seu ventre — este por puro capricho — e enroupou-o da maneira que a situação exigia. Desse modo, quando Naruto viu-se a sós e distante da cautela de Kakashi, inundou a si mesmo em colônia corporal, de forma que seu cheiro fosse parcialmente oculto e se visse fora do radar sexual que o herdeiro Uchiha detinha.

...

Naruto sentia-se abençoado por não ser delatado pelos demais ômegas.

A parcela relativamente populosa de quem cobiçava o traseiro junto ao trono era grande demais para que vissem a necessidade de incriminar Naruto por seu delito. O ômega sabia que representava somente um pretendente a menos à concorrência por um lugar na corte, portanto possuía ciência de que sairia impune por sua mínima trapaça.

Não era como se fosse o único. Grande parte dos ômegas fazia uso de produtos ilusórios para intensificar o próprio odor — além disso, havia quem recorresse à simpatia, no intuito de atrair alguma força espiritual que aumentasse seu sex appeal. Existia quem apostasse a sorte num pé de coelho pendurado no pescoço.

Mesas cujo tampo abrigava infinidades de alimentos apetitosos ao olhar e paladar expandiam-se sobre o campo aberto da vila, cujo som de timbres e melodias nórdicas inundava o vento, onde o odor era de terra molhada e ômegas e alfas em seu auge de excitação.

Tudo era uma antítese com duas extremidades absolutamente distintas; uma vez que aquela festividade abrigava inocentes corpos dançantes em virtude às canções e indivíduos agarrando-se pelos cantos — alfas, betas e ômegas — não tardando em enfiarem-se nas tendas espalhadas pelo local, a fim de realizar a cópula.

Não era Naruto a lhes julgar. Durante o ano que se passara, ele mesmo enfiara-se no interior das tendas com almas vazias e corpos sedentos, a fim de findar a ação dos instintos ferais do corpo ômega e tirar benefícios de apenas algumas horas de um sexo frívolo e puramente instintivo.

— Seu cheiro é tão intenso que banhar-se em fragrâncias artificiais não foi capaz de lhe ocultar essa presença deliciosa.

Naruto sobressaltou-se, abandonando o suculento pedaço de carneiro assado que fazia menção de saborear com toda a sua vontade. Virando-se, a face expressando sua irritação pela interrupção, fitou quem sabia ser um alfa. Olhos negros encararam-no em retorno, a face tão gritantemente idêntica à do herdeiro fazendo Naruto ter náuseas. Itachi Uchiha, o primogênito da corte que recusara-se a tornar-se conde.

Muito, muito, muito belo.

E com uma influência tão intensa que Naruto sentiu-se com a masculinidade umedecida.

Contudo, Itachi havia comentado a respeito de sua fraude. Ele sendo integrante da corte, Naruto pôde ver o vislumbre da própria cabeça espetada num mastro. Dessa maneira, não soube discernir se a tremedeira que o acometeu surgira em virtude da morte iminente ou se eram seus instintos indomesticáveis borbulhando até a superfície de sua racionalidade.

— Desculpe-me...? — inquiriu, burlando uma ingenuidade que não possuía.

— Sasuke tem um sexto sentido afiado demais para que seu golpe resulte em algum efeito — Itachi decretou, a voz profunda e grave penetrando Naruto pelos poros, aproximando-se de maneira felina — Talvez eu devesse substituir o seu cheiro pelo meu.

Ora essa, talvez não fosse uma ideia desagradável abrandar seu libido à flor da pele com o corpo do primogênito unido ao seu. Naruto, inclusive, sentenciou que Itachi aparentava ser muito mais atraente não possuindo sequer metade da arrogância do irmão caçula, ou tantos antecedentes criminais.

E por essa condição, apreciou quando sua cintura foi espalmada com força assim que o Uchiha resvalou os dígitos por sobre a sua roupa, manuseando-a de um modo que sugerisse por sua sede em rasgar cada tira de tecido responsável por reter a estrutura alta — ainda que fosse um ômega — e febril de Naruto.

Este já suspirava, evidentemente entregue às extravagâncias carnais de seus instintos quando o ruído incômodo de tambores eclodiram em seus ouvidos quase selados em razão à excitação. Da mesma forma traiçoeira em que o alfa se aproximara de si, afastou-se, e ambos os corpos compatíveis queixaram-se contra o distanciamento.

