Vida de escritora Follow einem Blog

ironi-jaeger1558039313 Ironi Jaeger Ser escritor é uma profissão prazerosa, quando a realdade a nossa volta se torna monótoma ou difícil de suportar temos a fuga da realidade através da fantasia. Com o auxílio do papel e da caneta ou de outro aplicativo de escrita criamos nosso próprio reino, e nele construímos um castelo e vivemos no luxo e na riqueza sem nos preocuparmos de onde vem nossa comida ou as roupas que vestimos, já que de posse dos sonhos os criamos ao nosso bel prazer. Podemos colocar fossos em volta do castelo e encher de crocodilos e testar a lealdade dos nossos súditos caminhando em cima de uma fina ponte de madeira onde os ferozes crocodilos só esperam o deslize dos pés de um visitante para ter o seu jantar. Podemos esnobar o príncipe herdeiro de outro reino quase tão rico quanto o nosso, apenas porque a roupa dele não combina com a nossa ou com os olhos dele. E por isso oferecer a ele um copo de vinho com veneno e vê-lo morrer aos nossos pés, mas, se no decorrer da história surgir o arrependimento pelo assassinato simplesmente voltamos ao momento final e trocamos (o morreu, pelo não morreu) e seremos perdoados pelo reino vizinho porque o poder de persuasão é nosso. Criando nosso mundo somos livres nascemos e morremos em tantas histórias que nos confundimos se realmente estamos vivos ou mortos. Na nossa imaginação somos invencíveis, lutamos batalhas épicas, usando uma armadura que nos torna fortes e poderosos, mesmo que na realidade sentimos tantas dores que quase não conseguimos levantar o braço.
Nicht überprüfte Geschichte

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Amigos e Café, Nas Entrelinhas…

Amigos e café, nas entrelinhas…


Assistindo filmes mais antigos observo os homens e suas maneiras de conquistar uma mulher, com respeito e elogios maldosamente ditas.


Assim, se uma mulher soubesse ler nas entrelinhas ocorria duas coisas. Ou ela se ofendia e encerrava a conversa, e nesse caso o mocinho estava fora de combate, a não ser que aquele fosse o momento errado a mocinha estava em companhia que ela precisava se preservar.


Noutra situação, a mocinha mais esperta, sabendo que nas entrelinhas cabiam mais do que um sorvete, um doce na padaria ou um passeio pelo jardim, campo ou a cavalo.


Os mocinhos precisavam saber colocar as palavras e torcer para que as entrelinhas fossem preenchidas pela mocinha…


Não quero dizer com isso que não rolava amassos, beijos ardentes, mãos atrevidas e outras coisas que eu agora deixo nas entrelinhas.


Hoje em dia se um homem, não mais chamado de mocinho, mas de conquistador, convidar uma mulher para tomar um café.


O vamos dar um passeio, evoluiu para vamos tomar um café, não será uma xícara de café em um lugar público, ou na companhia de sua querida mamãe. Será apenas uma metáfora para dizer vamos, transar, qual motel vamos?


E qual a diferença entre os homens das antigas e de agora?
Eles precisavam formar famílias que eram a base da sua existência, precisavam ter uma mulher ao lado, para não serem fracassados.


E o dar uma volta era tranquilamente em lugares públicos, até porque queriam ser vistos com a mocinha, para que ela se sentisse segura e nele confiasse.


Hoje em dia os homens convidam uma dama para sair, e tudo que não fazem e ir em um local público, pelo motivo de que pode lá ter um conhecido… deixo novamente nas entrelinhas.


Bem, sei que os tempos são outros e o mundo evoluiu ou regrediu, e agora falemos de tomar café com amigos…


Não como amigo no café, eu disse a alguém…

10/09/2017 Ironi Jaeger

10. September 2019 10:28:44 0 Bericht Einbetten 0
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O Azar do Gato Preto

Histórias que o povo conta

Episódio 1


Marceli, era uma moça pouco atraente, não por não ser bonita, mas pela forma de se apresentar com suas roupas fora de moda cabelos presos em penteados que a deixavam com aparência envelhecida.

Mesmo assim seu amigo Jonas nutria por ela uma simpatia especial e sempre que tinha oportunidade a convidava para almoçar, ela educadamente recusava seus convites.

