izzy02 Izzy Hagamenon

[CONTÉM GATILHOS] Quando o medo de machucar vence a sinceridade, tudo que sobra é um amontoado de mentiras. Por conta disso, muitos relacionamentos não dão certo, este é um desses!


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#morte #angst #ataquedepanico #citeumamentira
Kurzgeschichte
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Não me deixe!

1 minuto! 60 segundos, foi o tempo que levou para meus olhos lacrimejarem e minhas mãos começarem a tremer.

— Por favor, não vá!

Meu namorado parou no batente da porta do quarto apenas por tempo o suficiente para se virar e falar que não dava mais e continuou o seu caminho para fora da minha casa.

Minha cabeça parou de funcionar, as lágrimas tomaram posse do meu rosto e meus joelhos ameaçaram ceder. Por um instante quase cedi a imediata necessidade de me deitar no chão e não levantar mais, porém meu corpo se moveu sem pensar e eu já estava na frente de Henrique o impedindo de sair. Somente nesse momento os meus joelhos fraquejaram, afinal, só na frente dele o meu corpo podia relaxar.

— Por favor, eu te imploro! Se não me ama mais, pelo menos minta para mim, mas não me deixe. Não você!

Eu fazia força para manter a cabeça erguida mantendo o contato visual com ele, mesmo sabendo que ele estava certo em tentar me deixar.

— Thaís — reconheci o olhar que ele me lançou, era pena, o que eu mais odiava, porém, o inevitável — Você sabe que isso não tem mais sentido, nunca teve, e eu que não percebi antes.

Henrique se agachou na minha frente e colocou a mão na minha cabeça.

— A única coisa que te pedi no início do nosso relacionamento foi que nos mantivéssemos sinceros um com o outro e sabemos que você não fez isso. Durante todos esses anos eu te amei, mas pode dizer que esse amor foi recíproco?

— Foi, claro que foi! — me lancei nos braços dele antes de terminar a frase.

— Mentira! Você amava a sensação de segurança, de ter um porto seguro para o qual correr se algo desse errado na sua vida e eu cansei disso. Cansei de dar o meu coração para alguém que sei que não sente o mesmo, eu não sou um boneco para não ter sentimentos e apenas esperar o momento de ser usado.

Henrique lentamente se levantou e passou por mim para chegar na porta. Após ouvir o clique da porta fechando, o meu mundo desapareceu. Tudo pareceu desaparecer ao meu redor, como se ao sair, ele tivesse levado a única luz do mundo e me sobrasse apenas a companhia da escuridão.

Sempre fui sentimental, então não foi uma surpresa o meu choro desenfreado, ou as minhas mãos tremendo, nem a minha respiração entrecortada como se o ar não quisesse mais estar na minha presença. A novidade foi o meu corpo não ter seguido com o roteiro de sempre, então lá estava eu, estirada no chão na frente da porta com as lágrimas molhando as minhas roupas, mas com o rosto travado, como se eu tivesse simplesmente desligado.

Eu era um navio prestes a afundar e sabia disso, afinal, sempre foi assim. Eu era um navio em um mar revolto e ele era a âncora que impedia esse navio de ser jogado de um lado para o outro. Sabia que era exatamente por isso que ele queria ir embora, não aguentava mais ser visto como uma âncora, mas eu não conseguia evitar.

Realmente o amava, pelo menos no começo. Quando tudo na minha vida começou a mudar e ele foi a única coisa do meu passado que restou ao meu lado, talvez tenha sido nesse ponto que a relação tenha mudado. Eu sabia que algo tinha mudado, mas não consegui dizer o que era, só quando me vi nos braços dele a cada ataque de pânico que percebi o que era.

Eu fui fraca, não consegui ser sincera com ele, assim como não consegui mais ficar de pé, não sozinha. E mesmo após refletir, sei que faria tudo de novo.

Não sou a única que faria tudo de novo, ele não reparou nisso só agora, tenho certeza!

— Mas o que adianta fazer teorias agora? De um jeito ou de outro, estou sozinha de novo — sussurrei o óbvio para mim mesma.

Enquanto me esforço para levantar o meu corpo, que parece agora pesar o dobro, flashbacks vão aparecendo na minha cabeça. Como se todas as memórias que eu tentasse evitar, tivessem se juntado para brincar comigo.