Itachi deveria participar da cerimônia ao lado do irmão, em respeito ao laço sanguíneo, portanto viu-se obrigado a calar seus quereres e dar voz ao anúncio do início do evento. Puxando Naruto para si pelas nádegas com força, o alfa sussurrou-lhe contra o ouvido:

— Eu vou voltar e, quando acontecer, quero que me espere nu e de pernas abertas na tenda.

Naruto sentiu o ventre contrair-se, ocasionando um rosnado bestial despontando-lhe pelos lábios e Itachi policiou seu desejo de morder o ômega em qualquer pedaço de carne visível a olho nu. E dada sua situação atual, Naruto quase não notou quando o Uchiha partiu e todos os ômegas agrupavam-se em um conglomerado quase ordenado. Deveria fazer o mesmo, mas tardou em dominar suas pernas bambas e oscilantes, fazendo com que se apertasse em meio ao agrupamento em virtude ao seu atraso.

Então, com o rugido com fôlego de um berrante ressoou, a estrutura do herdeiro ressurgiu sobre um tablado iluminado por chamas douradas. Então, a massa de alfas, ômegas e betas caiu sobre os próprios joelhos, as cabeças curvando-se simultaneamente, não fosse Naruto posto sobre os próprios pés, os joelhos aparentando estar numa distância exorbitante do chão. Dessa maneira, pela primeira vez em todos os anos de vida de ambos, os opostos fitaram-se.

Sasuke observou, a habitual postura expressando apatia, aquele ômega sob os efeitos de uma insubordinação, plantado entre todo o restante da plebe submissa e curvada. Naruto, por sua vez, perdeu-se na imensidão escura da íris que o engoliam em uma presença alfa impenetrável e inviável à compreensão alheia. Sasuke sentou-se em seu trono, sustentando o pálido rosto contra a palma, antes de ordenar:

Curve-se.

Não mais do que de repente, Naruto reconheceu uma leva de feromônios do alfa metendo-se em seus poros — uma investida para fazê-lo ceder. O cheiro daquilo envolveu-o como quando a chama une-se ao combustível, e não soube se a dor mais acentuada concentrava-se em sua cabeça sob o controle de Sasuke ou se em sua intimidade. Os olhos azuis condensaram-se com água, os joelhos tremulando.

— Se está ciente do que sou apto a fazer com você e sua parentela, por que teima?

— Pare — Itachi, perfeitamente imóvel e com uma postura impecável, sussurrou ao irmão. — Não gaste sua saliva com a plebe. Pare.

A fim de esgueirar-se das repreensões do irmão mais velho — o único a quem prestava respeito e honra — Sasuke levantou-se, destacando seu ponto de destino com cabelos de ouro, esquivando-se de maneira mínima quando Itachi tentou suspendê-lo. Com trajes negros num composto de couro animal e veludo, o alfa atravessou o oceano de súditos, tendo-os dando-lhe passagem sob sua presença, havendo quem ousasse lhe tocar as botas, lhe profetizando em sussurros a bênção dos deuses.

Sasuke já via-se próximo o bastante do ômega para senti-lo com primor, provocando-lhe o descontrole do kekkei genkai em seus olhos. Aquele homem havia estado excitado pouco tempo antes, o suficiente para que pudesse lhe sentir o libido, como se ele transpirasse sexo. Em seu âmago, Sasuke questionou-se se seria apto a fazer o ômega produzir maiores quantidades daquele cheiro estimulante e açucarado. Senti-lo era como entornar mel nos lábios.

— Ajoelhe-se, ômega — comandou novamente.

Como uma válvula de escape, Naruto recordava-se da má índole do herdeiro a cada ordem que ele lhe dava. Sua inclinação à rebelião era a única coisa a qual conseguia se agarrar, não fosse por isso, já estaria a beijar os calçados do alfa perante a si. Entretanto, uma inundação de feromônios de Sasuke envolveu-o de forma tão demandante que os olhos azuis reviraram-se nas órbitas, os lábios separando-se ao passo que a sensação de possuir mãos invisíveis acariciando-o, tocando-o, dominando enchia seu corpo.

