u15514544731551454473 Luiz Fabrício Mendes

Você já imaginou se um brinquedo pudesse ter alma, consciência, vontade própria? Esta é a história de um bravo samurai, de escala 1/8 em comparação ao tamanho real, com o corpo feito de PVC de extrema qualidade revestido por uma armadura de metal realística... que levou sua fidelidade às últimas consequências.


Thriller Nur für über 18-Jährige.

#Colecionador #Toy-Story #consciência #coleção #Miniaturas #miniatura #horror #terror #mistério #suspense #morte #assassino #Brinquedo #brinquedos
Kurzgeschichte
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Capítulo Único

Katanas em miniatura cortam tão bem quanto as originais


Ele seguia ouvindo os gemidos.

Achava-os estranhos, pois sempre acreditara que uma pessoa gemia devido a dor ou sofrimento. Aqueles, no entanto, remetiam a algo diferente... uma alegria extasiada, um bem-estar passivo. A mulher emitia sons como se sofresse e se contentasse ao mesmo tempo... Já convivia com aquilo há algum tempo, porém ainda se achava incapaz de compreender.

Se ao menos pudesse observar o que ocorria, poderia fazer um julgamento mais preciso da situação... Porém nunca conseguia olhar para a fonte dos gemidos – pelo simples fato de aquela mulher, toda vez que entrava no quarto de seu senhor, voltar a ele e seus semelhantes na direção da parede atrás da estante que habitavam, deixando-os assim de costas para o que faziam. Já escutara ela e o senhor trocando palavras algumas vezes, com a jovem alegando sentir-se "espionada" pelas figuras na estante toda vez que ali se encontrava, fazendo por isso questão de virá-las. O que realizavam devia então ser mesmo vergonhoso – ou no mínimo algo que geraria reprovação naquele grupo – para que ela tanto insistisse em deixá-los alheios.

De pé sobre sua base preta de plástico, nela encaixado através de pequenos pinos que se inseriam nas solas de seus pés, o guerreiro já achava ter decorado todos os mínimos detalhes da parede branca em frente a si – tentando focar-se nela para não pensar, e conseqüentemente se incomodar, com os gemidos. Jamais deixava de imaginar que seu senhor estaria em perigo. Embora com menor freqüência, também o ouvia gemendo – no mesmo tom que a jovem que o visitava, como se ela o hipnotizasse. Ouvira várias lendas de sua terra natal sobre feiticeiras, verdadeiros demônios em forma feminina, que dominavam a mente dos homens através de sua magia traiçoeira – até mesmo os mais poderosos xoguns as temendo. Talvez se voltasse de leve sua cabeça na direção da cama, nem o senhor e nem a mulher perceberiam – mas isso significava correr um risco muito grande. Desde o início aprendera que deveria sempre encenar ser uma estátua para não causar espanto naqueles homens e mulheres tão grandes em comparação a si. Era a regra geral entre seus semelhantes. Ninguém além deles poderia saber que também haviam sido dotados do sopro da vida, possuindo cada um dentro de si parte da alma de quem os criara.

- Hei, japa!

A frase foi pronunciada de forma baixa, quase num sussurro. Se o autor fosse mesmo quem ele pensava, o indivíduo devia estar louco para se expor daquela maneira. Mas a verdade era que, devido aos quase escandalosos gemidos da mulher, qualquer outro som feito de forma mais discreta passaria despercebido. Mantendo o corpo fixo na mesma posição, moveu levemente os rijos lábios, respondendo de modo igualmente sutil:

- O que quer?

Ele não precisaria virar a cabeça para notar que quem o chamava – por sinal de uma maneira que não apreciava – era o boneco logo à sua direita: um soldado da Guerra Civil dos EUA na mesma escala que a sua, munido de rifle e usando o uniforme dos infames Confederados. Pela sombra que a figura projetava sobre a madeira da estante, o guerreiro pôde notar que o colega ajeitava o boné sobre a cabeça com uma das mãos, arriscando-se ser flagrado por seu senhor.