Primeiro veio a imagem da minha mãe em seu caixão, com as rosas brancas que ela tanto amava ao redor dela. Depois veio a do meu pai, praticamente me dando de presente para meus parentes maternos. Jogada de lado como um objeto quebrado que ainda tenta encontrar um dono.

Se pelo menos a história de tragédias tivesse acabado por aí… melhor parar de pensar nisso.

Como sei que não conseguiria fazer isso por apenas querer, vou até à cozinha e pego a primeira lata de cerveja que vejo. Não sou muito de beber, diferente do Henrique que sempre deixa latinhas aqui para quando formos assistir algo, mas elas viriam a calhar nesse momento que estou querendo esquecer do mundo.

Após a primeira lata acabar, eu pego a segunda, depois a terceira e a quarta. E como se mexessem num interruptor, eu fui do início da noite de sexta para o início da tarde de sábado. Não que fosse reclamar, apenas me surpreendi pelo fato de ter funcionado e que pelo jeito seria parte de minha rotina agora, mesmo que uma dor de cabeça e um enjoo fossem o preço a ser pago por essa magia.

Às vezes imagino o que a pequena Thaís pensaria se me visse quando fico assim. Principalmente agora, que pareço ter chegado no fundo do poço, tendo que usar a bebida para passar o dia.

Se em questão de minutos decidi que me afundaria em bebidas, fico com medo do que mais eu poderia fazer no futuro. Quando tenho medo de mim mesma, entendo ainda mais as pessoas que me deixaram.

Todo dia a partir dali eu parei por uns minutos no quintal para olhar o céu noturno, mesmo sem saber pelo quê eu esperava. Talvez esperava um milagre, imaginando Henrique entrando em casa com a minha pizza preferida, ou até que tivesse uma súbita tomada de consciência de minha parte para eu conseguisse viver de novo. Uma pena que nenhuma dessas coisas aconteceu e isso estava acabando comigo, mal sabia como eu estava conseguindo manter uma fachada para as pessoas no trabalho e para meus colegas, na verdade, sabia. Após anos me escondendo atrás de uma máscara de perfeição, acabei me acostumando com esse tipo de situação.

Três semanas se passaram e minha vida tomou a rotina de ir para o trabalho, voltar para casa e tomar, pelo menos, três taças de vinho antes de cair no sono. Mas não antes de perceber uma sombra familiar passando na minha rua diariamente, minutos depois da minha hora de chegar em casa. Eu sabia que ele ainda estava chateado, mas isso não o impedia de ficar preocupado comigo. Eu não era a única acostumada a essa relação.

Sem perceber, o momento de testar essa preocupação chegou. Depois de um dia cometendo erros atrás de erros e recebendo bronca do meu chefe, que já não estava muito contente comigo nos últimos dias, eu não aguentei.

Caminhei sem prestar atenção no caminho que percorria, só consegui me concentrar em não cair no meio da rua. Quando me deparei com uma porta que não era a minha, me dei um segundo para olhar ao redor e tentar me lembrar de como cheguei na casa de Henrique.

Assim que esse segundo acabou, as minhas pernas cederam. As lágrimas que estava segurando desceram e comecei a tremer da cabeça aos pés. Parei de pensar no local, no barulho que estava fazendo, tudo que sabia é que eu estava cansada. Devo ter chorado alto demais, pois mesmo sem tocar a campainha, deu para ouvir passos apressados em minha direção e depois o baque da porta abrindo com força.

Não tive tempo de reagir antes de ser pega no colo e levada para dentro. A porta bateu atrás de nós e Henrique deslizou pela porta até o chão, ainda me segurando. Ele ficou sentado contra a porta, comigo entre suas pernas, me abraçou forte e permanecemos assim por um tempo.

Depois de me acalmar um pouco, comecei a falar, mas ainda não sabia ao certo o que dizer. Tudo saiu embolado, da mesma forma que os meus pensamentos estavam.

— Por favor, não me deixe! Eu não aguento mais, não consigo continuar sem você. Primeiro a minha mãe, depois meu pai, seguido de toda aquela merda que aconteceu na minha família, se é que eu deveria chamá-los assim. Se você for também, eu morro. Já pensei em acabar com tudo isso diversas vezes, seu amor era o que me mantinha de pé, sem isso eu não consigo mais continuar.

