Deixe-me ir Follow einer Story

xhasashi Hasashi Rafaela

''Eu vou ficar, mas vou pela manhã, sem me despedir, vou antes do café. Que é pra não te acordar, sei que não sou nenhum Don Juan, sou todo errado, mas tô certo que você me quer...'' 1Kilo - Deixe me ir (Songfic de Deixe-me ir)


Fan-Fiction Anime/Manga Nur für über 18-Jährige.

#Songfic #NaruHina #Naruto
Kurzgeschichte
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Eu vou ficar, mas vou pela manhã...

Eu segurei firmemente em suas mãos e pedi para que ficasse. Prometi até o que não podia para tentar fazê-la não me deixar. Sou mais um cara fodido que trabalha para pagar contas e às vezes me dou o luxo de me tatuar ou sair para beber.

Minha vida sempre foi torta demais em todos os sentidos, desde crescer sem meus pais até tudo que fiz para aprender a ser menos imbecil que antes. Responsabilidades atrás de responsabilidades e acho que hoje estou relativamente bem.

Achava que girava em círculos com a minha vidinha monótona até em um desses giros a encontrar me trombando de frente, arrancando um suspiro pesado por perceber que mesmo pequena, aquele olhar forte me tirou o chão e fez eu parecer um moleque medroso que corre para os pais no primeiro susto que leva.

Me baqueou e para me viciar foi fácil, as curvas daquele corpo eram piores que heroína ou qualquer droga que já havia experimentado em tempos obscuros de minha vida. Achei que estava sóbrio até me encontrar com aquele olhar que parecia conhecer o mais profundo da minha alma.

Na primeira noite achei que estava no céu. Qual o problema se naquele dia nós nos entregamos a uma luxúria casual? Não foi só isso, no momento que nossos lábios se juntaram a primeira vez compreendi o que era completude. Me arrependi inclusive de minhas cafajestagens e de ter provado de outros corpos e bocas que não eram os seus.

O que aconteceu naquele dia foi quase um magnetismo e sinergia surreal que nos juntou sem se importar se sabíamos o nome um do outro. E eu delineei suas tatuagens com meus dedos e beijei as demais que deixavam sua pele branca ainda mais bonita.

E você se entregou a mim na mesma proporção sem se importar se eu era um completo estranho. Ignorou meu passado bosta, quis se enrolar comigo em um beco qualquer e depois no meu quarto. Tomou minha cama como sua, virou dona da minha casa e da minha vida.

Hinata, Hinata, Hinata...

O nome que ecoava em minha cabeça quando peguei aquele bilhete com seu nome e telefone após a noite mais louca da minha vida. O dia que uma desconhecida que deveria ser mais uma na lista de casualidades virou tudo de ponta-cabeça. Quis te encontrar, como se precisasse me dopar um pouco mais do perfume de melancia que você usa. E eu tinha fome, do gosto da sua pele e dos beijos lentos e torturantes que você me deu.

E liguei, me desesperei quando tocou pela quarta vez com medo de não ser atendido e eu ia desistir mesmo que minha mente gritasse loucamente vários palavrões e meu corpo vibrasse em uma agonia absurda.

Então ouvi sua voz doce com um sotaque tão delicioso que quis te ver. Combinamos em sua casa às 22:00.

Confesso que foi um dos dias mais longos da minha vida e um dos que menos consegui focar em meu trabalho, só queria ir para a casa e aproveitar aquela sexta-feira com ela. Apaguei o contato de todas as minas que tinham no meu celular, ignorei mensagens banais e tentei me distrair com qualquer coisa para conseguir aquietar a minha ansiedade de me esgueirar sobre as curvas do seu corpo.

Não me reconhecia, me olhava no espelho e só conseguia ver as marcas deixadas em meu pescoço por você. Os arranhões, chupões...coisas que particularmente detestava, agora queria ter uma em cada canto do meu corpo para sentir que pertenço a essa mulher que me tirou de mim mesmo. Que me fez ficar dependente.

