Kurzgeschichte
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Capítulo Único


Near deixou mais um suspiro escapar pelos lábios finos. Os dedos passavam impacientemente pela construção de dados de pé à sua frente. Organizou-os sem propósito algum, mas já era notável a peculiaridade daquela construção.

De algum modo, mesmo que sua mão se movesse como sempre (no automático), Near construíra um desafio. Ao empilhar os dados, fez com que todos estivessem na mesma posição. A cada peça nova, sua mão a girava para posicionar corretamente o pequeno cubo, de modo que o "um" ficasse para a porta, e o "seis" para Near.

Um constaste irritante, já que a monotonia e a monocromia tornava-se mais evidente em tal estrutura.

Ainda era cedo, oito horas. Horário realmente estranho para Near estar montando castelos e mais estranho ainda para Matt estar acordado perambulando os corredores.

Uma rara combinação. Rara demais até por nunca ninguém a ter presenciado.

O orfanato ainda era preenchido pela harmonia do silêncio, as portas fechadas transmitiam a segurança e a calma que ali de fato não existia.

Os dedos de Near giravam os dados, acelerando o processo, embora sua mente não tivesse esse controle. As pérolas negras dividiam-se entre a mão, a construção e o relógio. Suspirou mais uma vez, o tédio tomando conta de parte de seu cérebro, ordenando-lhe a finalizar logo aquele castelo.

Matt caminhava sorrindo alegre como sempre. Não trazia o vídeo game nas mãos, mas os googles ainda repousavam sobre o cabelo ruivo. Seus pés também convertiam seus pensamentos, solucionando algo simples para o que Matt ainda não havia encontrado resposta.

E ali estavam. Near com o dado na mão olhando a porta, Matt parado na porta olhando Near.

Permaneceram alguns minutos ali. Não falavam nada, mas os olhos já investigavam o que as palavras não expressavam. Contemplavam-se, nos poucos minutos que restavam. Matt sorriu de leve, a coloração rosada lentamente cobria a face Near.

Por um momento, as respirações se descompassaram, os corações bateram forte contra o peito e as mãos ficaram sem saber para onde ir. Near tremeu ao colocar o último dado, destruindo a própria construção.

Os olhos verdes acompanhavam a trilha de dados. Desculpava-se? Ficava feliz com o que provocara?

Near levantou a cabeça, voltando a olhar Matt e estudar-lhe a reação.

O ruivo sorriu sincero, abaixando-se para pegar um dado que rolara até seus pés. Entrou na sala, aproximando-se de Near e estendendo-lhe o dado.

Tocar a mão macia e quente fez com que Matt redefinisse sua própria temperatura.

– Está atrasado.

– Mello me segurou.

– Virá amanhã?

Matt riu. Levou a mão de Near aos lábios, depositando um beijo leve.

– Matt, seu desgraçado!

Near rapidamente tirou a mão, Matt ainda segurava o dado e olhou sem muito se espantar para Mello.

– Olha! - o loiro comentava divertido - Eu não disse que era legal destruir esses castelos? - ria. - A cara que ele faz é demais, não?

As frases maldosas não atingiam ninguém felizmente. Near mantinha-se quieto enquanto Matt permitia que o amigo tirasse suas próprias conclusões.

– De fato, ele faz uma ótima cara. - Matt concluiu, olhando de canto para Near enquanto acompanhava Mello para fora da sala.

Near corou, pegando no ar o dado que Matt lançara.

Nada faziam. O medo que um tinha de perder o amigo era igual ao medo que o outro tinha de perder o rival e, talvez, amigo. Por isso contentavam-se em permanecer daquele jeito bobo, naqueles sorrisos e olhares, aproveitando os poucos minutos da manhã que lhes era permitido.

25. Februar 2018 01:44:47 1 Bericht Einbetten 2
Das Ende

Über den Autor

Alice Alamo 23 anos, escritora de tudo aquilo em que puder me arriscar <3

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Post!
Alyena Moon Alyena Moon
Essa estória foi realmente maravilhosa! Muito bem escrita, inclusive. Eu sou realmente apaixonada por death note desde 2017, eu acho. E por mais que nunca tenha gostado tanto do Near, o conto ficou ótimo. Meus parabéns, moçx.
~