Marceli era diferente das outras mulheres da empresa sempre que tinha um minuto de folga estava com um livro nas mãos.

Alguns debochavam dela diziam que ela deveria deixar de lado os livros e viver uma história amorosa de verdade.

-O príncipe encantado não existe lhe diziam. Existe todo tipo de animal, menos esse.

– É melhor ser comido pelo lobo mau do que pelos vermes da terra disse outro colega.

Marceli sonhava com seu príncipe que era igualzinho aos mocinhos dos livros que ela lia. Esta história em particular falava de um gato preto que enfeitiçado por um ciumento bruxo vagava pelo mundo seduzindo mulheres carentes. Ficava com elas por algumas noites e quando notava que estavam apaixonadas sumia.


Certa noite adormeceu com o livro na mão, acordando mais tarde notou que um gato preto havia entrado pela janela e dormia com ela na cama. Encantou-se pelo animal e acariciando seus pelos macios comentou.


-Como você é lindo amiguinho e pelo jeito não tem dono visto que não usa coleira.

Precisamos providenciar uma, já que não tens coleira não tens dono, então a partir de hoje ficarás na minha casa. Levantou-se e alimentou o gato oferecendo a ele uma tigela de leite.


Pela manhã ao entrar na cozinha teve uma surpresa, ali sentado junto a mesa estava um belo rapaz. Ela levou um tremendo susto gritando:


-Vou chamar a polícia. E correu até o telefone. O moço gentilmente a pegou pelo braço dizendo:

-E vai dizer o quê para a polícia; que tem em casa um gato preto que vira homem?

Ela pensou um pouco e largou o telefone.


-Eu me chamo Giorgio e sou um príncipe enfeitiçado de dia sou um inocente gato e a noite transformo-me em um ardoroso amante. Fui enfeitiçado por um marido ciumento que me pegou com a mulher certa porém na hora errada e desde então vagueio pelo mundo a procura de mulheres sozinhas e carentes.


A primeira noite juntos foi de amor no jantar, na sobremesa, no banho, na cama.

Ela estava decidida que aquele gato era seu e providenciou uma coleira, mas quando a mostrou Giorgio ficou furioso..


-Está para nascer uma mulher que me coloque uma coleira. Não sou de nenhuma de vocês, sou de todas. E tu senhorita Marceli deve gastar teu dinheiro contigo. Comprar roupas que te deixem linda. Comprar sedas, cetins e rendas para me agradar na cama.


Como ela não estava disposta a perdê-lo aceitou o conselho.

Todas as noites antes de fazer amor ele a mandava comprar um café em um ponto que ficava distante de casa, ele exigia o café da tal cafeteira e ela tentando agradar saia e comprava o café.


Nesta noite ela chegou em casa e sentiu no ar um perfume enjoado, floral, adocicado, bastou fungar umas vezes e reconheceu o odor.


Ao cumprimentar seu amado com um beijo ouviu dele a recomendação de que precisava do café.

-Porquê todas as noites me mandas comprar café? Posso muito bem preparar uma xícara pra ti.

-Lembre-se de que isso é um sonho e se não fazes o que quero sumo na noite.


Intrigada com o perfume que o ar revelava ela saiu pela porta e espiou pela janela do quarto e lá estava seu amado com sua colega de trabalho.


Dona de um rápido raciocínio ela pensou que se aquele momento era de verdade um sonho então…

Foi comprar o café, voltou e ofereceu para seu amado.


-Está gostoso ele disse feliz. Quente e amargo como gosto. E a propósito. Gostei dos dias que ficamos juntos, porém estou indo embora amanhã de manhã. Está será nossa última noite juntos. Aproveite.


Ela sentada junto ao telefone parecia não se importar com a presença dele ao ligar para seu colega de trabalho que sempre a convidava para sair e marcou um encontro para o outro dia.


-Vocês mulheres são todas iguais. Pensa que fazendo jogos irá me convencer a ficar. Irei embora tão logo o dia amanheça. Não gostei da tua atitude de comprar a coleira e sinceramente está para nascer uma mulher que coloque coleira em mim. Sou um ser livre, pertenço a todas as mulheres e não a apenas uma


Ela permaneceu ali sentada enquanto ele continuava sua humilhação:

-O que tu pensou sua imbecil sua ingênua.