A cada caminho traçado nessa rua deserta meu coração batia descompassado com a vontade de vê-la. A cada esquina eu já sentia o cheiro inebriante do perfume que parece grudado em minhas narinas. Queria me embriagar da droga que é a sua presença e ter uma overdose do seu corpo.

Quando você desceu tão linda, majestosa como sempre após eu tocar a campainha a agonia foi se dissipando aos poucos e seu sorriso que iluminou meu rosto e minha vida naquela noite fria.

Eu quis tirar todas as camadas de roupa que você vestia porque qualquer coisa te tocando que não fosse eu parecia errado aos meus olhos. E no momento que coloquei os pés em sua casa apenas puxei para um beijo quase necessitado e faminto. Precisava sentir que isso era real, que de fato estava acontecendo e que havia sido realmente arrebatado pelo céu que era a sua boca.

E nós começamos assim desse jeito errado e torto. Ter você dormindo em meu apartamento era quase comum, principalmente quando te via vestida com alguma camiseta minha. Por mais que você estivesse em minha casa apenas seu corpo era meu lar. Sua alma me trazia a sensação de ter me encontrado em algum lugar.

E eu tentava ignorar a sua passagem comprada para a sua cidade natal, não me importava se talvez não fosse tão distante assim. Não ter a presença tão doce perto de mim era quase tortura.

E foi assim que nossas brigas começaram, por causa da minha obsessão em te ter comigo aqui. Nós dois não queríamos aquela separação, mas não achávamos justo privar o outro dos seus sonhos; os meus aqui e os seus lá. Não deixava de doer imaginar que de alguma forma nossos destinos não encaixavam, que talvez nossos caminhos precisem de fato serem opostos.

Começamos a nos magoar pela ansiedade desenfreada que demonstrava que talvez nós não éramos para ser. Até o dia que eu acordei e você já não estava mais em meu apartamento. Havia recolhido suas roupas e todo o resto, me arrependi pelas palavras duras do dia anterior ao pegar sua carta que dizia que me amava, mas estava cansada de nós dois nos magoarmos daquele jeito.

Minha primeira ideia era de ir até aonde ela morava e bater na porta, pedindo para dizer na minha cara que de fato acredita que nós somos melhores separados. Porém eu não me sentia no direito de te cobrar porra nenhuma, estávamos juntos a um mês apenas.

Foram os trinta e um dias mais intensos de minha vida e o primeiro que realmente me senti amado. Como você pode fazer isso comigo, Hinata? Pegou suas coisas e foi embora, mas por quê minha casa ainda tem seu cheiro? Eu perdi meu próprio “lar” porque em todo canto ainda me lembra de você.

Não conseguia se quer definir o que nós tínhamos, só sabia que era intenso e que eu estava fodido em todas as estâncias; como provar da perfeição e depois vê-la correndo para fora da sua vida sem sentir-se desesperado? Não quero me despedir e tampouco posso te cobrar para ficar por mais que eu quisesse fazer isso.

E eu queria seguir em frente como fiz diversas vezes, mas a ambiguidade das suas malditas palavras naquele bilhete não me permite. A marca da lágrima ali muito menos. Me xinguei internamente por te fazer chorar ou machucar você mesmo que também estivesse com o coração em pedaços.

Nunca fui alguém sensível ou algo assim, na realidade era eu que quebrava corações. Iludia, mentia...até a Hinata. Posso dizer que sou alguém melhor e possivelmente diferente após ter olhado em seus olhos pérola..

Eu jamais conseguiria manter qualquer relacionamento da maneira que nós estávamos, e por mais besteiras que fossem nossas brigas, sabia bem que eram palavras ditas da boca para fora por dois orgulhosos que não conseguiam dizer “Não vá” ou “Vai comigo”. No fundo nenhum de nós queria ser egoísta, por mais que esse fosse o desejo real não tínhamos esse direito de exigir que o outro mudasse os sonhos por causa de um romance.

Compreendia, porém, não aceitava. Não queria acreditar que nós tivemos uma validade tão pequena mesmo querendo viver tanta coisa juntos. Por que eu não te conheci antes? Quando chegou aqui quase um ano atrás querendo estudar e mudar de vida?

