I'm Supposed to Love You Follow einer Story

ditto Liiz Lestrange

As coisas não são mais as mesmas, algumas noites eu fico tão mal que quase atendo o telefone. Troquei seus olhos azuis por castanhos escuros, eu durmo com suas camisetas velhas e ando por essa casa em seu lugar, eu sei que é estranho. É um jeito estranho de dizer que eu preciso te amar. Eu preciso te amar.


Fan-Fiction Nicht für Kinder unter 13 Jahren.

#yaoi #slash #songfic #naruto #sasuke #narusasu #sasunaru #angst #naruto/sasuke
Kurzgeschichte
28
7319 ABRUFE
Abgeschlossen
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G.I.N.A.S.F.S.

I love everything about you that hurts
so let me see your moves, let me see your moves
Lips pressed closed to mine, true blue
But the prince of any failing empire knows that
Everybody wants, everybody wants
To drive on through the night if is the drive back home
Things aren't the same anymore
Some nights it gets so bad I almost pick up the phone
Trade baby blues for wide eyed browns
I sleep with your old shirts and walk through this house in your shoes
I know it's strange
It's a strange way of saying that I know I'm supposed to love you.
I'm supposed to love you.
I've already given up on myself twice
Third time is the charm, third time is the charm
Threw caution to the wind, but I got a lousy arm
And I traced your shadows on the walls now I kiss them
Whenever I'm down, whenever I'm down
Figured on not figuring myself out
Things aren't the same anymore
Some nights it gets so bad I almost pick up the phone
Trade baby blues for wide eyed browns
I sleep with your old shirts and walk through this house in your shoes
I know it's strange
It's a strange way of saying that I know I'm supposed to love you.
I'm supposed to love you.
Born under a bad sign, you saved my life
That night on the roof of your hotel
Cross my heart and hope to die
Splinter from the headboard in my eye
Photo-proof kissed I remember so well
Trade baby blues for wide eyed browns
I sleep with your old shirts and walk through this house in your shoes
I know it's strange
It's a strange way of saying that I know I'm supposed to love you.
I'm supposed to love you.

Naruto era radiante, expansivo, conseguia fazer amizade com qualquer pessoa, fazia não poucos se apaixonarem por ele com aquele sorriso contagiante, sempre inquieto, bagunceiro, raramente ficava em casa o dia inteiro, tinha personalidade forte e um caráter inabalável. Sasuke amava e admirava cada um desses traços. Cada um desses traços, entretanto, tornava impossível o romance dos dois. Sasuke era taciturno, reservado, terrivelmente ciumento, sistemático, gostava de ficar em casa sozinho com seu silêncio e era dono de uma personalidade igualmente implacável. Depois de meses de conflitos, algumas semanas mais difíceis, outras menos, terminaram o namoro.

Os dois meses que se seguiram após o rompimento foram desastrosos. Sasuke não quis saber de manter contato, continuar sendo amigos depois de tudo era simplesmente inaceitável para ele. Parecia ter sido uma boa decisão, a mera possibilidade de esbarrar no outro quando – por falta de opção – deixava o apartamento já era o suficiente para embrulhar-lhe o estômago. Continuava remoendo a última conversa diariamente, lembrava-se perfeitamente das palavras trocadas, da voz vacilante de Naruto evoluindo para um pranto aborrecido conforme ele se explicava e debatia com o outro que não voltaria atrás com sua decisão. Sasuke não derramou uma lágrima sequer, seu sangue fervia de cólera. Como Naruto ousava chorar pelo fim que ele próprio estava impondo? Como podia decidir que estava fatigado de tentar, que não o queria mais, e ainda atrever-se a dizer que estava sofrendo de abandoná-lo? A escolha era dele. Depois que ele foi embora, entretanto, a fúria foi transfigurando-se em dor. Quando deitou-se para dormir naquela noite – e somente naquela noite – Sasuke chorou. Rendeu-se, em razão da pontada lancinante que sentia no peito, a um pranto exaustivo e não cessou até que se exaurisse por completo.

Tudo mudou depois daquilo. A solidão se tornou amarga e, o silêncio, hostil. Não havia mais sapatos e meias ocasionalmente jogados pela sala, não havia dois pratos na pia aos sábados, não acordava mais no meio da noite sem lençol ou sendo empurrado para fora da cama. Não havia mais alguém pra convencê-lo a sair de casa sexta-feira à noite ou num domingo à tarde, ninguém para fazê-lo rir. Ou sorrir, que fosse. Ficar sozinho no apartamento tornou-se um fardo. Sentia falta do barulho, da energia, da aura incandescente que o (ex) amante tinha. Naruto dava vida àquele apartamento, sem ele ali, tudo parecia morto. A lacuna deixada por ele era gritante. Era difícil ouvir a campainha e não esperar seu sorriso quando abrisse a porta, passar pela cozinha e não pensar das conversas que tinham ali e arrastavam-se pela madrugada, sentar-se na sala sem lembrar das vezes em que escorregavam do sofá e amavam-se sofregamente sobre o tapete, aquele corpo quente e macio em contato com o seu, a voz manhosa em seu ouvido, a infinita coleção de arranhões que ambos acumulavam nas costas, o perfume de sua pele queimada de sol, a expressão que ele fazia, fotograficamente guardada em sua memória, quando gozava, a forma como contraía a coluna, envolvido em seus braços, e por vezes agarrava-se às franjas do carpete felpudo como se soltar dali fosse fazê-lo despencar. Sentia falta de passar eternidades apenas admirando aquele par de límpidos olhos azuis, tão doces e inocentes quanto travessos, e agora os únicos olhos que encarava eram os próprios escuros e apagados no espelho toda manhã. Sempre teve a certeza de que aquele apartamento era seu porto seguro, mas descobriu que seu único porto seguro sempre fora Naruto.