- O que pensa que está fazendo? – inquiriu o outro quase num guincho, já esperando uma reação desmedida por parte do mestre ou, na pior das hipóteses, da exaltada mulher.

- Relaxa, japa... – o Confederado replicou sem cerimônia, imobilizando-se novamente sobre sua base. – Eles não vão ver... Estão entretidos em coisa muito melhor.

Permaneceram alguns instantes calados, apenas os gemidos da moça se propagando pelo quarto. Ouvindo-se com mais atenção, era possível notar também outro tipo de som... repetitivo e úmido, como se duas coisas resvalassem a todo momento.

- O que seria essa "coisa melhor"? – o guerreiro procurava sanar suas dúvidas, já que o soldado aparentava ser mais sabido.

- Entendo sua ingenuidade, parceiro... Afinal, nós não viemos ao mundo assim. Talvez a nossa origem seja até mais poética do que essa... Enquanto nós somos cuidadosamente esculpidos e pintados a mão, esses gigantes aí despontam no mundo nove meses depois que se enlaçam numa cama...

- Não entendo... – o primeiro mostrava-se realmente confuso, e a curiosidade começava a dificultar a manutenção de sua postura rígida. – Há algum tempo, os gaijin aportaram em minha terra e descreveram a criação do homem com um mito segundo o qual teriam sido feitos do barro... Por isso achei que nós simplesmente éramos uma reprodução da forma como nasciam.

- Se engana. Essas memórias que você tem, o conhecimento que carrega... Fragmentos da alma daqueles que o moldaram. Mas não são a verdade. Não passamos de artefatos que esses gigantes constroem para satisfazer o próprio ego, imaginando-se também detentores da Criação. Se soubessem que temos tanta vida quanto eles, por certo se tornariam ainda mais orgulhosos...

Os gemidos começaram a se tornar ainda mais altos, o guerreiro imaginando que poderiam ser escutados nas casas vizinhas. Apenas observando a sombra do Confederado, notou que ele se mexeu mais uma vez, coçando a nuca com uma das mãos enquanto suas juntas de plástico estalavam levemente. Logo depois este murmurou, sua voz denotando tédio:

- Você chegou aqui há pouco tempo, não é mesmo? Quase toda a coleção desse cara já estava montada...

- Sim, fui o último dentre meus companheiros.

- Pare de falar assim. Nós não passamos de enfeite neste quarto. Figurines. O rapaz aí não é mais criança, mas nos coleciona por hobby. Quer ter combatentes de vários períodos históricos e culturas em sua estante. Talvez assim se sinta mais poderoso que nós; ou melhor, que nossas versões reais do passado. Essa garota, dele, porém... Ah, como ela nos odeia! Acha infantilidade o namorado nos ter. Já falou várias vezes, quando você não morava aqui ainda, que gostaria que ele nos desse a alguém ou simplesmente nos atirasse no lixo. Por isso ela nos vira de costas toda vez que entra aqui. Deve nos considerar o único defeito em seu perfeito amado...

O guerreiro engoliu seco por um instante, refletindo sobre aquelas palavras. Incapaz de continuar imóvel, mexeu ligeiramente as pernas articuladas, estremecendo a base de leve. Quis confirmar a informação dada pelo colega que mais o incomodara:

- Então ela nos odeia, é?

- Com certeza – o Confederado respondeu com amargura. – Pode ser que um dia acordemos dentro de uma lixeira tentando escapar dos dentes de um cachorro, ou nas mãos de meninos débeis de pré-escola, que nos dilacerariam membro por membro. É só chegar o momento em que essa mulher fizer chantagem emocional com nosso dono, e poderá se preparar para o pior...