Então, Naruto caiu de joelhos sem que notasse, os olhos lagrimejados elevando-se o suficiente para observar o olhar vermelho de Sasuke sobre si, o cabelo negro caótico movimentando-se com o vento com o odor dele.

— Você tem algum problema? — o alfa questionou, como se, de fato, possuísse curiosidade por uma situação como aquela — Sua consciência é tão frágil que eu poderia estourá-la como uma bolha.

Os olhos do ômega apertaram-se para si, e Sasuke quase pôde sentir uma estratégia entremeada nas íris azuis.

— Então estoure.

O alfa tampouco viu-se pego de surpresa, de modo que fez com que seu foco fosse provocar em Naruto um inferno em seus sentidos e no fecho da alma quando, apoiado sobre as palmas enterradas na terra, o ômega curvou-se perante a si de uma forma com que a testa tocasse o chão, os cabelos da franja loira resvalando a poeira. Sasuke estava sendo provocado!

A sombra de um sorriso despontou-lhe na boca, tão pouco usada para tal expressão, e agachou-se por sobre os próprios calcanhares. A mão destra esticou-se, a palma prontamente sendo enchida pelos cabelos loiros. Sedosos, um tamanho bom o suficiente para que os puxasse quando bem entendesse. Enrolando-os nos dedos, a fim de prender os fios decentemente, Sasuke puxou a cabeça de Naruto para cima, obrigando-o a olhá-lo.

— Você não vai ter a punição que esperava.

Ambos observaram-se em silêncio, um confronto de íris engolidas em pupilas dilatadas. Sasuke analisou cada traço do ômega, desde o maxilar sobressaindo-se até os sinais de nascença sobre a pele morena das bochechas. A fragrância vigorosa dele atulhava-se em suas narinas, quase fazendo com que suspirasse devido ao agrado. Da mesma maneira a qual analisava, era analisado. Assim sendo, empurrando os longos dedos pálidos em percurso ao queixo de Naruto, Sasuke alargou o sorriso dotado em malandragem e proferiu, em alto e em bom som para que fosse ouvido.

— Ele é meu prometido.

...

Para Naruto, custava-lhe de suas forças raciocinar o que diabos ocorria consigo.

Com um objeto cortante afiado, a fim de provocar um corte limpo, sacrificou um dos carneiros que Minato cultivava, em consagração aos deuses — a quem Naruto recusava-se, perseverante, cultuar naquele instante, dada a situação em que se encontrava — e, depois, Sasuke abateu um cordeiro saudável proveniente das terras dos Uchiha.

Diante à massa de testemunhas, Naruto rumou-se ao tablado de madeira em companhia ao herdeiro, o piso roto sob a sola de seus pés a titubear em virtude ao ruído dos tambores. O céu saturado em estrelas mostrava-se mais resplandecente quanto as tochas, cuja chama enchia os olhos obsidiana do alfa, tingindo-os de vermelho novamente.

Sob a postura sobrecarregada de precipitação, alfa e ômega foram postos um de frente ao outro, oportunidade favorável para que Naruto sentisse o domínio de Sasuke sobre a pele ardente, e com a voz assemelhando-se à um miado, sussurrou:

— Por que está fazendo isso?

Nesse instante, um beta trouxe-lhe uma quantidade mínima do líquido rubro oriundo dos sacrifícios que fizera, e Naruto observou Sasuke umidificar os próprios dígitos. Sentiu a si mesmo murchar quando o alfa resvalou os dígitos imundos em um dos lados de sua face, pintando sua marca de nascença, o olhar negro sustentando o seu.

O contato era tão gélido quanto o coração de Sasuke aparentava ser, e Naruto sentiu-o arrastar os dígitos em sua pele. Em síntese, observou-o sorrir de modo minimalista, a palma de baixa temperatura tocando-o no pescoço pulsante, o polegar rodeando o pomo de adão devagar.

— Porque você é fascinante o suficiente para que eu não queira jogá-lo fora.

