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Agentes tentam descobrir o mistério por trás do que foi conhecido como o caso da "Garota sangrenta". Segredos que envolvem famílias, o absurdo, o sobrenatural. Participe e desvende esse mistério. Uma nova pista revelada toda semana enquanto os agentes tentam não enlouquecer com as novas descobertas.


Horror Teen horror Nicht für Kinder unter 13 Jahren.

#cabeça-decepada #horror #mistério #escrita-experimental
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O mistério da Garota Sangrenta

por Alfredo de Morais

Muito sangue e uma cabeça decepada são elementos que compõe esse grande mistério. Apesar da farta quantia de relatos, testemunhas e provas materiais ainda se mantém sem solução até hoje. Conversamos com testemunhas e autoridades envolvidas no caso que abalou as estruturas de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul.

O fato tem início no quinto dia do mês de outubro. O ano é 1990 e, para quem estava na praça central da cidade de Cambará do Sul nesse dia, foi um dia que nunca mais esquecerão.

Uma garota. Aparentava em torno dos 15 anos de idade, cabelos e olhos castanhos, usando um vestido marrom todo rasgado apareceu na praça portando nada mais do que uma faca de açougueiro na mão esquerda e uma cabeça decepada bem segura pelos cabelos na mão direita.

Relatos do dia dado por moradores contam que foi uma cena macabra e que a cabeça ainda pingava sangue quando a garota surgiu caminhando descalça pela rua principal. “Ela mais parecia um zumbi”, disse uma moradora idosa que viu o momento em que ela parou diante da cruz que ficava no meio da praça central diante de uma igreja e ficou olhando para o alto como se estivesse conversando com alguém de altura imensa. "Era como se o demônio estivesse diante dela dando ordens", conta a moradora.

A Polícia logo foi chamada e enquanto era esperado a chegada da viatura, uma multidão se aglomerava ao redor da praça, mas ninguém se atreveu a se aproximar da garota. Sangue quente ainda escorria da cabeça sem parar criando uma trilha de sangue que começava na cruz e se dirigia para o bueiro mais próximo. O primeiro policial a chegar na área foi o Cabo Aurélio.

“Quando cheguei no local uma multidão havia se formado. Desci da viatura e fui até a menina. Eu chamei ela várias vezes. Parecia catatônica, sabe? Mas isso não foi o pior. Quando chamei ela acho que pela quinta vez, ela finalmente pareceu me responder. Olhou pra mim e então estendeu a mão que segurava a cabeça. Meio que ela estava me oferecendo para eu segurar. Foi aí que a cabeça abriu os olhos e falou. O novato que estava comigo quase desmaiou”, relata o policial.

Vários outros moradores relataram o mesmo e era que a cabeça repetia em alto e bom som num excelente português:

“Eu sou culpado! Podem me prender!”

Quando a cabeça começou a falar, relataram testemunhas, o que aconteceu foi pura confusão e gritaria. Alguns moradores gritavam “Satã!”, o padre recitava salmos em alto e bom som e alguns mais corajosos apareceram com fogo e armas em punho.

Naquele momento, Cabo Aurélio havia paralisado, mas o dever falou mais alto ainda mais que viu moradores se aproximando com fogo como se ainda estivessem na idade média. Achou que seria melhor intervir antes que algo de pior acontecesse.

O policial relatou que puxara a arma e efetuou disparos apontando para o alto. A população dispersou de início, mas sabia que seria por pouco tempo. Ele disse que pegou a cabeça falante da mão da garota a faca da outra e deu ordem para o cadete pegar a garota e levar para o carro o mais rápido possível.

“Eu estava paralisado de medo quando ouvi o Cabo Aurélio berrar pra mim. Um fiapo de coragem, eu acho, voltou pras minha perna então botei a guria no ombro e joguei no banco de trás”, nos relatou o Cabo Machado.

Com tudo dentro da viatura correram para a cidade vizinha, São Francisco de Paula. No caminho ligaram para a polícia da capital mandar reforço. A garota durante a viagem fez mais nada, disseram que ela até pareca morta, mas que de vez em quando movia o corpo dando algum sinal de vida enquanto a cabeça no porta malas continuava falando a mesma frase:

“Eu sou culpado! Podem me prender!”