Você tem família e amigos que te prendem lá e não posso te impedir de retornar aonde te faz bem. Só que você consegue compreender que finalmente, em 27 anos fodidos da minha vida é a primeira vez que me senti em casa nesse lugar? Que a morte dos meus pais não me afetou tanto, que aquele apartamento com uma vista péssima passou a ser o lugar mais lindo do mundo por causa da sua presença?

Não podia aceitar que as coisas fossem dessa forma, não iria conseguir vê-la indo embora sem conseguir se quer me despedir direito. Nós merecíamos isso. Tomei um banho longo, me arrumei e sai quase desesperado. A minha camisa xadrez com o cheiro dela me incentivavam a ir logo, era quase embriagante. Me recordar de que aquela era a roupa preferida a Hinata de quando estava em meu apartamento.

Sabia que ainda estaria ali e mesmo que não estivesse, eu iria espera-la. Não interessava a situação ou se naquele maldito bilhete era um possível adeus...queria mais. Precisava de além de um papel para me convencer que ela não me queria mais.

E no instante que pulei o portão sem me importar de tocar a campainha bati na porta quase enlouquecidamente; chamava seu nome alto aguardando andando de um lado para o outro naquele espaço pequeno.

Até meus olhos encontrarem os dela e eu me esquecer completamente do que vim fazer. Percebi que havia chorado e não podia culpa-la, eu também estava aos pedaços.

Segurei firmemente em sua cintura a puxando para perto e sem demora um de seus braços foram para meus ombros e sua mão direita ao meu rosto me levando para perto dos seus lábios. E não pensei, não quis justificar nada ou se quer pedir uma explicação de algo que não havia lógica naquele momento.

Porque sinceramente foda-se se ela vai embora amanhã ou daqui um ano, eu precisava me drogar mais um pouco. E novamente a minha sanidade foi por água abaixo. Nós já estávamos nos entregando ao sentimento de sempre. E eu mandei para o inferno qualquer receio que tinha a alguns minutos atrás...só queria ser dela.

Pelas últimas vezes, por mais algumas horas.

Na manhã seguinte eu a levei até o aeroporto, nada do que do que ensaiei por horas havia saído de minha boca. Apenas a beijei novamente, enxuguei suas lágrimas e pedi para que parasse. Não queria que borrasse a maquiagem que demorou tanto para fazer e a deixava ainda mais linda. Delineei com os dedos a tatuagem floral que havia nos braços, beijei pela última vez sua têmpora e prometi te visitar. Ficamos assim, a distância. Esse foi nosso consenso, percebemos que talvez o término não sirva para nós no momento.

E assim, após um último beijo que me borrou de batom soltei de suas mãos e permiti que fosse. Seja o que Deus quiser a partir de agora. Eu voltarei a minha rotina sem ela, vou aproveitar as conversas pelo celular ou computador que era o que restava para suprir a ausência dolorida que ela vai deixar em minha vida.

Sou incapaz de dar um adeus definitivo e esquecer que Hinata Hyuuga bagunçou meus dias em apenas um mês. Seja lá o que o destino reservasse, queria provar para ele que estava errado e que ela e eu somos melhores juntos.

Agora eu pedia para que conseguisse seguir em frente sem a presença dela aqui. Nunca fui alguém religioso, mas orei para qualquer deus pedindo para que de fato conseguisse tocar meus dias sem que a situação toda doa muito.

Precisava voltar a ser eu mesmo.

Seja o que Deus quiser, deixe-me ir.

24. Februar 2018 21:14:05 0 Bericht Einbetten 3
Das Ende

Über den Autor

Hasashi Rafaela Faço estágio de Scorpion nas horas vagas, principalmente quando Plano Terreno precisa de salvação. Tenho sangue Uzumaki e dou aula de como lidar com Senju Cretino, interessados chamar no probleminha. Apaixonada por Mortal Kombat e a mama da igreja HashiMito.

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