O ouvinte baixou de leve a cabeça coberta por elmo, já não se importando se seria visto ou não. Então... aquela jovem que tanto gemia queria que seu senhor se livrasse deles? Não podia passar de um vil plano de traição! Sem aquelas figuras em sua estante, aquele grupo de valentes e hábeis guerreiros, nada poderia proteger seu mestre! A mulher teria caminho livre para fazer o que quisesse com ele, talvez passando a provocar gemidos de dor ao invés de prazer, aniquilando-o sem que ninguém por ele valesse! Estremeceu. Simplesmente não podia aceitar aquilo. Da cama, o coro de gracejos já se tornava fel para seus ouvidos. A maldita zombava deles.

- Isso não pode acontecer... Quem irá proteger nosso senhor?

- Proteger? – estranhou o soldado. – Do que está falando? Nós não protegemos ninguém. Seríamos capazes apenas de cortar uma lagartixa em duas com nossas armas, na melhor das hipóteses. Você ainda tem a réplica reduzida de uma espada. Já o meu rifle nem sequer dispara.

- Mas eu sou um Samurai... devo sempre guardar meu senhor!

O Confederado suspirou.

- Não pode proteger ninguém a não ser você mesmo, japa. Nós não somos guerreiros de verdade. Você, no caso, não passa de uma figura de escala 1/8 em comparação ao tamanho real, com o corpo feito de "PVC de extrema qualidade" revestido por uma armadura de metal representando a de um Samurai de verdade. Sua Katana tem a lâmina feita do mesmo material, muito bem talhada e tendo até corte afiado, porém não representaria ameaça alguma a um oponente maior que um rato. Nós não passamos de bonecos, japa. É isso o que somos. Bonecos. Para que se sinta melhor, saiba que ao menos temos algum valor como réplicas. O garoto deve ter gastado uns bons salários para comprar cada um de nós...

O oriental, todavia, deixou de ouvir as palavras do companheiro. Tinha em mente apenas o não-cumprimento de seu dever para com o mestre, estando aquela indesejada mulher ali. Toda vez que ela chegava e, com seus traiçoeiros dedos, voltava-os para a parede, cortava o elo entre o Samurai e seu senhor. Era como se, toda vez que ela aparecesse, ele se tornasse um "Ronin", guerreiro sem mestre e sem honra, que falhara no compromisso com aquele pelo qual vivia. O torpe intento da jovem era, em seguida, torná-lo um Ronin definitivo, privando-o de vez do mestre. Não podia deixar que aquilo acontecesse. Fiel ao Bushido e impelido por seus princípios, tinha de agir para resguardar aquele que mais lhe importava. Por mais que o Confederado alegasse serem bonecos sem qualquer propósito, não poderia aceitar uma existência vazia, desprovida de sentido. Aquele rapaz, que o colocara naquela estante, era um daimiô. E aquele quarto, sua terra.

Os gemidos prosseguiam, agora convertidos quase em gritos. O outro som, molhado, também se intensificara, transformando-se em batidas. Impulsionado por sua meta, o Samurai cerrou os punhos e virou lentamente o pescoço para trás, desejoso de saber a verdade... e vislumbrando assim um lance da cena que se desenrolava...

Seu mestre, nu, tinha as pernas entrelaçadas às da mulher – enquanto esta subia e descia sobre sua cintura, emitindo os incômodos gemidos com a boca aberta e a língua a lhe roçar freneticamente os lábios. Contemplando aquela cena, o guerreiro sentiu raiva, inconformismo e, acima de tudo, nojo. Estava certo de que a jovem ensaiava malignos movimentos para, em breve, aniquilar seu senhor com um abraço mortal. Pensava ela estar livre das figuras protetoras na estante para alcançar seu objetivo... Mas não. Ele faria o possível para frustrá-la.


X - X - X


O rapaz despertou sonolento, a cabeça preguiçosamente recostada ao travesseiro. O corpo ainda se mantinha suado pelo esforço desprendido na companhia da namorada. Conservando os olhos fechados, estendeu um dos braços para acariciar-lhe os cabelos com a mão... mas, após seus dedos tatearem por um instante os fios lisos, logo os encontraram empapados por uma estranha substância. Intrigado, permitiu-se enxergar, a visão aos poucos se tornando nítida... e, ao entender o que acontecera, segurou-se para não soltar um grito de horror.