Depois disso foram vários momentos de tensão, pois os policiais da outra delegacia, depois de verem e ouvirem a cabeça falar se recusaram a receber a garota enquanto moradores de Cambará do Sul apareceram diante da delegacia pedindo para que a garota fosse queimada chamando os policiais de “serviçais de Satã”.

Somente quando legistas e policiais da capital chegaram horas mais tarde que a situação pareceu se acalmar. Vários vídeos de uma cabeça decepada falando viralizaram pela internet. Fotos da garota segurando a cabeça também. No dia seguinte o mundo inteiro falava disso.

Uma grande equipe de policiais foi alocada para fazer toda a investigação e o que foi descoberto pegou todos de surpresa.

A cabeça pertencia ao Assassino Canibal, nome dado pelos moradores da região devido ao fato de que os corpos de suas vítimas nunca mais eram encontrados, pois era dito que ele as devorava, mas na verdade ele somente as queimava ainda vivas em seu sítio.

Ele estava foragido há mais de 10 anos e ainda mostrava indícios de estar fazendo vítimas devido ao seu padrão de sequestro de garotas de 15 anos.

Por alguns dias, disseram, a cabeça continuou falando até certo dia ela parar de repetir sempre a mesma frase, a cabeça confessou e deu detalhes de cada uma de suas vítimas. Foram 99 no total. Depois e 4 horas de relato gravados pelos legistas a cabeça finalmente parou de falar e assim é até hoje. A cabeça ainda está guardada para estudos na Universidade de São Paulo e mesmo depois de vários testes e averiguações nada conclusivo foi descoberto.

As últimas palavras do Assassino Canibal, nascido Gumercindo Almeida dos Santos, foram: "Sacrifícios para o meu senhor!”

Vários livros foram escritos sobre o assassino, mas nenhum deles conseguiu responder como ele acabou naquela situação, pois o maior mistério não havia sido desvendado.

A garota ainda parecia estar em estado catatônico. Relatos disseram que ela estava constantemente olhando para o horizonte. De vez em quando mexia os lábios como se estivesse sussurrando algo. Chamaram especialistas em leitura labial para decifrarem o que ela estava falando e o resultado foi inconclusivo.

A investigação não conseguiu sequer descobrir o local em que a cabeça de Gumercindo foi decepada. A trilha de sangue que a garota deixou seguia por toda a rua em direção a um pasto, mas do pasto em diante não descobriram mais nada nem com a ajuda de cães farejadores.

Outro problema foi o fato de que ninguém sabia quem era a garota. Fotos e vídeos dela viajaram o mundo e ainda assim ninguém veio falar dela.

Até o momento não se sabe o nome dela. Na internet chamam ela de “Garota Sangrenta” e no abrigo que ela foi enviada deram o nome de Maria.

Hoje completam 5 anos desde o dia em que Maria apareceu na praça de Cambará do Sul com uma cabeça decepada nas mãos e ainda não se sabe nada sobre ela ou como ela foi acabar naquela situação. As duas únicas testemunhas do ato não possuem a capacidade de falar e, portanto nada mais foi possível fazer até então.

Depois de cinco anos do ocorrido um novo fato sobre o caso veio à tona. Maria falou em alto e bom som para todos numa sala de ressonância em que fazia testes anuais um nome:


Érico Donatello Amicci.


[Arquivo corrompido]


- Como assim arquivo corrompido?

- Foi a única versão que encontrei. Nem mesmo pa donos da revista sabem o que houve com o arquivo. Tudo em torno dessa garota parece desaparecer com o tempo.

- O que mais você achou?

- Tenho um relato do que aconteceu com a pessoa mencionada no artigo, o Érico Donatello Amicci.

- Porque tudo isso foi esquecido? E qual a relação disso com o que houve na Noruega? Continue vendo os arquivos e você vai compreender. Vai por mim.

13. Mai 2020 05:54:28 1 Bericht Einbetten Follow einer Story
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Lesen Sie das nächste Kapitel Érico queria falar

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Krishna Grandi Krishna Grandi
Quero ler mais!
May 17, 2020, 16:35
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