— Não fala isso, Thaís! Eu te amo! Você não está sozinha, nunca vai ficar, estou aqui, não estou? Eu só estava chateado, já passou. Não precisa mais pensar nisso.

— Promete? — Levantei minha cabeça para olhar em seus olhos, o medo reinava ali — Promete que, por ainda me amar, nunca vai me deixar?

Seu abraço ficou mais forte antes de me responder.

— Prometo, sempre estarei aqui com você.

Ele falou com firmeza, como se seu coração não tivesse espaço para dúvidas.

Meu corpo relaxou pela primeira vez em semanas e com isso veio o sono. Mais uma vez ele se levantou e carregou no colo, desta vez, para o quarto dele. O quarto que tinha tanto o toque dele quanto o meu por tê-lo ajudado a decorar.

As lembranças trazidas pelos detalhes do quarto que montamos antes de nos quebrarmos, foi o que fez o sono me dominar. Não antes de sentir o braço de Henrique me envolvendo enquanto ele se ajeitava atrás de mim.

Tive a primeira noite de sono tranquila, sem ajuda da bebida, desde que brigamos. Consegui acordar mais disposta graças a isso, até agradeci ao universo por ser sábado e não ter nada para fazer, o que era inaceitável antes. Os finais de semana estavam sendo os meus piores dias, quando eu não tinha o meu trabalho para me distrair, eu ficava praticamente vegetando em casa.

Virei na cama e encarei a figura masculina que ainda dormia ao meu lado. Senti tanta saudade de acordar e poder vê-lo, nos últimos dias tinha me recusado a dormir na cama, sentia que a outra metade dela era um precipício, pois sempre parecia estar faltando algo.

Me levantei enquanto tentava abafar essas memórias recentes. Tudo passou e não vai se repetir, voltamos a vida normal.

Passando pela sala indo em direção a cozinha, escuto um telefone tocando e pelo toque, só podia ser o dele. Não queria acordá-lo ainda, então peguei o telefone que estava na mesinha de centro, me sentei no sofá e atendi.

— Alô?

— Oi! Poderia falar com o Henrique? — uma voz feminina que eu não conhecia saiu do outro lado da linha.

— Ele ainda está dormindo, quer eu passe algum recado?

— Não precisa, não é nada urgente. Obrigada! — após a menina soar um pouco triste, a ligação terminou.

— Quem é essa menina? — sussurrei, enquanto desbloqueava o celular dele para ver o nome dela, que não prestei atenção.

O nome dela era Sabrina e pelo visto era uma amiga nova.

Sabia que era errado, mas a curiosidade me venceu e quando vi, já estava olhando as mensagens que eles trocaram. O meu choque não poderia ser maior se um lobisomem passasse pela sala agora e eu não estava assim pelo óbvio interesse da menina, mas pelas respostas dele.

Seria mais fácil aceitar que ele tinha me traído com ela por conta de um erro em algum momento, mas o que eu estava vendo proporcionava a quem prestasse atenção o som de algo se partindo em mim.

Ele compartilhou desse interesse, mas não cedeu. Explicou para a menina que queria poder começar algo com ela, mas não podia, porque tinha uma pessoa que precisava dele.

Focando em todas as mensagens trocadas dava para perceber que ele não sentia mais nada romântico por essa pessoa, que ele continuava com essa pessoa porque essa pessoa realmente precisava dele e que ele se sentia responsável por ela. Doía muito saber que eu era essa pessoa, doía saber que eu não fui a única que mentiu.

Flashs dele falando que me amava ontem a noite brotaram na minha cabeça, tudo era uma mentira! Mas eu também menti e no final, um mentiroso merece outro. Pelo menos eu estava certa no fato de não ser a única acostumada com toda essa bagunça.

Voltei para o quarto apressada, mas sem fazer muito barulho, juntei as minhas coisas e saí da casa dele.

— No final, você não cumpriu com sua promessa. De um jeito ou de outro, você me deixou. Pensei que você não faria como os outros e se manteria ao meu lado, pelo visto fui boba por pensar assim. Mas agora, chegou a minha vez de te deixar. — doeu quando percebi isso.

Voltei para casa e caminhei firme até o papel e a caneta, depois de algumas tentativas consegui o resultado que queria e caminhei para a casa de Henrique.