Antes que Naruto sequer pensasse a respeito — antes que sequer pensasse na finalidade daquela afirmação! — música fez-se presente e uma comemoração mútua partiu sobre os telespectadores da cerimônia. Alguns clamaram para que Naruto fosse, finalmente, o escolhido e então uma dança coletiva iniciou-se. Veludo e seda de vestidos tremulando sob o vento, peças de couro lampejando às custas das estrelas.

Não fosse ele o selecionado pelo alfa, também estaria celebrando, enaltecendo as divindades e embriagando-se em vinho e cerveja suave. Contudo, Sasuke o escolhera, portanto fora arrastado por uma serva ômega até a maior e mais suntuosa tenda do campo. Antes que notasse, viu-se sozinho.

O local abrigava uma cama de grande tamanho, cujos colchões aparentavam ser mais macios quanto tufos de lã. Castiçais com velas ameaçavam incendiar cada pedaço de tecido do recinto e decorações em ouro e prata aparentavam ser preciosas demais para que Naruto sequer as olhasse. Poderia, inclusive, perdurar horas à fio investigando o recinto, caso não sentisse os feromônios de Sasuke entremeando-lhe a pele, esquentando-lhe as bochechas e aquecendo o sexo.

— Presumi que fosse fugir assim que se visse sozinho.

A voz tão profunda quanto a de Itachi eriçou-o, e Naruto voltou-se ao timbre, encontrando um deleite para sua vista. Sasuke, em suas vestimentas negras e de grande peso, fechou a entrada para a tenda, aproximando-se de Naruto de maneira audaciosa, o porte nobre impondo-se.

— Eu sei que você me mataria se eu o fizesse — Naruto arriscou.

— Não parece que me desafiou a matá-lo diante de toda a ralé, ômega.

— Não o quero me tratando como a ralé.

Naruto sentia o ambiente tão pesado em prol à tensão sexual que afrouxou o aperto das costuras das roupas no torso, no intuito de respirar de forma menos complicada. Seu corpo queimava em brasa, os feromônios do alfa fazendo com que sentisse o próprio odor se tornando mais intenso. Naruto queimava em constrangimento quando Sasuke parou de avançar e analisou-o por mais tempo do que o necessário.

— Tire as roupas para mim, Naruto.

Naruto aprumou-se, ruminando a ordem que lhe fora dada.

— Quero que o faça devagar. Olhando para mim. — o futuro conde finalizou e, como se aguardasse que Naruto acatasse com sua demanda, sentou-se sobre a extremidade do colchão — Agora.

O ômega parou, como se o oxigênio que inspirava com desespero possuísse a coragem que necessitasse para realizar algo como aquilo. Encarou Sasuke de modo firme, como se sua hesitação fizesse com que o alfa engolisse suas palavras, mas ele não o fez. O herdeiro tão somente desnudou-o com o olhar, em silêncio, o riso preso na garganta querendo expressar a satisfação que a situação lhe trazia.

Naruto fitou o chão, desatando o nó do casaco de pele que trajava, a face masculina zangada e rosada. Porém, o estalo da língua do alfa chamou-lhe a atenção, fazendo com que encarasse-o, como Sasuke lhe ordenara. O casaco cedeu aos pés de Naruto, entremeando-se em seus calcanhares. Quando rumou os dígitos até as amarras camisa, captou o timbre do Uchiha e interrompeu a si mesmo.

— Mais perto.

Naruto fechou os olhos, suspirando. Avançou para mais perto do alfa e seu ventre contraiu-se, despontando dos lábios um rosnado, uma vez que o pênis palpitara. Sustentando o alfa em seu campo de visão, contemplou-o, analisando desde a planta dos pés até a fronte. Naruto sentia-se desejado de uma forma vigorosamente esmagadora, a química sexual de ambos entrelaçando uma a outra em uma fusão intensiva.

Era como se cada átomo seu entrasse em combustão, e o corpo de Sasuke fosse o responsável pelo incêndio.

A camisa deslizou por seus ombros vagarosamente, e levou as mãos ao cinto sem desatrelar o contato visual com o herdeiro. O sharingan subiu à superfície, sangue ardendo na íris do alfa, e antes que o ômega desatasse a fivela do couro, Sasuke esticou os braços e puxou-o. Então, Naruto emitiu determinado grunhido e suspendeu o trabalho de seus pulmões quando Sasuke chupou a pele de seu abdômen, a língua envolvendo o umbigo, borrando a pintura negra que Kakashi lhe fizera. Antes que Naruto esperasse, Sasuke espalmou seu sexo com uma pegada formidável, observando o ômega lançar a cabeça para trás, rugindo para o teto da tenda enquanto o alfa chupava-lhe a pele ventre e manuseava seu pênis por sobre a vestimenta.