No armário, jazia uma camiseta esquecida. Depois de uma ou duas semanas tentando ignorá-la, algum dia pegou-se parado no meio do quarto com a peça nas mãos, enterrando o rosto no pano numa tentativa desesperada de apropriar-se de até o último resquício do aroma entorpecente de seu amado. Passou a dormir com ela depois disso, o perfume do amaciante e seu próprio cheiro foram impregnando-se aos poucos na blusa e matando qualquer restante de memória da pele de Naruto que restava ali. Ainda assim, vesti-la trazia-lhe um conforto inexplicável, aquietava-lhe a alma, como se, ao andar pela casa com a camiseta, andasse na companhia dele. Quando dormia com ela, dormia abraçado com ele. Ainda que só um pedaço dele, talvez. Uma memória. Aquela sensação que lhe dava certeza de que precisava amá-lo.

Não era por acaso que a falta de Naruto lhe fazia tão mal, ninguém no mundo jamais o havia feito tão bem, a falta dele era proporcionalmente devastadora. Numa vida inteira de atribulações, Naruto se tornou seu porto seguro, o combustível que o manteve seguindo em frente em cada obstáculo. Por vezes pensava que talvez tinha nascido complemente desafortunado, talvez toda a sua sorte concentrava-se na existência daquele homem em sua vida, só sabia que nas duas vezes em que desistira de si mesmo, fora aquele sorriso cálido que lhe dera forças para voltar a acreditar.

Fora numa noite em que passaram horas bebendo no topo prédio em que o outro morava de aluguel, que abrira seu coração e despejara cada angústia que costumava guardar para si como se soubesse desde o nascimento que podia confiar naquele rapaz a quem conhecia fazia pouco mais que um mês. Naquela noite em que, desavergonhado pelo álcool, Naruto atirou-se em seu braços. Entregaram-se ao beijo, que começou inseguro e foi rapidamente tornando-se faminto e, numa pausa para buscar oxigênio, ainda com os olhos cerrados e os lábios à menos de um centímetro de distância, o loiro suspirou “eu acho que tô apaixonado por você”. Naquela noite, ele salvou sua vida.

O orgulho, por mais ferido que estivesse, não o permitia ir atrás de reconciliação. Ele não havia feito nada de errado, as discussões vinham de ambos os lados, ele não era o único que não dava o braço a torcer. Se havia um vilão naquela história, esse era o carrasco que dera cabo ao namoro que já contava quase vinte meses quando foi, ao seu ponto de vista, aniquilado. Não arrastar-se-ia aos pés do outro implorando por perdão – era ele quem merecia ouvir isso. Não rebaixar-se-ia insistindo em fazê-lo mudar de ideia, já havia esforçado-se o suficiente na tarde em que Naruto anunciara a decisão. Já sentia-se humilhado o suficiente sendo rejeitado uma vez, não precisava dar a cara a tapa novamente apenas para sentir-se mais descartável. Naruto era quem tinha a obrigação de arrepender-se e vir atrás.

Um dia recebera uma mensagem dele. “Não queria que as coisas ficassem assim entre a gente, seria bom se a gente saísse um dia desses pra beber alguma coisa, bater um papo”. As palavras soavam tão distantes, tão terrivelmente bem, como se ele não estivesse fazendo falta alguma na vida do outro. Como se aquilo não passasse de uma tentativa diplomática de evitar inimizades. Aquilo o embrulhava o estômago. Não era justo. Enquanto ele estava lentamente consumido-se na solidão, sendo engolido pela saudade e inseguranças, Naruto estava muito bem sem ele. Havia superado-o com a mesma facilidade com que havia expulsado-o de sua vida, ele não fazia falta, não passava de uma lembrança, uma fase que ficara para trás.

Não respondeu a mensagem. Ignorou-a, ainda que não a houvesse deletado de seu celular. Encarava-a, às vezes, numa mágoa rancorosa que lhe causava oscilações na respiração e nos batimentos cardíacos tal como faria uma enfermidade, mas não atrevia-se a fazer nada a respeito. Algumas noites, quase chegava a discar para aquele número, entretanto não conseguia pensar em nada para dizer que não soasse extremamente patético e pedinte, então logo convencia-se de que era melhor manter-se em silêncio. Se Naruto estava bem sem ele, aprenderia a fazer o mesmo. Não iria mendigar atenção, não se humilharia por ele, não queria saber de migalhas. Ganhá-lo novamente por pena estava fora de cogitação. Matava-o saber que precisava daquele homem desesperadamente para absolutamente tudo e, ainda assim, Naruto não precisava dele para nada, tentava convencer-se de que era capaz de reaprender a viver sem ele, talvez se repetisse isso a si mesmo vezes demais, cedo ou tarde passaria a acreditar.