Quando cheguei na porta dele, não toquei a campainha, apenas coloquei o papel que escrevi embaixo da porta e deixei o lugar. Só queria que ele me entendesse e não se culpasse, já que foi uma decisão minha.

Caminhei pela cidade mais uma vez, porém agora com um destino certo.

Quando cheguei na empresa em que eu trabalhava, fui direto no escritório do meu chefe, que tinha me avisado que estaria lá hoje para uma reunião, e não me demorei na conversa. Pedi a minha demissão e saí decidida a mudar tudo na minha vida. Voltaria para a minha cidade natal e moraria com meu pai temporariamente, precisava de um tempo para desanuviar a minha cabeça.

Não conseguiríamos ser felizes juntos, um de nós sempre teria que sofrer para o outro conseguir o que quer. E pela situação que cada um se encontrava, se um de nós tinha que se sacrificar, que esse sacrifício fosse meu.

Comprei a passagem de ônibus para a cidade vizinha após ter feito as malas, paguei mais caro por ter comprado de última hora, mas valia a pena. Porém, o destino parecia querer me punir por estar fugindo de tudo e não enfrentando os meus demônios interiores.

Quando a chuva bateu forte contra a janela que eu me encostei depois de horas no ônibus, algo falou no meu ouvido, um aviso. O ônibus começou a derrapar na pista e passageiros começaram a se chocar uns contra os outros, enquanto eu previa o inevitável.

Só que a única coisa que se passou pela minha cabeça no momento final foi a carta que se tornaria a última notícia que ele teria de mim:

“Enquanto eu viver, não vou conseguir te tirar de mim para ficar sozinha com meus pensamentos. Sei que você também não vai conseguir me tirar de ti para ter uma vida mais despreocupada. Eu não tenho força o suficiente para isso e você não tem a coragem necessária, então tomei essa decisão por nós dois, mesmo sabendo que era errado. Só tenho um desejo, viva a plenitude que não pudemos ter. Quero que seja feliz, mesmo que eu não esteja mais aí para ver isso acontecer, você merece isso!”

22. April 2022 04:02:59 8 Bericht Einbetten Follow einer Story
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Das Ende

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Izzy Hagamenon Apenas uma jovem mulher que gosta de colocar seus sentimentos no papel, uma que tenta transmitir seu ponto de vista sobre o que acontece no mundo.

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Olá, Izzy! Tudo bem com você? Antes de qualquer coisa, queremos passar uma ideia geral do enredo para aqueles que estão por aqui, nos comentários, para saber se devem ou não ler, e já adiantamos: leiam! O enredo começa com um término de namoro e enlouquecemos quando vemos que a autora usou a frase do desafio “se não me ama mais, minta ”, que se encaixou perfeitamente a história. Vemos Henrique, o agora ex-namorado, expor seu lado, seus sentimentos, alegando estar cansado de ser usado por Thaís como uma muleta emocional, mas a moça nega, alega que o ama e que sempre o amou, mas isso não o impediu de ir embora. Vemos a protagonista passar pelo período também conhecido como fossa, o pós-término, ela remoer memórias enterradas e também em autopiedade, procurando um refúgio perigoso na bebida, e sua vida começa a desandar. Seu trabalho começa a ficar comprometido, sempre no mundo da lua até a vermos caminhar sem destino certo e parar na porta de Henrique, os dois têm um pequeno momento, uma recaída, por assim dizer, dizendo um para o outro que se amavam, mas tudo não passava de uma mentira contada um para o outro, quando Thaís descobre que Henrique estava trocando mensagens com outra pessoa, isso a destrói, deixando mais triste, então a protagonista toma a decisão de se afastar para tentar mudar, mas o desfecho da história é trágico. A narrativa leva o leitor a visitar diferentes formas de sofrimento, despertando gatilhos e trazendo à tona o peso da depressão. É arriscado, mas evoca todo o sabor da tristeza proposto pelo desafio. A protagonista, vítima da síndrome do pânico e do abandono parental, só percebe sua frágil situação após perder seu porto seguro. O sofrimento de Thaís e Henrique é histórico e vicioso, fazendo-os transitar entre a piedade e o conformismo em busca de um amor rompido. “A promessa quebrada” é um conto triste sobre uma história intensa e igualmente delicada, em que as personagens estão constantemente sacrificando a si mesmas sem jamais conseguir chegar a uma solução. A autora foi bastante perspicaz neste quesito, mostrando domínio na concepção trágica de sua narrativa e finalizando sua receita com uma carta ousada e um destino fatal. Parabéns, Izzy, por nos arrebatar com sua escrita, por mostrar como o amor pode ser doloroso e de uma forma tão real e chocante. Acredito que, assim como nós, todos os leitores devem ter ficado arrepiados do início ao fim.
May 10, 2022, 18:25
Iron Heart Iron Heart
Fiquei até arrepiada aqui 💓 Vc escreve tão bem, senti as emoções e a intensidade em cada palavra, em cada parágrafo. Também gostei demais da história, realmente o amor pode ser doloroso às vezes Boa sorte no desafio amore ❤️ Bjs de luz até a próxima 😘😘😘
May 06, 2022, 00:00

