Confissões Follow einer Story

way_borges229 Way Borges

Podemos encontrar o amor onde menos esperamos, Sasuke nunca imaginou que se apaixonaria pela pessoa que mais detestava, o Uchiha vivia brigando o loiro cabeça oca que trabalhava na mesma escola que ele lecionava, mas depois de uma noite de bebedeira acabaram bolando numa cama de motel. Depois da noite quente que tiveram juntos, o moreno resolve que seria uma boa idéia conhecer melhor o professor de educação física de lindos olhos azuis, mas nunca imaginou que o sorriso enorme que ele ostenta esconde uma triste história. #NaruSasu (+18) (UA) (Lemon leve) (Capítulo Único)


Fan-Fiction Anime/Manga Nur für über 21-Jährige (Erwachsene). © Naruto e seus derivados pertencem ao Kishimoto, porém a história é inteirinha minha. Capa editada por mim - créditos da imagem ao(s) autor(es).

#romance #drama #yaoi #LGBT #fanfic #boylove #BL #lemon #naruto #sasuke #narusasu #way_borges229 #snschurch
Kurzgeschichte
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Capítulo Único - Uma Dor Escondida


O céu noturno brilhava devido aos relâmpagos, o som dos trovões incomodava, as gotas de chuva batiam com força na janela, o vento frio, tudo lá fora está colaborando para ficar dentro de casa aquecido entre os lençóis, e é assim que estou agora.

Quer dizer, mais ou menos isso, quem está me aquecendo não são lençóis, mas o corpo quente de certo loiro que conheci no trabalho há cerca de 7 anos.

Não o suportava, brigávamos como cão e gato - ainda brigamos muito - mas há alguns meses para cá, depois de uma noite de bebedeira onde acabamos bolando numa cama de motel. Tenho o conhecido melhor e vendo que ele não é como imaginei.

Agora estou eu aqui sentado na cama dele com as costas encostado em sua cabeceira, com o loiro completamente nu deitado entre as minhas pernas, repousando a cabeça no meu peito e brincando com as minhas mãos. Nunca imaginei que ficaria assim com alguém depois de uma rodada de sexo, mas o Naruto mexe comigo, isso é algo que não posso negar.

– O que são essas cicatrizes no seu rosto? - perguntei e vi morrer o discreto sorriso que ele ostentava.

Senti meu coração doer ao ver os olhos do Naruto perderem o brilho, seu olhar ficou vago e morto, seu silêncio era angustiante. Quando o loiro fica calado e sério, pode-se dizer que boa coisa não é, e isso me fez temer a sua resposta.

– Meu pai - disse baixinho, só escutei por está muito perto.

– Como é? - perguntei incrédulo.

– Meu pai fez isso no meu rosto. - Senti o pesar na sua voz.

Remexi na cama para ele levanta do meu peito, sentei na frente dele com uma perna de cada lado do seu corpo, levantei seu rosto com as duas mãos e vi lágrimas contidas naquela imensidão azul. Olhando em seus olhos praticamente enxerguei a sua alma, beijei as maçãs do seu rosto e colei nossas testas.

Era mais que nítido que esse assunto machuca o Naruto de uma maneira absurda, vê-lo assim, senti uma mistura de angústia, impotência e vergonha; mesmo querendo saber o que aconteceu, não vou fazê-lo falar.

– Me desculpe. - Pedi sincero.

– Não se preocupe, você não tinha como saber.

– Só fale o que você quiser, quando quiser, certo?

Não me respondeu, apenas beijou meus lábios sôfrego, como se pedisse algo, como se quiser encontrar algo que lhe foi tirado, apertou seus braços em torno do meu tronco e aproximou seu corpo do meu. Encerramos o beijo por falta de ar, o Naruto escondeu o rosto na curvatura do meu pescoço, o abracei ainda mais forte.

– Está tudo bem Naruto, eu estou aqui para você - sussurrei olhando em seus olhos cheios de lágrimas contidas e vi uma rola solitária em seu rosto.

– Não faz isso Sasuke, não afirme algo que você não vai cumprir - pediu triste, isso partiu o meu coração.

– Confia em mim, eu estou aqui para você. Não gosto de te vê assim. - Beijei seus lábios da forma mais carinhosa que consegui.

Realmente é insuportável vê alguém como o Naruto, que é sempre alegre e que contagia com sua alegria quem está por perto, perder o sorriso em seu rosto. Deitei e o trouxe para deitar sobre meu peito enquanto eu o fazia um cafuné.

