alexisrodrigues Alexis Rodrigues

[Spin-off de Bad Company, crossover de Supernatural e Sons of Anarchy, mas pode ser lido de forma isolada] O que acontece quando uma fanfiqueira passa dos limites e irrita Morpheus, o deus dos sonhos e pesadelos? Ofendido pela forma como uma escritora usurpa e trata universos e personagens, o Rei dos Sonhos decide levar uma escritora à julgamento na presença de seus outros irmãos, com o propósito de punir a criminosa da forma devida e ensinar-lhe uma lição sobre a responsabilidade de manipular universos e os que neles habitam. O que Morpheus não esperava era a entrada de uma terceira parte em uma teia de acontecimentos já deveras complicada que o deixará de joelhos como nunca antes. Terá, Sonho, sucesso em sua empreitada ao punir a transgressora com os horrores noturnos de sua própria criação?



Fan-Fiction Series/Doramas/Soap Operas Nur für über 18-Jährige.

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Parte Um - A Criminosa, As Acusações, As Testemunhas

Uma pequena nota de esclarecimento: eu tinha iniciado a fanfic para o desafio Noite do Terror e acabei retirando ela do desafio porque eu estava ultrapassando o limite de palavras estabelecido e possivelmente fugindo da temática, mas decidi colocar ela de volta assim mesmo, pois já sei que vou perder, mas gosto de entrar em concursos de escrita, hehehe.
Avisos de gatilho: violência, mutilação, insinuação de tortura, nudez e morte.
P.S.: apesar do final parecer aberto e apesar de parecer que um certo lado ''venceu'', quero deixar claro que fiz o meu melhor para seguir as diretrizes da comunidade. Caso notem alguma coisa que foge às regras, não se sintam acanhados em me contar (não sou mais embaixadora há alguns meses, mas a gente precisa sempre se policiar, né).



O som das correntes ecoava em uníssono com cada passo dado pela criatura que adentrava o salão noturno recheado de estrelas cintilantes.

Em seus pulsos e tornozelos, pesados grilhões controlavam o tamanho de suas passadas, dadas às cegas por causa da venda ao redor de seus olhos. Impedida de falar com uma mordaça de ferro que cobria sua boca e queixo, se estendendo pela mandíbula e se fechando atrás de sua cabeça, a criatura murmurava uma canção deveras conhecida ao Pesadelo que controlava suas correntes e a conduzia por um corredor estrelado.

Aquela provavelmente era uma das músicas que Sonho mais franzia o nariz ao ouvir no mundo dos mortais e em seus sonhos. Simplesmente a música o tirava do sério, o irritava severamente por ser uma melodia tão intensamente irritante e repetitiva.

Não que tirá-lo do sério fosse algo difícil de fazer - mesmo ele tinha que admitir, depois de certos acontecimentos impactantes, que seu ego era frágil, mas aquela música em particular sempre lhe soou um tanto tola.

Murmurada pela garganta de sua prisioneira ela era uma afronta, por motivos óbvios. Ainda que a mulher desconhecida estivesse em um estado de sonambulismo imposto pelo próprio Rei dos Sonhos, seu subconsciente murmurava a canção incessantemente, e ouvi-la ecoando no Sonhar por tanto tempo estava exaurindo a paciência do Perpétuo.

Sonho observava, do alto de seu trono, o principal naquele grandioso salão criado por ele, que mesmo inconsciente ela ainda demonstrava desprezo por eles todos em seu caminhar e em sua cabeça erguida.

Lucienne ajeitou o óculos em seu rosto, pigarreando desconfortável, o que chamou a atenção do rei dos sonhos e fez com que ele a olhasse.

– Algo em mente que deseje compartilhar?

– Ainda não entendo o motivo de tê-la trazido aqui, meu senhor – sua leal serva o encarou. – Algo tão perigoso deveria mesmo estar no Sonhar?

– Não é algo, Lucienne, é alguém.