O corpo nu da amada, o lençol claro e seu próprio peito – que permanecera encostado ao dela – encontravam-se banhados em sangue. A garota tinha os olhos fechados e uma expressão lívida no rosto pálido, por certo tendo ignorado por completo o que lhe vitimara. Na garganta, num rubro mais escuro, o desesperado jovem percebeu um largo e profundo corte, que ainda vertia em jorros o pouco líquido que restara nas artérias. Aturdido, levantou-se de imediato da cama, correndo na direção da mesinha onde deixara o celular para contatar rapidamente uma ambulância, tentando afastar dos pensamentos a possibilidade de nada mais poder ser feito...

Se houvesse examinado com mais cuidado o dormitório antes de deixar o leito, por certo teria percebido, na sua estante de miniaturas, o guerreiro Samurai que há pouco comprara com sua espada estranhamente desembainhada, a pequena lâmina toda manchada de vermelho...

23. Juni 2020 02:49:23 5 Bericht Einbetten Follow einer Story
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Das Ende

Über den Autor

Luiz Fabrício Mendes Goldfield, alcunha daquele em cuja lápide figura o nome "Luiz Fabrício de Oliveira Mendes", vaga desde 1988. Nasceu e reside em Casa Branca - SP, local que se diz ter sido alvo da maldição de um padre. Por esse motivo, talvez, goste tanto do que é sobrenatural. Atualmente é professor de História, mas nas horas vagas, além de zumbi, se transforma em agente de contra-espionagem, caçador de vampiros, guerreiro medieval, viajante do espaço ou o que quer que sua mente lhe permita escrever.

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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Faço parte do Sistema de Verificação e venho lhe parabenizar pela Verificação da sua história. Meu coração pulou pela garganta nos três últimos parágrafos! De verdade mesmo! Eu imaginei algumas coisas para o final, mas, juro, jamais o que você escolheu - e ficou muito bom e extremamente impactante. Nossa, até dei uma olhadinha para minha estante de figure hahahahaha Bom, mas vamos por partes! A sinopse do conto é bastante direta e o fato de vir com um questionamento logo no início já instiga bastante a leitura. Expor as características de action figure do personagem também foi uma ótima ideia (é aquele tipo de spoiler que deixa a gente com ainda mais curiosidade). Uma das coisas que mais gostei foram os diálogos: estão muito bem estruturados e cativantes, e a passagem da narração para a conversa dos personagens também está muito boa. Eu pude imaginar as coisas acontecendo enquanto o Samurai e o Confederado conversavam. No entanto, devo dizer que vi a necessidade de modificar a classificação etária da sua história por dois motivos: quando o Samurai olha para ver o que seu "mestre" estava fazendo, há a exposição de uma cena de sexo explícita (antes disso, há apenas insinuação e, se tivesse permanecido assim, estaria tudo bem a classificação para maiores de 13 anos) e, depois, há a descrição do assassinato de forma direta - com direito a sangue e exposição de onde o corte foi feito - em histórias adolescentes, os detalhes costumam ser mais discretos, por assim dizer. Outra coisa que marca a história de forma muito positiva é a construção da personalidade dos personagens: que na verdade não diria ter sido construída durante a narrativa, em vez disso a impressão é de que eles (os personagens) já estão tão bem fundamentados, com suas crenças e modo de ver as coisas, que não havia o que ser construído durante a história, pois tudo já existia neles e só precisava ser exposto. Isso é algo muito raro de se encontrar em personagens - personalidades sólidas e convincentes. O contraste entre o Confederado e o Samurai mostram isso muito bem: este demonstra esperança e ingenuidade, aquele, descrença e negatividade. O final da história, onde há a passagem de ponto de vista do Samurai para o do dono do acervo de colecionáveis, é um susto e tanto para o leitor - e, como já disse, o grande "pulo do gato" da história. É bastante comum que contos não possuam descrição de cenário, até mesmo por causa do caráter ligeiro que esse tipo de narrativa assume, mas você fez algumas poucas e singelas descrições que foram o suficiente para que eu conseguisse sentir a mesma agonia que o Samurai estava sentindo por causa de toda a situação - e a descrição final, da espada, foi bastante perspicaz, porque a gente já imagina o final e o que realmente aconteceu, mas a explanação deixa tudo mais intenso. Com relação à gramática e ortografia não tenho muito o que dizer a não ser aconselhar que se atente ao uso de trema, já que não mais necessitamos dela na gramática. Além disso, gostaria de falar que você fez um ótimo uso do pretérito mais-que-perfeito. Foi realmente um prazer ler mais uma de suas histórias. Como sempre, me senti surpreendida pela qualidade do texto e cativada pelos personagens. Muito sucesso! <3
June 26, 2020, 17:15