– Meu pai cortou o meu rosto quando soube que eu era gay - falou baixinho depois de um tempo em silêncio.

Fechei os olhos com força e suspirei audível tentando reprimir a raiva que sentir ao ouvir suas palavras, o apertei em meus braços sentindo a necessidade de protegê-lo seja lá do que for.

– Não precisa continuar se não quiser. - informei, não quero forçá-lo a me contar.

– Meu pai nunca pode ser classificado como o melhor “pai do mundo”, depois que minha mãe morreu, as coisas ficaram piores, ele chegava bêbado em casa todas as noites e me batia só por diversão. Ele descobriu a minha sexualidade quando me flagrou beijando um cara, o meu primeiro namorado, tinha 15 anos na época, estava começando a me descobrir. Eu o desafiei dizendo que não iria mudar, que sou gay e que não tinha como mudar isso, daí ele destruiu a única lembrança eu tinha da minha mãe, era uma raposa de pelúcia, ela tinha 9 caudas, era velha, puída, porém, era a única lembrança física que eu tinha dela. Quando vi o que ele tinha feito com a minha raposa, parti para cima dele, como ele era mais forte, conseguiu me imobilizar, daí ele cortou o meu rosto como castigo por ter tentado bater nele e fez como bigodes por causa da raposa. - Sentia as suas lágrimas molhando o meu peito enquanto ele falava.

– Sinto muito Naruto, sinto muito por você ter passado por tudo isso - falei sincero, meu coração se despedaçava a cada palavra que ouvia.

– O velho dizia que iria me ensinar a ser homem a base da pancada, foi a pior surra que ele me deu, fiquei desmaiado no porão da casa por várias horas, quando acordei dei um jeito de sair e fui procurar ajuda na casa vizinha, eles me levaram para o hospital, chamaram a polícia e depois a assistência social. O velho foi preso e eu fui para um abrigo, mas por sorte, foi por pouco tempo, os vizinhos que me salvaram, eles conseguiram a minha guarda.

Busquei os seus lábios e os selei com um beijo suave, calmo, cheio de carinho e salgado pelas lágrimas que rolavam como cascata pelo seu rosto. Encerrei o ósculo com um selinho demorado, encostei minha testa na dele, mergulhei no oceano revolto que seus olhos azuis se encontravam, mesmo avermelhados pelo choro, ele não deixaram de ser o par de olhos mais lindos que já vi.

– Obrigado por contar - falei sinceramente agradecido pela sua confiança.

– Obrigado por me ouvir. Esse não é um assunto que eu goste de falar - explicou sentido.

– De novo, me desculpa por pergunta.

– Não tem problema Sasu, se realmente for fica na minha vida, uma hora ou outra você teria que saber da minha nada mole vida. - Um pequeno sorriso brotou em seus lábios.

Também sorri com suas últimas palavras, aqui, agora, deitado nessa cama, frente a frente com o loiro, consigo ter mais certeza que o Naruto é a pessoa mais incrível que já conheci, passou por essa situação de risco, mesmo assim, consegue sorrir e contagiar as pessoas próximas com seu sorriso. Senti os meus problemas com meu pai são pequenos comparado aos dele com o pai.

– Estou aqui para ouvi tudo o que quiser me contar, Naruto.

– E você Sasu, vai me contar algo sobre a sua família? Até agora, a única coisa que sei é que você é sobrinho do dono da escola que trabalhamos; é podre de rico, mas não vive da fortuna da sua família e que gosta de transar com um professorzinho pé de chinelo como eu.

– O que te faz pensar que eu gosto de transar com você? - Brinquei, não consegui evitar o sorriso com a expressão de indignação fingida que ele fez.

– Os seus gemidos, toda vez que enfio o meu pau nessa sua bundinha gostosa - retrucou e senti minhas bochechas pegando fogo.

– Idiota - resmunguei sorrindo.

– E então?

– Comparado a você, os meus problemas são apenas de um garoto mimado que não recebeu atenção do pai - respondi sem graça.

– Não entendi.

– Meu pai sempre me achou um incompetente, um inútil, ele sempre fez questão de dizer isso, sempre disse que eu nunca teria o brilhantismo do meu irmão, que não entendia como meu irmão e minha mãe ainda se importavam comigo já que eu não merecia que ninguém se importasse já que eu não servia para nada. Para ele, a minha sexualidade é aceitável, contando que não manche o nome da família, ele não está nem aí. O problema mesmo é desobedecê-lo, coisa que fiz quando resolvi seguir o meu sonho e me tornar professor em vez de advogado como todo o resto do clã Uchiha. Tirando eu e meu tio Madara, é claro! Só que, comparado ao seu pai, o meu é um amor e eu ainda tenho o meu irmão, que é um ótimo irmão mais velho e a minha mãe.