Alguém que atacou vários Sonhos e Pesadelos e os destruiu antes de ser isolada em um sonho feito pelo senhor, alguém que precisa ficar amordaçada para não abocanhar o rosto de ninguém e quando está desperta não faz nada além de causar dor a quem a cerca. Me perdoe, meu senhor, mas não a vejo como alguém. Se eu não soubesse do que se trata, diria que ela é um dos melhores Pesadelos que já criou. Nunca vi um mortal tão agressivo ou desrespeitoso…

– Não dentro de nossas paredes, é claro, mas há piores no mundo deles, eu asseguro.

– Não deveríamos fazer isso sem o Pródigo.

A voz de Morte chamou a atenção do senhor do Sonhar e de Lucienne, que meneou a cabeça em sinal de respeito à Perpétua.

– É claro que… – Morte pigarreou. – Isto tudo é uma perda de tempo gigantesca, como eu cansei de falar, mas já que mesmo eu o aconselhando a deixar isso pra lá você ainda insiste no assunto, irmãozinho…

– É uma questão de urgência que não pode escapar do nosso controle, irmã. Deixei isso ir longe demais, mas não gostaria de tomar decisões sozinho a respeito da mortal, já que há outros como ela.

– Não tão descarados quanto ela, mas… – Morte deu de ombros.

– Gosto da honestidade dela – a voz aveludada de Desejo ecoou no salão, e Lucienne meneou a cabeça novamente. – Ela sabe o que quer – Desejo se aproximou da prisioneira inconsciente, deslizando as pontas dos dedos sobre o rosto da mesma.

Era alta, pálida como cera de vela, e tinha longos cabelos negros. Não era seu verdadeiro corpo, disto todos sabiam, pois conheciam o verdadeiro rosto daquela ali, mas ninguém ousaria despi-la da pele que decidiu habitar.

– Eu discordo – disse Sonho.

– É claro que discorda – Desejo revirou os olhos, caminhando até o trono disposto para elu. – Não vê pelos meus olhos, caro irmão, não conseguiria entender…

– O desespero que há neste coração.

A voz baixa e tímida de Desespero fez seus outros irmãos se virarem para ver a mulher baixa e pálida de cabelos negros pendendo sobre os ombros, caminhando a passos lentos no salão até alcançar a criminosa.

– Oh, e quanto desespero! – se lamuriou. – Pelos filhos que deixou para trás, pelos mundos que deixou à própria sorte…!

– Devemos discutir o futuro da criminosa em questão – Sonho chamou a atenção dos irmãos. – Mesmo que Destino e Delírio tenham decidido não vir, mesmo que Destruição esteja ausente.

– É uma perda de tempo… – Desejo cantarolou, oferecendo o braço à sua gêmea, ambos se encaminhando para os tronos que Morpheus dispôs a eles e lá se sentando. – Isto tudo não passa do seu orgulho falando mais alto, como de costume.

– Não se trata do meu orgulho, irmane – Sonho o encarou. – Ela tem pulado de um mundo para o outro, causando desequilíbrio e interferindo no destino, matando milhões e os enviando para o inferno. Quanto tempo até ela decidir eliminar toda e qualquer coisa por algum capricho?

Morte, Desejo, Desespero e Lucienne se viraram para encarar o Rei dos Sonhos, o julgando silenciosamente. Ele não entendeu o julgamento, claro, e simplesmente continuou a falar:

– Prenda-na ao chão – ordenou ao pesadelo que segurava as correntes dela. – Remova a venda e a mordaça.

O pesadelo, um homem alto, esguio, loiro e elegantemente vestido em um terno bege, como gostava de estar quando perambulava pelo sonho de alguém, obedeceu aos comandos de seu mestre sem hesitar, prendendo as correntes ao chão estrelado e se mantendo de pé atrás da mulher.

– Vamos começar –Sonho endireitou a postura em seu trono, assim como seus outros irmãos.

Em um estalar de dedos, ela parou de murmurar e abriu os olhos lentamente, sem realmente ver coisa alguma por algum tempo, se ajustando ao lugar onde estava e finalmente se dando conta dos grilhões em seus pulsos. No momento em que tentou puxar os braços para cima, o semblante pacífico de uma pessoa recém despertada se desfez de imediato.