  • Luiz Fabrício Mendes Luiz Fabrício Mendes
    Olá mais uma vez :) Fico muito grato pela leitura e os elogios. Eu coleciono action figures também (tenho um armário delas, inclusive), então acho um tema muito instigante de escrever, hauahaua! Peço desculpas pelo lapso quanto à classificação indicativa, costumo patinar quanto a isso. Aliás, gostaria de sugerir talvez a inserção de uma classificação "+15/16" ou algo do tipo, talvez fosse interessante para contemplar histórias de violência um pouco mais gráfica e cenas um pouco mais apimentadas, criando um meio-termo entre o +13 e o +18. Peguei muito gosto em criar diálogos de um tempo para cá, acho que eles são a alma de um texto muitas vezes, então curti bastante seu elogio a isso. Sobre a personalidade dos personagens, tentei imaginar como eles se comportariam de acordo com suas características como brinquedos, no tocante aos temas em que foram baseados. Lembro que ao escrever foi um exercício divertido. Acaba que a proposta toda é meio que uma versão macabra de "Toy Story", hauahauahau! Eu muitas vezes patino para concluir contos, ou o final fica muito abrupto ou aberto. Acho que este conseguiu acertar um pouco mais nisso, pela troca do ponto de vista inclusive. Enfim, obrigado por toda a análise e os comentários gentis. Os tremas permaneceram nas palavras, acredito, porque esse texto tem uns 8-9 anos, hauahua, e eu ainda usava uma versão antiga do Word provavelmente. Coisa para arrumar numa revisão futura. Obrigado, sucesso igualmente. Abraços. June 26, 2020, 23:05
  • Karimy Lubarino Karimy Lubarino
    Sem problemas quanto à classificação. Sei que é mesmo complicado encaixar cada história em uma faixa etária correta, em principal quando não colocamos tudo tão explícito (violência, drogas, sexo, etc). A gente já tentou uma vez conversar com o dono do site a respeito disso, porém a classificação não segue os padrões brasileiros (pelo site não o ser também), mas com certeza trarei essa ideia à tona assim que possível. Obrigada pela observação. Houhou! Simmm, isso mesmo que pensei: um Toy Story pra contar nas noites de fogueira hahahaha E, sim, o final deste conto ficou muito bom mesmo. <3 Até mais! June 30, 2020, 13:29
Wesley Deniel Wesley Deniel
Um conto singular, sem dúvida ! Muito bem escrito e pensado, como de costume. Amo a cultura oriental, então a satisfação fora redobrada ! Grande abraço, amigo !
June 23, 2020, 11:40

  • Luiz Fabrício Mendes Luiz Fabrício Mendes
    Grato pelo comentário e os elogios. Muito bom ter gostado! E eu também curto a cultura oriental, ela aparece em diversas histórias minhas, hehe! Abraços. June 23, 2020, 11:44
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