O cheiro de ambos misturou-se, a fragrância sexual eclodindo.

— Ah... Sasuke. Hm...

— Você é um deleite aos meus olhos, Naruto.

As grandes palmas de Sasuke fecharam-se em suas nádegas, agarrando-as com vigor. Naruto era corpulento demais para um ômega, a estrutura corporal bem distribuída e com músculos o bastante para que Sasuke conseguisse encher as mãos ao apertá-los. Fechando os dedos nas coxas de Naruto com sede, sentiu-o rumar os dedos para o cinto de couro, esbaforido, com a finalidade de desvestir-se das calças e permitir que o alfa lhe tocasse de maneira mais íntima.

Sasuke riu-se, moderado, os olhos malandros elevando-se à face avermelhada de Naruto.

— Ainda se arrepende de ter sido o escolhido?

Naruto parou o que fazia, observando seu soberano sem proferir palavra alguma, os ouvidos captando a melodia oriunda da cerimônia. Então, comprimindo os ombros largos do Uchiha com as mãos — deliciando-se com a solidez, havendo sido o primeiro instante que o tocara genuinamente — forçou-se para frente, esticando o alfa sobre os tecidos grossos e brancos de lã pura, posicionando o traseiro sobre o pênis encoberto deste.

— Se arrepende de ter me escolhido? — retrucou, satirizando a pergunta que lhe fora feita.

Sasuke franziu o cenho, a mão elevando-se e o polegar cariciando o queixo do ômega, as feições severas.

— Vai fazer com que eu me arrependa?

Era quase como apostassem quem era mais apto a espetar ao outro com tal interrogatório. Em modo de responder à questão, Naruto abriu mais as pernas, o peso recaindo-se de maneira moderada sobre a masculinidade do alfa, e movimentou-se adiante e para trás de forma erótica, a cintura tão maleável quanto a de um felino. As mãos de Sasuke pressionaram suas nádegas mais uma vez, ávido por tal contato, expelindo um suspiro sonoro pelas narinas, o torso enrubescendo sutilmente.

Os tambores ressoaram externamente à tenda, fazendo com que a cama tremesse e Naruto resolvesse rebolar conforme o ruído. Fitava Sasuke com desejo veemente, assentindo a si próprio que ele tornava-se um pecado quando sobre um colchão, os lisos e revoltos cabelos negros em evidência aos tecidos branquíssimos a qual se deitava e o semblante feral, faminto e infinitamente excitado.

Foi como se, em vida própria, suas mãos rumassem independentemente às vestimentas espessas do alfa, sôfrego para observá-lo nu, analisar os músculos tesos que sabia que Sasuke detinha. Desatou amarras — ou somente arrebentou-as — afastando repartições de tecido com rapidez, percebendo o Uchiha desencostar-se do colchão para livrar-se das mangas, quando, finalmente, Naruto regozijou-se ao sentir a tão desejada pele do herdeiro sob as mãos.

Extremamente clara, ainda ardente devido às roupas grossas, agraciando o seu tato com certa maciez. Tocou-o, sentiu-o, ansiando-o com todas as suas forças. Ainda acariciava Sasuke, maravilhado e excitando-se com o feromônio em seus poros, quando sentiu-se ser agarrado pela nuca, os cabelos sendo puxados com força quando lábios moldaram-se aos seus.

Hmm... — suspirou, então, a língua de Sasuke enroscou-se com a sua.

Sasuke sentia-se faminto. Possuía a convicção que nada naquilo seria o suficiente. Jamais seria. Sentia-se tentado a deitar-se com Naruto quantas vezes fossem necessárias para que tal febre para foder aquele ômega passasse, embora uma parcela de seu raciocínio dissesse que nunca seria capaz de se saciar.