Ela ergueu a cabeça e encarou o Sonho diretamente.

– Você só pode estar brincando.

Lucienne tomou a frente, nos degraus abaixo dos tronos.

– Você está na presença de…

– Eu sei quem eles são, Lucienne, me poupe! – a estranha esbravejou, no que Desejo riu baixinho, trocando olhares com Desespero. – Não só se mete onde não é chamado como me arrasta até a porra do seu reino?! – dirigiu a palavra a Sonho. – E você! – encarou Morte. – Não era você quem deveria me levar!

– Está aqui hoje para ser acusada e julgada pelos crimes que cometeu no multiverso – Sonho falou em alto e bom tom. – É conhecida por muitos nomes e pronomes. Qual nome e pronome gostaria que usássemos?

– Nenhum! Não lhe dou o direito! Me solte agora mesmo, Morpheus!

– Uh, irritou a garota, irmão – Desejo o fitou. – É claro, não seria a primeira vez que acontece… – deu de ombros.

– Agora não, Desejo – Morte chamou sua atenção.

– Estamos reunidos hoje para discutir a natureza de seus crimes e a devida punição que receberá – Sonho ignorou Desejo, encarando a estranha. – A chamarei de Alexis, se não se importar.

– Vá pro inferno – Alexis disse entredentes.

– Você tem direito à escolha de testemunhas em seu favor, assim como um defensor. Quem convocará a comparecer?

– Tá realmente falando sério?! – indagou descrente.

– Cada palavra que eu lhe disse naquele sonho.

Ela abaixou a cabeça, suspirando, praguejando baixo e o amaldiçoando por fazê-la perder tempo em um julgamento tolo e inútil.

Não eram muitos os que tinham conhecimento da própria natureza ou da existência e interferência dela em seus mundos, então as opções de testemunhas e defensores não eram muitas. Pigarreou.

– Eu convoco Fergus Roderick MacLeod e Alastair Ferguson, da Terra Winchester #1 como testemunhas, e convoco Sebastian Faust, da Terra Teller #2 como defensor – encarou Sonho.

– Apenas três? – ele arqueou as sobrancelhas.

– Se tá esperando um showzinho, pode esquecer – semicerrou os olhos. – Só quero acabar logo com isso.

– Muito bem, então.

Não foi preciso nenhum gesto para que dois portais interdimensionais se abrissem perto dos Perpétuos. De um lado, um homem de meia-idade parcialmente calvo e barbudo, em um terno todo negro, estava acompanhado de um rapaz mais novo que muito se parecia com ele, também vestido de preto da cabeça aos pés. Do outro lado, outro homem de meia idade, em um exótico e não muito discreto traje preto de um mago.

Os três se entreolharam confusos.

– Saudações, viajantes – Sonho chamou sua atenção.

– Ah, merda – o mago fechou os olhos, apertando a ponte do nariz.

– Foram convocados a comparecer nesta corte para o julgamento de uma criminosa do multiverso que não lhes é estranha. Vocês talvez a conheçam como Alexis.

Fergus e Alastair imediatamente começaram a se virar, procurando por ela, e no momento em que os três se entreolharam, a comoção foi inevitável. Alexis tentou, inutilmente, se soltar das correntes, e Alastair começou a correr em sua direção, sendo parado pelo pesadelo que guardava as costas da prisioneira.

– Alto lá, rapaz – o loiro pôs a mão em seu peito. – Não é permitido contato entre acusado e testemunhas.

– Não me toque! – Alastair esbravejou, os olhos castanhos marejados. – Quem vocês pensam que são pra prender a minha mãe*?!

Desespero, vendo a cena, começava a cortar seu próprio rosto com o anzol, seu sigilo, se deleitando, assim como Desejo, que assistia tudo com demasiado interesse.

– Você está na presença de quatro Perpétuos, garoto – o loiro sorriu. – Sonho, Desejo, Desespero e Morte. Eu teria mais cuidado com a língua.

– Nunca ouvimos falar – Fergus começou a se aproximar do filho.

– Eles não existem no nosso… – Alexis imediatamente se corrigiu. – Seu mundo. Não com estas personificações. Esse aí, a propósito, é O Coríntio. Ele é um pesadelo.