-Sim. Ela respondeu sorrindo. Eu era uma ingênua. Não sou mais. Acordei do sonho.


Estas foram as últimas palavras que Giorgio ouviu antes de cair duro sobre o chão frio da cozinha

-Olá senhorita. Que lindo gato. Como se chama?

-Giorgio.

– E no que precisa de ajuda?


Giorgio acordou dentro de sua gaiola para ouvir estas palavras:

– Ele é um garanhão, precisa ser castrado. E por favor não tira a coleira do pescoço dele.

Moral da história. Não traia uma mulher ingênua e vingativa, nem mesmo em sonhos.

19/04/2019- Ironi Jaeger

31. August 2019 16:07:35 0 Bericht Einbetten 0
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A CHEGADA DOS PERSONAGENS

Manhã fria. A chuva tocada pelo vento chicoteava o lombo de quem se atrevesse a sair para a rua.

Aqui no Sul do Brasil, temos o Vento Minuano, (e não é a marca de produtos de limpeza). Era um desses dias em que o vento gemia ou assoviava, (depende de quem escuta) pelas esquinas.


Deitada na minha cama quentinha pensava em um bom motivo para levantar, já que o celular estava comigo na cama e a tomada fica ao meu alcance. Então levantar cedo numa manha fria de domingo? Para quê? Realmente não via necessidade disso.


Ouço uma buzina de carro, quase abafada pelo ruido do vento. Penso comigo; não pode ser pra mim, não estou esperando ninguém ainda mais numa manha fria de domingo.


Segundos se passam e a buzina insiste com mais intensidade. Pode ser para o vizinho, penso, porém o barulho da buzina persiste agora mais longo, mais alto e irritante.


A contragosto jogo as cobertas para o lado, visto o roupão e vou espiar pela janela da porta. Em frente ao portão está parada uma Van, e o motorista insiste na buzina, já devidamente irritado.


Abro a porta e recebo uma baforada de vento com chuva miúda, contrafeita caminho até o portão.

O motorista abre o vidro e pergunta:

– É aqui que mora a escritora?

-Sim. Respondo surpresa.

– Então, estes personagens te pertencem.

– Como assim! Não pedi nenhum.

– Não sei de nada senhora. Eles me contrataram para trazê-los até aqui. Pagaram só a passagem de vinda.


Os personagens saem um a um, estranhos, caricatos, alguns baixos, outros nem tanto. Alguns taciturnos, com suas roupas esticadas e as damas com seus chapéus coloridos.


Havia um lote de personagens diversos, simpatizei com alguns e outros já coloquei na linha do abate.(para matar na história).

– O que vou fazer com todos eles?


– O problema é seu senhora, tu os pediu segundo a planilha (da terra dos personagens) inventada por mim é claro.

– Deves cuidar deles, alimentar, vestir, abrigar e prestar contas deles em um relatório mensal.


– Mas minha casa é pequena. Mal cabe eu e minhas dúvidas…

– Compre uma maior, ou os abrigue em um hotel. Tens o poder da escrita na ponta dos dedos.


Eles me olham como se eu fosse a sua criadora, a maioria deles nem lembro de ter concebido.

– E aí senhora. O problema é seu. Só foi contratado para trazê-los.

Penso um pouco e já separo os que vou usar no meu próximo livro.

– Esperem um pouco. Digo e volto para dentro de casa. Pego papel e caneta para anotar o nome de todos.


– E o senhor? Olho para o motorista. Preciso de alguém para dirigir o carro do meu personagem na próxima história?

– Claro que fico… desde que me reserve momentos bons.

– Que tal um romance com aquela mocinha de vestido amarelo e chapéu na cabeça?

– Feito.


Por isso as vezes sinto tanta dor de cabeça, os personagens fazem tanto barulho que quase enlouqueço.