Deslizou a mão desde a coluna de Naruto até a nuca e, posteriormente, os cabelos, com uma única carícia ligeira, fazendo com que o corpo acima do seu estremecesse. A palma arrastou-se pelo abdômen, destruindo mais a pintura ali esboçada e girou-se, carregando Naruto consigo, aprisionando-o abaixo de si. Dessa maneira, quando o ômega tentou afastar-se para olhá-lo, Sasuke emitiu uma censura com um rosnado e aprofundou a língua, novamente, dentro da boca alheia, enquanto a mão livre puxava a calça de Naruto para baixo. Deixando-o nu à sua mercê.

O cheiro invadiu sua racionalidade. Sua palma fechou-se em torno ao sexo rígido e molhado com o conteúdo pré-seminal, masturbando-o.

Aaaah... — em prol ao alfa, observar Naruto externar o prazer que experimentava coube como estopim para que sua pele se eriçasse. O ômega jogou a cabeça para trás, os lábios apartados para que gemesse e os olhos azuis escondidos atrás das pálpebras fechadas — Ah, Sasuke, não pare! Puta merda!

Os dígitos do herdeiro melaram-se com o líquido expelido pela fenda, e espalhou-o até o orifício que Naruto não esperava que fosse invadido naquele instante. Seu corpo ardia em prazer, convergido em um rugido tão alto que, por um instante, um único segundo, a festividade do lado de fora silenciou-se ao escutá-lo. Não havia tempo para constrangimento, não quando Sasuke enterrava dois dedos em si, dobrando-os sutilmente em seu interior e massageando-o com uma habilidade incomum.

Ele definitivamente não arrependia-se de ter sido arremessado sobre os lençóis do futuro conde Uchiha, o alfa que sabia provocar sensações as quais Naruto desconhecia a existência. Insano como estava, riu-se levemente, uma gota cálida de suor arrastando-se até a raiz de seus cabelos de ouro. Foi quando Sasuke parou.

— Não, Sasuke...

Naruto captou o riso grave e baixo do alfa e, ao revelar os olhos, encontrou-o com a face rubra e um sorriso prepotente despontando na boca. Orgulhando-se, de certo, de ter descontrolado aquele ômega impertinente que recusara-se a curvar-se em sua presença. Ainda assim, abaixou-se e mordeu o pescoço úmido alheio e, perdendo o fôlego, Naruto quase imaginou que tivesse sido marcado. Qualquer questionamento que pudesse ser feito — ou não, uma vez que tampouco habilitava-se a raciocinar — esvaiu-se quando Sasuke ordenou, os dentes brancos fechando-se no lóbulo de Naruto:

— Quero você me chupando.

Seu baixo-ventre sofreu uma contração, e quando captou Sasuke abaixando a mão enquanto o observava com atenção, soube que ele abria as calças. O sexo dele encontrou-se, pela primeira vez, com o seu quando o alfa desnudou-se e uniu as ereções, movimentando o quadril como se já o estivesse penetrando. Não foi surpresa quando, novamente, Naruto viu-se tendo sua posição modificada e o Uchiha voltava a deitar-se sobre os tecidos de lã.

Será que, por um mínimo milésimo de segundo, conseguiria fazer Sasuke berrar em satisfação como ele fizera consigo?

Soube que não desvendaria seu mais novo fetiche se não o efetuasse, portanto, Naruto desceu os lábios molhados em saliva pelo peito do herdeiro, liberando a língua rosada e sentindo os músculos contraindo-se abaixo dela, em razão da alta sensibilidade do alfa naquela parcela do corpo. Escutava-o suspirar pelo nariz, maneira discreta a qual denunciava seu agradado, quando o ar da boca do ômega acariciou-lhe a cabeça do grosso membro latejante. Naruto encarava-o, e o sorriso que este lhe presenteou antes de arrastar a língua da base do pênis até a fenda da glande fora muito bem guardado em sua memória, para que pudesse usá-la quando estivesse a sós.

Os olhos negros fecharam-se, o maxilar teso às custas dos dentes trincados e a palma indo de encontro aos cabelos úmidos de suor do ômega. A língua deste encharcou o membro inteiro de saliva, antes que sugasse-o completamente com excelência, evitando que os dentes atritassem com a pele. Contraindo as bochechas, reduzindo o vácuo em sua boca, deliciou-se com o sexo o qual chupava, o ruído úmido liberado escorregando-se pelas extensões da tenda.