Não sei se foi pelo fato do Naruto ter me contado a história de como ele ganhou as cicatrizes no seu rosto, ou por está confiando no loiro o que me deixou confortável para falar sobre isso, mas desabar com ele foi mais fácil do que eu esperava.

Sua expressão de total surpresa seria cômica, se não fosse pela ira que estou vendo surgir em seus olhos.

– Como um pai diz uma coisa dessa a uma criança? Nenhum pai deve dizer a seu filho que ele é uma criança inútil - falou furioso.

– Tudo bem Naruto, isso já não me afeta mais - mentir, até hoje as palavras do meu pai me ferem.

– Você está mentindo para mim, Sasuke - afirmou com raiva enquanto sentava na cama. – Diga a verdade para mim, pare de agir como um robô sem sentimentos, por que eu sei que você não é assim.

Suspirei irritado, baguncei os meus cabelos tentando mandar embora o desconforto no meu peito, sentei na cama e o encarei com toda seriedade que existe em mim, mas assim que vi seus olhos carregados de carinho, o mesmo olhar que recebo da minha mãe e do meu irmão, mesmo com as palavras do meu pai girando na minha cabeça me fazendo achar indigno desse afeto, sempre encontro carinho nos olhos e gestos dele, e agora encontro esse mesmo olhar no Naruto, então vi minhas defesas ruírem.

Ele tomou meus lábios em um beijo amável e ao mesmo tempo intenso, suas mãos seguravam meu rosto, assim que encerramos o ósculo, ele grudou a testa na minha, fiquei preso em seus olhos.

– Pare de agir como se não tivesse sentimentos, você não é um robô Sasuke, eu sei que sofre, então pare de fingir que não.

Desvencilhei-me dele sentindo a raiva tomando conta de mim, não sei por que o fato dele conseguir enxergar o que tento esconder me irritou profundamente, levantei da cama e comecei a procurar por minhas roupas sem ao menos olhá-lo.

– Sasuke?!

– O que quer que eu diga Naruto? Que o fato dele não apoia minhas escolhas me deixa chateado? Sim, eu fico puto com isso. Ele me deserdou, me colocou para fora de casa por que eu não quis ser uma cópia dele. Quer que eu diga que me sentia mal todas as vezes que escutava meu pai dizer o quanto eu era inútil? Sim, me machucava e ainda machuca, todas às vezes que escuto isso é como se uma faca fosse cravada no meu coração. Satisfeito? - inquiri irritado enquanto vestia minha roupa e ainda sem olha-lo.

Desviar meus olhos do Naruto foi um erro, quando percebi, eu já estava de volta na cama com ele sentado em cima de mim e prendendo minhas mãos no colchão próximas a minha cabeça. Tentei sair do seu agarre, temos a mesma altura, mas o loiro é mais forte - tem que ser, afinal, ele é professor de educação física e personal trainer - e não largou meus pulsos, virei o rosto para o lado por não querer encarar seus olhos azuis.

– Eu sei o que se sentir insignificante - falou perto do meu ouvido, senti meus olhos arderem anunciando as lágrimas que queriam brotar, então os fechei com força – eu sei o quando dói só receber desprezo de quem deveria te dá amor, sei como isso machuca, então, por favor, para de agir como se isso não te afetasse. Eu também estou aqui para você, Sasuke, para te ajudar, - voltei a encarar os seus olhos cheios de lágrimas contidas, senti os meus marejarem – estou aqui para ser o que você precisar, posso ser o seu amigo, seu amante, seu confidente. Não esconda de mim o que sente, por que eu não pretendo esconder meus sentimentos de você, dói falar deles, mas por você vale a pena.

Não consegui segurar o choro quando ouvi a última parte do seu discurso, ele me abraçou e rolou na cama, invertendo as posições. Chorei em seu ombro como há muito tempo não chorava. Graças às palavras do loiro, me senti valorizado e amado.

Permaneci sobre ele mesmo depois que o choro cessou, continuei com meu rosto estava escondido na curvatura do seu pescoço, o Naruto fazia um carinho tão gostoso que não ousei me mexer por um bom tempo, com uma mão ele acariciava as minhas costas e com a outra afagava meus cabelos.