Alastair o mediu da cabeça aos pés com o mais profundo desprezo, no que Coríntio apenas mostrou um largo sorriso em resposta.

– Vocês dois foram escolhidos como testemunhas de defesa da acusada – disse Sonho.

– E eu? – Sebastian, o mago de cabelos castanhos salpicados de prata, cruzou os braços.

– Você foi escolhido como o defensor dela.

Faust se virou para encará-la.

– Sério mesmo? Eu estava no meio de uma batalha**!

– Reclame com eles – ela franziu o cenho.

– Poderia ter escolhido outro!

– Não poderia, não. De todos com quem cruzei caminho, você é o único que verdadeiramente entende o que eu tô fazendo. Tem que ser você.

Sebastian suspirou e depois bufou, pendendo a cabeça para trás.

– Tá, vamos logo ao que interessa – se virou para Sonho, o encarando de nariz empinado. – Do que a minha cliente é acusada?

– Como escritora, Alexis tem o papel de criar e destruir, moldar mundos e pessoas e tecer linhas do tempo e do destino, mas seus últimos trabalhos têm sido alguns dos piores que eu já vi – Sonho começou.

A acusada arqueou as sobrancelhas, contendo a vontade de xingá-lo.

– Estamos aqui hoje para puni-la pela sua vasta lista de crimes no multiverso, o que inclui a manipulação de seres e mundos que não foram criados por ela.

– Ah, pronto, o deus dos sonhos tem preconceito com fanfic?! – ela indagou indignada. – Vá capinar um lote, ô!

Sonho não se deu ao trabalho de iniciar uma discussão com ela e apenas continuou seu discurso.

– Alexis é acusada de usurpar e fundir universos diferentes com propósitos puramente egoístas e cruéis, manipulando a vida de milhares, a quem ela se refere como ‘‘personagens’’, de forma desordenada e sem consideração – Morpheus começou. – É acusada de massacrar milhões de inocentes em universos diferentes com total desrespeito à vida e honra humana, visando unicamente os resultados de uma destruição controlada e ignorando os danos provocados no meio do caminho. É acusada de manipular covardemente os deuses de diferentes panteões, e o mais grave: é acusada de matar uma das personificações d’A Presença.

– Presença? – Fergus e Alastair se entreolharam.

– Deus – Faust se virou para o rei do inferno e seu príncipe. – Morpheus a acusa de matar Deus – no que pai e filho se encararam e nada mais comentaram sobre o assunto, sabendo que poderiam piorar tudo. Sebastian tornou a encarar Sonho. – Então, quem começa?

Alexis encarou Sonho, cerrando seu maxilar com força, discretamente tentando puxar as correntes com mais força.

Morte se levantou de seu trono, encarando o mago.

– Eu começo.

14. Oktober 2022 00:22:56 2 Bericht Einbetten Follow einer Story
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Lesen Sie das nächste Kapitel Parte Dois - O Desejo, O Desespero e O Rancor

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Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Oiie, Alexis!! Tudo bem contigo? The SandMan combina muito com o tema noite do terror! E ainda ser capaz de mesclar Supernatural e Sons of Anarchy é incrível. A escritora como personagem principal e sendo julgada por suas histórias é uma premissa bem instigante e a forma como foi elaborada a história é bem noite do terror. O medo de toda fanfiqueira é ser julgado pelo que escreve, rsrsrsrs e você soube descrever essa sensação muito bem! A ambientação toda assustadora deixava a personagem em situações bem difíceis de lidar, mas lá estava ela, superando seus medos e suas inseguranças para defender seu direito de escrever histórias. A trilha sonora só deixou o clima ainda mais propício para essa noite e a divisão dos capítulos com seu clímax deixou tudo perfeito. Vamos nos ver em outros desafios?
November 14, 2022, 22:01
Caio Vinícius Caio Vinícius
Eu adoro esse universo do sonho, já lia os quadrinhos quando era maias novo. Então, sua inspiração é de muito bom gosto,
October 27, 2022, 10:21
~

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