Com o tempo, presenciou as coxas de Sasuke tremerem sem que ele as coordenasse e o alfa esbravejou um, dois, três palavrões. A firmeza das mãos preenchidas em cabelos loiros evaporava-se em disparidade ao ar quente e adocicado do recinto e, antes que sobrecarregasse a boca que o engolia com seu sêmen, arrancou Naruto de seu pênis com um puxão nos cabelos.

Com o oxigênio sôfrego em influência à sua respiração, Naruto sorriu ao ser arremessado de bruços por sobre o colchão, dando-se ao luxo de relaxar os músculos afadigados dos lábios antes que repetisse, a voz embebida em veneno:

— Se arrepende de ter me escolhido?

Com a glande de Sasuke empurrando-lhe a entrada sutilmente, ambos sedentos um pelo outro em lotes grandiosos, Sasuke lhe beijou dos ombros à orelha, a palma esmagando a coxa do ômega antes que, com os lábios ainda por sobre um dos ombros de Naruto, riu:

— Não, Naruto. Jamais.

Na mesma medida em que o pênis mergulhou-se em seu orifício, os dentes do futuro conde Uchiha enterraram-se em sua pele.

Sua visão extinguiu o foco antes detido, a glande do alfa atando-se em seu interior devido à marca recém feita e se corpo inteiro, inclusive o dele, enrijeceu-se. Estremeceram em conjunto, e não houve tempo para que Naruto suspendesse o grito que lotou-lhe a língua e saiu furtivamente por seus lábios. Era hábil a sentir, presenciar sua alma entremeando-se à dele e seu corpo esfriou e esquentou num intervalo de tempo tão curto que obteve calafrios vigorosos.

Sasuke lhe dera a mordida.

Era uma união integral entre alfa e ômega, mútua, um laço não visto a olho nu amarrando-os em um plano completamente diferente já testemunhado pelas duas mentes interligadas em um vínculo estreito.

Sasuke retirou a boca do local após a vertigem, por fim, deixá-lo concluir o que estava efetuando. Cravou-se em Naruto, atritando sua pélvis às nádegas deste, os olhos revirando-se nas órbitas ao notar que, como uma mistura de ares, seu prazer havia relacionado-se ao do ômega e a capacidade de sentir tudo em dobro lhe fora concedida.

— Sasuke, você... — Naruto parou, gemendo escandalosamente ao apertar o rosto contra os travesseiros, prendendo os dentes na extensão do tecido e as mãos apertando os lençóis, enroscando-os nos dedos.

— Eu escolho você, Naruto — suspirou com imensa sofreguidão, apanhando o maxilar de Naruto na palma e voltando-o para si próprio, no intuito de moldar a boca à dele com perfeição, as línguas enrodilhando-se, extorquindo fôlegos que tampouco era a coisa que mais importavam-se naquela situação.

Os tambores ressoaram com força, uma festa ocorrendo externa e internamente à tenda, parafina proveniente das velas derretiam-se sobre os castiçais, o ambiente colorindo-se em uma sutil penumbra carmesim, tingindo a pele daqueles que se envolviam com desejo abundante.

Os corpos estavam envoltos por uma brilhante camada de suor, e Sasuke acelerou o modo com que ministrava a penetração incansável e intensiva contra Naruto. Gemeram em uníssono, cientes de que as sonoras representações de satisfação ecoavam ali afora. Naruto queria tudo. Apenas desejava que Sasuke não parasse.

O herdeiro sentou-se sobre o colchão, e Naruto não aguardou ser puxado para sentar-se sobre as pernas do Uchiha. Segurou a masculinidade alheia, deslizando-a para dentro de si durante o tempo que apertava o quadril de Sasuke com as coxas, o membro entre as suas pernas, a boca dele devorando a sua, as essências mesclando-se.

Tudo pulsava. Os tambores infatigáveis, seu pênis, suas têmporas. No mesmo ritmo, em mesma sintonia.

— Aaah, Sasuke! Eu te quero tanto...