E confesso… depois de escrever este texto… confesso… tenho medo de ouvir uma buzina em frente de casa… Não tenho como abrigar mais personagens,

18/08/2019-Ironi Jaeger

18. August 2019 17:26:14 0 Bericht Einbetten 0
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PERSONAGEM POBRE CRIANDO ACESSÓRIOS PARA SEU MUNDO


Personagem: Preciso criar uma pedra para ser o altar do sacrifico. Como se cria uma pedra? Se eu tivesse grana, comprava uma artificial, mas sou pobre…

Escritora: Mas a pedra artificial que tu compraria, seria de qual material? E sendo ficção porque simplesmente não imagina a pedra e pronto.

Personagem: Nem pensar. Precisa de um pouco de realismo, o leitor precisa ver, sentir, tocar a pedra.

Escritora: Claro. Assim o salvador do mocinho em perigo já usa ela para tacar na cabeça do bandido.

Personagem: Ah, lá vem ela falar que o mocinho a ser sacrificado é um homem baseado no… (fazendo trejeitos com a mão.) Cabelos e olhos castanhos.

Escritora: Ué… Bateu o ciuminho agora?

Personagem: Claro. Todos teus personagens homens são baseados nele… (trejeito de repulsa)

Escritora: Morreu este assunto. Vamos voltar a pedra.

Personagem: (Rindo baixinho). Aiinn, ela ficou brava agora…

Escritora: Vem aqui ô sem ideia, vou te explicar como fazer uma pedra artificial.

Personagem: Aparece com bloco e caneta na mão finge prestar atenção.

Escritora: Pega um pedaço de isopor cobre com papel higiênico e pinta de marrom.

Personagem: Mas não tenho dinheiro para comprar isopor.

Escritora: Rapaz. É final de ano. Tem isopor em todos os cantos, basta juntar o quanto quiser.

Personagem: Ah é… Agora vou sair na rua catando isopor no lixo.

Escritora: Tenha santa paciência Bat man.

Personagem: Quem é este tal de Bat man? Outro personagem de cabelo e olhos castanhos? (rindo).

Escritora: Rapaz, vou te dar um tiro na cabeça.

Personagem: (Coloca as duas mãos na cabeça)é melhor eu parar, ela é capaz de me dar um tiro mesmo. Ok. Parei… Vamos a pedra. Eu pego isopor e…

Escritora: Corta, cola, lixa, corta, cola, lixa, até ficar no formato e tamanho que queres. Então a cubra com cola branca, e cola o papel assim, óooh…Pega o papel, molha, amassa, gruda no isopor e espera secar.

Personagem: Ok, mas vai ficar da cor de papel higiênico amassado. (faz cara de desdem).

Escritora: Eu já te disse… Pega tinta marrom e pinta.

Personagem: Mas qual tinta devo usar?

Escritora: qualquer uma. Tempera, guache, tecido, acrílica, fosca, tosca… o raio que te parta.

Personagem: Nada de raios senhora, lembra que tens medo de temporal, (risinho)

Escritora: Eu preciso por favor que tu cala a boca, Preciso de concentração.

Personagem: Certo. Recapitulando. Fabrico a pedra artificial com isopor, cola branca e papel higiênico molhado e pinto de marrom. (anotado)

Silêncio enquanto a escritora escreve.

Personagem: Só mais uma pergunta.

Escritora: Fala.

Personagem: (Tirando onda). Uso papel higiênico limpo, ou pode ser usado.

Escritora: Limpo né, seu porco.

Personagem: É que o já usado facilitaria… já está marrom.

Escritora: Pelo amor de Deus cara, vai fazer tua pedra e me deixa em paz.

Personagem: (Espia por sobre os ombros dela) qual dos dois terá olhos e cabelos castanhos, o mocinho ou o bandido?

Escritora: Se tu não sair daqui agora, vou te amarrar em um poste, fazer uma fogueira e te queimar vivo.

Escritor: Tenta se concentrar na escrita .enquanto o personagem caminha de um lado para o outro, pensando com o sorriso cínico…

Personagem: Por favor uma última pergunta.

Escritora. Ok. Diga.

Personagem: Já na porta. Como tu vai construir uma fogueira.

Escritora: Viu porque mato os personagens?

08/11/2018-Ironi Jaeger.

11. August 2019 13:07:33 0 Bericht Einbetten 0
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