Sentei em cima de sua barriga, suas mãos foram para as minhas coxas, seus olhos já não estavam tão vermelhos quanto antes, mas continuavam gentis, são esses mesmos olhos gentis que me desarmam, que enxergam a minha alma de uma maneira irritantemente desconcertante. Odeio que as pessoas vejam como realmente sou, tento de tudo para deixa elas de fora, não gosto de vejam como sou de por de trás da armadura que forjei com o tempo. Um verdadeiro Uchiha não pode demonstrar o que sente, deve se manter no controle, ser frio e calculista, usar e não ser usado, isso é o que nós é passado desde pequenos, mas o Naruto consegue colocar no chão todas as barreiras que construí.

– Não sei se bato ou te beijo.

– Por que você não faz as duas coisas, Sasu? - falou e depois estampou um sorrisinho sacana no rosto.

– Você iria gostar se eu fizesse isso? - Perguntei com os meus lábios bem próximos aos dele e rebolando em cima de seu pau.

– Sim - respondeu com a voz rouca.

– Você é um loiro muito safado. - Mordi o seu lábio inferior.

– Eu sou um loiro que está completamente, perdidamente, irremediavelmente apaixonado por você - falou baixinho, como se estivesse me contando um segredo, sorri com suas palavras.

Suas mãos estavam no meu rosto, seus olhos brilhantes não o deixava mentir, ele realmente está apaixonado por mim, e é recíproco. Colei nossas testas, depois dei um selinho demorado em seus lábios rosados.

– Você é um idiota, barulhento e irritante, mas eu quero que saiba que, quando eu me imagino feliz com alguém, esse alguém é você.

Ele abriu um sorriso enorme, seus olhos brilharam como eu nunca tinha visto, tomou meus lábios em um beijo calmo e casto se iniciou, mas logo as coisas foram esquentando, os toques se tornaram mais ousados, ele inverteu as posições e encerrou o ósculo.

– Eu quero você, mas dessa vez vamos fazer diferente, não vamos fazer com presa ou força como sempre fizemos.

– Como vamos fazer? - perguntei confuso.

– Quero fazer amor com você, não sexo - respondeu sorrindo.

– E tem diferença?

– Mas é claro que tem, e eu vou te mostrar.

Diante de uma calma que eu desconhecia o loiro voltou a me despir e beijar meus lábios, até estranhei toda essa calma, já que quando o loiro é dominado pelo tesão, o Naruto hiperativo e cabeça oca dá lugar há um Naruto dominador, possessivo, seguro de si e um pouco sádico, até que gosto desse seu lado dominador, mesmo que às vezes o seu olhar feroz me dê medo. Mas mesmo com uma pegada bruta, ele nunca me machucou ou me forçou a fazer alguma coisa eu não queira, o loiro também é muito cuidadoso e sempre tem preocupação se está ou não sendo prazeroso para mim, por isso que é de bom grado, que todas as vezes abro minhas pernas para o loiro se instalar entre elas, agora não é diferente, foi com toda calma, com bastante cuidado e bastante carinho que conectamos nossos corpos.

Com o seu corpo dentro do meu, o loiro investia devagar contra minha entrada, depois aumentou a velocidade de suas estocadas distribuindo beijos, toques suaves e pequenos afagos até a hora que gozamos juntos. Ficamos um grudado no outro, sem nós desconectar e trocando olhares onde compartilhávamos todos os nossos anseios. O loiro foi tão amoroso, gentil e mais cuidadoso do que costuma ser, seu jeito de agir fez com que um sentimento acolhedor se instalasse no meu peito, um sorriso tomou conta dos meus lábios. Eu me sentia feliz, como há muito tempo não sentia. Se eu soubesse que uma conversa sobre os meus sentimentos com o loiro, iria terminar no melhor orgasmo da minha vida, já teria aberto meu coração para ele há muito tempo.

Foi assim que o Naruto me ensinou a diferença entre fazer amor e simplesmente transar.

27. Februar 2018 02:10:58 2 Bericht Einbetten 6
Das Ende

Über den Autor

Way Borges Nome: Waynne Borges Idade: aí depende da ocasião Sou um universo em constante expansão, sempre aprendendo coisas novas e aberta a novas experiências. Tímida no primeiro contato, mas depois o difícil vai ser me fazer parar de falar. Sou gentil, atenciosa e educada com todos e espero a mesma cortesia, entretanto, isso não significa que eu não saiba ser grossa quando necessário. Adoro chocolate, séries, filmes e desenhos. Cachorros e gatos sãos meu ponto fraco, fico toda derretida.

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Marcia Castro Marcia Castro
Lindo...
8. März 2018 11:58:47

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