Até que um dia, aconteceu. Desistiu de si mesmo pela terceira vez – três vezes para dar sorte. Já passava de uma da manhã, mas Naruto nunca dormia cedo de sábado. Ligou para ele. Não tinha ideia do que estava fazendo, não sabia o que diria se ele atendesse e muito menos tinha ideia de como seria a recepção do outro a uma ligação sua tão tarde na madrugada, mas naquele momento nada daquilo importava. Já havia descido a terceira dose de whisky e fumado quase um maço inteiro e a única coisa que lhe importava era ouvir a voz dele. Aquela voz a qual amava acima de qualquer som. Aquela voz que fazia falta em todo e qualquer silêncio desde a última vez em que a ouvira.

O telefone tocava devagar, torturando a impaciência e nervosismo de Sasuke conforme ele, sentado em sua cama, balançava a perna angustiadamente à espera de ser atendido. A linha tocou até cessar, seu coração quedou-se paralisado segurando o celular nas mãos, sem rumo, sem chão, procurando inutilmente por uma reação, ainda que seu cérebro houvesse desligado-se com a constatação do que acabara de fazer após incontáveis semanas de resistência apenas para dar com os burros n'água. Mas logo o aparelho em suas mãos começou a vibrar e na tela acendeu-se o nome de suas dores de cabeça ao qual, atônito, encarou por um momento antes de antender.

-Alô? - murmurou roboticamente. Do outro lado da linha ouvia-se, ao longe, uma barulheira típica de casa noturna.

-Sasuke? Oi, eu... - a voz dele parecia ofegante, um tanto exasperada – Desculpa, eu tava na balada, precisei vir aqui fora pra te atender, senão eu não ia... conseguir te ouvir...

Os dois ficaram em silêncio por um momento, o crescente e esmagador desconforto dificultando ainda mais a capacidade de raciocinar.

-Achei que você não quisesse mais falar comigo. Você não respondeu minha mensagem, eu não... Eu queria s... - ele pigarreou – E aí, tá tudo bem?

Sasuke respirou fundo devagar. Sentia a coxa esquerda arder com os cigarros que apagara na própria pele em punição por tê-lo feito partir. O álcool anestesiara no momento, mas a carne ferida começava a protestar o feito em desacordo naquele segundo em que cada ferida do corpo e da alma decidiram despertar-se ao mesmo tempo para confundi-lo. Quase pôs-se aos prantos respondendo-lhe que não, que nada estava bem, que amava-o mais do que a si próprio e que largava mão de qualquer orgulho em nome daquela patética dependência. Mas conteve-se. A razão ainda falava mais alto naquele corpo que o whisky.

-Tudo bem. A gente pode sair amanhã? Você sabe... Tomar alguma coisa, bater um papo...

26. Februar 2018 07:28:10 4 Bericht Einbetten 9
Das Ende

Über den Autor

Liiz Lestrange No mundo das fanfics há mais de dez anos, obcecada com sasunaru há mais de cinco, apaixonada por todo tipo de arte e sempre exaltando meu otp como se não houvesse amanhã.

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Marcia Castro Marcia Castro
Cabia continuação.. está muito boa. Mais terminou meu vago.
8. März 2018 12:25:50

  • Liiz Lestrange Liiz Lestrange
    Chama "final aberto", é de propósito. O foco era o sentimento do Sasuke em relação ao término, não se eles iam voltar ou não. 25. Juni 2018 22:32:15
Camy <3 Camy <3
E a louca ainda vem reclamar de angst. Olha, vou esfregar isso aqui na tua cara sempre que tu reclamar de angst, juro! Eu amei a fanfic, sério. Inclusive gostaria de saber se eles se resolvem, mas eu gostei do final. Fechou bem, sei lá. Eu gostei do final em aberto, dando a entender que talvez eles voltem, ou talvez não. O Naruto pode estar bem sem o Sasuke, ou talvez não (ele se prestou a sair da boate, afinal). E considerando que é tu quem escreveu, o Naruto tá sim louquinho de apaixonado pelo Sasuke. Não sei como eu não tinha lido esta fanfic antes. Ela é nova? Acho que sim, porque já revirei teu perfil no Nyah! umas mil vezes e não tinha visto até hoje. Enfim, Liiz, parabéns <3 A fanfic tá muito linda, tô bem orgulhosa por este angst maravilindo <3 Um beijo no teu core <3
6. März 2018 17:07:25
Alice Alamo Alice Alamo
Olá! Notei que sua história é uma fanfic e, portanto, está na categoria errada do site. Fanfics devem ser postadas na categoria Fanfiction e os gêneros como romance, poesia, lgbt, etc, devem ser postados nas tags ;) Para alterar, basta ir em Editar configurações da história, ok?
3. März 2018 18:38:30
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