Sentiu-o apertá-lo com os braços, a língua relevando-se para lamber-lhe o pomo de adão e capturar-lhe o queixo com os dentes, sucedendo-lhe o nariz dele a enfiar-se na curva de seu pescoço, sugando a pele antes de gemer:

— Eu vou gozar.

Para Naruto, a forma erótica em que a descomplicada afirmação fora gemida pelo homem que mergulhava-se em si fora mais excitante do que esperava — fosse, talvez, a possibilidade de tudo em Sasuke excitá-lo — e gozou repentinamente após presenciar a sensação do orgasmo vir de modo abrupto, o corpo inteiro tendo espasmos involuntários, a visão borrando enquanto grunhia à todo pulmões e usufruía dos segundos que o clímax acarretava.

Sasuke arremeteu-se contra o corpo mole de Naruto mais algumas vezes antes de desfazer-se e inundar o canal a qual enfiava-se. Gemeu, os lábios atritando-se contra a pele da orelha do ômega, as pálpebras fechando-se em virtude à frenesi. O nirvana englobando-o numa esfera de cúmulo de prazer e satisfação.

Os tambores, finalmente, cessaram. Era como se seus condutores do instrumento soubessem que a cópula encerrara. Era como se soubessem que havia um ômega para sentar-se em um trono ao lado do herdeiro.

Sentiu Naruto tombar instintivamente sobre a cama, a fim de esticar os músculos fracos e trêmulos, levando Sasuke consigo. Naquele instante, lembrou que deveria respirar. E deveria respirar muito, uma vez que seus pulmões aparentavam estar isentos do fôlego que Sasuke tivera o prazer de lhe roubar.

Naruto observou, calado, o herdeiro estender-se ao seu lado e suspirar com força, os olhos negros encarando o teto da tenda. O peito dele perdia, aos poucos, a cor avermelhada e a evidente pulsação em seu pescoço serenizava. Foi quando ele voltou-se para si, a escuridão da íris engolindo-o, e foi quando Naruto entendeu o que a marca significava.

Haviam tornado-se imãs com extremidades opostas. A atração disparando-o de encontro ao alfa, e era como se as mentes se encaixassem com tanta exatidão que o universo poderia, de fato, parar para contemplá-los.

Naruto não queria pensar no que ocorreria ao sair daquela tenta, exibindo a incontável fileira de dentes em sua epiderme suada, o corpo exausto demais para suportar qualquer celebração que fosse. Anunciando a todos que pertencia a Sasuke, e Sasuke lhe pertencia.

Poderia questionar qualquer coisa, agora. Poderia.

Não fosse a palma do alfa indo, novamente, rumo ao seu sexo adormecido. O cheiro dele, que aparentava estar mais forte do que nunca, rodeou-lhe como um véu e soube, imediatamente, sob mérito de suas racionalidades conectadas, que ele jamais estaria satisfeito. Queria Naruto infindavelmente.

Foi quando o alfa apoiou-se sobre o braço, encaixando-se acima de Naruto e lhe sustentando o olhar:

— Minha alma agora te pertence, independente do que aconteça ­— beijou-lhe a clavícula, a língua lhe escapando pelos lábios e tracejando, feito um pincel, até o pescoço — Eu soube, desde que coloquei os olhos em você, desde que você se desnudou para mim — os lábios, arroxeando-se de maneira sutil em culpa do modo em que foram sugados, pousaram-se sobre a mordida. Beijou-lhe quase todas as fraturas promovidas pelos seus dentes e, antes de penetrar seu ômega mais uma vez entre muitas outras, sussurrou-lhe — Porque você é meu, ômega. 

27. Februar 2018 02:22:59 3 Bericht Einbetten 13
Das Ende

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AB Ana Banana
coitado do Tachi que ficou só na vontade
24. April 2019 19:40:24
Alice Alamo Alice Alamo
Olá! Notei que sua história é uma fanfic e, portanto, está na categoria errada do site. Fanfics devem ser postadas na categoria Fanfiction e os gêneros como romance, poesia, lgbt, etc, devem ser postados nas tags ;) Para alterar, basta ir em Editar configurações da história, ok?
1. März 2018 10:04:22
Midiã Izidoro Midiã Izidoro
Caralho É isso não tenho o que diZer
27. Februar 2018 13:42:49
~