Ambiguidade Follow einer Story

cupcake_ruivo Lory Cake

Yurio só queria que as pessoas da escola parassem de correr atrás de si e do melhor amigo. Não achava que a ideia que teve fosse acabar levando sua amizade a outro rumo.


Fan-Fiction Alles öffentlich.

#Yaoi #Otabek/Yurio #YuriOnIce
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Kiss me

Yuri nunca pensou que se sentiria tão estranho só por estar sentado ao lado de Otabek.

Sabia que era culpa sua e da péssima ideia que lhe ocorreu minutos antes, mas não achou que as coisas fossem acabar daquele jeito. No sofá azulado de sua casa, de braços cruzados e rosto franzido, tentava fingir que estava só irritado e não totalmente sem graça depois do que fizera.

Ao seu lado, Otabek permanecia quieto. Quieto até demais.

E é claro, o motivo do seu constrangimento ficar ainda pior. Viktor e Yuuri estavam de pé, em frente os dois. O japonês parecia esconder uma risada enquanto o russo tentava manter uma pose firme que só deixava as coisas piores, porque ele não levava mesmo jeito para aquilo.

Eu posso saber desde quando vocês estão namorando? - o platinado perguntou – Será que eu mereço ser o último a saber da sua vida, Yurio? Eu que te amo tanto…

A gente não ‘tá namorando – o rapaz loiro revirou os olhos, mas não conseguiu se impedir de corar.

Caramba, Otabek estava ali do lado. Será que ele não podia ser mais sutil?

Não estamos? - o cazaque perguntou, finalmente olhando para si.

Que? - Yurio ficou ainda mais confuso.

Parece que você não é o último a saber, afinal – Yuuri deixou escapar a risada, mas tentou prendê-la novamente.

Céus, que bagunça.

Certo, vamos do início. Ele e Beka eram amigos há alguns meses. Tinham se conhecido acidentalmente na escola e, a princípio, ele parecia ser só mais um cara comum perdido entre os corredores. Acontece que os dois acabaram no mesmo clube de música e dança que sempre trabalharam juntos e Yurio descobriu muitas coisas legais sobre o moreno misterioso. O choque de saber que vinha sendo observado foi grande, e perceber como Altin era um cara acessível foi mais chocante ainda.

Ele não sabia como puxar assunto com as pessoas e dificilmente alguém ia até ele e só por isso estava sempre sozinho. Isso, é claro, não se aplicava a Yurio.

Os dois iniciaram uma amizade muito rapidamente, ficando cada vez mais grudados desde então. Acontece que os clubes estavam fazendo cada vez mais sucesso entre os alunos e nas disputas intercolegiais. Isso acabou fazendo uma grande quantidade de pessoas ir atrás do melhor dançarino e o melhor DJ. Uma fama boba de ensino médio, mas que estava deixando o loiro cada vez mais irritado.

Não podia contar quantas vezes foi interrompido por alguma garota ou garoto querendo chamar atenção dos dois, atrapalhando seus momentos juntos. Isso era um saco. Ficava mais irritado quando iam importunar Beka do que a si, era verdade. Achava que isso fazia parte de ter um melhor amigo, se importar mais com o bem-estar dele do que com o seu próprio. Isso não importava muito, só estava cansado de toda aquela atenção.

Por isso, no fim da apresentação daquele dia, vendo uma quantidade de pessoas absurda prestes a vir pra cima deles, gritando seus nomes de uma forma obssessiva, não deu muito tempo a si mesmo pra pensar. Queria acabar com todo aquele assédio e deixar claro que não estava interessado em nenhum deles. Foi impulsivo quando segurou o moletom de Otabek e o puxou em sua direção, colando seus lábios demoradamente.

Se fosse sincero consigo mesmo, admitiria que esqueceu a multidão por aqueles segundos. Principalmente quando sentiu as mãos do cazaque passando em volta da sua cintura o trazendo mais pra perto. A sensação da boca sobre a sua e depois a língua explorando sua boca foi, com certeza, a coisa mais incrível que tinha provado.

Mas, é claro, tinham que se separar e o berro de Viktor chamando, não apenas Yurio, mas Otabek para sua casa tinha feito o loiro xingar todos os palavrões possíveis em voz baixa.

Normalmente, não teria muitas reservas quanto a isso, mas estava tentando se manter na linha. Viktor era quase como seu irmão mais velho. Mesmo com uma diferença de idade um tanto longa, o platinado sempre cuidou de si quanto eram crianças já que o avô de Nikiforov e de Plisetsky eram amigos. Quando o mais velho decidiu se casar e mudar de cidade, Yurio acabou arrumando um jeito de ir atrás. Decidiu que queria estudar numa escola da região e não houve nenhuma resistência a ideia de morarem todos juntos.

Na verdade, Yurio todos os dias se castigava por esse impulso. Ter que presenciar as trocas de carinhos de Viktor e Yuuri era terrível. Porém, mesmo que inicialmente não se desse muito bem com Katsuki, o relacionamento dos três tinha evoluído muito. Eram como uma família esquisita e, aparentemente, Viktor estava muito convencido de que era como um pai.