Isabelle Souza Oficial Isabelle Souza Oficial
Emocionante.
May 05, 2022, 00:39
Inativo Inativo Inativo Inativo
Bem intenso! Me senti amargurada desde o início do conto, pois o relacionamento deles era puro Chernobil. Muito tóxico, e nem um pouco bonito ou fofo. Eles se consumiam, um pelo conforto e o outro por achar que tinha responsabilidades que só poderia fazer se fosse "o namorado". Triste que quando ela finalmente se "libertou" o destino levou ela até os Campos de Junco para ficar com a mãe. Talvez ela finalmente tenha paz em sua alma amargurada. Já o homem, que pelo menos faça o que foi desejado e viva plenamente. Muito bom! Parabéns! Sucessos com seus futuros projetos!
April 30, 2022, 19:27

  • Izzy Hagamenon Izzy Hagamenon
    Olá, Sophia! Muito obrigada por ter lido e gostado deste conto que fiz, estou literalmente dando pulinhos aqui após ver a sua review <3 <3 Esses relacionamentos que envolvem a dependência emocional sempre são complicados e realmente tóxicos ou muito tristes, gosto de saber que consegui passar esse sentimento no conto. Espero que isto também sirva de aviso do que não fazer em qualquer relacionamento, seja amoroso ou não! Bye bye <3 April 30, 2022, 23:44
Wesley Deniel Wesley Deniel
Que triste, meu Deus. Eu terminei sua história com um peso sobre a alma que nem gosto de pensar. Eu imaginei que talvez não terminasse bem, mas não de tal forma. Me fez lembrar, por algum motivo (o acidente de ônibus, talvez) o final do livro "À espera de um milagre", do mestre Stephen King. A tristeza da perda de Henrique, mesmo que já vivendo um amor estilhaçado, deve ter sido terrível ! Sinto por cada alma que passa por coisas assim. Somos realmente pessoas perdidas no nevoeiro da vida. Você acertou em cheio ao dizer que Henrique era o porto seguro de Thaís. Todos nós necessitamos ter um. Eu, graças a Deus tenho o meu. Minha esposa e melhor amiga nessa vida. Prezo por isso mais que tudo, pois a solidão e a incerteza são terríveis, muito além do que qualquer um deveria enfrentar. Parabéns por passar toda emoção em suas palavras. Obrigado por fazer com que cada um de nós pensemos em nossos atos a cada dia, pois, ao menos eu, jamais quero que o mundo de Thaís se torne o meu. Não desejo isso a ninguém. Grande abraço. Esteja em paz. E muito sucesso !
April 25, 2022, 08:44
Anne Claksa Anne Claksa
Olá! Desde o início já senti aquele aperto. Thaís implorava para que Henrique ficasse, mesmo que não era isso que ele queria. Como ela mesma disse, ela era um barco a deriva e ele era a ancora que a segurava, Henrique se cansou desse papel. Quando Thaís o procurou, meio que no automático, Henrique a acolheu, lhe prometeu amor e ela se sentiu em paz. Mas com aquela ligação, Thaís percebeu que nunca o teria e que ele já estava procurando uma nova vida e decidiu seguir com a sua também. Uma pena que essa decisão tenha vindo tarde demais e isso fica claro na carta que escreveu, em que ela liberta Henrique para viver a vida dele sem sentir culpa por ela. Parabéns pelo conto! Até a próxima!!!
April 22, 2022, 13:44
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