Vocês nem se decidiram ainda. Como já saem se beijando no meio das pessoas? Vão dizer que não te criei direito – Viktor voltou a falar.

Primeiro: Você não me criou, velho. Segundo: foda-se o que vão dizer…

Olha o palavrão. - Yuuri repreendeu.

Terceiro – suspirou – Eu só ‘tô cansado das pessoas vindo perturbar nós dois toda hora.

Por que? - Otabek voltou a falar.

Yurio o encarou, com a boca semiaberta. Caramba, ele era tão bonito. Ele já sabia disso, obviamente. Já tinha reparado que ele era lindo mesmo com aquela carinha de parede. Talvez o fato de ele se expressar tão pouco causasse aquela revoada de borboletas em seu estômago quando, por acaso, ele sorria. Ou mesmo agora, com aquela expressão confusa.

Você não acha irritante? - perguntou ao amigo.

Bem, não sei – deu de ombros – Nunca gostei que falassem com você, mas é porque eu tinha ciúme.

Yurio engasgou-se. O que era aquilo? Estava recebendo uma confissão do seu melhor amigo? NA FRENTE DOS SEUS PAIS POSTIÇOS?

Espera, que…

Acho que estamos nos metendo num assunto particular, amor – Yuuri tocou o ombro de Viktor.

Mas eu ainda não falei todas as regras da casa – o platinado reclamou, fazendo manha.

No entanto, Yuuri já tinha envolvido sua cintura e dado um beijo em sua bochecha, o que o desestabilizou por tempo suficiente para se deixar conduzir. O japonês deu uma piscadela na direção de Yurio.

Não façam nada que não faríamos – avisou.

Ah, não. Yuuri, e se eles forem brincar com o doce de leite…

Graças a todos os deuses, que Yuuri tapou a boca de Viktor antes de saírem do cômodo e ele não precisou ouvir o que diabos vinha depois daquilo. Puxou o ar, prestes a soltá-lo, mas então lembrou-se de Beka ao seu lado. Mirou os olhos verdes no amigo que ainda o encarava, parecendo ansioso.

Você estava falando sério? - o loiro perguntou.

Sobre o que?

Sobre sentir ciúmes.

Sim – respondeu tão rapidamente que Yurio mal pôde acompanhar – Achei que você soubesse.

Como eu poderia saber?

Eu disse quando nos conhecemos que reparava em você.

Disse que reparava quando eu dançava.

Porque você era lindo.

Mas eu não entendi desse jeito.

Eu não tenho culpa sobre isso. - recostou-se no sofá – Fiquei feliz quando viramos amigos. Achei que tivesse me beijado porque estava me correspondendo.

Yurio estava prestes a pedir desculpas, mas isso soaria como uma rejeição, certo? Ele devia rejeitá-lo? Aliás, estava aceitando sua confissão? Seu coração estava acelerado só pelo nervosismo de estar tendo aquela conversa, ou seria algo mais?

Perdido em seus devaneio, percebeu quase tarde demais quando o cazaque voltou a se aproximar. Os dedos tocaram seu queixo e o rosto acompanhou o trajeto do seu enquanto fazia os olhos verdes encararem os castanhos.

Você não gostou de me beijar? - a pergunta veio em voz baixa e Yurio tinha certeza que a fisgada que sentiu correndo pelo corpo não podia ter a ver só com nervosismo.

Gostei – sussurrou de volta.

E então…

Yurio passou a encarar a boca de Otabek outra vez. Queria beijá-lo de novo, sem ninguém olhando. Só pra poder provar mais do seu sabor.

Estamos namorado ou não? - sorriu.

E as borboletas se misturaram a todas as sensações que já vinha sentindo, porque amava quando ele ria. Provavelmente ainda viriam algumas conversas constrangedoras e ele sabia que teria que controlar sua vontade de cometer alguns homicídios, mas a possibilidade de sair por aí com Beka como namorado pareceu tomar sua mente. Uma perspectiva muito atraente.

Estaremos assim que me beijar de novo – sorriu também.

E o beijo se repetiu. Agora, na sua sala, na quietude de casa, a sensação era bem melhor. A euforia se misturava a tranquilidade. Ele era mesmo o único capaz de fazê-lo se sentir assim. No meio dessa ambiguidade.

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Essa onezinha foi feita de presente pra Mari, minha babysatã uahdaemklfaelkfm

ESPERO QUE TENHAM CURTIDO. BEIJO NO KOKORO E JA NEE

26. Februar 2018 19:18:20 2 Bericht Einbetten 6
Das Ende

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tooons oo tooons oo
Amei 😍😍❤️❤️
20. April 2018 13:50:08

  • Lory Cake Lory Cake
    aaaaa obrigada, ainda bem que gostou <3 7. Mai 2018 20:42:44
~